Desistiu a Europa de lutar?
Novembro 15, 2008, 9:29 pm
Filed under: Europa

Por Rabbi Aryeh Spero

300-movie03_fcAs secularizadas e politicamente correctas elites europeias insistem na primazia das culturas e de religiões indígenas quando falam de outras longínquas regiões, contudo, demonstram uma insistente arrogância quando se trata das culturas indígenas das suas próprias terras. Por outras palavras, outros países estão empenhados em preservar o seu próprio modo de vida, enquanto o Ocidente é suposto gelatinizar-se e até mesmo negar a sua histórica forma de vida. A questão de fundo é esta: “Os europeus não têm qualquer respeito pela sua própria cultura.” A sua adoração pela abertura de espírito, não importa a que custo, está a provocar o seu desaparecimento.

Talvez, pela primeira vez na história, estamos a testemunhar a morte de uma civilização não devido a forças exteriores mais fortes militarmente, mas porque “ao invés de lutarem contra a ameaça, os europeus simplesmente desistiram, e não querem lutar.” O pacifismo na Europa é tão profundo que está para além de qualquer relutância em assumir uma acção militar, estendendo-se mesmo à negação da discussão verbal, seja com as leis ou opiniões assertivas, ou até mesmo na defesa da cultura ocidental nas conversas sociais de rotina.

Como é sabido, após a II Guerra Mundial, a Europa começou a denegrir o conceito de nacionalismo, e a extrema-esquerda impôs politicamente o internacionalismo. A lavagem cerebral dos cidadãos contra a inclinação natural dos seres humanos para serem orgulhosos e fiéis ao seu próprio país em detrimento dos outros, resultou no efeito boomerang, ou seja, chegou-se ao ponto em que os europeus já não podem sequer defender a sua própria cultura e história.