Esparta em grande
Outubro 17, 2007, 10:33 am
Filed under: Em foco


Além deste blog que este vosso amigo procura regularmente alimentar, decidi há uns meses, mais precisamente em Janeiro do presente ano, abrir um blog exclusivamente dedicado a algo que desde sempre me fascinou, e pelos visto não apenas a mim, que é a Civilização Espartana.

Constatando o facto imperdoável da não existência de uma única obra em português exclusivamente dedicada à História de Esparta, ou sequer de uma página de internet na língua de Camões a Esparta dedicada, tomei a decisão de avançar com o meu singelo contributo, mesmo que tivesse a noção antecipada de que seria obviamente pequeno por contingências várias assim obrigarem. Bafejado pela fortuna de ter estreado este mesmo ano nas salas de cinema o excepcional filme “300” de Zack Snyder, baseado na obra de Frank Miller, o blog Esparta viu crescer exponencialmente o volume de visitas, na sua maioria pessoas, diga-se em abono da verdade, ávidas de conhecer um pouco mais sobre os Espartanos, e isto, não tenho dúvidas, devendo-se à imensa curiosidade e espanto que tal peça cinematográfica causou, sendo que grande parte dos visitantes é oriunda do Brasil, país que conta com milhões de euro-descendentes também eles amplamente interessados em descobrir a sua ancestralidade e a ela estabelecerem um elo identitário há muito adormecido.

Passados 8 meses de vida, eis que o blog Esparta ultrapassou a fantástica cifra de 101,858 visitas, tendo inclusive registado num único dia mais de 1400 visitantes, algo que me deixa imensamente satisfeito, ainda para mais quando me recordo de algumas vozes que se ergueram, em histeria, contra o filme “300”, por esta película, na opinião desses, agora comprovadamente equivocada, de que tal obra não mais era que propaganda americano-sionista, algo que contestei precisamente neste espaço por via deste artigo e que as caixas de comentários do blog Esparta desmentem claramente.

Esparta é um fenómeno de popularidade, e talvez, nos últimos anos, nenhuma outra civilização histórica tenha despertado tanta paixão e interesse, levando à publicação de inúmeras obras literárias sobre Esparta, à abertura de novas páginas de internet, à excepção, claro está, de Portugal, onde a Historiografia persiste num propositado desprezo por esta peculiar cultura agonal que representa Esparta e que se afigura como um paradigma para muitos nestes tempos conturbados.