O masoquismo europeu denunciado por Bruckner
Novembro 2, 2008, 9:09 pm
Filed under: Em foco

«Todo o mundo nos odeia e eles têm toda a razão: é esta a convicção da maioria dos europeus e, a fortiori, dos franceses. Desde 1945 que o nosso continente vive dominado pelo tormento e pelo arrependimento. Martirizando-se com as atrocidades do passado, as guerras constantes, as perseguições religiosas, a escravatura, o fascismo, o comunismo, a sua História não foi senão uma longa cadeia de carnificinas, o que culminou nas duas Guerras Mundiais, ou seja, num suicídio fanático. Face a este sentimento de culpa, uma elite de intelectuais e políticos entrega os seus títulos e vota-se à manutenção da chama dessa culpa, à semelhança do que fizeram os guardiães do fogo: deste modo, o ‘Ocidente’ passou a estar em dívida para com tudo o que ele não representa, a ser suspeito em todos os acontecimentos, condenado a reparar todos os males.
À medida que se vão remoendo, os países europeus esquecem-se que eles, e só eles, fizeram esforços para vencerem, reflectirem e se isentarem desta barbárie. E se o acto de contrição não fosse senão a outra face da abdicação?»

Este é um breve trecho da obra de Pascal Bruckner “O Complexo de Culpa do Ocidente” (título original: La Tyrannie de La Pénitence, Essai sur le masochisme en Occident), ora editada pelas Publicações Europa América e acessível a qualquer interessado nas livrarias de referência. Se já o havia adquirido, assim como outros livros deste autor, na sua edição original em francês, não resisti em comprá-lo em português, desta feita para uma releitura mais fácil.

Pascal Bruckner não é muito conhecido em Portugal, mesmo existindo pelo menos 6 livros deste autor traduzidos no nosso idioma, pelas mais diversas editoras nacionais, entre os quais destaco “O Remorso do Homem Branco”, publicado pela Dom Quixote em 1990, actualmente esgotado e somente possível de adquirir em um ou outro alfarrabista.

Mas quem é Pascal Bruckner? Continuar a ler



Por uma espiritualidade autêntica
Novembro 2, 2008, 4:51 pm
Filed under: Resistência & Reconquista

A espiritualidade autêntica não pode senão ser fundada sobre a via (e a voz) do sangue, e isto quer dizer a coisa mais simples do mundo: a herança dos antepassados, tanto biológica como cultural, a experiência concreta do combate vital, individual e colectivo, e a esperança do crescimento da linhagem. Isto é válido para todos os povos do planeta, porque nós jogamos todos, uns contra os outros, e uns com os outros, o mesmo jogo de póquer, onde as regras foram fixadas por uma entidade que os Gregos denominavam de Moïra.

Guillaume Faye, in Avant-Guerre