Assim falou Dominique Venner*
Fevereiro 11, 2008, 10:24 pm
Filed under: Em foco, Europa

Para ser breve, sou demasiado conscientemente europeu para sentir-me sob alguma forma filho espiritual de Abraão ou de Moisés, porquanto me sinto plenamente ligado a Homero, Epiteto ou à Távola Redonda. Isto significa que procuro as minhas referências em mim próprio, mais perto das minhas raÍzes e não no longínquo que me é absolutamente estranho. O santuário onde me recolho não é o deserto, mas a floresta profunda e misteriosa das minhas origens. O meu livro sagrado não é a Bíblia mas antes a Ilíada, poema fundador da psique ocidental, que tem miraculosamente e vitoriosamente atravessado o tempo. Um poema extraído das mesmas fontes que as lendas célticas e germânicas, no qual se manifesta a espiritualidade, se nos dermos ao trabalho de decifrá-lo. Posto isto, não faço um risco sobre os séculos cristãos. A catedral de Chartres faz parte do meu universo, assim como Stonehenge ou o Partenon. Tal é, efectivamente, a herança que é necessário assumir. A história dos Europeus não é simples. Após milénios de religião indígena, o cristianismo foi-nos imposto por uma sequência de acidentes históricos. Mas também ele mesmo foi transformado em parte, “barbarizado” pelos nossos antepassados, os Bárbaros, Francos e outro. Frequentemente foi vivido como uma transposição dos antigos cultos. Por trás dos santos, continuou-se a celebrar os Deuses familiares sem se colocar qualquer questão. E nos mosteiros, transcreviam-se os textos antigos sem necessariamente os censurar. Esta permanência é ainda verdadeira hoje, mas sob outras formas, apesar dos esforços de predicação bíblica. Parece-me francamente necessário ter em conta a evolução dos tradicionalistas que constituem não poucas vezes ilhas de vitalidade, opondo ao caos ambiental as suas famílias robustas, as suas crianças numerosas e as suas associações de jovens em boa forma. A perenidade da família e da pátria, nas quais eles se revêem, a disciplina na educação, a firmeza nas provas não têm evidentemente nada de especificamente cristão. São os restos da herança romana e estóica que assumiu mais ou menos a Igreja até ao início século XX. Contrariamente, o individualismo, o cosmopolitismo actual, o culpabilismo são naturalmente as heranças laicizadas do cristianismo, como o antropocentrismo extremo e a dessacralização da natureza, nos quais vejo a fonte de uma modernidade fáustica tornada louca e da qual será necessário pagar os efeitos a um preço elevado.

Dominique Venner, Entrevista à revista Antaïos, 2001

*Dominique Venner é um jornalista e historiador francês, antigo militante nacionalista e acérrimo pan-europeísta, actualmente director da publicação Nouvelle Revue d’Histoire, e inspirador da corrente de pensamento identitário.


35 comentários so far
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Sem dúvida que a verdadeira religião da Europa é a sua História… Se uma religião implica fé, não haverá maior fé que a memória dos nossos antepassados que muito deram ao Mundo Civilizado! Há orgulho maior que ser filho da mãe Europa?

Comentar por Haglaz

Está aí tudo, só não vê quem é …casmurro.

Legionário

Comentar por Anónimo

Excelente e verdadeiro Texto.

Comentar por Shivafaa

“O meu livro sagrado não é a Bíblia mas antes a Ilíada”
“não faço um risco sobre os séculos cristãos. A catedral de Chartres faz parte do meu universo, assim como Stonehenge ou o Partenon”

Então em que ficamos? É Cristão, é pagão? Eu até o compreendo mas ter o pos-modernismo como religião não é boa coisa.

Não gostei do texto. O texto seria excelente se apenas se resumisse ao seguinte excerto:

” A perenidade da família e da pátria, nas quais eles se revêem, a disciplina na educação, a firmeza nas provas não têm evidentemente nada de especificamente cristão. São os restos da herança romana e estóica que assumiu mais ou menos a Igreja até ao início século XX.”
Até cerca de 1945 ou até por volta do Concílio Vaticano II.
Nacionalistas, a tentação é grande, mas não desafiem a Igreja, ela é poderosa demais…

“o individualismo, o cosmopolitismo actual, o culpabilismo são naturalmente as heranças laicizadas do cristianismo, como o antropocentrismo extremo e a dessacralização da natureza, nos quais vejo a fonte de uma modernidade fáustica tornada louca e da qual será necessário pagar os efeitos a um preço elevado.”

Concordo quase em pleno. Quero apenas acrescentar que o individualismo não é necessáriamente mau, é até uma das características da Civilização Europeia. Comunismo e transformamo-nos em formigos (como os Asiáticos Orientais) é que não, bolas! Viva o individualismo comedido!

Queria também salientar este toque de génio:
“… SÃO AS HERANÇAS LAICIZADAS DO CRISTIANISMO…” Exactamente! A laicização, a descrença em algo melhor depois da morte que impele os Homens a ser pelos seus semelhantes e principalmente pelos seus descendentes é um dos grandes câncros que nos aflige a todos, propagado pela esquerdalhada…

Comentar por D. Sebastião II

Soberbo, soberbo K’mrd. Vou linkar este post.

Comentar por PR

Sem dúvida que a verdadeira religião da Europa é a sua História… Se uma religião implica fé, não haverá maior fé que a memória dos nossos antepassados que muito deram ao Mundo Civilizado! Há orgulho maior que ser filho da mãe Europa?

A cultura é muito bonita, e crucial, evidentemente, mas não faz as vezes da Religião. Religião implica Sagrado, implica referência a Forças Divinas, e estas ou são pagãs ou cristãs, não há meio termo convincente.

Acresce que, se toda a cultura é para ser aceite só porque «já cá está» e até «teve aspectos positivos», então, por essa ordem de ideias, também se aceitará o Islão como europeu, mas atenção, falo do «bom Islão», aquele dos soldados das SS e tal. Isto constitui uma ingenuidade e um erro grave, é inverter a ordem da hierarquia de valores, é também colocar a excepção acima da regra. Não pode dar bom resultado e, seguramente, não pode constituir critério válido num corpo ideológico, que se quer em si mesmo tão diamantino quanto possível.

Claro, nas formações das fileiras, podem abrir-se excepções, que não haja mal-entendidos – mas estas excepções só ocorrem a título pessoal, particular, caso a caso, dizendo respeito somente a pessoas, nunca a ideais. Porque todo e qualquer ideal ou credo incompatível com os princípios que defendemos, acabará por actuar de modo internamente destrutivo se for tratado como grupo de valores «aliado».

Tem sido este um dos grandes problemas do Nacionalismo na Europa: pessoas com visões do mundo e da ética radicalmente diferentes, pensam, por análise superficial, que estão do mesmo lado, confundindo circunstâncias com fundamentos, confundindo História com Doutrina, confundindo conjunturas com estruturas, confundindo elementos secundários com essências. E depois, quando acaba por haver as inevitáveis e indefectíveis cisões, abrem-se grandes brechas, que por vezes tomam contornos de ódios pessoais.

Comentar por Caturo

Então em que ficamos? É Cristão, é pagão? Eu até o compreendo mas ter o pos-modernismo como religião não é boa coisa.

Deve ser das poucas vezes em que concordamos…

Comentar por Caturo

” A perenidade da família e da pátria, nas quais eles se revêem, a disciplina na educação, a firmeza nas provas não têm evidentemente nada de especificamente cristão. São os restos da herança romana e estóica que assumiu mais ou menos a Igreja até ao início século XX.”
Até cerca de 1945 ou até por volta do Concílio Vaticano II.

Concílio esse que europeizou a Igreja, visto que antes disso esta era muito mais intolerante, ou seja, fiel ao espírito intolerante das origens…

Nacionalistas, a tentação é grande, mas não desafiem a Igreja, ela é poderosa demais…

Foi a este título muito sintomático observar como em França a Igreja se pôs ao lado da Esquerda no que respeita à questão da identificação estatal do ADN e mesmo assim a medida de Sarkozy foi avante. A Igreja cai um pouco mais todos os dias, já não tem o poder que tinha. Em assim sendo, nem é necessário hostilizá-la publicamente, em termos organizativos – ela cai por si mesma. Basta saber não ir atrás dela para o abismo.

Comentar por Caturo

A laicização do cristianismo, principalmente do puritanismo nos legou a mais perversa praga que poderia ocorrer: o politicamente correto, pai e mãe do multiculturalismo que está a corroer a Europa e tenta minar de todas as maneiras a civilização ocidental, para que em seu lugar perdure a homogeneidade mediocre da pós-modernidade planejada pelos engenheiros sociais da Nova Era. “Tempus fugit” -É hora daqueles que consideram o desaparecimento de toda uma civilização que nos é cara como um crime irreparável na história da humanidade se concentrarem em seus pontos convergentes e não em divergências ideológicas, para que se possa adotar um símbolo que tenha poder mobilizador sobre as conciências, formando uma elite intelectual ativa e conectada ao homem médio. Não sei qual seria esse símbolo, mas o camarada Haglaz pode nos ter dado uma pista – a História, palco onde se desenvolveu essa fantástica aventura que o sentimento de pertença europeu nos faz lembrar em qualquer canto do globo em que estivermos. Europeus do mundo: Uni-vos!

Comentar por Aldo Friederiksen

“Deve ser das poucas vezes em que concordamos”

Não creio, mas folgo em concordar consigo.
Se bem que, em termos religiosos…

“Concílio esse que europeizou a Igreja, visto que antes disso esta era muito mais intolerante, ou seja, fiel ao espírito intolerante das origens…”

E já lá vamos nós discordar, ou acha o Caturo que pôr o Papa a fazer aquilo que fez na Turquia é tipicamente Europeu? As nossas precepções Históricas da Europa são mesmo, mas mesmo muito diferentes…

“nem é necessário hostilizá-la publicamente, em termos organizativos – ela cai por si mesma. ”
Então pronto Caturo, deixa a Igreja cair por si mesma e não te metas no seu caminho. É melhor para todos.

Aldo, atenta no que te digo: Observa o que vai acontecer agora na Colômbia, o Brasil é a seguir… observa!

Comentar por D. Sebastião II

Amigo D.Sebastião, não entendi bem sua colocação sobre o que estaria para acontecer a Colômbia. Pode me explicar?

Comentar por Aldo Friederiksen

Aguarde Aldo, aguarde…

Comentar por D. Sebastião II

Arqueofuturista, desculpe-me vir aqui expor as minhas preocupações mas, uma vez que tenho conhecimento que o Arqueofuturista está ligado á Novopress, não pude deixar de o alertar.

A Novopress tem alguns muito bons artigos, mas há artigos, demais, que descredibilizam qualquer movimento sério, ou até um movimento como este “movimento nacionalitário”.
Hoje, fui ler Novopress e deparei-me com o texto (http://pt.novopress.info/?p=2206#more-2206) “Acção de Protesto dos Nacionalistas Autónomos”.

Texto esse, desprezível, ao nível de um Bloco de Esquerda, nem na União Soviética se viam textos tão… enfim.

Gostaria de saber qual o objectivo da exposição de tal texto que não nos oferece quase nenhuma informação (pode ser reumido em: manifestação pelo mercado do Bulhão), não tem qualquer pinga de Nacionalismo e atenta contra a liberdade do povo, por querer pôr fim ao sistema democrático que dá, a última palávra ao povo.
Textos desses são condenáveis e desprezíveis, exigo que retirem de lá esse texto o mais rapido que puderdes em nome do bom (ou médio) nome do “movimento Nacionalitário”.

É profundamente triste e desesperante que o “movimento Nacionalitário” esteja ainda numa fase tão atrasada, tão primitiva, que ainda aceitam qualquer um nas vossas fileiras, como o caso do autor do texto.
É uma vergonha que não atrairá ninguém ao “movimento” nem causará qualquer simpatia, exceptuando apenas alguns infelizes desprezíveis que procuram um comunismo mais radical que o PCP.

Não tem qualquer sentido!
Aconselho também a acabarem com aquela palhaçada da AN(A) que ainda não fez nada de positivo para “a causa”. bem pelo contrário.

É este o Nacionalismo que vós defendeis?

Ó valha-me D. Sebastião!!! Porque não voltas?
Cumprimentos.

Comentar por D. Sebastião II

Caro DS2, o Novopress é uma antena identitária que concede graciosamente espaço de divulgação a outras tendências ideológicas da chamada área nacional, que não são especificamente identitárias, ainda que existindo uma ressalva de ordem permanente que permite ao corpo editorial da Novopress rever a publicação/publicidade, ou não, de certas iniciativas e organizações.

A Novopress publica muitos artigos, logo, é absolutamente natural que existam alguns que discorde. Não sou dogmático, concedo liberdade de expressão a todos quantos se pautem pela rectidão nas suas acções e palavras. Por outro lado, não tolero a maledicência, a difamação, o arrivismo.

Registo o seu desagrado, mas nada mais poderie fazer senão aconselhá-lo a envolver-se mais empenhadamente naquilo que diz defender, permitindo assim que outros possam segui-lo a si e à sua visão para o nacionalismo. Se não o fizer, bem, então não existe outra alternativa que dizer-lhe que «se não gosta não mastiga», porque se bem me lembro já o haviamos convidado a ingressar na CI e na altura referiu qe não tinha nada de positivo para contribuir a dita estrutura.

Melhores saudações identitárias.

Comentar por arqueofuturista

Se o Arqueofuturista me permite, deixo aqui a minha opinião sobre a Novopress.
Aquilo é como a panela da caldeirada só que os ingredientes não combinam, uma mistura inconcebível. E tão aberta, mas tão aberta, às outras correntes ideologicas que o leitor desprevenido acaba por confundir tudo e acabar por pensar que as ideias daqueles alucinados da AN(A) são as mesmas da CI.
Analisemos a 1ª pagina da categoria Geral. O que vemos? Logo no topo, o anúncio de mais um forum nacionalista, que para saber quem são os promotores e a sua linha ideológica obriga logo ao registo (pela minha parte podem esperar sentados), depois vêm várias noticias de caracter generalista e, para finalizar, via um blog do PNR, uma entrevista com Vasco Leitão, um dos maiores “mártires” de sempre da causa “nacionalista”. Sobre a Causa Identitária, própriamente dita, e as suas ideias, niqueles, batatóides, zero. Por este andar ainda vou lá ver entrevistas aos dirigentes do TIR?
Resumindo e concluindo: se a Novopress é uma agência identitária não parece.

Cumprimentos

Comentar por Ninguém

P.S.: Olhe só uma noticia que devia lá estar, acompanhada de um comentário contundente;

http://www.correiomanha.pt/noticia.asp?id=277944&idselect=217&idCanal=217&p=22

Comentar por Ninguém

Caro Ninguém, percebo o seu desagrado, mas compreenda que a Novopress resulta de uma equipa editorial a quem foi concedida margem de manobra para publicar sobre variadíssimos assuntos. Isto não quer dizer que a Novopress seja insensível a determinadas situações ou pormenores (se é que são mesmo pormenores) que se produzem aqui e acolá, particularmente quando são provenientes de gente apostada na difamação reles, mesmo daqueles que lhes dão publicidade, refiro-me em concreto à TIR, situação que será devidamente revista em breve garantidamente.

Quanto à notícia do CM, realmente não me surpreende de todo, poiscomo o madíl referiu a tendência é para casos análogos serem cada vez mais correntes no desporto nacional. A questão está em saber quem se identifica com estes mercenários, mesmo que enverguem as cores nacionais, os quais verdadeiramente utilizam essas cores apenas para se auto-promoverem. Pela minha parte, já o fiz saber neste blog, eu não apoio nem selecção nacional de futebol, nem qualquer outro atleta que não seja de cepa portuguesa.

Comentar por arqueofuturista

Saludos camarada

Tanto tiempo!!! espero que estes muy bien tú y tus camaradas….

Suerte

Comentar por accionidentitaria

Viva estimado camarada, com efeito tenho andado afastado da internet e somente consigo escrever algo aos fins de semana. De resto está tudo bem por cá, em breve iremos realizar um enorme evento de carácter internacional com diversas delegações identitárias europeias.

E como vão as coisas na tua pátria Chilena?

Comentar por arqueofuturista

E já lá vamos nós discordar, ou acha o Caturo que pôr o Papa a fazer aquilo que fez na Turquia é tipicamente Europeu?

O Concílio do Vaticano II mandou fazer isso? Não creio.

E agora… era melhor a Igreja anterior, com muito menos tolerância religiosa? Foi a propósito disso que referiu o exemplo da Turquia?

“nem é necessário hostilizá-la publicamente, em termos organizativos – ela cai por si mesma. ”

Então pronto Caturo, deixa a Igreja cair por si mesma e não te metas no seu caminho

Eu, meter-me no seu caminho? Ehehheh… eu limito-me a denunciá-la. E alerto os camaradas para aquilo que a Igreja realmente representa, especialmente os mais novos, que ainda podem ser recuperados ou desviados dessa instituição de essência alienígena e venenosa. É o mínimo que posso fazer, para saúde da Estirpe e honra dos Deuses e espíritos dos nossos verdadeiros Ancestrais. Recomendo que se deixe a Igreja ir sozinha para o abismo, sem levar gente nossa atrás.

Comentar por Caturo

Caro amigo Caturo… Leio com enorme atenção e gosto as tuas refutações perante várias afirmações que são “postadas”, mas permite-me que te faça uma pequena crítica, não leves o que é escrito ou dito tão literalmente… Se há alguém que tem uma visão superficial das coisas e tende a confundir aquilo que chamas de Fé… Não somos nós nem tu! Ambos sabemos quem é…

As melhores saudações

Haglaz

Comentar por Anónimo

Caturo, quanto a ser esse o mínimo que você pode fazer, eu creio que já o está a fazer até em demasia.
Mas não me vou pôr aqui a argumentar que o Paganismo por si só nunca singrará como grande religião.

“O Concílio do Vaticano II mandou fazer isso? Não creio.
E agora… era melhor a Igreja anterior, com muito menos tolerância religiosa? Foi a propósito disso que referiu o exemplo da Turquia? ”

É óbvio que o Concílio do Vaticano II não “manda” o Papa fazer isto ou aquilo, mas são as influências desse Concílio que “levaram” o Papa a fazer aquela triste figura.
Quanto ás outras questões, a resposta é um redondo Sim! Se a Igreja Católica Apostólica Romana fosse tão intolerante como o Caturo ou certas igrejas Protestantes, o Mundo seria um lugar bem melhor.

Caro Arqueofuturista,
“encaixei” a sua resposta. Concordo consigo, mas fica aqui o meu vivo protesto.
A Novopress ao ser tão aberta prejudica o Nacionalismo. O meu concelho? Filtrar bem os textos, impor uma espécie de Censura para filtrar os textos que danifiquem a causa.
Ou, por outras palavras, empregar bom senso.
Cumprimentos.

Triste, muito triste aquilo que se passa nos Balcãs.
Viva á Sérvia! Kosovo é Sérvia!
Daqui uns 10 anos os Sérvios poderão vingar-se naqueles Turcos…

Comentar por D. Sebastião II

Para aqueles que dizem que os ALBANESES são Europeus, fica – Arqueofuturista desculpe-me mais uma vez por invadir o seu espaço – o seguinte link:
http://www.stormfront.org/forum/showthread.php/racial-images-albanians-406492.html

“Dr. Kaplan Resuli-Burovich: – When Albania is proclaimed and recognised as an independent nation (1912-1913) its population numbered 700,000 of which hardly 50% were Albanians, while the other half was made up of Vlachs (around 20%), “Slavs” (Macedonians, Serbs, Montenegrins, around 15%),Greeks (around5%) and others (Turks, Roms, Cherkesians, Italians, Jews and others, around 10%). With the passing of time, mostly by force, with denial of all national rights, including the right to speak in their own languages at home, or to carry their own national family names, they are to a certain extent assimilated. But, even besides the such forced albanisation, in Albania even today over 30% of the population speaks a non albanian language and retains its non albanian national identity, although they are registered as Albanians, as they are not permitted to declare differently. The non albanian origins of the population of Albania is also evident from their surnames Bello, Blushi, Bogdani, Buda, Budi, Dida, Dobraci, Dragovoja, Dragusha, Haveri(ch), Kapisuzi(ch), Mexi, Millani, Milloshi, Mojsiu, Muzaka, Najdeni, Peku, Prela, Ruka, Sillil, Shkura, Shundi, Ziu and many others.”

Comentar por D. Sebastião II

“Albanian is classified as an IE language only because no one has been able to classify it into any other group, and this is because no one has yet studied all the Caucasus languages.
Albanian might have IE sounding words, but its basic structure and syntax are more similar to Chechen and Udish than to any IE language. Many Albanian words do sound Indo- European, because Albanian has borrowed over 80% of its vocabulary, more than any other European language.
The Chechen language is similar to Albanian. They both have similar grammar and similar sounds such as SQ, PSHQ, which are not common in any IE languages, but are very common in Caucasus languages like Chechenian.
The Albanians call themselves “Shqip-tari”. This name is not Indo-European in origin and contains in it the Ural-Altaic suffix “ar” or “tar”. Much like: “Khaz-AR”, “Av-AR”, “Magy-AR”, “Bulg-AR”, “Hung-AR”, “Ta-TAR” – “Ship-TAR”. see:
CHECHENIA=ICHQERIA
ALBANIA=SHQIPTERIA”

Comentar por D. Sebastião II

“The Adriatic coast was not part of the primitive home of the Albanians, because the maritime terminology of Albanian is not their own, but is borrowed from different languages. ”

“Another indication against local Albanian origin is the insignificant number of ancient Greek loanwords in Albanian. If the primitive home of the Albanians had been Albania itself, then the Albanian language would have to have many more ancient Greek loanwords.”

“There is no memory of the Illyrian past in the Albanian cultural heritage.”

“the Turkish name for the Albanians. “Arnauti”, which means “those who have not returned” in Arabic, for the Turks were aware of the origins of the Albanians were in the eastern Caucasus. And they truly did not return, they stayed in Serbian and Byzantine lands. ”

“The most interesting fact is our knowledge of the Arab conquer of the Albanian Caucasus sometime around the 7th cent based on Byzantine, Arab and Armenian sources.”

“Although Indo-European,Albanian is most distant from all languages of that family.”

“Under Roman rule Illyrians have been fully romanised.”

“Albanians were not majority in Albania before 17 century.”

“Albanian tribes have penetrated during Turkish times in Kosovo, starting to terorize christians(Serbian and Vlach population)and converting them into Islam.Those Islamized Serbs became Albanians.”

“Idea of uniting all Albanians came with “Prizren ligue”.
The goal was to create Albanians as most elite members of OTTOMAN EMPIRE.They consider Albanians as leading banner of Islam.”

Comentar por D. Sebastião II

Pois venho aqui propor, pois acho que o moento é oportuno, que o Arqueofuturista nos brinde com um debate acerca dos Albaneses, se estes são Europeus ou não, e se devemos ver a Albânia e o Kosovo como países Europeus ou como entrepostos Turcos na Europa:

“It is beyond all doubt that Albanians originate from Asia because they are mentioned for the first time in Greek and Serbian sources in XI century, to be more precise in 1043., when they were settled in this region by Greek military leader Michaelplace Attaliota. The origin of their is most probably in Caucasus region, and therefore the racial makeup of Albanians is very specific, it is very different from other nations in region, and from all other nations in Europe. The original Albanians are mix of various types of hither-asiatic (Armenoid) race, but also influence of their Turkish muslim brothers is not negligible… I know that there is a notable number of Albanians who look white, and there are several reasons for it:

1.) Centuries of brutal Turkish opression of Christian Slavs and Wallachians, which in the beginning led to their islamization, and later to Albanization. Before Turkish conquest of Balkans, a great number of Slavs inhabited northern and central parts of what is now Albania.
2.) Brutal assimilation and ethnic cleansing from 1912. – till present day, especially during communist era, lead to decline of number of national minorities. As Dr. Kaplan Resuli Burovich stated, in 1912. when Albania was formed as independent state for the first time in history, the Albanians barely consisted 50% of country’s population. In 1912. there still lived about 100.000 Serbs, but today Albanian autorities claim that there are no Serbs in Albania. Similarly, in southern Albania lived a big number of Aromanians (descendants of Romanized Illyrians and other aboriginals of Balkans), but most of them were assimilatedin comunist era. The logic conclusion is that most of albanian ‘Toscs’ (southern orthodox albanians) are actually albanized Aromanians and Greeks.
Interessante que até hoje o governo Grego reclama que 10% dos Albaneses são étnicamente Gregos, o governo Grego reclama também a parte Sul da Albânia como sendo parte do Epiro Grego.
3.) To be honest, not all of original Albanians who came from Caucasus were of hither-asiatic racials stock, because even among mongrel nations from Caucasus like Azeris and Georgians we can find some small portion of people who look white, but offcourse we can’t accept them as white Europeans because they are not white in
cultural sense.

Não concordo com esta terceira razão. A meu ver os caucasianos são Europeus, especialmente os Arménios e os Geórgios, Ossetas, etc. Mas há no Cáucaso uma percentagem considerável de não Europeus. Mas aqui fica exposta.

Comentar por D. Sebastião II

Ponto prévio: falta-me pachorra para ler em inglês por isso digo já que li em diagonal e à pressa os posts do DS2. Dito isto vamos ao que interessa.

Ó DS2 vai-me desculpar, mas essa questão de os albaneses serem europeus ou não, interessa alguma coisa? E acha que o esclarecimento dessa questão vai contribuir para a felicidade dos europeus em geral e dos sérvios em particular? E se não forem europeus, que é que fazemos? Empurramos os gajos para o Adriático ou vamos despejá-los na Turquia? Sinceramente não vejo nenhum interesse em debater essa questão.
O desmembramento da Jugoslávia levou à criação de estados com fronteiras um bocado artificiais e sem que se tenham acautelado os problemas que a existência de minorias étnicas iria criar. Como ajudar a resolver estes problemas, isso sim, é um debate importante.

Comentar por Ninguem

Estava práqui a pensar nesta questão da antiga Jugoslávia qundo me lembrei da Bosnia-Herzegovina. Mas esta coisa estranha tem alguma razão de existir? Num lado etnias diferentes foram obrigadas a viver juntas embora vivendo num estado federado, ao outro dão independência e ninguém se preocupa com a minoria sérvia. Quer dizer, a Sérvia foi retalhada em três. Quem ganha com isto? É castigo? Por que razão as potencias ocidentais querem uma Servia enfraquecida?

Comentar por Ninguem

Boas questões, caro Ninguém.

Comentar por Miazuria

As potências ocidentais querem a Sérvia enfraquecida devido à miopia de que sofrem – pretendem apenas reduzir a influência russa na área, ao mesmo tempo em que fazem de conta que o inimigo islâmico em solo europeu é nada mais do que «muçulmano europeu moderado».

De resto, interessa realmente saber se os Albaneses são europeus ou não, e se têm direito ou não ao Kosovo. Em princípio, costumam ser considerados descendentes dos Ilírios, tratando-se por isso dum povo indo-europeu, mas isto parece aberto a debate, ou talvez aquilo que o DS2 aqui trouxe seja apenas os habituais exageros e «fosquices» de certos racistas ianques, alguns dos quais também são capazes de jurar pela mãezinha que os Portugueses e os Gregos não são «whites».

Comentar por Caturo

Caturo, quanto a ser esse o mínimo que você pode fazer, eu creio que já o está a fazer até em demasia.

Obrigado.

Mas não me vou pôr aqui a argumentar que o Paganismo por si só nunca singrará como grande religião.

De facto, não tem argumentos, visto que o «Paganismo» já foi a religião dominante do Ocidente e nada impede que o volte a ser; além do facto de que a terceira maior religião do mundo é pagã.

É óbvio que o Concílio do Vaticano II não “manda” o Papa fazer isto ou aquilo, mas são as influências desse Concílio que “levaram” o Papa a fazer aquela triste figura.

É mau sinal confundir tolerância com falta de firmeza.

Quanto ás outras questões, a resposta é um redondo Sim! Se a Igreja Católica Apostólica Romana fosse tão intolerante como o Caturo

Não há nada de intolerante no que digo. Mais uma vez, o DS2 confunde tolerância com falta de firmeza.

ou certas igrejas Protestantes, o Mundo seria um lugar bem melhor.

Melhor sim, como… na Idade Média… ou mesmo nos alvores da Idade Moderna, como foi disso exemplo o processo em que Giordano Bruno foi queimado vivo… ou como quando no século XIX o papa declarou que a liberdade de consciência e de culto não era aceitável… bons tempos, sem dúvida…

Comentar por Caturo

Como Ninguém disse, também acredito que não é muito interessante debater se Albaneses são Europeus ou não. Se o assunto for debatido a fundo, e se for decidido que os Albaneses não são Europeus, isto criraria um efeito-dominó que questionaria possíveis origens Asiáticas ou Africanas de outros povos e no fim das contas estarão os Europeus divididos contra si mesmos ao invés de unidos contra o inimigo.

Acho que, do ponto de vista sócio-histórico, é tarde demais para questionar a origem dos Albaneses. A única coisa que pode ser feita é questionar a sua opção religiosa, que, sob vários pontos de vista, pode ser considerada no mínimo uma traição à Europa, uma vez que o Islão tem sido o maior inimigo nos últimos catorze séculos.

Comentar por Jão

“acha que o esclarecimento dessa questão vai contribuir para a felicidade dos europeus em geral e dos sérvios em particular? ”

Não, sem dúvida. Mas a noção que os Sérvios de hoje fazem o mesmo que Leónidas, D. Afonso Henriques, Pelayo, Charles Martel e outros dá força a muito boa gente para apoiar os Sérvios. Para além do mais, há muita gente que se diz Nacionalista e defende o Estado Albanês na Europa, mais gravoso ainda, o Estado Albanês do Kosovo.
Esta é a hora de apoiar a Sérvia, hoje como nos próximos cinco anos, somos todos Sérvios.

“E se não forem europeus, que é que fazemos? Empurramos os gajos para o Adriático ou vamos despejá-los na Turquia?”
Ninguém, despejamo-los na Turquia, sem dúvida.

“Como ajudar a resolver estes problemas, isso sim, é um debate importante.”

Ninguém, esses dois pontos são indissociáveis um do outro, só quem não o quer ver com muita força é que não vê.

Comentar por D. Sebastião II

“Em princípio, costumam ser considerados descendentes dos Ilírios, tratando-se por isso dum povo indo-europeu, mas isto parece aberto a debate, ou talvez aquilo que o DS2 aqui trouxe seja apenas os habituais exageros e «fosquices» de certos racistas ianques,”

Não Caturo, não é mantra nem esquisitice Nordicista. Quanto muito é um complot Sérvio. Mas baseia-se em Estudos de autores Britânicos e, surpresa, surpresa, Albaneses.
Creio que está tudo bem explícitos, quanto aos Portugueses e os Gregos não serem “whites”, bem, é só olharmos para os Haplogrupos. A meu ver, até aqueles com Haplogrupos mais “Médio Orientais” como os Gregos ou os Italianos do Sul são Europeus. A mim importa-me pouco a cor da pele em si. Agora, se compararmos os Haplogrupos Europeus do resto da Europa, apenas nas Ilhas Britânicas e na Irlanda é que estes se encontram em mais de 95%. A Europa está bem definida, quanto a Arianices, é o seguinte:
Isão é diferente da Europa, se os Persas e Curdos e outros querem fazer parte do clube, que regressem ás suas culturas antigas. Quanto aos Indianos, discordo de ti Caturo, apenas uma minoria insignificante é Europeia, uns 50 milhões, no máximo.

Comentar por D. Sebastião II

“Se o assunto for debatido a fundo, e se for decidido que os Albaneses não são Europeus, isto criraria um efeito-dominó que questionaria possíveis origens Asiáticas ou Africanas de outros povos e no fim das contas estarão os Europeus divididos contra si mesmos ao invés de unidos contra o inimigo.

Acho que, do ponto de vista sócio-histórico, é tarde demais para questionar a origem dos Albaneses. A única coisa que pode ser feita é questionar a sua opção religiosa, que, sob vários pontos de vista, pode ser considerada no mínimo uma traição à Europa”

Já isto João, não consigo compreender.
No mínimo é uma traição á Europa???
Isso é o máximo, bolas! no mínimo, não são Europeus e como tal, são fieis ás suas raízes. Aqui, nada contra.

P.S.- Caturo e Arqueofuturista, espero que deixem de repetir o slogan do Albanês filho do Ilírio. Estarei sempre disposto a apresentar provas contra a Europeidade dos Albaneses. Mas, eram os Janízaros Europeus?

Não creio…

Comentar por D. Sebastião II




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