Beldades islâmicas
Outubro 7, 2007, 9:15 pm
Filed under: Em foco

Não fazendo este blog parte da imprensa cor-de-rosa, nem desejando sequer arvorar-me em conselheiro nas matérias do coração, quero, contudo, partilhar, num gesto absolutamente sincero e altruista, com os regulares visitantes islâmicos deste espaço, sejam europeus convertidos ou não, este extraordinário conjunto de castas meninas afegãs à procura de homens sérios, entenda-se, que só lhes batam uma vez por semana e em partes não-vísiveis dos esbeltos corpos, predispondo-se inclusive a partilhar submissamente o leito conjugal com outras três moças (a lei corânica permite um total de quatro esposas), sem nunca, garantem, demonstrar qualquer laivo de ciúme. Todas garantem, sob juramento, aceitarem a lapidação pública no caso de existir uma mera suspeita de infidelidade. Mais acrescentam que é sua vontade limitarem a sua existência à procriação, apostadas que estão na batalha dos ventres, como forma de submergir demograficamente a Europa.

Posto isto, é com o meu mais íntimo desejo que espero, desta forma filantrópica, auxiliar no combate à misantropia de alguns islâmicos, e até filo-islâmicos, encalhados nas suas entediantes vidas amorosas, que tem gerado entre estes um recrudescimento de atitudes misóginas.

PS/ Embora maritalmente comprometido que estou, assumo não ser de ferro, e confesso que a menina Semoule _de_rêve possui algo… enfim, exótico. Já o nosso amigo Pepin, sempre tão participativo quando se publicam imagens de meninas, muito me engano ou irá seleccionar como sua preferida a moça que ostenta aqueles sensuais óculos…


22 comentários so far
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“sejam europeus convertidos ou não”
É mais: Sejam traidores desprezíveis ou azarados que tiveram o azar de saír do ventre de uma daquelas senhoras.

“Mais acrescentam que é sua vontade limitarem a sua existência à procriação, apostadas que estão na batalha dos ventres, como forma de submergir demograficamente a Europa.”
Não culpemos as mulheres muçulmanas que são apenas digna de pena. É como culpar o cão que morde, em vez de o dono que o deixa ou incita morder.
Culpemos pois os verdadeiros culpados: Os homens muçulmanos.

Mas lembrem-se que aquilo que se passou no Afeganistão e por toda a Ásia Central foi apenas aquilo que estaria destinado a acontecer a nós, Europeus, se não fosse a energia e a rigidez moral dos nossos antepassados:

Comentar por D. Sebastião II

Preocupam-me mais os judeus.
Cumprimentos.

Comentar por Nero

Por cierto, amigo Arqueofuturista, que me siento muy honrado por tu invitación a participar, y emocionado, con lágrimas en los ojos, por tu referencia; ahora bien, sabes que no sólo participo cuando salen bellas señoritas, pero en esos casos lo hago con mucho gusto,pero eso sí, con seriedad y rigor, pues con las cosas importantes no se juega.
En el caso que me propones , la elección es difícil, pues por un lado, la tal Nadine debe combinar la elegancia francesa conel misterio oriental, la que se llama islam d áir se referirá a la consistencia de los escritos de mahoma, y la que es un manchurrón de telanegra… pues eso, y yo pregunto: ¿Y Sherazade?
En fin, me gustaría saber qué dicen nuestras progres feministas sobre esto, aunque su postura es mirar hacia otrolado,como una verdad incómoda. Ayer el botarate de nuestro ministro de desaciertos exteriores, Moratinos (desatinos) inauguró una reunión sobre “xenofobia y antiislamismo” (o algo así) en Córdoba… bueno, pues que se vayan enterando, pero mirarán para otro lado hasta que posiblemente sea tarde…

Comentar por Pepin

“pues eso, y yo pregunto: ¿Y Sherazade?”
Creio que essa senhora seria Persa e portanto uma convertida ao Islão á força e contra a tradição do seu país. Não tenho a certeza, apenas uma ideia…

“una reunión sobre “xenofobia y antiislamismo” (o algo así) en Córdoba”
Pois, também ouvi algo relacionado com fazer de Córdoba “a capital do multiculturalismo e da contribuição Islâmica para a Europa”.
Não consigo imaginar nada mais insultuoso para com os mártires de Córdoba. E não foram poucos!

“Preocupam-me mais os judeus.”
Ninguém é perfeito. É pena é haver tantos cegos… isso só vai fazer com que aqueles mais manipuláveis acabem por fazer o cimitério Judeu de wc.

Comentar por D. Sebastião II

En el caso que me propones , la elección es difícil, pues por un lado, la tal Nadine debe combinar la elegancia francesa conel misterio oriental, la que se llama islam d áir se referirá a la consistencia de los escritos de mahoma, y la que es un manchurrón de telanegra…

Ahahahaha, brilhante, Caro Pepin, essa da consistência dos escritos de Maomé.

A nossas feministas! Mas onde estão elas? Alguma vez se ouviu uma feminista protestar pela condição infrahumana a que são submetidas as mulheres no Islão? Eu nunca.

Moratinos, ou como bem dizes, desatinos, é um néscio que apenas está a a jogar a cartada socialista, sem dar conta que é um jogo perdido à partida.

Um abraço Pepin.

Comentar por arqueofuturista

Y además, nunca entenderé el af´n por desprestigiar a la Iglesia Católica y por justificar/promocionar el islamismo, salvo que sea por intentar destruir lo propio… (como antes defendían el comunismo…)
en fin,… un cordial saludo, Arqueofuturista

Comentar por pepin

Hoje seria benvindo ao Suck face ao agudizar de um debate que terá de explodir.
A mulher muçulmana?
Sim, se calhar. Mas também a europeia. Coisificada.
Ver o que se passa a propósito da Eva na Alemanha.

Comentar por sonia ribeiro

Meus Deus! mas que exagero.
Há alentejanas e algarvias que são bastante agradáveis à vista.

Caro Arqueofuturista, é brincadeira ;)

Estou solidário, com todos os povos (independentemente da sua raça/etnia, credo e convicções politicas) que sejam oprimidos e explorados pelo mais forte, e também quando há uma ofensiva à dignidade da pessoa humana.

Comentar por joão aguiar

O autor deste blogue julga estar neste caso a conseguir denegrir o uso islâmico do véu, mas só a mais manifesta má fé pode por exemplo fazer esquecer a elegância da senhora Semoule-de-rêve – a própria postura da cabeça, a colocação dos ombros, até a escolha da cor da indumentária, exibem claramente o encanto feminino, que teve o privilégio de vir ao mundo sob a bandeira do crescente verde.

Comentar por Caturo

A mulher muçulmana?
Sim, se calhar. Mas também a europeia. Coisificada.

Coisificada porquê? Só porque o aperfeiçoamento da beleza feminil atingiu no Ocidente uma sofisticação eventualmente inédita?

Seja como for, Sónia Ribeiro, há aqui um pormenorzito valioso – é que a mulher ocidental pode escolher ser «coisificada» ou não.

Comentar por Caturo

“Seja como for, Sónia Ribeiro, há aqui um pormenorzito valioso – é que a mulher ocidental pode escolher ser «coisificada» ou não.”

Muito bem! Nem mais!

E o que faz a diferenca….a grande diferenca!

Saudacoes

Miazuria (MIguel Angelo Jardim)

Comentar por Miazuria

Acho deveras muita graça ouvir os caros senhores vangloriarem a doutrina cristão e norte-europeia, e fazer sarcasmos com o islamismo.

Muitos de vós, por conseguinte têm muitos nomes, três, quatro, cinco, seis ou mais. Já se interrogaram que a abundância antropónima que carregam, tem origens árabes.

Muitos de vós apresentam-se aqui com pseudónimos, que à excepção de Camões, e Sebastião II, não compreendo muito bem o seu significado, perdoem-me a minha atroz ignorância e incultura.

Mas já reparam que os Nórdicos tem apenas dois nomes, o próprio e o apelido, e por vezes têm três, o chamado “middle name”. Já o Portugueses, por herança cultural árabe têm muitos nomes, e os caros senhores, se observarem os vossos documentos identificativos assim por certo o constatarão.

E por certo acredito que muitos de vós residem no Cacém, em Moscavide, em Massamá, em Odivelas, em Alcabideche, Alandroal, Alhandra, Sacavém e outras localidades do nosso amado Portugal.
Muitos de vós têm como namoradas ou esposas, uma Soraia, Fátima, Sofia, Sara e muitos outros nomes.
Já se interrogaram que tais topónimos e antropónimos têm proveniências árabes?

Por isso meus caros, vangloriar a Portugalidade não é vangloriar a Galiza nem os três Afonsos, ou os dois Sanchos, é antes vangloriar D. Dinis pela unificação de uma mesma língua, que unia culturas cristãs do norte e muçulmanas do sul; e uni-as em torno do Português.

Ou donde é que acham que provém o sufixo no nome da nossa nação?

Cumprimentos

Comentar por João Filipe Ferreira

Apenas alguns pontos que não consigo deixar de comentar; há quem à viva força goste de ver árabes em tudo, é uma psicose como outra qualquer.
Já se interrogaram que a abundância antropónima que carregam, tem origens árabes.
Ridículo. A existência de vários nomes é a norma em todos os países europeus.
Mas já reparam que os Nórdicos tem apenas dois nomes, o próprio e o apelido, e por vezes têm três, o chamado “middle name”.

Para já tal não é a prática actual; segundo é com alguma normalidade que vejo a habitual fixação com “Nórdicos”, como se não existisse toda uma civilização clássica de génese greco-romana de que a Europa é tributária.

Já o Portugueses, por herança cultural árabe têm muitos nomes,
Repito: ridículo. Equivale a dizer que por herança cultural árabe os portugueses têm o nariz entre os olhos. Pega numa premissa errada – que existe algo de invulgar em ter vários nomes, quando tal é a regra em toda a Europa – e dá-lhe um explicação absurda – que ter vários nomes é um sinal de “influência árabe”.

E por certo acredito que muitos de vós residem no Cacém, em Moscavide, em Massamá, em Odivelas, em Alcabideche, Alandroal, Alhandra, Sacavém e outras localidades do nosso amado Portugal.

E? desde quando influência toponímica representa seja o que for? É aliás praticamente regra que as alterações toponímicas ocorrem facilmente sem isso significar nada a outros níveis; as alterações a nível de verbos de acção, por exemplo, são desprezíveis no que toca a “influência árabe”. Querem ver que os habitantes nativos da antiga Nova Lisboa eram todos de Marvila?

uma Soraia, Fátima, Sofia, Sara
Até em algo simples consegue errar e mostrar que o seu desejo imenso de uma profunda arabização da Europa – e de Portugal em particular – não conhece limites:

Sofia: do grego SOPHIA, sabedoria.
Sara: nome hebraico.

Quanto a Fátima e Soraia, existem de nomes de origem árabe e hebraica em toda a Europa. Querer projectar uma “influência” profunda através disto é whishful thinking to pior.

Por isso meus caros, vangloriar a Portugalidade não é vangloriar a Galiza nem os três Afonsos, ou os dois Sanchos,

E isto porque? Acho piada à forma tão taxativa como diz o que se deve ou não vangloriar, como se tivesse existido um decreto que nos víncula à sua revisão parcial da história.

é antes vangloriar D. Dinis pela unificação de uma mesma língua, que unia culturas cristãs do norte e muçulmanas do sul;

Mais delírios pseudo-românticos sobre uma idade de ouro de convivência pacífica e alegre e “comunidades muçulmanas” no Sul a dancarem de mãos dadas com os outros “portugueses”.

u donde é que acham que provém o sufixo no nome da nossa nação?

Porque é que não nos diz? Não me vai dizer que é daqueles que acha que a sílaba “al” é de origem árabe? Os habitantes de Donegal na Irlanda vão gostar de saber as suas profundas origens islâmicas.

Comentar por Oestreminis

Bem,

seguindo a ordem, considerado não direita, ou seja, supostamente torta do sentido da escrita, começo pelo fim…

“Não me vai dizer que é daqueles que acha que a sílaba “al” é de origem árabe”

É então uma mera coincidência observar que todos os topónimos que começam pelo prefixo ‘al’ têm origens árabes: Algarve, Alentejo, Alcabideche, Almada, Alandroal, Alcácer do Sal, Albufeira, Alter do Chão, Alverca. Será porventura coincidência todos estes topónimos terem origens árabes? Mais deixo-vos aqui nomes de grande poetas árabes:
Al-Maʿarri
Al-Mutanabbi
Al-Nabigha
Al-Rabi ibn Abu al-Huqayq
Al-Zeir Salim

Será o prefixo antroponímico pura coincidência?
Se os habitantes do Donegal na Irlanda têm origens árabes não o posso dizer pois infelizmente nunca tive o privilégio de conhecer um natural do Donegal.

Em relação abundância dos nomes, deixo aqui apenas alguns nomes COMPLETOS de personalidades portuguesas e estrangeiras, que espero que o faça reflectir:

Alfred Bernhard Nobel
Albert Einstein
Sir Isaac Newton
George Walker Bush
David Robert Joseph Beckham
Sir Alexander Chapman Ferguson
James Gordon Brown
Angela Dorothea Merkel
Lech Aleksander Kaczyński
Vladímir Vladímirovitch Putin
Nicolas Sarkozy
William Jefferson Clinton
Napoleone di Buonaparte
François-Marie Arouet (Voltaire)

Agora nomes de personalidades portuguesas

Manuel Maria de Barbosa l´Hedois Du Bocage
Fernando António Nogueira Pessoa
Aníbal António Cavaco Silva
José Sócrates Carvalho Pinto de Sousa
Cristiano Ronaldo dos Santos Aveiro
Flor Bela de Alma da Conceição Espanca
Miguel Andresen de Sousa Tavares
José Manuel Durão Barroso
Jorge Fernando Branco de Sampaio
Jorge Nuno Pinto da Costa
Nuno Maria de Figueiredo Cabral da Câmara Pereira
Kátia d’Almeida d’Oliveira Rosado Guerreiro Ochoa (fadista)
Sophia de Mello Breyner Andresen

E agora um excerto a reflectir: “Old Arabic names are based on a long naming system: most Arabs do not simply have first/middle/last names, but a full chain of names” in wikipedia

Parece que os factos mencionados anteriormente não serão assim tão ridículos

É evidente que a qualidade e a inteligência de uma pessoa não se mede pela abundância de nomes, mas o que não pode deixar de ser inegável é o facto de a mesma abundância de nomes ser prática comum em países de cultura árabe e também em Portugal

Cumprimentos

João Filipe Oliveira Lopes Pimentel Ferreira
Português e Europeu com orgulho :)

Comentar por João Filipe Oliveira Lopes Pimentel Ferreira

É então uma mera coincidência observar que todos os topónimos que começam pelo prefixo ‘al’ têm origens árabes: Algarve, Alentejo, Alcabideche, Almada, Alandroal, Alcácer do Sal, Albufeira, Alter do Chão, Alverca. Será porventura coincidência todos estes topónimos terem origens árabes?

Mas não foi isso que o João Ferreira disse: fez uma pergunta relativa à sílaba final de Portugal, que não é um *prefixo*. A sílaba “al” quando usada quando prefixo é de facto, olhando apenas para os topónimos, maioritariamente de origem árabe (maioritariamente, o que é diferente de sempre). Já nos verbos, por exemplo, a maior parte do que começa por “al” é de origem latina. Pegar no “al” e pressumir que sempre que aparece é de origem árabe é um error puro e simples, e é um erro craso quando se insinua que o “al” de Portugal tem essa proveniência – de resto, igual à de Espanha.

Como já disse anteriormente a questão toponímica é lateral ao resto: há quem diga que o nome “Espanha” vem do fenício, sem que isso queira dizer que os habitantes de Espanha sejam fenícios. Acontece apenas que os nomes que ficaram a ser utilizados devido há existência de uma cultura escrita são os que estavam em utilização aquando da reconquista, tendo a maioria das localizações um nome pré-árabe que se deixou de utilizar.

Se os habitantes do Donegal na Irlanda têm origens árabes não o posso dizer pois infelizmente nunca tive o privilégio de conhecer um natural do Donegal.

Bem, não creio que seja preciso conhecer um nativo de Donegal pessoalmente para o dizer, mas enfim. Também alguns eles têm muitos nomes, contudo. Serviu o exemplo apenas para mostrar que o “al” final é de utilização genérica em toda a Europa sem que lhe seja necessário imputar origens árabes.

Em relação abundância dos nomes, deixo aqui apenas alguns nomes COMPLETOS de personalidades portuguesas e estrangeiras, que espero que o faça reflectir:

Bem, faz-me reflectir no que já disse: o caro João Ferreira está a pegar em nomes para extrapolar influências de outra ordem quando os nomes próprios são em toda a Europa de origem variada… os nomes de origem semita, por exemplo, são imensos por influência bíblica, sem que isso queira dizer que os habitantes de toda a Europa sejam semita. Grosso modo, em Portugal e no resto da Europa, os nomes próprios tem origem nos grandes grupos Germânico (Rodrigo, Frederico, Guilherme, Henrique), Hebraico (João, Maria, Ana, Tiago), Grego (Pedro, Helena, Ifigénia) e Latino (Claúdio, Caio, Júlio). Não há relação directa entre os nomes utilizados e uma origem étnica específica.

Quanto ao temanho dos nomes, apenas três observações:

1) Os nomes que mostrou têm várias inconguências: alguns tão grandes como os exemplos que dá para os portugueses, e não levam em consideração que muitos dos concidadãos dos cavalheiros que apresentam tinham nomes maiores. Alguns exemplos:

* George Walker Bush : Filho de “George Herbert Walker Bush”, a influência “árabe” deve ter saltado uma geração…

* David Robert Joseph Beckham: Quatro nomes, como a maioria dos que apresenta em Portugal.

* Nicolas Sarkozy: na verdade Nicolas Paul Stéphane Sarközy de Nagy-Bocsa; ver também “François Maurice Adrien Marie Mitterrand”, “Henri Philippe Benoni Omer Joseph Pétain”, entre outros.

*Napoleone di Buonaparte: bem, em Itália também se usam nomes como “Dante Michelangelo Benvenuto Ferruccio Busoni”.

2) Tudo isto é indiferente pelo simples facto de que os nomes em Portugal só passaram a ser maiores que um ou dois nomes há muito pouco tempo, talvez desde o século XVII. De facto durante o período que se sucedeu á Reconquista, e que onde a suposta influência cultural árabe nos nomes seria maior, as pessoas tinham nome próprio e patronímico, mais nada. Afonso Henriques (filho de Henrique), Gil Eanes (f. Eane), Gil Vicente, Luis Vaz de Camões, Pedro Nunes, Vasco da Gama, João de Castro, Estevão da Gama, Nuno Álvares Pereira, todos os nomes anteriores ao século XVII são curtíssimos. O aumento dos nomes é algo recente e que foi inicialmente aplicado á nobreza como forma algo sem-gosto de mostrar linhagem, e rapidamente democratizada pela população em geral. Quem investiu algum tempo em genealogia sabe isto de cor, visto bastar 1 século para se encontrarem assentos de batismo com apenas o nome próprio, ou nome próprio e patronímico.

3) A tradição de nomes pessoais romanas baseada no “Tria Nomina” tinha vários acrescentos, como “Marcus Tullius Cornelia tribu Cicero” ou “Marcus Tullius Marci filius Marci nepos Cicero” de forma a mostrar pertença a determinada tribo e/ou mostrar algum cognome. Se a algum lado se fosse basear a utilização média de 3-5 nomes seria a esta tradição.

4) Os nomes e o seu tamanho são semelhantes em Portugal, Espanha, França e Itália, i.e. é normal haverem 4+ nomes. Não há particularidade Portuguesa de espécie alguma nesta questão.

Por tudo isto considero especulativo e, sem ofensa, errado e bastante parcial querer ver na ocupação árabe a origem dos nomes conforme utilizados em Portugal, do mesmo calibre que insinuar que o “al” final é da mesma origem.

“Old Arabic names are based on a long naming system: most Arabs do not simply have first/middle/last names, but a full chain of names”

Ver acima. Isto é indiferente visto a prática actual não ser restrita a Portugal, não ser de origem antiga e não ter nada a ver com a prática dos nomes árabes.

É evidente que a qualidade e a inteligência de uma pessoa não se mede pela abundância de nomes, mas o que não pode deixar de ser inegável é o facto de a mesma abundância de nomes ser prática comum em países de cultura árabe e também em Portugal

Falácia grave, não é “inegável” de maneira algum, é simplesmente uma extrapolação disparatada. Mais uma vez retira Portugal do contexto Europeu sem razão nenhuma, usando apenas exemplos escolhidos a dedo e mostra uma “irmandade” com o mundo árabe onde ela não existe. A abundância de nomes é igual à de Espanha, França e Itália, pelo menos e é de origem recentíssima. Não há qualquer especificicade portuguesa neste aspecto. É o tipo de argumento que se pode utilizar para dizer “Os Espanhóis usam o nome da mão no fim; os judeus são matrileneares; ahh, os Espanhóis são diferentes do resto da Europa e iguais ao judeus por grande influência!”, que é uma parvoíce pegada.


João Filipe Oliveira Lopes Pimentel Ferreira
Português e Europeu com orgulho :)

Folgo em sabê-lo e admiro o seu patriotismo e – nos dias de hoje talvez ainda mais – o seu orgulho europeu; só considero desnecessário esse mundialismo forçado e politicamente correcto de querer à força enfiar os árabes em tudo, e pintá-los como uma grande força benigna e simpática, e ainda por cima querer á viva força dizer que nós temos alguma “relação especial” diferente de todos os outros. É este discurso de isolação de Portugal do resto da Europa através das laudas a culturas magrebinas que leva á cegueira da população em relação às suas origens e exalta uma pretensa “relação especial” onde não existe nenhuma.

Comentar por Oestreminis

Como pude observar o caro bloguista é muito objectivo, e faz referências específicas e referencia casos históricos particulares.
Apraz-me sabê-lo, mas há muito que ao longo da história da nação não podia ser revelado devido às ordens governamentais instituídas.

Após a Reconquista cristã, os poderes oficiais vigentes passaram a ser outros, e como deve calcular quaisquer influências culturais denominadas estrangeiras teriam de se instituir de forma sublime.

Se Afonso Henriques tinha apenas dois nomes, se muitos homens da Europa têm três nomes, indo de encontro ao preceito sagrado latino do número três, também concorda comigo que esse triângulo latino antroponímico era o mais comum aos cidadãos Romanos, sendo que os acrescentos de linhagem eram muito mais frequentes no mundo Árabe.

Quando refiro a influência Árabe nos nomes em Portugal, não imagino, ao contrário do que o caro bloguista refere, um mundo português repleto de mouros e profetas islâmicos, mas também, não posso deixar de notar a forte influência arábica no que concerne a certos aspectos da cultura portuguesa.

Mas querendo também ser objectivo, volto à questão dos nomes; colocar nomes elevados está relacionado com uma certa identificação pessoal única do indivíduo, tal como se faz hoje nos número do BI ou números de escola ou faculdade, ter muitos nomes para os Árabes, seria uma forma de identificar o indivíduo como entidade única, dando-lhe então uma serie de nomes que referissem o nome de família, a proveniência, o nome dos pais, dos filhos, o nome próprio e uma adjectivação que o identificasse. Era uma forma de elevar a unicidade. O mesmo acontece hoje em dia como já referi nos números dos documentos identificativos. Os aristocratas portugueses do sec. XVII, se colocaram muitos nomes foi com o mesmo intento, o da identificação unipessoal.
Já os Latinos, tinham mais o espírito do colectivismo, tal como os gregos com as metrópole e os espírito da igualdade democrática, da cidadania e dos preceitos legais do colectivismo, sendo que haver cidadãos com o mesmo nome (três nomes) era prática comum entre os Romanos, e por influência do Império se alargou aos povos do Norte.
E há algo mais que o caro bloguista, pelo menos concordou, indo de encontro àquilo que refiro: “Os nomes e o seu tamanho são semelhantes em Portugal, Espanha, França e Itália”… será coincidência serem todos países do Sul da Europa?

“Serviu o exemplo apenas para mostrar que o “al” final é de utilização genérica em toda a Europa sem que lhe seja necessário imputar origens árabes”
É de utilização geral em toda a Europa mas com muito mais incidência nas localidades do Sul do Continente; será coincidência o facto de ter tido presença árabe durante vários séculos? Basta observar Portugal e as cidades acima e abaixo do Mondego, e observar quantas têm o prefixo ‘al’.

“Grosso modo, em Portugal e no resto da Europa, os nomes próprios tem origem nos grandes grupos Germânico (Rodrigo, Frederico, Guilherme, Henrique), Hebraico (João, Maria, Ana, Tiago), Grego (Pedro, Helena, Ifigénia) e Latino (Claúdio, Caio, Júlio)”
E ao que parece também reconhece a forte influência Hebraica, considerada por muitos não Europeia, na genealogia dos povos residentes na Europa; é deveras um avanço nas considerações que muitos defensores do Orgulho têm sobre a génese dos Portugueses e Europeus.

“É este discurso de isolação de Portugal do resto da Europa através das laudas a culturas magrebinas que leva à cegueira da população em relação às suas origens e exalta uma pretensa “relação especial” onde não existe nenhuma.”
Esta frase com que o caro conclue, refere sim o autismo, de muitos portugueses e sul-Europeus. É evidente que Portugal é um país Europeu, não o nego, é óbvio que Portugal e Espanha são países com forte influência Latina e Europeia, mas o que é também deveras evidente e lúcido, é assertar que Portugal devido à influência “magrebina” absorveu durante vários séculos fortes tradições dos povos não Europeus ao Sul do Mediterrâneo.

E para concluir o meu raciocínio deixo-lhe mais uma questão:
“Já alguma vez ouviu fado cantado em Inglês?”

Cumprimentos

João Filipe Ferreira

Comentar por João Filipe Ferreira

Como pude observar o caro bloguista é muito objectivo, e faz referências específicas e referencia casos históricos particulares.
Apraz-me sabê-lo, mas há muito que ao longo da história da nação não podia ser revelado devido às ordens governamentais instituídas.

A visão que temos é contruída com o que é possível, e será sem dúvida insuficiente. É ainda assim muito melhor que o caminha oposto, que é basear tudo em intuições e significados ocultos de verificação impossível. Ai já estamos no campo da fé, e creio que o caro João Ferreira tem acima de tudo uma convicção interior acerca da influência Árabe. Gosta da ideia. É uma preferência sua. Respeito isso, tal como respeito quem queira dizer que o Mosteiro da Batalha é de origem Maia, mas não as considero sustentadas de algum modo.

Após a Reconquista cristã, os poderes oficiais vigentes passaram a ser outros, e como deve calcular quaisquer influências culturais denominadas estrangeiras teriam de se instituir de forma sublime.

Er… então temos que os tais muitos nome de influência Árabe, que inicialmente eram uma particulariade portuguesa mas que mais adiante já o são do Sul da Europa inteira, ficaram numa espécie de undergrounf, há espera de da liberdade de expressão? Isso não faz sentido nenhum.

Se Afonso Henriques tinha apenas dois nomes, se muitos homens da Europa têm três nomes, indo de encontro ao preceito sagrado latino do número três, também concorda comigo que esse triângulo latino antroponímico era o mais comum aos cidadãos Romanos, sendo que os acrescentos de linhagem eram muito mais frequentes no mundo Árabe.

Não me quero repetir, mas já afirmei – e é de fácil verificação – que a utilização de mais do que 2 nomes é algo de muito recente, quanto mais que 3! É uma “moda” que tenta imitar os nomes da aristocracia, que a partir do século XVII começaram a utilizar os nomes da mesma forma que usava os escudos de armas: como montra da sua linhagem. Não seu é é mais ou menos frequente no mundo Árabe porque o mundo Árabe não tem nada a ver com a forma como os nomes são dados em Portugal ou no resto da Europa.

Quando refiro a influência Árabe nos nomes em Portugal, não imagino, ao contrário do que o caro bloguista refere, um mundo português repleto de mouros e profetas islâmicos, mas também, não posso deixar de notar a forte influência arábica no que concerne a certos aspectos da cultura portuguesa.

Pois, nunca deixa de “notar”, mas a nível de argumentos fica-se pelas impressões vagas e a sua vontade que assim o seja. Não é por repetir muitas vezes a “forte” e “inegável” influência Árabe que ela passa a ser verdade. Até agora os exemplos que encontrou são todos desprovidos de qualquer base real.

Mas querendo também ser objectivo, volto à questão dos nomes; colocar nomes elevados está relacionado com uma certa identificação pessoal única do indivíduo, tal como se faz hoje nos número do BI ou números de escola ou faculdade, ter muitos nomes para os Árabes, seria uma forma de identificar o indivíduo como entidade única, dando-lhe então uma serie de nomes que referissem o nome de família, a proveniência, o nome dos pais, dos filhos, o nome próprio e uma adjectivação que o identificasse. Era uma forma de elevar a unicidade. O mesmo acontece hoje em dia como já referi nos números dos documentos identificativos. Os aristocratas portugueses do sec. XVII, se colocaram muitos nomes foi com o mesmo intento, o da identificação unipessoal.

Isto está a chegar ao ponto do inenarrável… agora a forma como se explicam a suposta origem “Árabe” dos nomes é através de uma análise psicológica das sociedades Árabes e Latinas. Isto, mais uma vez, pegando numa questão que não tem absolutamente nenhuma especificidade e segue os padrões normais de atribuição de nomes na Europa Ocidental.

Os aristcratas portugueses do século XVII não inventaram nada: colocar muitos nomes era a moda em toda a Europa entre a aristocracia. Querem ver que toda a Europa herda dos Árabes a sua forma de colocar os nomes?

Já os Latinos, tinham mais o espírito do colectivismo, tal como os gregos com as metrópole e os espírito da igualdade democrática, da cidadania e dos preceitos legais do colectivismo, sendo que haver cidadãos com o mesmo nome (três nomes) era prática comum entre os Romanos, e por influência do Império se alargou aos povos do Norte.

Não, não foi por influência do Império porque a utilização de nome prórpio, matronímico e patronímico é comum a toda a Europa e é uma ocorrência natural. E não depende do suposto “colectivismo” dos Latinos. Toda a Europa usava regras relativamente semelhantes, baseadas em linhagem directa, e opcionalmente outros nomes diferenciadores.

E há algo mais que o caro bloguista, pelo menos concordou, indo de encontro àquilo que refiro: “Os nomes e o seu tamanho são semelhantes em Portugal, Espanha, França e Itália”… será coincidência serem todos países do Sul da Europa?

Pois. Assim de repente poderia ter-lhe ocorrido que estamos a falar de países de herança linguística e cultural Latina, mas quando se tem uma ideia fixa as coisas mais evidentes tornam-se esquivas e o que faz sentido são atribuições exóticas sem sentido nenhum. É incrível como a primeira coisa que vê na lista dos países que referi não é o mais óbvio facto de serem descendentes de uma tradição greco-romana e de língua latina, mas uma suposta influência Árabe.

É de utilização geral em toda a Europa mas com muito mais incidência nas localidades do Sul do Continente; será coincidência o facto de ter tido presença árabe durante vários séculos? Basta observar Portugal e as cidades acima e abaixo do Mondego, e observar quantas têm o prefixo ‘al’.

Mas eu já disse que isso se limita aos topónimos, e daí não se pode inferir qualquer influência cultural para além do facto das pessoas passarem a usar o nomes dos locais tal como os ouviam. Faça de resto um exercício simples: pegue em todos os comentários até agora escritos em Português neste tópico e encontre as palavras Árabes. Deve ser fácil, visto serem supostamente imensas. Fico a aguardar.

E ao que parece também reconhece a forte influência Hebraica, considerada por muitos não Europeia, na genealogia dos povos residentes na Europa; é deveras um avanço nas considerações que muitos defensores do Orgulho têm sobre a génese dos Portugueses e Europeus.

Ao que parece não percebe mesmo o que quero dizer. A “forte influência Hebraica” nada tem a ver com a “genealogia” dos povos da Europa, mas dos simples e mais que óbvio facto da conversão ao Cristianismo ter tornado os nomes existentes na Bíblia muito populares na Europa. Não é “avanço” nenhum, e acho inacreditável como aparentemente indica que a existência de nomes de origem Hebraica na Europa é por difusão démica.

Esta frase com que o caro conclue, refere sim o autismo, de muitos portugueses e sul-Europeus. É evidente que Portugal é um país Europeu, não o nego, é óbvio que Portugal e Espanha são países com forte influência Latina e Europeia, mas o que é também deveras evidente e lúcido, é assertar que Portugal devido à influência “magrebina” absorveu durante vários séculos fortes tradições dos povos não Europeus ao Sul do Mediterrâneo.

Não é evidente, nem lúcido, e não o é de forma evidente visto não ter apresentado argumentos para além da tal “certeza” e “evidência” que diz. Ainda que houvessem tradições absorvidas – existem tradições absorvidas em todo o lado – até agora não apresentou nenhuma que indicasse sequer uma influência superficial assinalável, quanto mais da dimensão que lhe quer dar. Da mesma forma posso dizer que os Árabes devem tudo aos Coreanos: afinal, ambos têm o nariz entre os olhos, será coincidência?

Comentar por Oestreminis

Ainda voltando ao mesmo assunto.
Segundo o caro bloguista não existem quaisquer influências magrebinas no sul de Portugal. Daí inferimos uma de duas hipóteses.

– O caro bloguista está enganado e de facto houve alguma herança geneológica árabe no sul de Portugal, ou

– A reconquista cristã foi tão atroz e malévola que não deixou quaisquer resteas de influências ancestrais anteriores

Cumprimentos

João Pimentel

Comentar por João Filipe Pimentel

Voltar a este assunto passados dois anos é estranho, em especial dado que o Arquefuturist encerrou o blog.

Ainda assim…


Segundo o caro bloguista não existem quaisquer influências magrebinas no sul de Portugal. Daí inferimos uma de duas hipóteses.

Se existe ainda não conseguiu apontar nenhuma (pelo menos que me parecesse sustentável). Claro está, existem toponímios, vocabulário que entrou na língua, etc, mas nada nem de perto nem de longe semelhante ao que estava a sugerir,e em especial nada que sirva para nos colar ao Norte de África, como parece ser moda tão querida. A existência de Portugal por si só fez-se exactamente por oposição á invasão islâmica.


– O caro bloguista está enganado e de facto houve alguma herança geneológica árabe no sul de Portugal, ou

De onde é que apareceu de repente a genealogia? Todas as suas considerações até agora em culturais. É claro que houve alguma herança “geneológica” da dominação muçulmana na Ibéria (não obrigatóriamente árabe porque a maioria era berber). Em 7 séculos seria impossível não haver nenhuma. Estudos diferentes dão valores diferentes mas é estimada entre 2% a 12% consoante a região (para as que apresentam algum valor).


– A reconquista cristã foi tão atroz e malévola que não deixou quaisquer resteas de influências ancestrais anteriores

Seria, repito, praticamente impossível não deixar “résteas” nenhumas do ponto de vista genético que está a referir. O que não impede que tenha de facto sido incisiva na forma como se processou, a culminar nos éditos de expulsão de mouriscos que restavam. Querer pegar nisto e imaginar que foi uma época de “salutar convivência entre civilizações” é de facto querer apagar o carácter extremamente antagónico da Reconquista, e mais ainda quando se pretende atribuir ao mundo árabe algum tipo de influência no que é a vivência e cultura de Portugal.

E repito o que disse anteriormente: não há de facto nenhum tipo de influência magrebina no Sul ou no Norte de Portugal ou da Ibéria nos termos que estava a colocar. A contribuição genética existe *apesar* da Reconquista e não devido a qualquer carácter benfazejo da mesma. E, de resto, tendo em conta os séculos de invasão, a mesma é extremamente reduzida.

Comentar por Oestreminis

Depois de analisados muitos aspectos que referiu, e depois de alguma investigação pessoal, devo concordar consigo em muitas questões. As considerações antroponímicas que fiz são incoerentes visto que os Portugueses depois da reconquista tinham poucos nomes (dois ou três). Também são pouco relevantes as minhas considerações toponímicas, visto que a sua influência cultural é diminuta e rege-se simplesmente a isso mesmo, ao nome da localidade ou lugar.

Mas considero ainda alguns aspectos que considero relevantes, e refiro nomeadamente à atroz e brutal reconquista cristã. Li algures que durante a ocupação árabe os cristãos poderiam pregar os seus cultos religiosos tendo que pagar uma taxa. Nesse tempo as igrejas não haviam sido destruídas. O inverso passou-se durante a reconquista cristã, sendo destruídas todas e quaisquer mesquitas. É anacrónico referi-lo mas creio que os árabes nesse tempo eram muito mais moderados que os cristãos, o contrário do que acontece presentemente.

As influências genealógicos são pouco relevantes, tal como referiu, entre 5% a 12%, mas são algumas, mas existe algo que confesso que me deixa perplexo, que é o fado. Há quem diga que nasceu nas canções dos muçulmanos melancólicos, e não é por acaso que apareceu em bairros como a Mouraria, local habitado por muçulmanos após a reconquista cristã, o que revela alguma, mas pequena confesso, influência cultural.

E nos momentos de maior delírio irracional, confesso que imagino que a calçada à portuguesa, composta por pequenos cubos, tem origem islâmica visto que o Islão venera esta figura geométrica, estando um cubo gigante naquele local sagrado em Meca. Em árabe denomina-se “caaba”, que significa cubo. Mas também é certo que esta calçada só começou a ser utilizada em Lisboa no sec. XIX, e talvez seja uma consideração irracional.

Finalizando, então temos uma diminuta influência mourisca na cultura(fado) e nos genes(cinco a dez por cento).

Cumprimentos cordiais

João Pimentel

Comentar por João Pimentel

Depois de analisados muitos aspectos que referiu, e depois de alguma investigação pessoal, devo concordar consigo em muitas questões. As considerações antroponímicas que fiz são incoerentes visto que os Portugueses depois da reconquista tinham poucos nomes (dois ou três). Também são pouco relevantes as minhas considerações toponímicas, visto que a sua influência cultural é diminuta e rege-se simplesmente a isso mesmo, ao nome da localidade ou lugar.

Folgo em sabê-lo, não tanto por concordar comigo mas mais por ter ido de facto investigar por si próprio de forma a chegar a conclusões alicerçadas em matéria mais sólida.


Mas considero ainda alguns aspectos que considero relevantes, e refiro nomeadamente à atroz e brutal reconquista cristã. Li algures que durante a ocupação árabe os cristãos poderiam pregar os seus cultos religiosos tendo que pagar uma taxa. Nesse tempo as igrejas não haviam sido destruídas. O inverso passou-se durante a reconquista cristã, sendo destruídas todas e quaisquer mesquitas. É anacrónico referi-lo mas creio que os árabes nesse tempo eram muito mais moderados que os cristãos, o contrário do que acontece presentemente.

A Reconquista é um processo complexo que abrange uma série de vectores e não apenas o religioso. É preciso antes de mais ver que o comportamento e determinação de quem luta por recuperar a terra que é sua é diferente da de um invasor. Ainda assim, e respondendo directamente ás suas observações, muito alarde se tem feito da “benignidade” do estatuto de “dhimmi”, como se essa sujeição humilhante perpretada contra os verdadeiros habitantes do território fosse uma espécide de “mal menor”. Na verdade esse estatuto não implicava apenas o pagamento de taxas: marcava de forma clara a inferioridade a todos os níveis de quem o tinha. Não podiam ter armas, não tinham existência legal, a sua integridade física era assunto completamente irrelevante, tinham inclusivé – e consoante os tempos – roupas próprias. As igrejas mantinham-se em termos teóricos, mas a sua conservação e reparação estavam proíbidas, assim como a entrada de novos noviços para qualquer estrutura religiosa. O estutudo de dhimmi era apenas uma das várias formas de levar as populações á sua conversão. Mesmo o poder rezar era sob regras próprias. Basta ver que em pleno século XXI o Patriarcado de Constantinopla está me risco de acabar porque a Turquia probibiu há décadas a entrada de pessoas no seminário e “exige” que o Patriarca seja nascido na Turquia. E isto é hoje em dia…

A Reconquista foi “brutal” porque a invasão foi “brutal”. É curiosa esta tendência actual de culpar a vítima, de dar como adquirida a invasão muçulmana para a partir desse estado de coisas querer imaginar uma Ibéria onde todos deveriam viver bem.


As influências genealógicos são pouco relevantes, tal como referiu, entre 5% a 12%, mas são algumas,

Como as são, repare, em muitos mais locais da Europa.


mas existe algo que confesso que me deixa perplexo, que é o fado. Há quem diga que nasceu nas canções dos muçulmanos melancólicos, e não é por acaso que apareceu em bairros como a Mouraria, local habitado por muçulmanos após a reconquista cristã, o que revela alguma, mas pequena confesso, influência cultural.

O problema destas questões é que os fundamentos dados para várias manifestações culturais provêm de autores do século XIX do período romântico, e para mais muitos deles fascinados com o “Orientalismo”. Não há, em termos concretos, nada que sirva para apontar a Árabes a origem do fado. Até porque se desconhece qualquer menção do fado anterior a, creio, o século XVII/XVIII. O instrumento utilizado é uma espécie de alaúde de origem inglesa, introduzido em Portugal e modificado. As várias formas de fado foram substancialmente alteradas no próprio século XX, durante o Estado Novo.

Isto para dizer que para quem gosta de exotismo mal se ouvem cascos se pensa logo em zebras, e não em cavalos. Não há nenhuma indicação sequer superficial que o fado tenha seja o que for a ver com os Árabes, tal como não se tem que tenha o mínimo a ver com as mornas africanas, mas para quem gosta da ideia do fado ter essas origens não dúvido que seja uma ideia suficientemente tentadora para se espalhar como verdadeira.


E nos momentos de maior delírio irracional, confesso que imagino que a calçada à portuguesa, composta por pequenos cubos, tem origem islâmica visto que o Islão venera esta figura geométrica, estando um cubo gigante naquele local sagrado em Meca. Em árabe denomina-se “caaba”, que significa cubo. Mas também é certo que esta calçada só começou a ser utilizada em Lisboa no sec. XIX, e talvez seja uma consideração irracional.

Bem, padrões geométricos temos pelo menos desde os mosaicos romanos. Mas já agora os azulejos são, se bem me lembro, de inspiração árabe, embora não tenham a ver com qualquer subsistência desse tipo de decoração mas sim pela introdução vinda de cima, directamente de D. Manuel que apreciava o efeito. O mesmo se vai passar com os motivos orientais nas tapeçarias flamencas, por exemplo.


Finalizando, então temos uma diminuta influência mourisca na cultura(fado) e nos genes(cinco a dez por cento).

Tenho seríssimas dúvidas na questão do fado. Não sei se sabe (mas vem a propósito), também há quem jure a pés juntos que o fado é uma reminiscência celta, completo com registos acústicos que mostram as semelhanças. Reservo para esta teoria a mesma extrema reserva que faço com as outras.

Quanto aos genes, as coisas são como são. Nem é possível neste momento conseguir estimar influência de forma precisa, mas sim, de facto ela existe, por pequena que seja. Embora, como referi antes, isto deva ser colocado no contexto do resto da Europa, onde essa influência também existe. Não foi só na Ibéria que existiu, nem de perto nem de longe.

Comentar por Oestreminis

Depois de reler por diversas vezes as considerações que teceu sobre as parcas influências mouriscas na Ibéria, devo concordar com o que abordou. Mas tece algumas considerações falaciosas, desculpabilizando a violência rude e extrema apenas porque o território em causa havia sido de Europeus alguns séculos atrás. Desculpabilizar violências extremas por questões territoriais desencadeou sempre ao longo da história da Humanidade mais violência extrema. Por certo que o estatuto de “dhimmi” era humilhante, mas com a Reconquista nem sequer um estatuto semelhante tiveram os muçulmanos. Houve pura e simplesmente uma conversão religiosa forçada, sob pena de execução sumária. Evocar questões territoriais para abonar chacinas sumárias e impiedosas, suscitou sempre ao longo da história da Humanidade os maiores terrores. O eterno conflito Israelo-Palestiniano é um caso sintomático daquilo que refiro. Os conflitos no País Basco e Irlanda do Norte, na zona dos Curdos da Turquia, e até mesmo os próprios Afegãos que lutam presentemente contra um invasor Americano. E repare que os Muçulmanos estiveram na Ibéria cerca de sete séculos. Por isso o estatuto de “dhimmi” não será tão benigno como o que certos autores quererão fazer crer, mas talvez tivesse sido um mal menor que permitiu de certa forma aos Cristão preservar a sua religiosidade, mesmo que de forma subjugada. O que é certo que depois de sete séculos de presença Árabe, não restaram nenhuns vestígios religiosos e arquitectónicos, como Mesquitas por exemplo, e tal quer o caro bloguista queira quer o desculpabilize, deveu-se à quase bárbara reconquista Cristã. Mas eu, confesso que sou um defensor acérrimo da Portugalidade e do ímpeto Europeu, mas vejo-o como uma dádiva que mereceu vários contributos ao longo dos séculos. Explano melhor no meu blogue em

Cumprimentos fraternos

Comentar por João Pimentel




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