Identifica-te com as tuas raizes!
Outubro 13, 2008, 11:17 pm
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Algumas considerações sobre o tema do Paganismo Europeu em geral
Agosto 15, 2008, 4:40 pm
Filed under: Raízes

Recupero um artigo publicado no extinto blog «Plataforma Identitária» e que se afigura interessante, permitindo dar continuidade ao polémico debate mantido neste blog, nomeadamente em Setembro de 2007, o qual não ficou, para todos os efeitos, encerrado.
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Nos dias que correm, e no nosso meio, muito diverso, encontramos desde católicos integristas, católicos não-praticantes, católicos-porque-ser-portugues-é-ser-católico, cristãos protestantes, ateus, agnósticos, pagãos.

Neste artigo pretendo desenvolver um pouco a temática complicada do paganismo.

A definição corrente de paganismo é todo o culto, religião, ou crença que não seja uma das seguintes religiões, por sinal as mais importantes e praticadas no mundo de hoje: Cristianismo, Judaismo, Islamismo. Logo é mais fácil dizer que o paganismo é o que não é Cristianismo, Judaismo ou Islamismo, todas religiões monoteístas, religiões de uma só divindade. Só vou falar do paganismo europeu. Diz-se das religiões pré-cristãs da Europa muitas coisas. A maior parte erradas. Diz-se que eram religiões de muitos deuses, havia o deus do rio, o deus da árvore, o deus do céu (onde está “deus” também podia estar “deusa”). Isto é, em parte, verdade. As religiões pré-cristãs eram religiões panteístas, ou seja, religiões em que se acreditava que Deus, ou deuses, eram parte da substância da Terra, ou seja, DEUS é a terra, não a criou. A religião pré-cristã praticada no nosso território era, sem dúvida, panteísta. Panteísta e politeísta, sendo o “politeísta” discutível, pois em todas as religiões politeístas, haviam sempre um deus-pai, ou deusa-mãe, o que não elimina a existência de vários deuses e divindades, que não eram “apenas” equivalentes de bispos como já ouvi dizer. O que interessa aqui tentar explicar é a mentalidade desses povos.

1) Eram povos que viviam em profunda comunhão com a Natureza. Logo ao entenderem que haviam coisas que estavam para além do limite físico e espiritual dos homens, este deram a essas forças, que entenderam ser divinas, um símbolo, um nome, uma personalidade. Mais nada. Isto podia ser um trovão, uma tempestade, um monte ( basta ver a quantidade de monsantos que há), a morte, a vida.

2) Deus, ou deuses, não criam o homem, antes o contrário, ou melhor, ambos vivem como um todo. Os povos pré-cristãos não tinham uma visão linear da vida na terra, nem da vida da terra. Tudo era um ciclo permantente, em mudança, mas em que havia sempre um paralelo com tempos passados. Daí a existência dos mitos, que eram histórias que não aconteceram mas que eram sempre verdade. Exemplo disso é o uso da espiral, sozinha, ou muito frequentemente triplicada. Ver o exemplo do triskell ou trísceles.

3) O pleno oposto desta visão é a visão bíblica da vida. O homem nasce, se se portar bem (10 mandamentos), vai para o céu, ou inferno. Isto está sujeito a muita discussão, sendo uma versão mais light a de que quando morrermos todos vamos para o céu onde vivemos para sempre com Deus, e a mais pesada sendo que a qualquer momento vamos todos ao Dia do Julgamento, dia em que serão julgados os vivos e os mortos. Depois desse dia, todos viveremos bem, ou mal, dependendo do julgamento. Nem quero pensar nas filas nesse dia. Outra versão desta visão é a que Deus criou tudo e todos e nos controla lá de cima. Isto reduz-nos a meros fantoches. Deus não tira nem dá vida, só fez isso uma vez, logo no início. Resumidamente, uma grande confusão. Basta ver o caso do Inferno… Existe? Não existe? Deus não gosta de todos? Deus não perdoa?

Uma razão da crítica da mentalidade judaico-cristã é a não-sacralização da Natureza. Na mentalidade pré-cristã Europeia, Deus ou deuses eram a Natureza, ou faziam parte da mesma substância. Sabiam que faziam parte de um sistema maior, eram apenas uma parte de um todo. Se tratassem bem da Terra, ela trataria bem deles, logos os Deuses tratariam bem deles.

Na mentalidade cristã, Deus criou o céu e a terra. O homem e os animais. Logo, tudo é reduzido a “deus criou”. Tudo o que é fora do alcance do homem é “Deus”. A diferença é que na mentalidade pré-cristã Deus ou Deuses eram a própria Natureza, estavam contidos nela, eram a mesma substância. Na mentalidade cristã Deus apenas criou a Natureza. Aí reside a diferença. No criar e ser. Sim, claro que me podem dizer que “se deus criou a natureza, logo a natureza tem algo de divino nela”.
Sim, pode ser, mas ter e ser é diferente….



O Sangue e a Terra
Julho 28, 2008, 9:05 pm
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O que é a Nação?
– O conjunto de homens ou de povos que têm a mesma origem, a mesma língua, o mesmo carácter, os mesmos costumes, as mesmas leis fundamentais, as mesmas glórias, as mesmas tendências ou aspirações, os mesmos destinos.

De todas essas propriedades, quais são as que essencialmente constituem a nacionalidade?
– Em primeiro lugar, o sangue, raça ou origem; em segundo lugar, a língua. As outras propriedades não são mais que consequência dessas duas, e singularmente da primeira.

O que se deve ter em conta para conhecer a Pátria de um individuo?
– À raça a que pertence, ao apelido que apresenta.

Porquê ao amar a Pátria amamos também a terra onde a Pátria está estabelecida?
– Porque essa terra foi a morada e propriedade dos nossos maiores que durante séculos a ocuparam e cultivaram; porque é o baluarte em que se defendeu a nossa raça; porque encerra as cinzas dos nossos antepassados e foi regada com o seu sangue, lágrimas e suores, porque nela estão encravados os templos que a Cristo elevaram os nossos padres e onde milhares de vezes dirigiram ao céu as suas preces; porque é como uma herança bendita que aos seus filhos legaram depois de a trabalharem e de a cultivarem.

No que constituem os deveres de um homem para com a Pátria?
– Trabalhar sem descanso pela conservação ou restauração da raça, língua, leis, instituições políticas, costumes, carácter, tradições, artes, território e demais elementos constitutivos da Pátria ou nacionalidade.

Como trabalhar pela conservação da raça?
– Impedindo ou diminuindo com os seus conselhos e diligências os matrimónios dos seus compatriotas com pessoas de estranhas raças. Esta obrigação é tanto mais estrita quando se tratam de raças pouco numerosas, como a basca; pois as que contam com muitos milhões de indivíduos é mais difícil, para não dizer impossível, que desapareçam.

Mas não vos parece que é um sacrifício enorme para uma jovem a renuncia à mão de um homem de diferente nacionalidade, quando o casamento lhe oferece notáveis vantagens?
– Compreendo a grandeza desse sacrifício, mas todos os sacrifícios devemos fazer para bem da Pátria.

Finalmente, o que deve fazer o patriota pela conservação do território nacional?
– Tomar as armas, e até mesmo perder a vida, se necessário for, para impedir que esta caia nas mãos do inimigo.

Ramón Goikoetxea Orokieta, Padre Evangelista de Ibero, “AMI VASCO”, 1906



Porque não apenas as árvores têm raizes
Julho 3, 2008, 9:59 pm
Filed under: Em foco, Europa, Raízes, Resistência & Reconquista

O enraizamento é talvez a necessidade mais importante e mais olvidada da alma humana. Mesmo sem a conquista militar, o poder do dinheiro e da dominação económica podem impor uma influência estrangeira ao ponto de causar a doença do desenraizamento. […] O dinheiro destrói as raízes onde quer que ele penetre, substituindo tudo pelo simples desejo de ganhar sempre mais. Ele sobrepõe-se a tudo o resto porque implica um esforço muito menor. Nada é tão claro e tão simples que um cifrão.

O desenraizamento é de longe a mais perigosa doença das sociedades humanas, porque multiplica-se. Os seres realmente desenraizadas não têm senão duas possíveis atitudes: ou eles caiem numa inércia da alma quase equivalente à morte […] ou lançam-se numa actividade tendente ao desenraizamento, muitas vezes através dos mais violentos métodos, daqueles que ainda não estão ou estão apenas parcialmente desenraizados.

Simone Weil – «O enraizamento»



Ave Europa, nostra vera Patria
Maio 9, 2008, 10:18 pm
Filed under: Em foco, Europa, Raízes, Resistência & Reconquista

Ave Europa, nostra vera Patria
Música & Letra por George J. Lehmann
(Deverá ser somente cantado em latim)

Ave, Europa, nostra vera patria!
Omnes Europaei te salutant.
Multae gentes summus,
sed tantum stirpes una.
Stemus nos fratres, nunc et semper

Ave, Europa; magna fons scientiae,
philosophiaeque, laudamus te.
Mundo luciferi sunt populi aquilae;
aquila se tollat sine cancellis

Ave, Europa, tibi fidem spondemus;
nobilitas tua aeterna est.
Ubicumque summus, in orbe aut astribus,
ibi es nobiscum semper in spiritu.

Ave, Europa, nostra vera patria

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(Versão portuguesa)

Viva, Europa, a nossa verdadeira terra mãe!
Todos os Europeus te saudam
Somos muitas tribos, mas somente uma estirpe.
Deixem-nos ser uma irmandade, agora e sempre.

Viva, Europa, grande fonte da ciência,
e da filosofia, nós te louvamos.
O lampião do mundo são os Povos da Águia
deixem a Águia voar sem limites.

Viva, Europa! A ti nós juramos lealdade;
A tua nobreza é eterna.
Onde quer que nós estejamos, na terra ou nos céus,
Tu estás connosco em espírito.

Viva, Europa, a nossa verdadeira terra mãe! <

(Clicar aqui para ouvir o hino em versão mp3)



Da memória
Maio 3, 2008, 5:38 pm
Filed under: Em foco, Raízes, Resistência & Reconquista
“Quando se foge e se deixa tudo para trás, o único tesouro que podemos levar connosco é a memória. A memória das nossas origens, das nossas raízes, da nossa história ancestral. Só a memória pode permitir-nos renascer do nada. Não importa onde, não importa quando, mas se conservarmos a recordação da nossa grandeza de outrora e os motivos pelos quais a perdemos, ressurgiremos.”

(Diálogo de Ambrosino e Rómulo ,A Última Legião, Massimo Manfredi)



Feliz Solstício de Inverno
Dezembro 21, 2007, 10:39 pm
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