Temas para debate: Paganismo (Remate final)
Setembro 26, 2007, 1:15 pm
Filed under: Em foco

Ao longo do debate acabou-se por não se perceber em que medida pode constituir o revivalismo Pagão um elemento positivo para a expansão, fortalecimento e solidificação da causa identitária europeia.

O Rodrigo parece-me ter demonstrado o exercício de uma análise mais maturada e detalhada ao asseverar que, a seu ver, o reconstrucionismo pagão não constitui uma real alternativa (porventura às religiões actuais, e mormente ao Cristianismo/Catolicismo), por padecer de um folclore despido de credibilidade, em larga medida produto da liberdade criativa dos seus agentes e também dum mimetismo pouco abonatório para este da abordagem ritualista cristã.

O Rodrigo contribui inclusive com algumas pistas para aquilo que designa como refundação pagã, a qual segundo ele, passa por «perceber que o paganismo não dá à religião o mesmo sentido que os monoteísmos semitas, a forma como vive a religião não é a mesma e não procura as mesmas coisas. Logo, é evidente que o caminho a percorrer pelo paganismo não é o de reconstruir panteões e ritos para poder fazer cerimónias desafiantes do cristianismo ( mas que não são mais que uma imitação barata do que pretendem negar, no sentido em que aceitam o mesmo entendimento da religião) mas sim o de recuperar uma ética, o de entender o significado valorativo da sua mitologia e o de compreender que sendo a história cíclica e sem fim predeterminado ( e aceitar isto é uma ruptura decisiva com a concepção do mundo cristã ) um novo ciclo necessita de novos mitos e é da criação desses novos mitos, respeitando uma ética autenticamente europeia e não semita, que poderá renascer a Europa. O que se deve procurar é portanto, em resumo, o novo mito fundacional e não a reconstrução de uma tradição morta. E perceber os valores que existiram é importante para que os mais válidos de entres esses, possam alimentar o novo mito, a nova era.»
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