Sobre Comunistas, a Conferência Episcopal e Alógenos
Junho 15, 2008, 1:37 pm
Filed under: Em foco, Europa, Hit Parade dos colaboracionistas, IMinvasão

Não é de todo novo para aqueles que acompanham este blogue a “minha” denúncia da cumplicidade da Igreja Católica em relação ao processo imigracionista. Em tempos escrevi, num artigo que se pode ler aqui, que o Vaticano se colocava objectivamente do lado daqueles que se esforçam por destruir a identidade etnocultural europeia.

Amplamente activa no colaboracionismo com a invasão alógena, e consequente colonização do nosso continente, a hierarquia católica persiste no seu programa de retorno às origens universalistas da sua ideologia, granjeando inclusive o apoio dos sectores mais inesperados, como aconteceu recentemente em Bruxelas, com os eurodeputados comunistas a citarem as conclusões da última Conferência Episcopal, e a apelarem mesmo aos católicos para seguirem as indicações do episcopado.

Se finalmente a UE demonstra alguma decência e bom-senso, através de uma proposta, que não mais é que uma meia-medida (a fim de atenuar o mal já realizado), que visa combater a entrada maciça de imigrantes clandestinos em solo europeu, não deixa de ser emblemático ver juntos, na mesma barricada, comunistas e católicos.

A proposta, que será sujeita a votação na semana que agora começa, conheceu, pois então, o rechaço da Conferência Episcopal, que num comunicado exorta o parlamento europeu a chumbar o conteúdo do texto.

Ora, se tivermos em conta que a referida proposta será rejeitada pelos eurodeputados de esquerda, apostados em transfigurar o rosto da Europa, com vista à criação de uma massa mestiça, em que a única diferença será a de classe, e se a isso juntarmos o facto de que a grande parte dos deputados de confissão católica estão reagrupados no seio do Partido Popular Europeu, o grupo mais numeroso no parlamento de Estrasburgo, não se antevê um resultado favorável para o projecto em causa.

Escreveu Alain de Benoist que o cristianismo foi o comunismo da antiguidade e tal observação ganha a cada dia que passa mais contornos e visibilidade, demonstrando que o universalismo de uns e o internacionalismo dos outros afinal nunca estiveram muito distantes.