Uma certa ideia de socialismo (II e última parte)
Setembro 28, 2007, 10:42 am
Filed under: Em foco

Por Miguel Angelo Jardim
 
Condição fundamental para o êxito do socialismo é a singularidade cultural e civilizacional dos povos onde aquele é vivido e aplicado. Não é certamente um acidente histórico o facto da ex-RDA (antiga República Democrática Alemã) ter sido o país mais desenvolvido e com melhor nível de vida, ainda que relativo, entre os antigos países “socialistas”.

O socialismo é uma atitude moral, uma postura ética, refere-se a valores e não se reduz ao árido economicismo, exige um outro olhar sobre a economia e as relações sociais. Nao se confunde com a fantasia igualitarista, embora consagrando e preconizando a igualdade no acesso à educação, saúde, habitação e emprego, sempre no âmbito de uma comunidade coesa e homogénea, falo da cultura e da etnia.

Sou consciente de que esta ideia de socialismo não aporta soluções miraculosas, nem é sequer uma receita para ser aplicada de imediato. Não é uma varinha magica!

Algumas propostas para a edificação de um socialismo viável podem ser resumidas numa nova concepção do sentido e do estatuto jurídico da propriedade, na eleição do trabalho como critério de acesso à riqueza e ao justo salário, na justa e distributiva fiscalidade, na legislação anti-“trust”, na reabilitação dos conceitos de salário social e familiar, na criação de redes associativas, mutualistas, sindicais e cooperativas, na fundação de lugares de entre-ajuda e solidariedade comunitária, na devolução ao estado nacional-comunitário de funções interventivas e orientadoras nas áreas básicas da economia: energia, transportes, água e banca, paridade entre o capital e o trabalho na gestão das grandes empresas.

Reapropriar a noção de “folkhemet”, expressão sueca, utilizada nos anos 30, para designar a vontade de reunir o povo sueco num grande projecto político-social, aquele é identificado com uma grande família, partilhando interesses e preocupações comuns. Encontramos aqui semelhanças com o “volkisch bewegung”, mundovidência político-filosófica que uniu nacionais-revolucionários, conservadores e socialistas na Alemanha dos anos 30-40. E ainda que custe a boa gente, o sionismo, também ele, inscreve-se naquele movimento de ideias, é um judaismo “volkisch”. De novo remeto-me ao pensamento de Zeev Sternhell.

No Japão, a ideia de “Kazoku Shugi” define os Japoneses como uma família, os laços orgânicos prevalecem nas relações sociais, o Japão é uma “gemeinshaft” (Comunidade).

A releitura do Plano de Trabalho, redigido por Henri de Man, e apresentado em 1933 por ocasião do congresso do partido do Trabalho Belga é, na minha opiniao, uma das mais bem conseguidas contribuições renovadoras na história do socialismo contemporâneo. Nele é proposto um regime de economia mista onde os sectores privado, social e estatal são complementares.

Infelizmente não é do conhecimento geral os contactos ideológicos e de amizade, no período pré-bélico, entre sectores da social-democracia e fascistas suecos. A influência do pensamento neo-corporativista no socialismo sueco foi mais do que evidente.

Finalmente uma nota intimista sobre os “socialistas”(!!) que nos desgovernam, não passam de demagogos com apetência pelo poder, embriagados pelo cifrão. Nas suas bocas o “socialismo” é verborreia para ludibriar os mais ingénuos. Urge desmascarar e denunciar estes “travestis” da politica. É um favor que fazemos ao nosso Povo, pela justiça e pela preservação da nossa Identidade.


39 comentários so far
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Bien, pues fijaos en la diferencia de lo que es el socialismo “de verdad” y lo que nos venden ahora como tal. En el auténtico, la nación se valora y se vertebra. En el que hay ahora, ni nación, ni lazos familiares ,ni solidaridad entre connacionales ni valoración y premio al trabajo ni nada. Se nota la influencia de la escuela de Frankfurt y su marxismo frudiano, y así nos irá. Cada día tengo másclaro que estamos viviendo un fin de fiesta.
Saludos

Comentar por Pepin

“Finalmente uma nota intimista sobre os “socialistas”(!!) que nos desgovernam, não passam de demagogos com apetência pelo poder, embriagados pelo cifrão. Nas suas bocas o “socialismo” é verborreia para ludibriar os mais ingénuos. Urge desmascarar e denunciar estes “travestis” da politica. É um favor que fazemos ao nosso Povo, pela justiça e pela preservação da nossa Identidade.”

Mentira.
O Socialismo (esse Socialismo primordial) evoluiu para este Socialismo, nós, por muito que custe, não somos ninguém para dizer aos (pseudo-ditos-)Socialistas que eles não são Socialistas.
O Socialismo, tal como o Comunismo só resultam em comunidades pequenas.

Em grandes comunidades, o Socialismo tem de passar obrigatóriamente pelo Nacionalismo.

Comentar por D. Sebastião II

E mais, esses socialistas são, afinal de contas os verdadeiros socialistas.

Têm de ser combatidos.

Comentar por D. Sebastião II

Oh D. Sebastiao, mas o meu amigo possui algum certificado para designar o que é ou não o verdadeiro socialismo? Com que fundamento assevera o meu amigo que estes “socialistas” sãoos verdadeiros? Denunciar a afirmação de Miguel Jardim como mentirosa requer da sua parte uma justificação razoável e estruturada.

O Socialismo (esse Socialismo primordial)

Releia o texto D. Sebastião. Qe socialismo real é esse? É que parece-me terem existido diversas teorias e correntes socialistas…

o Socialismo tem de passar obrigatóriamente pelo Nacionalismo.

Pelo contrário, o nacionalismo é que passa obrigatoriamente pelo socialismo, já que este último é que é o substantivo.

Comentar por arqueofuturista

Caro Arqueofuturista,

“mas o meu amigo possui algum certificado para designar o que é ou não o verdadeiro socialismo? Com que fundamento assevera o meu amigo que estes “socialistas” sãoos verdadeiros?”
Era exactamente aí que eu queria chegar. Esses que se dizem socialistas, sociais democratas e outros que tais são os verdadeiros socialistas, pois são eles que controlam os socialisnos vigentes na Europa e no mundo. A frase: “os “socialistas”(!!) que nos desgovernam, não passam de demagogos com apetência pelo poder, embriagados pelo cifrão. Nas suas bocas o “socialismo” é verborreia “, apresenta-os como meros aldrabões que se aproveitaram da palavra socialista, o que é falso. Mais socialistas que eles, só, talvez, os antigos comunistas do bloco de leste (e mesmo assim não sei!).

“o Socialismo tem de passar obrigatóriamente pelo Nacionalismo.
Pelo contrário, o nacionalismo é que passa obrigatoriamente pelo socialismo, já que este último é que é o substantivo.”

Não interessa.
O Nacionalismo tem que se basear em algum socialismo (mas não deve também desurar o capitalismo e todos os seus benefícios) porque assenta numa filosofia em que somos todos uma família alargada, que devemos auxiliar-nos uns aos outros para assim construirmos algo melhor. O Socialismo por seu lado, não terá sucesso se não for acompanhado por um sentimento de próximidade e confiança para com o outro (porque raio hei eu de ajudar o outro, se é o outro e não nós?), deste modo, a nível do Naional, o socialismo só vingará se houver uma coesão muito forte (que só o Nacionalismo pode oferecer).
Dou aqui como exemplo a Alemanha de Hitler. Hitler, desde 1933 consegui canalizar as forças do Nacionalismo para permitir um maior socialismo e coesão entre os Alemães, se bem que á custa da demonização do outro, do Judeu. Hitler conseguiu assim reerguer um país devastado a uma das maiores potências mundiais.
Contrabalanço este exemplo com a União Soviética desse tempo e com a sua filosofia do “não interessa o que somos ou como somos, temos é que ser socialistas”. Na União Soviética, o socialismo nunca foi tão perfeito, apesar da abolição das classes sociais (o que não aconteceu na Alemanha, pelo que não se pode confundir socialismo com igualdade); Na União Soviética o socialismo foi sempre violento, desde o assassínio dos Romanov pelos camaradas de Lenine, à desvalorização do sentimento nacional Russo do fim dos anos 80, passando pelo período de Estaline; aí o socialismo apenas vingou devido ao Estado violento, extremamente repressivo (Salazar seria o campeão da liberdade!), ao poder que o esforço da Segunda Guerra Mundial teve para unir todos os povos Soviéticos à volta do sistema Socialista (o mesmo poder que une Turcos e Persas no Irão desde o derrube do xá e principalmente desde a guerra Irão-Iraque) e devido ao entusiasmo inicial do povo Russo, iludido com as promessas do Comunismo. (Aliás, Marx quando pensou aquilo que pensou, pensou-o para a sociedade Alemã, não para a Russa que era extremamente diferente.)

Pelo que estes socialistas, são os verdadeiros socialistas, pois eles vendem o socialismo puro, não em packs como Nacional Socialismo ou Socialismo Revolucionário.

“parece-me terem existido diversas teorias e correntes
socialistas…”
Sim e não, porque complexo mesmo é a adjectivação do que é ou não socialista. Visto por esse prisma, todas as sociedades são socialistas, apenas umas as são mais que outras.

Comentar por D. Sebastião II

O que eu sei. É que não podemos criticar até à exautão a União Europeia e propagandiar de forma implicita ,a antiga Comecon (associação de auxilio económico mútuo), entre a (Ex) URSS e os restantes (Ex) Estados SATÉLITES comunistas dos países de leste. A RDA, não era mais do que um País fantoche, do império moscovita. A Própria comecon, foi planeada desde o principio como um meio de planeamento centralizado, essencialmente para beneficio da (EX) URSS.

Claro que os comunistas abraçavam a causa-imperialista, mas desde que os imperialistas fossem Portugueses, Franceses, Ingleses ou Americanos.

Convém recordar também, o papel preponderante dos serviços secretos STASI ( a Pide/Dgs, à beira deles eram uns acólitos), em Mocambique, no apoio à Frelimo em material bélico, e na ajuda da criação de “escolas” de treino politico e militar na Tanzânia, para além de quadros na Europa. E do apoio ao ANC, com o intuito de destruir o Pais separatista racial.
Em Portugal, os Rapazes do Erich Honnecker também fartaram-se de trabalhar para os comités centrais.

E quanto à continuadade etno-cultural na RDA, servir como exemplo. Bem, só de me lembrar das atletas de alta competição cheias de testosterona, e dos seus laboratórios de dopagem genética… :)

SOCIALISMO MOSCOVITA, NÃO OBRIGADO!

Comentar por joão aguiar

Esses que se dizem socialistas, sociais democratas e outros que tais são os verdadeiros socialistas, pois são eles que controlam os socialisnos vigentes na Europa e no mundo

Meu caro, você diz-se nacionalista, certo? Se porventura uns imbecis se tornarem maioria no meio nacionalista, serão eles os verdadeiros nacionalista?

A frase: “os “socialistas”(!!) que nos desgovernam, não passam de demagogos com apetência pelo poder, embriagados pelo cifrão. Nas suas bocas o “socialismo” é verborreia “, apresenta-os como meros aldrabões que se aproveitaram da palavra socialista, o que é falso. Mais socialistas que eles, só, talvez, os antigos comunistas do bloco de leste (e mesmo assim não sei!).

Completamente equivocado. Releia o artigo e tente perceber que existem diferentes formas de conceber o socialismo, e que este sob forma alguma vai inevitavelmente conduzir ao comunismo.

Quanto ao seu exemplo do III reich, apenas serviu para reforçar aquilo que venho referindo. O socialismo foi o substantitivo do NS alemão. Sem o socialismo não teria existido III Reich, o qual teria sido somente uma ditadura de matiz fascizante. Acresce a isso o facto de você confundir o socialismo, enquanto teoria, com a praxis deste em certos países.

complexo mesmo é a adjectivação do que é ou não socialista.

Como assim? Porque haverão de ser os “socialistas” actuais mais socialistas que os nacional-socialistas? Lá porque o socialismo científico marxista seja aquele que tenha vingado e ainda vigore no ideário de partidos comunistas e socialistas, isso não quer dizer de forma alguma que tal modelo socialista seja ideologicamente superior ao socialismo defendido por Proudhon, para citar um exemplo.

Comentar por arqueofuturista

Caro João Aguiar, não se deixe confundir pela imagem (armas da ex-RDA) que coloquei para acompanhar o artigo com o espírito do mesmo.

Em momento algum se exalta aqui o Comecon ou sequer o modelo socialista sovieto-comunista. O Miguel Jardim limitou-se a salentar a analogia entre um socialismo melhor sucedido quando aplicado numa sociedade homogénea. A RDA foi um exemplo, ainda que relativo, sublinhou o Miguel.

Uma leitura atenta, desprovida de preconceitos, evita sempre más interpretações e conclusões erradas sobre aquilo que se pretende transmitr.

Comentar por arqueofuturista

Bom comentário João Aguiar.
Arqueofuturista,
” limitou-se a salentar a analogia entre um socialismo melhor sucedido quando aplicado numa sociedade homogénea. A RDA foi um exemplo, ainda que relativo, sublinhou o Miguel.”
sem preconceitos e na minha humilde opinião, citar a RDA como um bom exemplo de socialismo é doentio.

A RDA era um país artificial, nascido da divisão de uma nação soberana. Era apenas um Estado Satélitem não de um império Russo, mas de um império comunista. Ainda hoje em dia, na Alemanha existem grandes assimetrias entre o Leste e o Ocidente, pelo que acho que não foi um bom exemplo.

Comentar por D. Sebastião II

“Meu caro, você diz-se nacionalista, certo? Se porventura uns imbecis se tornarem maioria no meio nacionalista, serão eles os verdadeiros nacionalista?”
E não é o que se passa? Ou pelo menos, não é essa a imagem que é transmitida ao grande público?

“Acresce a isso o facto de você confundir o socialismo, enquanto teoria, com a praxis deste em certos países. ”
Pois, talvez…

“O socialismo foi o substantitivo do NS alemão. Sem o socialismo não teria existido III Reich, o qual teria sido somente uma ditadura de matiz fascizante.”
Então o arqueofuturista acha que o “fascismo” (seja lá o que isso for) está(va) despojado de socialismo? Não creio, e acho que Mussolini também não. (comunitarismo)

Comentar por D. Sebastião II

D. Sebastião, é notável a sua tendência para confundir tudo aquilo que aqui se escreveu.

citar a RDA como um bom exemplo de socialismo é doentio.

Em que parte leu que a RDA foi um bom exemplo de socialismo? O que se referiu foi que, dentro do antigo bloco de leste, entenda-se, socialista Marxista, a RDA, pela sua singulariedade cultural e civilizacional , era, no conjunto dos estados comunistas, um exemplo de relativo sucesso. O que considero doentio é não querer entender o que foi escrito e conceder-lhe interpretações maldosas.

A RDA era um país artificial, nascido da divisão de uma nação soberana. Era apenas um Estado Satélite

E a RFA, o que era a RFA? Um estado livre e soberano?

Adiante.

E não é o que se passa? Ou pelo menos, não é essa a imagem que é transmitida ao grande público?

Se você se considera nacionalista, verdadeiramente, e não se revê na imagem que dão do nacionalismo certas pessoas, cabe, também, a si transmitir ao grande público o que é o verdadeiro nacionalismo.

Então o arqueofuturista acha que o “fascismo” (seja lá o que isso for) está(va) despojado de socialismo? Não creio, e acho que Mussolini também não. (comunitarismo)

Não confunda o Mussolini socialista nos anos de juventude, o Mussolini do ventennio e o Mussolini da República de Saló. Por outra parte, se o meu amigo considera que o Fascismo (neste caso o italinao) está imbuido de socialismo, chegamos então à conclusão que existem diversos tipos de socialismo (como assevera o Miguel no artigo) e que não se pode dizer que A ou B são os verdadeiros representantes do socialismo.

Comentar por arqueofuturista

“D. Sebastião, é notável a sua tendência para confundir tudo aquilo que aqui se escreveu.”
Talvez, mas não ceio.

“Em que parte leu que a RDA foi um bom exemplo de socialismo?”
“O que considero doentio é não querer entender o que foi escrito e conceder-lhe interpretações maldosas.”
Arqueofuturista, como você próprio refere na sua resposta:
“RDA (…) no conjunto de estados comunistas (…) era (…) um exemplo de relativo sucesso”
Não estou a fazer “interpretações maldosas”. Estou apenas a expressar o meu desagrado perante aquilo que leio, e tento explicar o porquê do meu desagrado. Se o autor não considerasse a RDA um bom exemplo de socialismo, teria dado um melhor.

Atente no primeiro parágrafo:
“Condição fundamental para o êxito do socialismo é a singularidade cultural e civilizacional dos povos onde aquele é vivido e aplicado. Não é certamente um acidente histórico o facto da ex-RDA (antiga República Democrática Alemã) ter sido o país mais desenvolvido e com melhor nível de vida, ainda que relativo, entre os antigos países “socialistas”.”
Aqui, o autor considera, e dá como exemplo, a RDA como um (ou o) estado socialista melhor sucedido devido ás especificidades etno-culturais Alemãs.
Só creio que a intenção, como propaganda, é boa, mas na prática o exemplo é terrível.

“E a RFA, o que era a RFA? Um estado livre e soberano?”
Pelo menos económicamente, sim.

“e não se revê na imagem que dão do nacionalismo certas pessoas, cabe, também, a si transmitir ao grande público o que é o verdadeiro nacionalismo.”
Finalmente concordo consigo! Só tenho pena é de ter de lhe lembrar, como bem sabe, que não é nada fácil.

” chegamos então à conclusão que existem diversos tipos de socialismo (como assevera o Miguel no artigo)”
Sim, claramente.

“e que não se pode dizer que A ou B são os verdadeiros representantes do socialismo.”
O Miguel é que começou, no artigo, a insinuar que havia aqueles que se apropriavam da palavra “socialismo” e enganavam o povo, e isto e aquilo.
Existem diversos tipos de socialismo, mas o mais puro, é este que temos por toda a Europa, pois este socialismo é livre de Nacionalismos, Excessos de socialismo (vulgo, comunismo), etc. O problema deste socialismo é que espera que um povo sem qualquer laço entre si seja socialista, porque sim. E assim temos os pobres a exigir isto e aquilo (desde que não sejam Portugueses (étnicos) porque esses bem podem exigir que são ignorados) e a ver os seus desejos tornados realidade (França) para impedir a fragmentação da sociedade e consequentemente a quebra no “socialismo; temos a classe média estrafogada por todas as maneiras imagináveis, pois tem de trabalhar e dar lucro aos ricos e simultâneamente pagar pelas reivindicações dos pobres; temos as classes mais altas a chamar quem lhes dá lucro (Imigrantes) e a diabolizar qualquer tipo de Nacionalismo para que o sistema se mantenha.
Como disse anteriormente, são mais socialistas, porque vendem o socialismo puro, não em packs “leve isto receba mais aquilo”.

Comentar por D. Sebastião II

Patriota Sebastião

“A RDA era um país artificial, nascido da divisão de uma nação soberana.”

Nem todos defendem nações soberanas mestiças como tu, a RDA era uma nação branca, que nunca se devia ter reunificado com a RFA que era uma nação cheia de negros e de turcos.

Comentar por Anónimo

Anónimo, quando ganhas corajem para inventar um nick? É que responder a um anónimo é um pouco… estranho. Por isso vou designar um nome para ti: Cavalo puro sangue.
Ó cavalo,
Fazes tu ideia de quantos Alemães Ocidentais “brancos” (sujos de sangue turco e negro!) se reuniram com os Alemães Orientais? Sabes que foram muitos mais que Turcos e Negros? Sabes que foram de certeza mais, numa escala de 10000 para 1?

Já agora, sabes que, ó cavalo, foram os “puros” da RDA que mais lutaram para se reunificarem com os “sujos” da RFA?
En~tão, ó cavalo, só por curiosidade, que fronteiras é que Portugal deveria ter na tua opinião?

Triste, triste, é quando eu tenho de concordar com um cavalo puro sangue. A este ritmo, qualquer dia, a verdadeira Europa será mesmo aquela do Leste. A este ritmo, a Europa Ocidental vai se afundando a olhos vistos, começando na França e acabando onde vós quiserdes.

Comentar por D. Sebastião II

Arqueofuturista, como você próprio refere na sua resposta:“RDA (…) no conjunto de estados comunistas (…) era (…) um exemplo de relativo sucesso”
Não estou a fazer “interpretações maldosas”. Estou apenas a expressar o meu desagrado perante aquilo que leio, e tento explicar o porquê do meu desagrado. Se o autor não considerasse a RDA um bom exemplo de socialismo, teria dado um melhor.

O Autor referiu-se à RDA por esta representar, dentro do bloco comunista (entenda-se, do socialismo ciêntifico), um exemplo de relativo sucesso, na medida em que essa era representante de uma especificidade cultural e civilizacional, ponto final parágrafo.

E a RFA, o que era a RFA? Um estado livre e soberano?”
Pelo menos económicamente, sim.

Duas observações: de forma análoga à mentalidade economicista imperante, também você premiou esse elemento sobre os outros~, que são mais importantes.

A RFA não era, nem é, economicamente mais soberana ou mais livre que a RDA, já que estava (e está) sujeita aos ditames da OMC, do FMI, entre outras siglas, que lhe retiram toda a soberania económica e até mesmo política.

Como disse anteriormente, são mais socialistas, porque vendem o socialismo puro, não em packs “leve isto receba mais aquilo”.

Falso, eles não são socialistas em absoluto. O que “vendem” é uma palavra e nada mais, já que a sua praxis atenta contra qualquer verdadeiro espírito socializante.

Já agora, sabes que, ó cavalo, foram os “puros” da RDA que mais lutaram para se reunificarem com os “sujos” da RFA?

Respondendo pelo anónimo que o D. Sebastião denominou por Cavalo, devo dizer que não foram os alemães da RDA que procuraram a reunificação, e até estavam muito reticentes quanto a isso, pois sentiam uma certa suspeita em relação a tal evento, no sentido em que poderiam ser vitimas do impacto que acarretaria tal reunificação, como se veio a verificar.
Se o D. Sebastião referir que muitos alemães da RDA encaravam a RFA como um El Dorado, aí sim, concordo, mas olhe que também foram muitos os que se desiludiram entretanto, e ao nível das liberdades políticas a situação não conheceu qualquer avanço de significativo.

Comentar por arqueofuturista

Socialismo é uma aberraçao da natureza humana

Nenhum socialismo é sério … nem de esquerda nem de direita

Socialismo = mentira

Comentar por Josephus

“de forma análoga à mentalidade economicista imperante, também você premiou esse elemento sobre os outros~, que são mais importantes.”
Falso. Não premiei qualquer elemento. Apenas referi um campo importante onde a RFA era mais “livre e soberana” que a RDA.

“A RFA não era, nem é, economicamente mais soberana ou mais livre que a RDA, já que estava (e está) sujeita aos ditames da OMC, do FMI, entre outras siglas, que lhe retiram toda a soberania económica e até mesmo política.”
Não concordo com um terço dessas regras. No entanto, tenho de reconhecer que é benéfico regular o comércio mundial. Para além disso, todos os países do mundo têm de cumprir as regras estipuladas, pelo que…

“Falso, eles não são socialistas em absoluto. O que “vendem” é uma palavra e nada mais, já que a sua praxis atenta contra qualquer verdadeiro espírito socializante.”
Talvez eu esteja a fazer confusão mas, o que eles não vendem é Nacionalismo ou qualquer outro “ismo” que una o povo e possibilite a criação de um espírito socializante. Depois vendem o socialismo “assim à balda” senão, porque tem a classe média de pagar as barracas de “quem nós sabemos”? Isso não é socialismo? Gostaria também de perguntar ao arqueofuturista o que é que entende por “espírito socializante”?

“Respondendo pelo anónimo que o D. Sebastião denominou por Cavalo, devo dizer que não foram os alemães da RDA que procuraram a reunificação, e até estavam muito reticentes quanto a isso, pois sentiam uma certa suspeita em relação a tal evento, no sentido em que poderiam ser vitimas do impacto que acarretaria tal reunificação, como se veio a verificar.”
Arqueofuturista, não diga isso que nem parece seu!
Então, é assim tão novo que não se lembra da queda do muro?

“muitos alemães da RDA encaravam a RFA como um El Dorado, aí sim, concordo, mas olhe que também foram muitos os que se desiludiram entretanto, e ao nível das liberdades políticas a situação não conheceu qualquer avanço de significativo.”
1) O povo alemão estava dividido e isso é condenável. Um povo, uma Nação.
2) Muitos Alemães da RDA tinham a perfeita noção de que a vida era melhor do outro lado.
3)Muitos se desiludiram… Houve mais Portugueses a se desiludirem com o 25 de Abril mas pronto! Qualquer Alemão mediano reconhece que a Alemenha está melhor agora que quando estava dividida.
4)A falar assim até parece que é a favor da divisão da Alemanha, como se de uma qualquer Bósnia ou país Africano se tratasse.
5) Creio que é incontestável que é perferível uma Alemanha unida para o povo Alemão. Pelo menos, nunca ouvi falar de partidos de libertação da RDA ou RFA lol.

Comentar por D. Sebastião II

“Socialismo é uma aberraçao da natureza humana
Nenhum socialismo é sério … nem de esquerda nem de direita
Socialismo = mentira”

Josephus,

até este thred, pensava exactamente igual. Socialismo é apenas uma palvra bonita…
Agora, começo a pensar, que o objectivo da política, principalmente na direita Nacionalista é o de criar um ambiente propício ao socialismo.
Este blog é extremamente formativo, é difícil passar-se por cá três vezes e não se aprender nada!

Comentar por D. Sebastião II

Falso. Não premiei qualquer elemento. Apenas referi um campo importante onde a RFA era mais “livre e soberana” que a RDA.

D. Sebastião, reparo que agora coloca Livre e soberana entre aspas. Faz bem. Referiu o campo económico, certo, mas porque não apontou outro? Percebo que até mesmo nós, entre os quais me incluo, temos dificuldade em libertar-nos das amarras do economicismo, mas neste caso em concreto e, por exemplo, no campo das liberdades e garantias, a RDA não diferia muito da RFA.

Não concordo com um terço dessas regras. No entanto, tenho de reconhecer que é benéfico regular o comércio mundial. Para além disso, todos os países do mundo têm de cumprir as regras estipuladas, pelo que…

Uma coisa é os estados regularem-se por normas interacionais, outra é a imposição por organismos supra estatais de regras e normas que confiscam aos países a sua real e efectiva soberania.

Talvez eu esteja a fazer confusão mas, o que eles não vendem é Nacionalismo ou qualquer outro “ismo” que una o povo e possibilite a criação de um espírito socializante.

Precisamente por isso é que eles não são os verdadeiros socialistas como você tem asseverado. Afinal sempre concorda comigo.

Gostaria também de perguntar ao arqueofuturista o que é que entende por “espírito socializante”?

Meu caro, leia a citação acima transcrita e verá que você menciona igualmente o espírito socializante. Tenho mesmo de explicar algo que você parece conhecer?

Arqueofuturista, não diga isso que nem parece seu!
Então, é assim tão novo que não se lembra da queda do muro?

É obviamente por ter idade suficiente para entender o acontecimento que afirmei o que escrevi. O que você viu com a queda do Muro foi algo muito bem explorado pelos média da RFA. Não quero com isto dizer que não existisse no intímo de cada alemão de Leste e de Oeste uma vontade em reunificarem a pátria, mas havia um grande temor da parte dos alemães de leste nessa reunificação pelas consequências socio-económicas que daí resultariam, como, aliás, se veio a verificar.

1) O povo alemão estava dividido e isso é condenável. Um povo, uma Nação.

É certo que a divisão do país resultou de uma ocupação vergonhosa e criminosa.

2) Muitos Alemães da RDA tinham a perfeita noção de que a vida era melhor do outro lado.

Com efeito a vida económica na RFA permitia ao cidadão escolher entre esta e aquela pasta de dentes, aquele ou aqueloutro auomóvel, e na DA isso praticamente não existia visto que se vivia num regime marxista, i.e, experimentava-se o socialismo ciêntifico que mostrou ser um falhanço.

3)Muitos se desiludiram… Houve mais Portugueses a se desiludirem com o 25 de Abril mas pronto! Qualquer Alemão mediano reconhece que a Alemenha está melhor agora que quando estava dividida.

Pergunte aos alemães de Leste, pois eu não me sinto à vontade para asseverar tal coisa. Creio que sentirão, isso sim, que a injusta divisão do país já foi ultrapassada.

4)A falar assim até parece que é a favor da divisão da Alemanha, como se de uma qualquer Bósnia ou país Africano se tratasse.

Não sei o que o leva a escrever tal coisa, pois carece de absoluto sentido. Não me faça um processo de intenções.

5) Creio que é incontestável que é perferível uma Alemanha unida para o povo Alemão. Pelo menos, nunca ouvi falar de partidos de libertação da RDA ou RFA lol.

Decerto que não ouviu falar de partidos de libertação da RDA ou RFA, mas por acaso até existem organizações separatistas na Alemanha, pois não se pode olvidar que esta é composta por várias regiões e até mesmo povos.

Comentar por arqueofuturista

“no campo das liberdades e garantias, a RDA não diferia muito da RFA.”
Arqueofuturista, então mas a RDA não era uma sociedade comunista com tudo o que isso implica? Eu, talvez por ignorância mas creio que não, prefiro sempre uma sociedde Capitalista a uma Comunista no que toca ás liberdades e garantias.

Quanto ao espirito socializante e os socialistas:
Eu penso que um verdadeiro socialista, vende o socialismo por si só, sem acrescentar esiritos socializantes. Daí eu discordar consigo. Também creio, agora, que um espírito socializante só é conseguindo através de uma coesão NACIONAL, não da coesão social que nos é vendida. Parece-me que estes socialistas, vendem um socialismo mais puro.

“Não quero com isto dizer que não existisse no intímo de cada alemão de Leste e de Oeste uma vontade em reunificarem a pátria, mas havia um grande temor da parte dos alemães de leste nessa reunificação pelas consequências socio-económicas que daí resultariam, como, aliás, se veio a verificar.”
Pois eu continuo a achar, que apesar de todos os medos e ponderações economicistas, os Alemães chegaram a duas conclusões:
1) Que tudo isso não seria obstáculo para unificar a pátria.
2) Que a unificação traria benefícios económicos tanto na RDA como na RFA.
É ridiculo estarmos a discutir isto uma vez que somos ambos a favor de uma Alemanha unificada, e ambos sabemos o quão benéfico para os Alemães (económicamente) foi essa unificação.

“mas por acaso até existem organizações separatistas na Alemanha, pois não se pode olvidar que esta é composta por várias regiões e até mesmo povos.”
Separatismos economicistas decerto. Tal como separatismos Madeirenses. A Alemanha é um país de um só povo. E aliás, se nela quiserem incorporar a Áustria, de um só povo continuaria.
Há que distinguir regionalismos com nacionalismos (ó arqueofuturista, já com a Itália foi a mesma coisa!). As únicas étnias não Alemãs e não imigrantes a viver na Alemanha, das quas eu tenho conhecimento, são os Dinamarqueses no Norte e os Suábios no Leste. Os Dinamarqueses não são a maioria em lugar algum na Alemanha e existe uma excelente relação entre Dinamarqueses e Alemães através do Holestein. Os Suábios… não quero um país de Suábios na Europa… Para uma Nação mereçer um país, tem que lutar por isso!

Comentar por D. Sebastião II

1.Eu nao escrevi um artigo sobre a RDA!!! Creio que escrevi em Portugues!!
O titulo e :”uma certa ideia de socialismo”!

2.”socialismo=mentira”!!!
Ate onde vai a capacidade de sintese redutora e preconceituosa, esta sim, uma GRANDE mentira!!!!

MIazuria (Miguel Angelo Jardim)

Comentar por Miazuria

“socialismo=mentira”!!!
Ate onde vai a capacidade de sintese redutora e preconceituosa, esta sim, uma GRANDE mentira!!!!”

Caro Miazuria,
Depende do tipo de socialismo.
Para mim, o socialismo dito Russo, Chinês, Cubano, e Romeno, é uma grande aldrabice. Pelas razões que já aludi no tópico
« uma certa ideia de socialismo 1ª parte»

Respeitosos Cumprimentos

Comentar por joão aguiar

Deixa-os lá Miazuria, estes acham que a tua ideia de socialismo é a do pulha Sócrates.

Ah… bem sabem eles o que é o socialismo!

Um abraço!

Comentar por Afonso Lima

Arqueofuturista, então mas a RDA não era uma sociedade comunista com tudo o que isso implica? Eu, talvez por ignorância mas creio que não, prefiro sempre uma sociedde Capitalista a uma Comunista no que toca ás liberdades e garantias.

Meu caro, você confunde sistemas económicos com sistemas políticos. Pode-se viver num país socialista e as liberdades políticas e cívicas serem amplas, tal como se pode viver num país capitalista e as liberdades políticas e cívicas estarem cerceadas. A RFA, apesar de ser aquilo que se designava e designa por democracia ocidental, é um estado extremamente opressivo onde as liberdades políticas e cívicas estão sobejamente limitadas, onde a liberdade de expressão é absolutamente proíbida para nacional-socialistas e historiadores qe ofereçam uma visão distinta da história recente.

um espírito socializante só é conseguindo através de uma coesão NACIONAL, não da coesão social que nos é vendida. Parece-me que estes socialistas, vendem um socialismo mais puro.

Pelo contrário, estes “socialistas” vendem um rótulo e nada mais.

Separatismos economicistas decerto. Tal como separatismos Madeirenses. A Alemanha é um país de um só povo. E aliás, se nela quiserem incorporar a Áustria, de um só povo continuaria.
Há que distinguir regionalismos com nacionalismos (ó arqueofuturista, já com a Itália foi a mesma coisa!).

Que grande confusão. Não se trata de qualquer separatismo economicista e o caso da Madeira é pouco oportuno, pois carece de qualquer legitimidade histórica, étnica ou cultural, que nem aos abrilistas isso passou pela cabeça, sem se aperceberem da opção de caráctaer racial que tomaram ao conceder independência às ex-provincias ultramarinas e não aos Açores e Madeira.

Um exemplo na Alemanha são os frísios, uma minoria entre outras sobre as quais pode ler mais aqui. Além disso, e sem eu desejar sequer promover qualquer separatismo, não se esqueça que a Alemanha é uma república federal, composta por vários estados com singularidades próprias. Um prussiano tem traços distintos de um bávaro como é consabido, ainda que aqui considero que são diferenças regionais.

Já no caso italiano, o norte é efectivamente distinto do sul, e refiro-me mesmo a elementos etnoculturais. Não por acaso a Lega Nord, lombardos, referem isso de forma permanente.

Comentar por arqueofuturista

Muito a propósito, hoje, dia 3 de Outubro, celebra-se a reunificação alemã de jure. Parabéns à nação alemã.

Comentar por arqueofuturista

Miguel, eu não disse que o socialismo era mentira.
Mas concordo com o João Aguiar que diz que “estes socialismos” têm se revelado uma aldrabice.

Comentar por D. Sebastião II

Pois faz muito bem o Arqueofuturista recordar esta data histórica!

Comentar por D. Sebastião II

“Pelo contrário, estes “socialistas” vendem um rótulo e nada mais.”
Pois. Estamos conversados sobre isto. Você concorda comigo e eu consigo, temos apenas maneiras diferentes de expressar as coisas(?). Para si vendem um rótulo. Para mim vendem um produto incompleto que necessita ser complementado, como um comando sem pilhas. (E eu aqui teimo que o comando é o comando (puro) e que as pilhas (extras) não são o comando. Enfim, rídiculo.) (O Arqueofuturista, por seu turno, argumenta que o qe é vendido é uma embalagem vazia. Enfim, é o mesmo.)

“opção de caráctaer racial que tomaram ao conceder independência às ex-provincias ultramarinas e não aos Açores e Madeira.”
Não foi de carácter racial. Foi de carácter étnico.

“Um exemplo na Alemanha são os frísios,”
Minoria insignificante. Creio que são uma minoria mais importante na vizinha Holanda. E eu não quero ver um Estado Frísio na Europa. Apesar de achar que a sua especificidade deve ser respeitada e protegida.

“Um prussiano tem traços distintos de um bávaro como é consabido, ainda que aqui considero que são diferenças regionais.”
Sim claro! Como um Minhoto é diferente de um Beirão!

“Já no caso italiano, o norte é efectivamente distinto do sul, e refiro-me mesmo a elementos etnoculturais. Não por acaso a Lega Nord, lombardos, referem isso de forma permanente.”
Discordo plenamente, no entanto gostava de saber mais, porque pelo muito que pesquisei acerca da matéria, não consigo identificar diferenças entre o Norte e o Sul de Itália que não passem de regionais.
Tenha cuidado, Arqueofuturista, pois ao cavar um fosso entre o Norte e o Sul de Itália, estamos também a cavar um fosso entre o Norte e o Sul de Portugal (se quiser pode incluir a Galiza). As reivindicações são as mesmas, com a agravante Histórica no caso de Italiano da divisão Nacional em pequenos Estados, independentes ou controlados por potências estrangeiras. (O facto de não ter nunca havido fronteiras estáveis entre esses Estados demonstra o cáracter não Nacional/étnico dos mesmos.)
Acresce, no caso Italiano, a relativa riqueza no Norte e a relativa pobreza do Sul, o que provoca egoísmos e independentismos economicistas no Norte.
Não obstante, creio que a Lega Nord ambiciona apenas a criação de um Estado Italiano unido mas mais descentralizado e mais federalizado. Para não falar das “extremas-direitices”.

Comentar por D. Sebastião II

“Deixa-os lá Miazuria, estes acham que a tua ideia de socialismo é a do pulha Sócrates.

Ah… bem sabem eles o que é o socialismo!

Um abraço!”

Caro Afonso Lima,

Já ouviu falar do Socialismo Jugoslavo?

Bem! Não me diga que é daqueles que em Cuba fica só em Varadero :)

Comentar por joão aguiar

Não foi de carácter racial. Foi de carácter étnico.

Ai sim! Não sabia que portugueses da Madeira e Açores pertencem ao mesmo ramo racial que os Angolanos e Guineenses?

Minoria insignificante. Creio que são uma minoria mais importante na vizinha Holanda. E eu não quero ver um Estado Frísio na Europa. Apesar de achar que a sua especificidade deve ser respeitada e protegida.

Esperemos que, se um dia nos transformarmos numa minoria no nosso próprio território, não venha algum D. Sebastião referir-se a nós como minoria insignificante, apenas porque não querem ver um estado Frísio na Europa.

Discordo plenamente, no entanto gostava de saber mais, porque pelo muito que pesquisei acerca da matéria, não consigo identificar diferenças entre o Norte e o Sul de Itália que não passem de regionais.

Pois então deve pesquisar um pouco melhor e de forma mais atenta. Relembre-se que a Itália, enquanto estado, existe há pouco mais de 100 anos… Não se esqueça da história das actuais regiões do Tirol italiano, do Trentino, Friuli, Lombardia (cujo nome deriva do povo bárbaro, os lombardos), e já agora a Sardenha.

Comentar por arqueofuturista

Caro Joao Aguiar, fui bem claro: o modelo sovietico de “socialismo”estatal, totalitario e ineficaz nao e nenhum caminho a seguir.
Na segunda parte do texto esboco algumas linhas orientadoras do que considero um socialismo viavel, respeitador da propiedade privada mas sempre com o intuito de servir o bem comum e publico.
Um bom exemplo e o socialismo ex-catedra(nao-marxista) da escola alema dos finais do seculo XIX, principios do seculo XX.

Os meus mais respeitosos cumprimentos,

Miazuria (Miguel Angelo Jardim)

Comentar por Miazuria

“Ai sim! Não sabia que portugueses da Madeira e Açores pertencem ao mesmo ramo racial que os Angolanos e Guineenses?”
Sinceramente, arqueofutuista! A divisão nada teve a ver com raças. Os Madeirenses e Açorianos são Portugueses. Os Cabo Verdianos e São Tomenses não são Portugueses. Quanto muito existe nessas ilhas uma minoria Portuguesa.
Se os Madeirenses e Açorianos fossem Castelhanos ou Franceses, muito provávelmente teriam tido a sua independência. A questão não foi “és preto, toma um país!”, mas sim “Se não és Português, vai-te embora!”.

“Esperemos que, se um dia nos transformarmos numa minoria no nosso próprio território, não venha algum D. Sebastião referir-se a nós como minoria insignificante”
Esperemos que nunca nos transforme-mos numa minoria insignificante no nosso próprio país, ponto final.

“Pois então deve pesquisar um pouco melhor e de forma mais atenta. Relembre-se que a Itália, enquanto estado, existe há pouco mais de 100 anos… Não se esqueça da história das actuais regiões do Tirol italiano, do Trentino, Friuli, Lombardia (cujo nome deriva do povo bárbaro, os lombardos), e já agora a Sardenha.”
Não irei por aí. Um dia em que a dita questão Italiana seja, eventualmente, discutida, defenderei o Estado Italiano.

Comentar por D. Sebastião II

Sinceramente, arqueofutuista! A divisão nada teve a ver com raças. Os Madeirenses e Açorianos são Portugueses. Os Cabo Verdianos e São Tomenses não são Portugueses. Quanto muito existe nessas ilhas uma minoria Portuguesa.
Se os Madeirenses e Açorianos fossem Castelhanos ou Franceses, muito provávelmente teriam tido a sua independência. A questão não foi “és preto, toma um país!”, mas sim “Se não és Português, vai-te embora!”.

Porra! Você tem algum prazer oculto em gerar confusão em tudo o que escreve? É que se não tem, garanto-lhe que parece, ou então sou eu que não consigo expressar-me correctamente, algo que consta acontecer só consigo.
Leia com atenção o que escrevi, reflicta, e depois diga-me se o que escrevi não vai de encontro ao que você escreveu?

Esperemos que nunca nos transforme-mos numa minoria insignificante no nosso próprio país, ponto final.

Nem mais, mas não é criticando sem propriedade os identitários que se evita essa catástrofe. Junte-se à CI e dê o seu contributo.

Comentar por arqueofuturista

“Porra! Você tem algum prazer oculto em gerar confusão em tudo o que escreve?”
Não, não tenho. Garanto-lhe.

“Leia com atenção o que escrevi, reflicta, e depois diga-me se o que escrevi não vai de encontro ao que você escreveu?”
Não foi de ordem racial. De resto, vai dar ao mesmo.

“Junte-se à CI e dê o seu contributo.”
Obrigado pelo convite. Mas creio que o meu contributo ficará longe do ideal e quando se entra numa coisa dessas, não é para brincar, meu amigo!

Comentar por D. Sebastião II

Não foi de ordem racial.

Foi sim, e para pegar num exemplo, os cabo-verdianos nunca foram uma nação, pois são resultado de um processo de miscigenação, logo, não possuiam outros requisitos para adquirirem a independênca senão a sua localização geográfica, e principalmente a tez escura da sua pele. A Madeira, que até fica geograficamente perto de África, e os Açores não foram “descolonizados” porque a tez da sua pele era alva e nada mais.

Obrigado pelo convite. Mas creio que o meu contributo ficará longe do ideal e quando se entra numa coisa dessas, não é para brincar, meu amigo!

Lamento que não possa conceder o seu contributo. Creio que está a subvalorizar-se a si mesmo.

Comentar por arqueofuturista

“Creio que está a subvalorizar-se a si mesmo.”
A questão é que não me posso dedicar “á causa” de corpo e alma. Só isso.

Comentar por D. Sebastião II

Esse é um erro em que muitas pessoas caiem frequentemente, ou seja, falham em perceber que a dedicação à Causa implica diferentes graus de compromisso, dependendo das capacidades e limitações de cada um. É óbvio que o ideal seria existirem militantes profissionais, mas sabemos bem que tal é impossível, pelo menos nos moldes necessários para efectuar-se uma real mudança.

Ingressar numa associação , qualquer ela que seja, não exige muito do associado desde que este expicite à partida qual o grau de envolvimento/participação que pode oferecer. Um associado pode não ter disponibilidade para fazer activismo na rua, contudo pode contribuir de forma distintas, como por exemplo, empenhar-se em divulgar a associação a que pertence na internet, escrever textos, e se possuir outras valências é explorá-las ao máximo.

Em suma, uma pessoa não se deve acanhar numa tomada de decisão porque julga poder contribuir pouco, porque como disse Burke, ninguém cometeu maior erro do que aquele que nada fez apenas porque julgava poder fazer pouco.

Comentar por arqueofuturista

“Em suma, uma pessoa não se deve acanhar numa tomada de decisão porque julga poder contribuir pouco, porque como disse Burke, ninguém cometeu maior erro do que aquele que nada fez apenas porque julgava poder fazer pouco.”
Concordo plenamente.

Comentar por D. Sebastião II

Óptimo, se concorda não tem porque esperar nem hesitar, junte-se à Causa Identitária. :)

Comentar por arqueofuturista




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