Leitura recomendada
Janeiro 19, 2008, 1:03 pm
Filed under: Em foco, Europa

A ideia de Unidade europeia, da construção de um bloco continental no qual conflui a vontade criadora de vários povos que partilham a mesma matriz etnocultural, não foi resultado da inspiração de um Jules Monet ou Robert Schumann, actualmente, e erroneamente, considerados como os “pais da Europa”, pois é uma ideia antiga, anterior aos citados e que teve maior expressão nos ideais revolucionários que foram o Fascismo em Itália e o Nacional-Socialismo na Alemanha, os quais, por força da sua influência, conduziram a uma inevitável compreensão por parte das demais forças nacionalistas da Europa dos anos 30, e em particular dos anos 40, do século XX, que a unidade europeia era a todos os níveis desejável, ou mais do que isso, uma necessidade e o consumar consequente da nossa evolução histórica e política. O historiador espanhol Erik Norling deixou isso magistralmente patente na sua obra “Eurofascismo”, ENR, 2006, demonstrando fundamentalmente a existência de um esforço enorme a todos os níveis por parte do Eixo em estabelecer os alicerces para uma efectiva União Europeia, tendo nomeadamente por porta-vozes os académicos de maior renome do velho continente.

Exemplo disso foi a publicação «Jovem Europa», revista da juventude académica e combatente (não olvidar que milhões de jovens europeus encontravam-se por altura do primeiro número desta publicação, 1942, empenhados na Cruzada contra o Bolchevismo), na qual eram publicados artigos dedicados exclusivamente à Pátria europeia, contando com a colaboração de jovens estudantes, militares em campanha, professores, ministros de estado, dos quais destaco o nosso Prof. Oliveira Salazar, entre tantas outras mais e menos conhecidas personalidades. Felizmente tenho o privilégio de ter um bom número de cópias desta publicação que refuta indubitavelmente toda a propaganda negra dos vencedores de 45 no que à edificação da demanda pela paz e construção política da Europa por parte do Eixo concerne.

Recentemente um amigo espanhol graciosamente enviou-me um pequeno livrinho (120 páginas) intitulado «Europa como comunidad en su lucha vital», uma versão semi-facsimilada de uma publicação editada em 1942 em Madrid (é possível existir uma versão portuguesa igualmente, mas que eu desconheço), e que se insere no espírito da já mencionada «Jovem Europa». Este livro, aconselhável em todos os sentidos, tem o valor por unidade de 12€ (sem incluir os portes de envio) e todos os interessados poderão contactar-me via e-mail ou por telefone, já que garantidamente é uma obra que merece uma leitura atenta, tanto pelo seu interesse histórico, como pelo seu carácter actual que 70 anos de distância não dissiparam.

Deixo-vos com o índice de conteúdos para que possam conhecer a matéria abordada.Europa como comunidad en su lucha vital – Dr. Hans Bähr Alemania
La cultura de la antigua Roma, como factor de la unidade europea – Serafino Mazzolini, Italia
La misión de las naciones europeas – Prof. Dr. Castro Rial, España
La idea del orden en la Historia Europea – Prof. Dr. Wilhelm Ziegler, Alemania
Ideologia y ordenamiento juridico en la reorganización de Europa – Prof. Dr. H. Aall, Noruega
Europa, cara al este – Dr. Yrjö von Grönhagen, Finlandia
El idealismo militar y la unión de Europa – Comandante Walter Tröge, Alemania
El espíritu europeo – Prof. Janko Janeff, Bulgaria
La conciencia europea – Alberto Mario Cirese, Italia
Evolución y futuro de la juventud estudantil europea – Dr. Christian Carp, Dinamarca
Trabajo y milicia como sillares de Europa – Prof. Dr. Hunke, Alemania


17 comentários so far
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Muitas vezes, reconheço, vim ao seu blogue largar uma laracha e até mesmo provocar. Hoje não é esse o caso, por isso agradeço que, se resolver responder-me, o faça também com seriedade.

Não sei bem como definir os meus sentimentos depois de ler este seu postal. Numa primeira leitura fiquei baralhado pelo que tive de ir ler novamente. Depois, fiquei triste, afinal eu tinha (tenho?) algumas afinidades com vocês.Porra, você quer realmente convencer-me que nazis, fascistas e outros sucedâneos eram adeptos de uma Europa unida, livre e democrática? É assim que pensam os identitários portugueses? Se por acaso alguma vez fiz parte da sua lista de possíveis aderentes ao ideário identitário, por favor, retire de lá o meu nome. É que, ao contrário do que você diz, não sendo de esquerda nem de direita, jamais serei de extrema-direita.

Comentar por Ninguém

Meu Caro Ninguém, vou responder com toda a sinceridade e sem subterfúgios de espécie alguma.

Ao escrever e publicar este postal fi-lo com a consciência de que o mesmo poderia eventualmente criar alguns mal-entendidos, abrir fissuras, e levar a troca de ideias mais azedas. Não será o caso, espero.

E não será o caso porquê? Antes de mais, faço desde já um apelo, algo que tenho solicitado a algumas pessoas, e que consiste no seguinte; o blog Arqueofuturismo Online não é nada mais, nada menos que um blog pessoal (neste caso de duas pessoas, visto o nosso amigo Miguel ser co-editorialista do mesmo), reflectindo somente opiniões não-vinculativas em relação à Causa Identitária. Como o meu amigo sabe eu sou ateu, e já o referi aqui numa ou outra ocasião, mas isso transformou a CI numa associação ateísta? Não me parece. Toda e qualquer pessoa que queira conhecer as posições da CI, dos identitários portugueses no geral e no global, deve cingir-se unicamente à página oficial da CI. Ponto.

Esclarecido isto, vamos ao debate de ideias. Meu caro, este postal acima de tudo pretende abanar um pouco as consciências, além de colocar os conhecimentos de História de cada um em causa, já que existe, como bem sabe, sempre uma outra versão da História após cada conflito humano, isto é, a dos vencedores, que se torna oficial, e aquela que se torna inclusive proíbida em muitos estados, a dos perdedores.

O III Reich, o Eixo, cometeram os seus erros, se em maior ou menor escala isso não interessa para o caso, pois aí também poderia utilizar a cómoda fórmula que os esquerdistas de forma geral utilizam para justificar os erros do comunismo, nomeadamente quando dizem que o que falhou foi a experiência, que foi desvirtuada, e não o ideal… Ora, o que interessa verdadeiramente é percebermos que neste caso concreto, o da construção da Europa, tal ideia não é apanágio exclusivo dos senhores endinheirados do Aço e do Carvão, não foi uma ideia, se assim quiser, dos “democratas” do pós segundo conflito mundial. Essa ideia já havia sido amplamente explorada pelo Eixo, conforme referi no artigo e do que o livrito que aqui publicito é demonstrativo. Seria a Europa do Eixo livre e democrática? Não sei, e não sei porque primeiro de tudo é preciso perceber que nenhum governo ou mesmo ideologia são imutáveis, pois certamente um III Reich vencedor não seria hoje a mesma coisa que era nos anos 30/40. Contudo, não posso deixar de me assustar se o meu amigo acredita que quem venceu esse conflito eram genuinos democratas que desejavam uma Europa livre…

Enfim, o quero fazer perceber é que a História não é a preto e branco, conforme nos querem fazer crer, em que existe de um lado os bons e do outro os maus. Os actuais eurocratas de Bruxelas assumem-se como os donos da Ideia europeia, o que é obviamente uma falsidade, e eu procurei demonstrar muito sucintamente isso. Verdade seja também dita que antes do europeísmo do Eixo (por sinal e convictamente demasiado tardio), já existiam outros europeísmos, como foi por exemplo a ideia do Conde Coudenhove-Kalergi, gizada nos anos 20 e desde uma perspectiva mais aproximada ideologicamente à actual UE, no entanto ninguém fala deste homem.

No que se refere à direita extrema, ainda bem que não é de extrema direita, pois eu também não o sou (temos muitas coisas em comum), e não sou, entre muitas coisas, porque essa é anti-europeísta e eu sou sem concessões um europeísta dos sete costados.

Portanto, meu caro Ninguém, não se enerve e não reaja a quente. Debata as ideias, neste caso história, e verá que não encontrará melhor espaço para isso que no seio dos identitários, conforme já reparou, seja ao nível da internet, seja mesmo pessoalmente.

Um abraço.

Comentar por arqueofuturista

Vou ler novamente o postal e a sua resposta e depois talvez lhe responda.

“conforme já reparou, seja ao nível da internet, seja mesmo pessoalmente.”

Desculpe, eu conheço-o pessoalmente?

Comentar por Ninguém

Já escreveu melhores textos ó Arqueofuturista, mas a obra não deixa de me despertar interesse.
Talvez devesse você publicar a obra aos poucos no seu blog, não?
Aquilo que achar mais interessante…

Agora vou reclamar, que nem era o D. Sebastião se não viesse reclamar:

“não foi resultado da inspiração de um Jules Monet ou Robert Schumann, actualmente, e erroneamente, considerados como os “pais da Europa”, pois é uma ideia antiga, anterior aos citados e que teve maior expressão nos ideais revolucionários que foram o Fascismo em Itália e o Nacional-Socialismo na Alemanha”
Discordo absurdamente!

Então, o Nacional Socialismo? Já se esqueceu que no Nacional Socialismo haveria uma Europa subordinada a um povo?
Para isso, não conte com o meu apoio. A menos que esse povo seja sobejamente superior – caso que não é e nunca foi o Germânico – principalment a nível Civilizacional não conte comigo para cavalgadas dessas.

A meu ver o espírito de Europa Unida está intrínsecamente conectado com o Império Romano. Quer seja o império dos 1000 anos no Ociddente ou o Império dos 1000 anos com sede em Constantinopla. Isto foi especialmnte notável quando os povos Germânicos – venha de lá o Caturo! – foram Cristianizados e assimilaram os valores e a Civilização Europeia dos Romanos.
Esta unidade é representada hoje pela igreja Católica, que de Europeia tem cada vez menos.

A Europa sempre foi uma Civilização própria (é só lembrar que em 1815 no Congeresso de Viena todos as Nações Europeias foram convidadas a participar e não passava pela cabeça de ninguém convidar os Turcos) mas hoje está decadente pois tmos uma União Europeia que convida a Turquia mas exclui a Rússia, já para não falar da imigração que torna a Europa de si menos Europeia, e temos muito boa gete que se diz pela Europa e a própria Europa a dar facadas nos seus filhos (Sérvia) e a trancar as suas filhas com violadores no quarto (Kosovo).
E há quem diga que aqueles Turcos são Europeus apenas e só por serem um pouco mais louros que os Anatólios.

Ninguém,
Você diz que nunca será de extrema direita. Nem eu o serei!
Mas o que hoje é considerado de extrema direita, no século XIX seria considerado de centro-direita e até o próprio Churchill caíria na imagem de Extrema-Direita.
Hoje, Ninguém, quem não é de Esquerda é de extrema direita.
Mas já pensou para consigo próprio? Quer você dizer-me de que estamos a falar? Pode dizer-me o que é para si extrema-direita?

Comentar por DS2

Caro Ninguém, não me deixe pendurado à espera de resposta, escrevalá qualquer coisa nem que seja a dizer mal de mim.

Quanto à pergunta se o conheço pessoalmente, bom, realmente não sei, mas por vezes parece-me muito próximo, quase como se já tivessemos trocado algumas palavras numa qualquer esplanada, mas pode ser só impresssão minha…

Comentar por arqueofuturista

Já escreveu melhores textos ó Arqueofuturista, mas a obra não deixa de me despertar interesse.
Talvez devesse você publicar a obra aos poucos no seu blog, não?
Aquilo que achar mais interessante…

Meu caro DS2, mesmo reconhcendo que sou fraco escritor, eu não escrevi um texto/artigo, mas antes umas breves observações que se prendem sobre um livro que sugiro a leitura.
Não, não irei traduzir a obra, pois não só não tenho tempo, como também é importante que se perceba que a nossa Causa só avançará quando existir verdadeira interajuda, genuino apoio mútuo, ou seja, adquirindo os livros editados com esforço por outros camaradas, de forma a que estes possam editar outros mais.

Então, o Nacional Socialismo? Já se esqueceu que no Nacional Socialismo haveria uma Europa subordinada a um povo?
Para isso, não conte com o meu apoio. A menos que esse povo seja sobejamente superior – caso que não é e nunca foi o Germânico – principalment a nível Civilizacional não conte comigo para cavalgadas dessas.

Não o convidei para cavalgada nenhuma, por isso tire o cavalinho da chuva. A que fase do NS se refere o DS2 para tal observação? Sim, é que o NS, ainda que tenha tido apenas 12 anos de vida, conheceu várias fases, sendo uma delas, com efeito, germanista. A sua fase intermédia e a última são absolutamente europeístas, para não ir mais longe. negá-lo é negar o trabalho académico de vários historiadores menos cobardes em relação ao index da historiografia oficialista.
Uma pergunta, que obras verdadeiramente redigidas por NS’s já leu o DS2? Nenhuma aposto. Reflicta sobre isso.

No que concerne às restantes observações merecem aminha atenção econcordância em substância, ainda que estejam redigidas de forma um tanto redutora.

Comentar por arqueofuturista

Não li nenhuma obra Nacional Socialista.

Mas, uma das doutrinas do Nacional Socialismo de Hitler consistia no Nordicismo. Se bem que o conceito de raça Ariana era pan Europeista e até se estendia além das fronteiras da Europa geográfica, assentava também na crença que os Nórdicos, mais própriamente os povos Germânicos eram superiores, sendo os elementos mais puros dessa raça Ariana. Daí o conceito da raça Arish-Nordish. Não culpo Hitler pelo seu Gemanismo, afinal o príoprio era Austríaco, mas o Europeísmo de Hitler não era um Europeismo onde todos os Europeus eram iguais. Havia uma hierarquização sendo um grupo superior e outros inferiores.
É inegável. É também desprezível aceitar algo do género como bom Europeísmo.

Comentar por D. Sebastião II

Agradeço a sua sinceridade, pois é de louvar num tempo em que a mentira é senhora. Mas como você a ampla maioria dos detractores do NS, ou do Fascismo, jamais leram uma obra redigida por um NS. Cingirmo-nos ao Mein kampf de Hitler é no minímo redutor, seria como cingirmo-nos ao Das Kapital de Marx, sem ler as obras de Lenine, Trotski, Gramsci, apenas para citar alguns, sem as quais o comunismo não teria sido o que foi historicamente e é ideologicamente.

Para começar, refiro que o europeísmo é anterior ao século XX e que merece um estudo mais minucioso, sem colagens a esta ou aquela ideologia, mas também sem retirar à ideologia A ou B o mérito de terem sido defensoras do europeísmo.

O NS teve várias fases, a grosso modo diria 4 pelo menos. Dentro do NSDAP existiam inúmeras tendências ideológicas, que se degladiavam entre si. Os nordicistas tiveram pendor durante algum tempo, mas foram sendo gradualmente relegados para segundo plano à medida que a guerra se desenrolou pelos adeptos de uma Europa unida. O livro que aqui apresento não deixa margem para dúvidas.

Agora, se essa unidade europeia seria a ideal, isso é outra questão, mas tenho de dizer que não existia uma ideia da Europa, mas sim várias, dentro do NSDAP e não apenas. Quisling escreveu um largo tratado sobre a União Europeia, através do qual ele tentou demonstrar em tribunal que aquilo que o movia era um intenso desejo de paz na Mãe Europa. De nada lhe valeu…

Quero com isto dizer, e sem me alongar muito mais, que o que importa aqui perceber não é se o modelo de construção europeia do III Reich era o melhor ou não, mas que ele era uma realidade, que ele existiu, ao contrário do que os detractores do Eixo costumam dizer. Posso mesmo avançar que os houve combatentes da RSI (República Social Italiana) morreram frente aos pelotõs de fuzilamento norte-americanos a gritar «Viva a Europa!», sintomático não?

Comentar por arqueofuturista

Amigo Arqueofuturista:
Ya te leeré y te comentaré en extenso. Por de pronto, te recomiendo veas http://www.filosofia.org/hem/med/m007.htm que viene sobre esta revista. Muy bueno el libro de Nordling de “eurofascismos”. Existe una conferencia en “libreria europa” sobre el tema.
Saludos
Pepin

Comentar por PEPIN

Sinceramente, não compreendo a indignação do Ninguém. Como se fossemos todos inocentes e cândidos, que estamos aqui por pura diversão e leveza, passando “um bom bocado” e que não estivessemos a discutir causas reais. Ficou-me a ideia de que muita gente, como o Ninguém, leva este Blogue como uma “coisa engraçadita”, em que se pode falar a sério, mas não muito a sério, senão…

Isso irrita-me, profundamente.

Já toda a gente sabe que o Nazismo não se propagou da melhor maneira, mas, penso que, o que o texto mais elucida é a vontade, a ideia inicial, uma Europa efectiva, identitária. O que se passou, entretanto, foi sómente o descambar de uma visão, o extremismo insano de algo que, se bem feito, seria uma coisa boa.

Não creio que o Arqueofuturista esteja, com este texto, a defender atitudes extremistas nazis, penso que isso é óbvio, a não ser para quem não quer ver, como, neste caso, o Ninguém, e se deixa “sensibilizar” – hipócritamente, deixe-me dizer – sem tentar entender a causa primária das coisas.

” A meu ver o espírito de Europa Unida está intrínsecamente conectado com o Império Romano.”

Nisto, concordo com o DS2.

Saudações.

Comentar por Shivafaa

em jeito de provocação, positiva, entenda-se, pergunto omo é que seria hoje encarado o nacional-socialismo se porventura tivesse vencido a tendência mais à “esquerda” da Schwartz Front (Frente Negra)?
Foi pena que naquele contexto, o dos anos 30 e finais de 40, não tivessem triunfado outras correntes hoje desconhecidas:”Ordre Nouveau”. “Groupe Les Plans”, “L’Homme Nouveau”, “Die Tag”, etc
Um dia destes vou escrever sobre isto…..

Lamento e condeno a deriva expansionista, anti-judaica de cariz redutora e biológica, do nacional-socialismo…Mas isso pertence à história!
Compreendo perfeitamente o espírito do postal.

Saudações e abraço

Comentar por Miazuria

Caro amigo Miazuria, não é uma provocação, mas antes um estimulante exercício de imaginação, tentarmos imaginar como teria sido o NS caso outras “tendências” ideológicas dentro do NSDAP tivessem prevalecido. Pessoalmente sou muito céptico em relação às tendências mais “esquerdistas” do NSDAP, as quais exibiam um claro aventureirismo, muitas vezes a roçar no arrivismo, e que por certo iriam fazer a Alemanha cair na guerra civil.

Quanto aos grupos que referes, eram manifestamente pouco expressivos e todos eles sem expressão popular. Embora de um valor ideológico e teórico incontornável, o seu intelectualismo e mesmo, em certos casos, o elitismo, condicionou sobremaneira o desenvolvimento de tais grupos.

De resto, não esperaria outra coisa da tua parte senão uma correcta interpretação do espírito deste postal, o qual se limita a aflorar, ainda que muito superficialmente, uma vertente das ideologias Fascista e Nacional-Socialista, que foi o europeísmo.

Um valente abraço e até breve.

Comentar por arqueofuturista

Amigo Arqueofuturista:
En terminos generales, unos pocos apuntes:
-Cuando la gente habla del III Reich, habitualmente es a través del filtro de Hollywood, no fue para nada como cree el común; por un lado, hay que hablar de la realidad social y laboral, que fue MUY BUENA, pues se articulaba la economía en función de la nación, nada que ver con el dominio bancario que hay ahora. Por otra parte, si bien comenzó con tintes de supremacía, su evolución fue hacia un paneuropeismo, y si tenemos algo que criticar, fue no haber exportado su revolución social. Bueno, todo esto daría para mucho, pero como en suma perdieron (o perdió europa) vae victis…

Comentar por pepin

Company em sembla molt encertada i valenta la teva reflexió respecte el nacionalsocialisme.

Fa més de seixanta anys que la guerra va acabar-se.

Els europeus ens hem recuperat materialment, està clar, pero no psicològicament.

Tot el que fem està condicionat encara per aquesta guerra. En concret per les greus errades del nazisme.

Els europeus hem demostrat estar penedits per aquestes errades. Massa comparats amb els arabs i turcs que mai han estat autocritics per les seves massacres i genocidis des de fa 1400 anys. Amb els japonesos dels que un primer ministre va visitar no fa gaire el temple on estàn enterrats els generals condemnats com criminals de guerra que van envaïr tot el Pacífic i la Xina. O els mateixos xinesos que no tenen cap remordiment pel que va fer en Mao.

La idea d’Europa, la consciència identitària europea, és troba també entre feixistes i nacionalsocialistes. Van parlar-ne i fer-ne interessant reflexions. Quin problema hi ha?

Europa existia molt abans que ells i seguirà existint molt després d’ells.

L’Europa revolucionària, tant la comunista com la nacionalsocialista i l’anarquista dels que coneixem els errors i n’hem fet autocrítica, també és la nostra Europa. I no ens n’hem d’avergonyir.

Hem de mirar al futur.

Aprofito per donar-te el meu email, tal com m’havies demanat:
sol_invicte@hotmail.com.

Dispensa per la tardança!!

Salutacions identitàries!!

Comentar por hordley

Tentar ir além do choque inicial causado pelos rótulos é admitidamente complicado, e causa-me ainda hoje algum reflexo de imediata repulsa sempre que leio algo relativo ao Nacional-Socialismo (… e Actividades Similares). A outros causa semelhante reacção os desfiles do 1º de Maio – não os de hoje em dia, os dos anos 80, com passo de ganso e armas nucleares . Independentemente desta polarização ainda sentida e vivida por muitos de nós creio que é importante ler, estudar, observar e analisar opiniões e convicções de terceiros.

Serve este pequeno intróito para vir agora comentar algumas observações.

O caro DS2 foca – e com razão – o Nordicismo do NS; é interessante reparar que este Nordicismo é em alguma media uma reacção àquilo que o DS2 refere, nomeadamente a consideração tida pela civilização greco-romana enquanto berço da Europa e a visão pouca abonatória tida pelos Italianos sobre os povos germânicos; nestas condições – e em especial após o tratado de Versailles – era de esperar que um conjunto de ideais que elevasse os povo alemão a um primeiro plano colhesse amplo suporte. As raízes do Nordicismo na sua feição mais irritante são sem grande surpresa de génese anglo-saxónica e não alemã ou Nórdica strictu sensu…

Curiosamente a cartada étnica foi largamente empregada por todas as partes beligerantes: se a Alemnanha Nazi o fazia de catedra, a verdade é que a propaganda Aliada cedo voltou a referir-se ao Alemãos como Hunos; os Alemãos tratavam os Russos como Asiáticos; os Russo, por outro lado, iriam passar a defender em boa parte herança étnica eslava, e a exportar as suas virtudes com algum sucesso (ver livros da Novosti dos anos 80, por exemplo).

O NSDAP era originalmente um mosaico de várias tendências, como referiu o caríssimo Miazuria e muito bem. Existia no início do movimento uma facção de certa forma maioritária, composta por ex-soldados rasos e simples proletários, que levava a sério o “socialismo” do NS (não necessariamente de cariz marxista). É curioso ir ver a este respeito os discursos de Goebbels dirigidos ao KPD quando Hitler estava na prisão (e a ala dita de “esquerda” do NSDAP mais se notou) a clamar por uma aliança estratégica contra os industriais e o capitalismo internacional que asfixiava a Alemanha. Obviamente que Hitler estava pouco interessado em transformações sociais, e cedo fez o pacto com os Junkers para garantir a sua respeitabilidade democrática, terminando tudo isto na Noite das Facas Longas e o extermínio das SA, tidas como “nazis rosbife”, castanhos por fora e vermelhos por dentro. Seriam – como refer o Arqueofuturista – algo carentes de um programa concreto e propensas a alguma instabilidade em termos de governação efectiva, até por não terem em concreto “programas” mas uma série de tendências e ideias.

A ideia da “Europa das Nações” atribuida ás SS é fruto de vários desenvolvimentos decorrentes da própria guerra – embora baseados em parte num substracto ideológico conducente a tal ideia e derivado do “Blut und Boden” e nacionalismo romântico – e da criação de unidades SS internacionais na luta contra o “bolchevismo”. Lembro que por outro lado a idea da Europa das nações é também cara ao próprio “bolchevismo”, e tal ficou expresso na criação das RSS’s após a Revolução de Outubro. Não serve esta coincidência para estabelecer paralelos ou ligaçãos, até porque na verdade o conceito de “Europa dos Povos” deriva da Revolução Francesa e permeia o pensamento dos séculos que lhe seguem, á Esquerda e á Direita.

L’Europa revolucionària, tant la comunista com la nacionalsocialista i l’anarquista dels que coneixem els errors i n’hem fet autocrítica, també és la nostra Europa. I no ens n’hem d’avergonyir.

Faço minhas as palavras do camarada Catalão… mais do que tudo a Europa – e os Europeus – está presa aos sentimentos de culpa variados, á Esquerda e à Direita, que servem de espada de Dâmocles para persistir a emasculação dos seus habitantes. Sem querer negar a necessidade de apontar erros, de fazer acusações ou de criticar violentamente, a verdade é que se assiste à neutralização de tudo o que não obedeça a critérios de quase neutralidade asséptica absoluta, apenas conducente ao anestesiamento dos povos.

Comentar por Oestreminis

Óptima reflexão, caríssimo Oestreminis, os meus parabéns!

Com as minhas melhores saudações,

Miazuria (Miguel Angelo Jardim)

Comentar por Miazuria

ola, meu nome é valeria e estou com um pouco de dificudade em achar palavras que usamos em nosso dia dia, vinda do germanismo é um trabalho da escola e nao consigo encontrar.
se puder me ajudar estarei grata.
obrigada.

Comentar por valeria




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