Impressões da jornada identitária de 23 de Fevereiro
Fevereiro 29, 2008, 10:30 pm
Filed under: Em foco, Europa, Resistência & Reconquista

Com praticamente uma semana de atraso, o trabalho assim obriga, eis que, com algum cansaço, mas mais sereno, consigo finalmente tecer algumas impressões sobre um grande acto identitário.

No passado sábado, dia 23 de Fevereiro, a associação Causa Identitária realizou a sua II Conferência Internacional, a qual demonstra claramente a vitalidade e enorme empenho deste colectivo na renovação ideológica que tanta falta faz ao nosso país, enfiado está na pasmaceira mental, no conformismo canino, no carneirismo seguidista das verdades-feitas. No dia 23 a CI fez História, doa a quem doer, em particular aos arautos da desgraça, vaticinadores equivocados de finais antecipados, cegos estão pelas suas obsessões maníaco-depressivas. Mesmo as manobras mais reles e reveladoras de uma sevandija asquerosa para com a minha pessoa e por extensão para com a própria associação foram ineficazes e absolutamente inócuas face ao assombroso sucesso obtido com esta conferência, uma conferência que deixou bem vincado que o ideal identitário é indiscutivelmente a única alternativa face ao sistema obliterador dos povos, aliás, algo que o companheiro de luta Carlos Branco, dirigente do MPP, deixou amplamente patente.

Não obstante as más condições atmosféricas, a Conferência iniciou à hora prevista e com uma boa moldura humana, pese ser um sábado de manhã em que tanto apetecia ficar na cama a repousar depois de mais uma semana de trabalho frenético. De realçar o aspecto iconográfico da sala, mestria da equipa identitária encarregue pela logística, que bem deixou expresso o seu profissionalismo e conhecimento das técnicas modernas de realização de eventos públicos.

No que concerne às intervenções, remeto os amigos leitores para a página da Causa Identitária, onde poderão ler o que ali foi falado e debatido. Pessoalmente senti-me privilegiado por assistir a intervenções tanto brilhantes como refrescantes, autêntica desintoxicação cultural, informativa e formativa.

Desejo, contudo, realçar o ambiente de extraordinária camaradagem, e mesmo irmandade, que foi a tónica durante todo o evento, a qual foi regada pelo extraordinário licor de ginja (com rótulo da associação, diga-se), obséquio dos associados de Alcobaça, que demonstraram dessa forma uma extraordinária criatividade, característica que desde sempre marcou a área identitária. De referir igualmente a enorme variedade de material para venda presente nas bancas dispostas na sala da conferência, fosse literatura das Edições Falcata, as t-shirts da CI, o já mencionado licor de ginja, os extraordinários jornais IdentidaD, o boletim da Asamblea Identitaria, as bonitas peças de artesanato produzidas pela OfiBel, os cd’s de música graciosamente oferecidos pela Extremo Ocidente, além da nova publicação da CI, a revista Identitário, na qual tenho a honra de ser um dos colaboradores.

Entre todos os presentes destaco a agradável surpresa que foi conhecer a Inês e o Silvério do blog O Canto da Cotovia, assim como ter por fim conhecido o João Roma, animador da secção lusa da Rádio Bandiera Nera, entre outros bons companheiros que me vão perdoar por certo a não menção, já que quero acima de tudo expressar o meu apreço e enorme honra que foi ter em solo pátrio os amigos da associação homóloga Asamblea Identitaria (Aida, Juan, Jose e Eduardo un fraterno saludo a vosotros!), e em igual medida o orgulho de ter conhecido e mantido largas conversas com Fabrice Robert e Philipe Vardon, dirigentes do Bloc Identitaire e da formação regionalista N.I.S.S.A. (merci à tous les deux!), dois pioneiros da aventura identitária e que são um incontornável exemplo de coerência ideológica e militância, além de constituírem uma inquestionável inspiração para todos nós, identitários portugueses e europeus.

Por fim, tive ainda o prazer de ter sido cicerone destes nossos amigos em terras saloias, dando a conhecer a lindíssima Sintra, esse pedaço paradisíaco situado nesta extremidade da terra europeia, que estes irmãos muito apreciaram e louvaram.

Uma jornada memorável, para recordar pela sua importância e influência que doravante se fará conhecer e sentir. A partir daqui já nada será como dantes, juraram os identitários portugueses.


19 comentários so far
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Meus sinceros parabéns, pelo esforço e dedicação que possibilitaram essa conferência, a todos da C.I. e a vcê caro amigo arqueofuturista. Não pude me desvencilhar de minhas obrigações aqui no Brasil para poder prestigiá-los, mas espero estar presente na terceira Conferência ou em outras realizções dos identitários portugueses.
Continuem na luta.
Abraços do Atlãntico Sul!

Comentar por Aldo Friederiksen

De facto foram vividos momentos naquele dia de ficar para sempre na memória e dignos de serviverm de historias à beira da lareira aos nossos netos!

Comentar por Surviver667

“A partir daqui já nada será como dantes, juraram os identitários portugueses.”

Desculpe o cépticismo mas, como qualquer bom Inglês diria: “yeah, right…”

Comentar por D. Sebastião II

Merci à tous pour le formidable accueil!

La résistance européenne se construit jour après jour, pas après pas, pierre après pierre. Ensemble!

Amitiés,
Philippe VARDON

Comentar por Philippe VARDON

Pena pena não ter mesmo dado.
Importa é o sucessssssoo!
O resto, deixa ladrar, Kamrad.
Um abraço.
( Hoje tive de vir à blogo, suck oblige. Cumprimentos do PR e da Sónia ).

Comentar por Bernardo Kolbl

“De facto foram vividos momentos naquele dia de ficar para sempre na memória e dignos de serviverm de historias à beira da lareira aos nossos netos!”

E muito mais haverá para contar.

Saudações Arqueofuturista. Parabéns aos identitários pela conferência e um obrigado pela agradável e enriquecedora experiência.

Comentar por Silvério

Foi um dia em grande e só quem não esteve presente pode desvalorizar a importância do que aconteceu naquele local.

Pelo comentário do D. Sebastião II percebe-se que não esteve presente, azar o dele. Quando tiver coragem de fazer alguma coisa séria pela Pátria que se chegue á frente, até lá é preferivel estar calado para não ser infeliz como foi.

Parabéns á Causa Identitária.

Comentar por P.Cardoso

Os deseo mucha suerte a los identitarios Portugueses. Aquí en España me parece que las cosas aún empeorará más…

Comentar por pepin

Cardoso, só critiquei o exacerbamento do “missão cumprida”.

Os Nacionalistas não são NADA para o Nacionalismo, o povo é TUDO para o Nacionalismo.

E aqui, o povo sou eu.

Não estou a dizer que não foi um sucesso, estou apenas a relembrar que há um caminho longuíssimo pela frente e que esse caminho tem de incluír o sucesso do povo Português, não de 5 ou 50 Nacionalistas.

No entanto, estou consciente que é necessário dar um passo de cada vez até se chegar ao “paço”, por isso continuem e um bem haja! Mas não cantem vitória por terem avançado 1 milimetro quando vos falta dar a volta ao mundo.

Esta agora é para quem quiser responder:
Eu já li o texto e o sucesso consistiu exactamente no quê?

—————–Á parte—————————–

Aldo, compreendeste agora o que quis eu dizer com o Brasil, a Colômbia e Venezuela? E olha que isto é apenas o início…

Comentar por D. Sebastião II

OK, D. Sebastião,invejo teus dons proféticos (realmente não esperava que toda essa m… explodisse tão depressa), mas acho que nessa o bufão de Caracas pode se dar mal, por dois motivos, primeiro: o meliante não esperava essa cartada do Uribe e dos serviços secretos colombianos com o apoio americano.Eles colocaram a nú a aliança Chaves-Farc para quem queira ver(não que a esquerda e os mérdia não sejam capazes de fazer um contorcionismo semântico para que a vilania se encaixe em Uribe e na Colômbia, mas vão ter trabalho) , e a esquerda dita vegetariana do continente vai ter que tomar posição, e aí vários lobos poderão surgir por baixo da lanugem.Segundo, a tentativa de desviar os olhos da população venezuelana da crise econômica e social que mergulhou os venezuelanos não se manterá por muito tempo, pois numa economia dependente quase que exclusivamente de um único produto, e ainda de um produto que pode ter comprometido todos os ciclos de produçao e exportação no caso de um conflito, a carestia se agravará tão logo estoure o primeiro tiro, aí é bem provável que esse índio fanfarrão ainda acabe de cabeça para baixo num poste, se Deus quiser!
Um abraço.

Comentar por Aldo Friederiksen

Os Nacionalistas não são NADA para o Nacionalismo, o povo é TUDO para o Nacionalismo.

Bem, sem ovos não se fazem omoletes, e sem o activismo dos Nacionalistas, não se chega a veicular o Nacionalismo, mas percebo o sentido da frase e concordo, dum modo geral. O Nacionalismo tem de se virar para todo o Povo, e é por aí que se lhe mede o sucesso.

E aqui, o povo sou eu.

Isso é que não, D. Sebastião II… O Seb. é um cidadão do país, mas não representa a opinião popular. Acresce que a sua índole ideológica tendencialmente minho-timorense faz com que não aprecie as movimentações identitárias, e não adianta escondê-lo. Por conseguinte, a sua apreciação das coisas tem de ser tomada cum granu salis…

Comentar por Caturo

“Aldo, compreendeste agora o que quis eu dizer com o Brasil, a Colômbia e Venezuela? E olha que isto é apenas o início…”

D. Sebastião II,
Não se a coisa era mesmo para começar assim, mas vejo que está “atento”. Aguardemos para ver como o indio se vai sair.
A CIA está mais “inteligênte” mas o passado persegue até os mais novos.

Legionário

Comentar por Anónimo

O Caturo que me desculpe, mas eu não tenho quaisquer tendencias “Minho-Timorenses”.
Quanto á minha expressão “E aqui, o povo sou eu”, foi feita num contexto do qual não deve ser dissociada.
É óbvio que eu “não sou o povo” e muito menos represento “a opinião popular”.

O que eu quis dizer foi que eu fui, segundo me parece, o único a ter uma opinião do “feito” por fora, a opinião do povo Português que contrasta com a dos Nacionalistas. Atenção Caturo, foi apenas isso que eu disse.

Na óptica do povo, o “feito” foi nulo, para os Nacionalistas o “feito” foi grandioso. Estava a “ser o povo” providenciando a visão do povo.

Mas é assim tão difícil de entender?

Comentar por D. Sebastião II

Aldo, foi o Bandarra que me legou esses poderes proféticos. Mas atenta que ainda não se realizaram, pois estes incluem o Brasil.
Agora repara:
Venezuela, Equador, Perú e Bolívia (talvez o Paraguai) formam um eixo, chamemos-lhe Bolivariano. Lula faz parte deste eixo, claramente. No entanto, o Brasil não faz (por enquanto). No Continente Sul Americano, o Chile, a Argentina e o Uruguai estão longe desse eixo (para os identitários, se quiserem, podem notar a relação entre percentagem de população Europeia e a pertença ao eixo). O Brasil está dividido, com um Sul (e Sudeste) divididos e um Norte aparentemente integrado no eixo. A Colômbia está (e não falemos da América Central) isolada. Fidel Castro dimitiu-se de Cuba para (talvez? para mim é claro) dar lições aos seus aprendizes, entre os quias constam Lula e Chávez de como exportar La Revolución. Castro é um Homem altamente influente e lúcido nesta geopolítica que sempre foi o seu sonho (ou pelo menos o de Che) e agora Chavéz parece conseguir concretizar.
As peças movem-se. Para o eixo ter continuídade territorial necessita derrobar o governo “Europeísta” de Uribe. Os Americanos simplesmente não são bons aliados na América Latina. Deixaram cair Uribe, especialmente se os Democratas vencerem as eleições. McCain é um RINO (Republican in name only) pelo que, não prestará muitos serviços á Colômbia.

“tentativa de desviar os olhos da população venezuelana da crise econômica e social que mergulhou os venezuelanos”

Aldo, há cinco anos atrás a Colômbia era um país bem mais próspero que a Venezuela, maior, apenas com o problema da violência. Hoje em dia, e graças a Chavéz é diferente. A Colômbia está dividida; as FARC controlam um terço do território e estão bem infiltradas na sociedade; a oposição tem liberdade; Existe a noção de que uma “elite branca” de 10~15% controla o país, o que causa descontentamento; Chavéz é a encarnação de Ché para muitos esquerdistas.
Pois atente nas estatísticas da CIA:
A Venezuela é mais pequena e possui 27 milhões de habitantes, face aos 40 e pouco da Colômbia. O rátio é menos que 2:1.
PIB Colômbiano: 320 biliões; Venezuelano: 335 biliões.
PIB per Capita Colômbiano: 7200 dólares/ano; Venezuelano: 12800 dólares/ano
Crescimento Económico/ano: Colômbia:6,5%; Venezuela:8,3%
População pobre na Colômbia: 50%; na Venezuela: 39%

Pois… crise Venezuelana? Qual crise! A Colômbia está bem pior. Para além do mais a imprensa Europeia não expôs a relação Venezuela-FARC, quanto mais a Norte Americana, preocupada com as eleições! A Colômbia cairá dentro em breve, os probelemas a sério começarão com o Brasil. O próximo passo.

Aliás, a Venezuela não necessita atacar a Colômbia. Uma boa jogada nas eleições Colômbianas (como os atentados de Madrid) e Bogotá passa a pertencer viva e alegremente ao eixo Bolivariano.

Comentar por D. Sebastião II

Roo-me de inveja!!!

Comentar por shivafaa

Penso que o objectivo será pôr todos os portugueses a sentir o apelo do nacionalismo!

Comentar por shivafaa

Num ponto tens razão DS, o apoio americano a Colômbia é vital para evitar sua queda.caso a Casa Branca adote a mesma postura do canalha Jimmy Carter* a América Latina estará fodida.
* em menos de 4 anos de governo o FDP traiu o Xá da Pérsia, colocando os xiitas radicais no poder no coração do Médio Oriente, ofereceu de bandeja a Nicarágua ao comunismo, que veio a gerar cerca de 300.000 mortos naquela região, e tbém aos comunas da Àfrica Portuguesa, levando ao desastre civilizacional que vemos hoje por lá.É ,mein freund, Ich bedauere das sehr.Haverá futuro?

Comentar por Aldo Friederiksen

Falta la bandera gloriosa Sangre y Oro

Comentar por filomeno

Os meus parabens a todos os intervenientes que tornaram esta acção possivel e fizeram dela uma excelente acção.

Parabens a CI!

Comentar por Hg




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