As raças não existem…
Março 20, 2008, 11:55 pm
Filed under: Em foco

É amplamente consabido que as raças não existem, mas o Supremo Tribunal dos Estados Unidos acaba de anular a condenação à morte de um assassino de raça-negra-que-não-existe, com o pretexto de que todos os membros do júri eram de raça-branca-que-não-existe.

Allen Snyder, que havia assassinado o companheiro da mulher da qual se tinha separado, viu a sua condenação anulada pelo facto de ser de raça-negra-que-não-existe e o júri que o condenou ser composto por pessoas de raça-branca-que-não-existe, o que terá influenciado o resultado..

No próximo julgamento, sugiro que jurados sejam todos de raça-negra-que-não-existe, de forma a demonstrar que o homem havia sido condenado com base em preconceitos raciais de um grupo de jurados de raça-branca-que-não-existe, porque como é sabido as raças-não-existem, logo não se pode condenar alguém desde pressupostos raciais porque é do conhecimento público que-as-raças-não-existem.

No entanto, e tendo por base o axiomático postulado de que as raças-não-existem, fico sempre com a dúvida se eventualmente se poderá condenar alguém por racismo, isto é, pela prática da discriminação racial, se está provado que as-raças-não-existem?!


11 comentários so far
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Pois. Simples, parece…
Abraço,

Comentar por Pinto Ribeiro

É como nas primárias dos democrátas, o eixo central da discusão gira à volta de algo que “não existe”, mas que quando interessa sim que existe.

Comentar por RGMateus

Ese es un pensamiento peligroso, puesto que habida cuenta de que las razas no existen y si el jurado era blanco mientras el reo negro, quiere decir que por un lado no debería tener importancia una cierta diferencia melánica entre individuos (pongamos p.ej. entre un gallego rubio y otro moreno), y por otra parte, que la concepción de lo justo varía según algo teoricamente inexistente… complicado.

Comentar por Pepin

Irónico?!Não!

A única questão que coloco, é se num julgamento (e como diz e bem) de um individuo de raça-branca-que-não-existe, fosse condenado por um grupo de jurados de raça-negra-que-não-existe, se também seria anulado por discriminação racial, e sobretudo se teria a cobertura que este caso teve…!Nesse caso, claro que não, e é simples o porque…é que as raças não exsitem, logo não pode haver discriminação racial.

Comentar por Hg

Hg além de que se um branco fizesse algum reparado dessa natureza, seria logo acusado de racismo ele próprio, e arriscava-se a ficar com mais um processo.

Comentar por Silvério

Saudações!

Estava eu a pesquisar no Google sobre cartazes da Tagus (só me calhavam resultados com relação à tão estupidamente polémica campanha do “Orgulho Hetero”), quando tropecei no vosso blogue. Despertou-me a curiosidade, especialmente porque, miraculosamente (pensei eu), não se mostravam contra a dita campanha da marca portuguesa.

Depois de passar uma rápida vista de olhos pela página, tive a sensação de entender o porquê de não falarem da campanha para a deitar abaixo mas, pelo contrário, condenarem a sua retirada das ruas (que também considero uma falta de coragem tremenda).

Mas, depois de ver as “Ligações” que têm na barra lateral, e artigos como “Século XXI, século da uniformização e da mestiçagem?”, entendi de que se tratava.
Li alguns comentários, outros artigos, e a vontade de comentar tornou-se demasiado forte.

Em artigos anteriores, e em comentários, vocês recusam serem rotulados de racistas, recusam ainda uma relação estreita com o ideal Nazi… No entanto, há comentários com referências exaltantes como “(…)O Klan do s EUA ja tem um estudo que diz que os EUA tem pelo menos 150milhoes de arianos AMERICANOS DE ORIGEM 100% EUROPEUS E PORTUGAL ESTA NA HORA de OS PERITOS DEMOGRAFICOS ESPECIALISTAS GENEOLOGIA COMRÇAREM ESTES ESTUDOS.QUANTOS BRANCOS NATIVOS E MESTIÇOS EXISTEM EM PORTUGAL?(…)”, do senhor Paulo Silva, e um vídeo de uma conferência, num artigo mais recente, bem sonorizado com música alemã, bem ao estilo Rammstein.

Não tenho nada contra os Rammstein, e até gosto bastante da música, mas é sabido que muitas das suas músicas têm referências Neo-Nazis (ideal que desprezo e que me agonia só pensar que anda bem vivo por aí). Tenho, ainda assim, muito contra o Klan, cujas acções de busca por “puros” e “mestiços” são tão exaltadas pelo comentador, que mereceram até texto em caixa alta.

Quanto a este artigo, eu não penso que seja correcto afirmar que as raças não existem. Aliás, é sabido que a raça humana, como praticamente todas as outras raças de animais, tem muitas variantes!
Dizer que não existem raças é pura estupidez e, nesse ponto, concordo com a ideia que tentam passar.
No entanto, acho perfeitamente normal que se anule uma decisão de um júri, se este for maioritariamente branco e o réu negro (ou vice-versa, claro!). Quer queiramos, quer não, há um historial marcado pelo ódio entre negros e brancos, na civilização ocidental.
Ainda por cima, esse historial é muito marcado nos EUA, pelo que faz todo o sentido tentar evitar reacender conflitos desse género.

Acho que não está aqui em causa a culpabilidade ou não do réu, uma vez que nem temos todos os dados do caso. E não é de todo importante para a matéria.

Finalizando este meu já extenso comentário, quero apenas voltar à ideologia:
Ao longo do blogue, e pelo que entendi do movimento “Identitário”, que até então desconhecia, pude perceber que a contestação não tem que ver com a existência ou valor das outras raças, mas antes com a mistura de todas as raças, que é ainda mais impulsionada pela Globalização. (corrijam-me se tiver entendido mal)

No entanto, em vários artigos (como este) e comentários, nota-se um claro rebaixamento, no caso, da raça negra.

Além disso, ainda que entendendo uma preocupação com a manutenção de valores culturais nos países (que também sinto, em parte, especialmente quando começo a ver os portugueses a adoptar expressões abrasileiradas ou quando vejo iminente um Acordo Ortográfico que vai roubar mais ao Português de Portugal e fazer-nos adoptar a forma de escrita dos brasileiros), não posso deixar de referir que a mistura de raças também é responsável pela criação de alguns dos mais belos seres (e falo, no caso, de mulheres) que já pisaram a Terra.

Além do mais, há que ver a questão de outra perspectiva:
Todas as pessoas têm o direito de estarem com quem amam e de o expressarem. E devo lembrar que nessas questões, não existe escolha. Se se ama, ama-se e pronto!

Se um branco ama uma negra (ou vice-versa), ele tem todo o direito de exercer esse amor, mesmo que isso signifique trazer mestiços ao Mundo (até parece que é algo muito negativo).
Do mesmo modo, claro, acho que se um homem ama outro homem, ou uma mulher ama outra mulher, eles têm o direito a viver esse mesmo amor.
Claro que, na minha condição de homem, acho um desperdício, no caso de um casal lésbico, mas deve sempre prevalecer um direito básico de todo o Ser Humano, que é o direito à busca pela felicidade.

Fiquem bem!
Peace ;p

Comentar por Lion

Lion, este blog é pessoal, não está vinculado a qualquer organização política, ainda que tenha um forte pendor ideológico. Quem neste espaço internético escreve não é racista, mas etno-diferencialista, e rechaça a xenofobia na mesma medida que condena e denuncia a xenofília. O blog permite que os leitores comentem, tal como o Lion fez, e não censura senão quando existem insultos de carácter pessoal. Logo, não me espanta ver neste blog comentários desta ou daquela corrente política mais exacerbada. O Lion referiu um comentário de um leitor do blog, mas se verificar com mais atenção o blog também possui inúmeros comentários de leitores esquerdistas, inclusive de Daniel Oliveira, um mediático membro do Bloco de Esquerda.

No que se refer aos Rammstein, não sei se a banda tem alguma ligação a meio nazis e se tivesse não deixam de tocar uma sonoridade potente e envolvente. Se a banda estivesse ligada a sectores esquerdistas o Lion sentir-se-ia incomododado, mesmo quando se sabe que o comunismo é responsável por mais de 100 milhões de mortes?

«Quer queiramos, quer não, há um historial marcado pelo ódio entre negros e brancos, na civilização ocidental.
Ainda por cima, esse historial é muito marcado nos EUA, pelo que faz todo o sentido tentar evitar reacender conflitos desse género

Fico contente por verificar que assume a existência de Raças, demonstra não ter-se deixado formatar de todo pelo que nos querem impingir. O ódio a que se refere existe apenas porque se obriga povos e culturas distintas a coabitarem e a renunciarem às suas respectivas identidades. As sociedades multiculturalistas são sempre sociedades multirracistas e conflituosas.

Sobre a sua compreensão da mensagem primordial do blog e do movimento Identitário em geral, com efeito não se nega o valor de povo ou raça alguma, muito pelo contrário, celebra-se a existência dos mesmos, exaltando-os como a mais bela e maior riqueza deste planeta. Ao defendermos a identidade portuguesa e europeia não o fazemos contra este ou aquele, fazemo-lo porque é nosso dever, isto se queremos ser algo mais que um número no universo consumista da Globalização. a defesa da nossa identidade implica consequentemente e simultaneamente a defesa dos outros povos.

É verdade que todos têm o direito de amarem quem desejarem, mas já não é aceitável que se procure obrigar à pan-mixia racial, erigida como modelo mais elavado da criação humana, nas escolas ou diraimanete através dos meios de comunicação.

Espero que esteja agora mais elucidado sobre o que move este blog.

Saudações Identitárias.

Comentar por arqueofuturista

“No entanto, acho perfeitamente normal que se anule uma decisão de um júri, se este for maioritariamente branco e o réu negro (ou vice-versa, claro!). Quer queiramos, quer não, há um historial marcado pelo ódio entre negros e brancos, na civilização ocidental.”

No caso dos E.U. se for um Estado, ou uma comunidade onde os brancos forem maioria é natural que o juri reproduza essa realidade.

Assim como se na Europa fosse mais habitual os julgamentos com jurado também era lógico este ser composto maioritáriamente por pessoas brancas, apesar de o acusado ser negro.

Não é racismo, é lógica.

Comentar por RGMateus

Saudações!

Agradeço o esclarecimento, Arqueofuturista. Sendo que antes de ver este blogue, nunca tinha sequer ouvido falar em Indentitarismo.

Entendo que, no seu caso, a questão não passe tanto pelo racismo desmedido e estúpido, o que me deixa mais aliviado. Mas será tão descabido associar um pouco o Identitarismo ao Racismo? Isto uma vez que parece haver uma certa repulsa das outras raças, ainda que não um total desprezo e sentimento de superioridade perante elas…

No caso dos Rammstein, como disse, não tenho nada contra a banda. Aliás, tenho alguns álbuns e adoro (sou do tipo uma pessoa que ouve de todos os estilos de boa música, com excepções no “Pimba” e na “música” do género D’zrt, FF, TT e outras porcarias que tais).

Mas a questão que colocava era que, apesar de Rammstein ter a excelente sonoridade que tem e tudo mais, a sua relação com ideais neo-nazis (que não sendo confirmadas nem desmentidas, são ideias fortalecidas em algumas músicas), e a dúvida que aparece a alguém que, como eu, nunca tinha ouvido falar em Identitarismo (e não acredito que haja muita gente que saiba o que é) que, com tantas ligações à Extrema Direita, acaba por aparentar ser um movimento estreitamente ligado ao Racismo (seja uma ideia acertada ou um engano causado pela falta de informação), faz com que a mistura das duas (Rammstein e Indentitarismo) seja perigosa, no que diz respeito a passar essa má imagem (repito, errada ou não).

Apesar de não me identificar com o movimento (apenas reconhecendo que deve haver uma protecção da cultura, se bem que não ache minimamente necessário um separatismo racial como é defendido), acabo por simpatizar com o blogue em si, pela forma como é escrito, e por me manter mais informado.

Além disso, não sinto aqui um peso racista como já pude encontrar noutros sítios de Internet (no caso, autênticos baldes de estrume cibernéticos) onde, há uns anos, também tropecei.
Não é o caso do seu blogue, que me parece transparecer um maior nível de cultura do autor, e apresenta artigos bastante interessantes, e que incitam à discussão saudável, o que eu adoro.

Em relação ao último comentário…

“No caso dos E.U. se for um Estado, ou uma comunidade onde os brancos forem maioria é natural que o juri reproduza essa realidade.

Assim como se na Europa fosse mais habitual os julgamentos com jurado também era lógico este ser composto maioritáriamente por pessoas brancas, apesar de o acusado ser negro.”

Percebo a ideia, RGMateus.
Se bem que ache o julgamento por júri extremamente injusto e, no caso, por mais que represente a população, não acho que o destino de um réu deva ser entregue a uma amostra da população. E onde quer que esteja, um negro correrá sempre o perigo de ser mal julgado por brancos e vice versa, pelo menos enquanto as mentalidades não mudarem, e não passar a haver uma maior aceitação das pessoas de outras raças.

Enquanto isso, a usar um júri, ele deve ser cuidadosamente escolhido por forma a ser o máximo imparcial possível.
Especialmente se estiver em causa (outra estupidez) a própria vida do réu, no caso da pena capital.

Fiquem bem!
Peace ;p

Comentar por Lion

Obrigado Lion pelo fomentar do debate e interesse pelo identitarismo. É natural não ter ouvido falar desta corrente ideológica, bem recente por sinal no nosso país, mas que é absolutamente inovadora nas suas formas e ideias.

Não nutrismo qualquer repulsa em relação a outras raças. Neste mesmo blog mantive em tempos um debate enriquecedor com um blogger moçambicano (Egídio Vaz), e que permitiu verificar que o diálogo entre povos é possível sempre desde o respeito pelas diferenças e identidades de todos e cada um. Alguns comentários mais exacerbados são produto de um enorme sentimento de revolta que existe cada vez mais entre a nossa juventude urbana, principal vitima do desprezo a que os sucessivos governos votaram os portugueses de raíz.

Os Rammstein de todo são nazis, aliás existe mesmo uma faixa dessa banda que é anti-nazi. Mesmo assim, preocupa-me mais que os ídolos de uma certa juventude sejam membros de gangues como o 50 cent, ou drogados como Amy Whinehouse.

Neste espaço procuramos debater tudo de forma educada e polida e não toleramos o ódio ou todas as expressões negativas que um ser humano pode expressar, mas antes valorizamos e exaltamos o amor à nossa terra e povo, à nossa cultura e história. Não estamos dispostos a desaparecer num mar de mestiçagem global onde os seres humanos serão indistintamente apenas produtores e consumidores, e a quem concedem a ilusão de que mandam por via do voto.

Bem haja Lion pela abertura de espírito e participe sempre que desejar no blogue, porque todas as opiniões são válidas quando trazem algo novo e enriquecem a troca de ideias.

Comentar por arqueofuturista

Saudações!

Bom, em relação à repulsa pelas outras raças, tenho de pedir desculpa, mas frisar que o meu conhecimento do Identitarismo é ainda muito pequeno (ainda assim, sempre é maior do que há dois dias), e estou a seguir-me um pouco pelo que fui lendo, e tentando interpretar.
Fico agradecido por me esclarecer, e é verdade que esta corrente me está a despertar bastante interesse (não no sentido de me começar a identificar com o movimento, mas um interesse mais de observação e curiosidade perante uma ideologia nova e diferente para mim).

No que toca à banda alemã, não fazia ideia que pudessem ter uma faixa anti-nazi. E aquilo que disse sobre estarem ligados ao neo-nazismo, como deve calcular, é tirado do que me dizem sobre eles. Embora não me orgulhe de tomar como realidade o facto apenas porque mo dizem, o meu alemão fica-se pelo “auf wiedersehen” (e tive de pesquisar como raio se escrevia, pois só sei dizer), e pouco mais (talvez “Kinder”, “Mutter” e “Sehnsucht”, pelos chocolates e os dois álbuns dos Rammstein que tenho).
Portanto, há que dar um desconto… Mas agradeço a informação, que sempre melhora a imagem que tenho da banda, excluindo a única coisa que realmente lhes apontava de negativo.

Quanto aos heróis da juventude, devo dizer que eu próprio me considero como parte da juventude (tenho 19 anos), e até gosto da música de Amy Winehouse (Como lhe disse anteriormente, gosto de quase tudo, na música… Tudo depende do estado de espírito.).
Já em relação ao rapper 50Cent, apesar de gostar de Rap e Hip Hop (tal como de tantos outros estilos), 50Cent não me diz nada, nem como músico, nem como pessoa.
Mas ainda assim, considero que a educação (e com isto indo buscar um pouco de escândalos recentes) passa primeiro pelos pais, em casa. E não pela escola, como se pensa.

Penso que, se houver uma forte base educacional por parte dos pais, não é o facto de ouvir uma música violenta ou a descrever guerras de gangues (e quem diz música, diz filmes e jogos violentos, etc) que vai criar um jovem violento, perigoso ou revoltado.
Falando por mim, devo dizer e agradecer ter tido a educação rígida “quanto-baste” por parte dos meus pais (especialmente do meu pai), que entre outras experiências, fez de mim o que sou hoje.
E não me considero violento, nem mal educado, nem revoltado, apesar de adorar jogos como GTA, de ouvir (entre os vários estilos de música) Eminem, Ill Niño, Soulfly e outros cuja mensagem não é propriamente educativa, etc.

Finalizando o comentário, eu é que agradeço o facto de me ir dando a conhecer estas novas perspectivas que, embora não sejam exactamente coincidentes com as minhas, só ajudam a enriquecer o meu conhecimento. E fico, mais uma vez, feliz por verificar que a minha ideia original do blogue e mesmo da corrente ideológica aqui apresentada estava, afinal, errada. Pois devo confessar que a primeira ideia que tive do blogue quando vi as ligações e os “Stop à Imigração” e assim, foi de que se tratava de mais um blogue de racistas que desprezo e abomino com todas as minhas forças.
Fico feliz por não ser assim!

Com os melhores cumprimentos…
Peace ;p

Comentar por Lion




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