Assim falou Dominique Venner*
Fevereiro 11, 2008, 10:24 pm
Filed under: Em foco, Europa

Para ser breve, sou demasiado conscientemente europeu para sentir-me sob alguma forma filho espiritual de Abraão ou de Moisés, porquanto me sinto plenamente ligado a Homero, Epiteto ou à Távola Redonda. Isto significa que procuro as minhas referências em mim próprio, mais perto das minhas raÍzes e não no longínquo que me é absolutamente estranho. O santuário onde me recolho não é o deserto, mas a floresta profunda e misteriosa das minhas origens. O meu livro sagrado não é a Bíblia mas antes a Ilíada, poema fundador da psique ocidental, que tem miraculosamente e vitoriosamente atravessado o tempo. Um poema extraído das mesmas fontes que as lendas célticas e germânicas, no qual se manifesta a espiritualidade, se nos dermos ao trabalho de decifrá-lo. Posto isto, não faço um risco sobre os séculos cristãos. A catedral de Chartres faz parte do meu universo, assim como Stonehenge ou o Partenon. Tal é, efectivamente, a herança que é necessário assumir. A história dos Europeus não é simples. Após milénios de religião indígena, o cristianismo foi-nos imposto por uma sequência de acidentes históricos. Mas também ele mesmo foi transformado em parte, “barbarizado” pelos nossos antepassados, os Bárbaros, Francos e outro. Frequentemente foi vivido como uma transposição dos antigos cultos. Continuar a ler