Que nasçam 1000 casas da identidade!
Abril 27, 2008, 10:39 am
Filed under: Em foco, Europa, Ligações Amigas, Resistência & Reconquista
A casa detém na cultura europeia um lugar primordial. Lugar de actividades compartilhadas, a casa é o local onde se perpetua o legado ancestral, onde os jovens ouvem atentamente os seus maiores e descobrem a história do seu povo. Espaço de afectos e relações pessoais a casa representa a manifestação da esfera privada. A casa é como o “Castelo” da família, na exacta medida em que é por excelência propriedade do Homem e onde este é soberano num território inviolável. Assim, tendo tudo isto reunido, a casa constitui primordialmente uma referência de identidade.

Há cerca de 4 anos, ou para ser mais exacto, em 30 de Abril de2004, os identitários do Pays Niçois, inauguraram aquela que é conhecida por La Maioun, ou traduzindo para português, a Casa, um espaço onde a solidariedade se transforma em fraternidade e o grupo reforça os seus laços e fomenta o espírito de comunidade. Neste local desenvolvem-se diversas actividades, sejam conferências, iniciação e melhoramento de conhecimentos informáticos da população, exposições temáticas, entre outras iniciativas, sem deixar de ser também um espaço de lazer e convívio, no qual quem por lá passa pode inclusive pernoitar, e onde se promove acima de tudo a identidade nicense e europeia.

Na esteira deste projecto os identitários da flandres avançaram com a edificação da sua própria casa e assim nasceu a Vlaams Huis, ou na língua do poeta, Casa Flamenga, uma habitação absolutamente extraordinária, provida de toda a comidade própria de uma casa na mais vetusta tradição europeia. Bastião dos identitários na região, a Vlaams Huis é já um polo de desenvolvimento e reconhecimento da cultura flamenga. Nela têm lugar as sempre necessárias conferências, aulas de aprendizagem de flamengo, cineclube, curso de artes marciais, entre um amplo conjunto de actividades. As fotografias presentes no sítio dedicado à Vlaams Huis deixam evidenciar que o futuro passa impreterivelmente pela abertura de mais e mais espaços como este, e uma vez mais os identitários estão na vanguarda. Parafraseando Fabrice Robert, que nasçam 5, 10, 100, 1000 casas da identidade!