Temas para debate: Paganismo (conclusão(?))
Setembro 25, 2007, 8:31 pm
Filed under: Em foco

Após um intenso debate que parece estar longe de conhecer fim, e onde não poucas vezes se guinou para o campo dos gostos, das opiniões pouco fundamentadas, em detrimento de uma vontade em perceber em que medida o Paganismo pode reflectir uma mais-valia para a causa identitária nacional e europeia, ou se porventura constitui um entrave devido a uma exteriorização pública excessivamente folclórica e revivalista, ou até se a sua versão hiper-intelectualizada de alguns círculos também eles demasiado herméticos resulta absolutamente inócua.

Creio que se tornou perceptível para todos os que participaram no debate, bem como para aqueles que o acompanharam, que estamos perante uma matéria bastante sensível, pouco consensual mesmo. Ora, talvez no adjectivo consensual esteja paradoxalmente a solução para a problemática em causa, ou seja, e à guisa de derradeira questão que lanço sobre este tema, será possível existir uma posição, uma vontade, um móbil, das partes envolvidas, sejam pagãos, cristão ou agnósticos e ateus, que permita conduzir a uma sinergia de esforços através do razoável consenso que a exacerbação dos antagonismos entre as distintas confissões, assim como entre aqueles que delas se despiram, de nada serve senão como um “calcanhar de Aquiles” no seio da resistência identitária face ao rolo compressor que representa a globalização uniformizadora de povos e culturas?


20 comentários so far
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Não tenho conhecimento de que a questão religiosa tenha alguma vez criado divisões e conflitos sérios no seio do Movimento a ponto de impedirem acções conjuntas de nacionalistas com diferentes credos.

Por outros motivos sim, nomeadamente de ordem pessoal… por razões religiosas, não.

Nesse aspecto, os nacionalistas dão, em geral, um bom espectáculo de fair-play.

Há entretanto quem queira criar cisões no meio Nacionalista porque julga que o Movimento é prado fértil para arrebanhar «ovelhinhas» desviadas de certo rebanho beato, e se borrife em geral para os objectivos nacionalistas, mas isso é outra questão. Porque, entre os nacionalistas visíveis em manifestações, há cristãos mas não quem em nome do Cristianismo acicate ódios.

Comentar por Caturo

Sem surpresa a tua posição não me espanta camarada Caturo, pois bem sei que apesar da tua contundente crítica aos monoteísmos em geral, e em particular ao Cristianismo e Islamismo, ainda que por razões distintas (assim como ao meu ateísmo), sempre soubeste pautar a tua conduta no campo da praxis política por uma total focalização no essencial.

Um bem haja para ti.

Comentar por arqueofuturista

A minha opinião é a seguinte:

O Paganismo nunca vingará. Não tem poder de atracção.
Se o Paganismo alguma vez vingar será porque vingou a desenraização da civilização Europeia que irónicamente surgiu do Paganismo.

Prefiro uma Europa Cristã (pós-Pagã), a uma Europa Pagã, tal como prefiro uma Europa Pagã a uma Europa Islâmica.

Deixem-me agora atacar os arqueofuturistas e os ateus/agnósticos. O Homem necessita de algo que lhe permita hierarquizar valores, necessita de um Deus para adorar e, se não tenho qualquer dúvida que alguns Homens conseguem ser bons Ateus, a maioria torna-se num fervoroso religioso na velhice ou sob uma experiência de quase morte.
As sociedades Humanas necessitam de um Deus ainda mais que o Homem enquanto indivíduo. Sem Deus, a sociedade não acreditará na vida após a morte, será muito mais egoísta e deixará que os mouros tenham mais filhos que nós. Arqueofuturista, respeito a sua (não) religião, mas isso não é solução para a sociedade.

Comentar por D. Sebastião II

“Creio que se tornou perceptível para todos os que participaram no debate, bem como para aqueles que o acompanharam, que estamos perante uma matéria bastante sensível, pouco consensual mesmo.”

Isto é, a meu ver uma falsa questão. E é uma falsa questão porquê?
Ora, já que se falou em consenso, eu vou dar-vos consenso.

Esta questão do paganismo só é posta dentro da cena nacionalitária (fdx o termo não é novo!?? E eu a pensar que o tinha inventado! lol) :(

Em termos dos milhões de Portug(aleg)ueses (este termo também já foi inventado, ou posso pedir direitos de autor?) :) , Luso-Brasileiros, Brasileiros Europeus, Imigrantes Portugueses, o que quiserdes, quantos milhões são Pagãos? E quantos são Católico-Cristãos?

Pelo que a sociedade Portuguesa continua dominada quase exclusivamente pelo Cristianismo, e se queremos um movimento nacionalitário forte, temos de apelar aos Cristãos, ESMAGADORA MAIORIA DOS PORTUGUESES, aconteça o que acontecer.

“será possível existir uma posição, uma vontade, um móbil, das partes envolvidas, sejam pagãos, cristão ou agnósticos e ateus, que permita conduzir a uma sinergia de esforços através do razoável consenso que a exacerbação dos antagonismos entre as distintas confissões, assim como entre aqueles que delas se despiram, de nada serve senão como um “calcanhar de Aquiles” no seio da resistência identitária face ao rolo compressor que representa a globalização uniformizadora de povos e culturas?”

Por ordem de importância: Cristãos, AA (agnósticos e ateus) e Pagãos. Claro que pode, mas dependendo sempre da estupidez / priorização de cada indíviduo. Tendo em conta estas religiões, e se não quisermos agregar também Budistas, Mouros, Hindus (sim, mesmo sendo Pagãos, não deixam de ser Indianos, estrangeiros) ou o que os valha, os problemas incapcitadores da acção em conjunto serão mínimos se, por exemplo os 1231 Pagãos Portugueses não reclamarem o mesmo poder que os 8500000 Católicos assumidos e os 9990000 Crstãos (incluindo-me a mim e a outros Cristãos de garganta e civilização e também aos Cristãos não assumidos).
De resto, depende de quão estúpido é cada um dos Nacionalitários, mas isso não creio que afecte apenas no factor religioso. A falta de união é tão grande que, a religião, apesar de importante é um factor menor.

Comentar por D. Sebastião II

O Caturo vai ao ponto.
Siga o importante que isto é quase conversa de Harry Potter.
Bom dia e um abraço.

Comentar por Bernardo Kolbl

Caro D. Sebastião, vamos por partes:

Um ateu/agnóstico tem valores, não necessariamente religiosos, já que não se pode confundir um sentido ético da vida com preceitos morais de uma qualquer religião. Lembre-se que Deus/Deuses necessitam do homem para existirem, mas o homem não necessita de Deus/Deuses para viver.

Por outra parte, é verdade que esta questão do paganismo só se coloca neste meio, e julgo que isso foi bem explicitado no início, já que somente interessa para o debate perceber em que medida pode o paganismo representar um contributo ou um empecilho no combate identitário em Portugal e por extensão na Europa.

As opiniões foram várias, mas é um facto que as conclusões foram poucas .

Comentar por arqueofuturista

Caro Bernardo Kolbl, a sua aparição aqui foi realmente digna de um Harry Potter, até mesmo de um Houdini, mas o seu contributo foi como que um acto de magia falhado, no sentido em que desvaloriza o debate em causa mas não nos elucida sobre o que é para si o “importante”.

Um abraço também para si.

Comentar por arqueofuturista

O Paganismo nunca vingará. Não tem poder de atracção.

Pois o que não falta ao Paganismo é precisamente o poder de atracção – liberdade de pensamento, de expressão, não submissão humilhante ao Divino, liberdade sexual, e, segundo o preocupado JoãoAguiar/351, «Deusas mamudas e Deuses guerreiros», que é, segundo ele, muito atractivo para o pessoal nacionalista…

Por alguma razão já há quem diga que o Paganismo é a religião com mais rápido crescimento no Ocidente.

Se o Paganismo alguma vez vingar será porque vingou a desenraização da civilização Europeia que irónicamente surgiu do Paganismo.

Contrasenso sem defesa possível, o de considerar que um retorno às mais genuínas raízes da Europa significa um «desenraízamento».

Comentar por Caturo

Esta questão do paganismo só é posta dentro da cena nacionalitária

Dito assim, até parece que o Paganismo só existe no seio do Nacionalismo, o que é redondamente falso.

Mas enfim – é verdade que os nacionalistas de todas as tendências devem sempre evitar a guetização ideológica e tenho-me batido por isso. Isso não impede, todavia, que seja a partir deste núcleo de militantes já existentes que se divulguem as ideias nacionalistas para o resto da população. E um foco difusor de ideias imbuído de forte espiritualidade genuína é mais sólido do que um foco difusor de ideias sem espiritualidade ou dominado por uma espiritualidade intrinsecamente desadequada à mensagem nacionalista que se pretende veicular.

Isto porque, a meu ver, ser coerentemente nacionalista e coerentemente cristão é como puxar em duas direcções opostas e não sair do mesmo sítio.

Em termos dos milhões de Portug(aleg)ueses (este termo também já foi inventado, ou posso pedir direitos de autor?) :) , Luso-Brasileiros, Brasileiros Europeus, Imigrantes Portugueses, o que quiserdes, quantos milhões são Pagãos? E quantos são Católico-Cristãos?

A pergunta mais importante é – e quantas igrejas fecham diariamente por falta de gente?

Politicamente, é sinal de limitação contar com números fixos; porque a Política acompanha a Vida, e a Vida está em constante alteração. Por conseguinte, mais do que contar com números fixos, é essencial analisar as tendências.

Pode também dizer-se que é afinal a Política que comanda a Vida. E é, pelo menos até certo ponto, para os militantes; não obstante, antes que tal se possa estabelecer, é essencial que quem quer estabelecer essa disciplina entenda qual o movimento actual da realidade. Só se pode dirigir um comboio quando se está dentro dele, mas para nele entrar é preciso conhecer o seu trajecto, saber onde pára ou, em caso extremo, conseguir acompanhá-lo numa corrida à caubói para nele penetrar…

Pelo que a sociedade Portuguesa continua dominada quase exclusivamente pelo Cristianismo,

O Cristianismo cai, dia após dia – e um movimento político que a ele se alie, está a aliar-se a um cadáver aliado, a um peso morto e pior, neste caso, a um poder que contraria a essência ideológica deste movimento. A título de exemplo característico, bem compreensível a este nível internético, vale a pena lembrar a reacção do João Aguiar/351 quando certa vez se criticou no Fórum Nacional a actuação da Igreja relativamente à imigração: «Não se pode criticar a Igreja e depois louvá-la quando um padre português na África do Sul defende a comunidade portuguesa nesse país».
Já basta de compromissos que atrasam e tolhem o Nacionalismo.

os problemas incapcitadores da acção em conjunto serão mínimos se, por exemplo os 1231 Pagãos Portugueses não reclamarem o mesmo poder que os 8500000 Católicos assumidos e os 9990000 Crstãos

Mas espera… tem de haver algum poder cristão no seio do Movimento Nacionalista?… E para quê? Com que objectivo?…

Comentar por Caturo

Lembre-se que Deus/Deuses necessitam do homem para existirem,

Falas como se esse fosse um pressuposto lógico que os religiosos tenham de aceitar, caro camarada, e isso não é verdade.

Comentar por Caturo

“Mas espera… tem de haver algum poder cristão no seio do Movimento Nacionalista?… E para quê? Com que objectivo?…”

Não. Isso seria beatice. E também seria burrice , se aniquilarmos o Cristianismo.

Comentar por joão aguiar

Arqueofuturista,
“Um ateu/agnóstico tem valores, não necessariamente religiosos, já que não se pode confundir um sentido ético da vida com preceitos morais de uma qualquer religião. Lembre-se que Deus/Deuses necessitam do homem para existirem, mas o homem não necessita de Deus/Deuses para viver.”
Tem toda a razão, mas o Homem mediano… enfim pensa quão estúpido é o ser Humano normal e compreende que metade dos Homens ainda são mais estúpidos do que ele.

Caturo,
“Pois o que não falta ao Paganismo é precisamente o poder de atracção”
Nota-se pelos milhões de Pagãos por essa Europa fora (Hindus não contam).

“liberdade de pensamento, de expressão, não submissão humilhante ao Divino, liberdade sexual, e, segundo o preocupado JoãoAguiar/351, «Deusas mamudas e Deuses guerreiros», que é, segundo ele, muito atractivo para o pessoal nacionalista…”
Sem dúvida, mas nao para o grande público. Aliás isso até pode ser descrito como uma anti-religião pois não dá normas, uma orientação para a vida, etc. é só «Deusas mamudas e Deuses guerreiros».

“Por alguma razão já há quem diga que o Paganismo é a religião com mais rápido crescimento no Ocidente.”
Isso até eu queria, era da maneira que não me tinha de preocupar com o islamismo, por exemplo. Mas Caturo, quando vai o Paganismo (Hinduísmo não conta) chegar ao primeiro milhão de fiéis? Pois…

“Contrasenso sem defesa possível, o de considerar que um retorno às mais genuínas raízes da Europa significa um «desenraízamento».”
Os velhos que tornam a usar fraldas, por exemplo, retornam a um nível que não é, exactamente o melhor (nem a analogia), entram em decadência. Se quiseres compreender, compreendes que só volta para trás quem não pode seguir em frente ou seguiu o caminho errado, e a Europa não tinha (até à segunda guerra) seguido o caminho errado. Eu pelo menos não acredito.

“é verdade que os nacionalistas de todas as tendências devem sempre evitar a guetização ideológica e tenho-me batido por isso.”
Assim já gosto de o ouvir falar, ou ler o que escreve, para ser mais exacto.

“que um foco difusor de ideias sem espiritualidade ou dominado por uma espiritualidade intrinsecamente desadequada à mensagem nacionalista que se pretende veicular.”
E vais pregar o Nacionalismo a Católicos, dizendo-lhes que a religião deles apenas é boa para os desertos!?? O teu marketing não está a cem por cento…
Caturo, temos de ser dinâmicos e apelar ao grande público. (Que é Cristão, queiras ou não).

” a um poder que contraria a essência ideológica deste movimento.”
Mais ou menos. Tudo é mutável. A Ireja dentro de quinze a vinte anos, se quiser sobreviver na Europa (e decerto que quer) vai ser obrigada a mudar de estratégia. A Igreja não morre, transforma-se e fica sempre mais fraca aquando se transforma. No dia em que um Papa não for Europeu, talvez mude de opinião. A Igreja é elitista demais para não se sentir atraída pelo Nacionalismo pan-Europeu. O Sonho da Igreja sempre foi governar um ressuscitado Império Romano, substituindo o Imperador pelo Papa. Lá está, as tendências…

“Não se pode criticar a Igreja e depois louvá-la quando um padre português na África do Sul defende a comunidade portuguesa nesse país”
Não faço parte de nenhum movimento porque eu entendo que o Nacionalista deve apoiar quem defende a sua comunidade, princpalmente se for a sua santa madre (mãe).

“Mas espera… tem de haver algum poder cristão no seio do Movimento Nacionalista?… E para quê? Com que objectivo?…”
Não, não tem. Tem de haver é uma identificação com o povo.

“Não. Isso seria beatice. E também seria burrice , se aniquilarmos o Cristianismo.”
Exacto, João.

Comentar por D. Sebastião II

Nota-se pelos milhões de Pagãos por essa Europa fora

Comete o erro grosseiro de só levar em linha de conta os números actuais e não as tendências.

“liberdade de pensamento, de expressão, não submissão humilhante ao Divino, liberdade sexual, e, segundo o preocupado JoãoAguiar/351, «Deusas mamudas e Deuses guerreiros», que é, segundo ele, muito atractivo para o pessoal nacionalista…”

Sem dúvida, mas nao para o grande público

Para o grande público também – e de que maneira.

Aliás isso até pode ser descrito como uma anti-religião pois não dá normas,

Completamente errado.
Primeiro, porque o papel de uma religião não é «dar normas e orientações de vida», mas sim ligar o indivíduo e o grupo ao Divino. Isso é que é Religião (Religio). Ponto final.
Segundo, é sintomático que diga isso – só um cristão poderia considerar que a liberdade de espírito é «anti-religião». Sintomático, sem dúvida. Sintomático e muito esclarecedor.

Mas Caturo, quando vai o Paganismo (Hinduísmo não conta)

Já agora, porque é que o Hinduísmo não conta?…
Já agora, fica a saber que os Hindus teriam seguramente menos antipatia por Europeus pagãos do que por cristãos, dos quais eles desconfiam e não é pouco.

“Contrasenso sem defesa possível, o de considerar que um retorno às mais genuínas raízes da Europa significa um «desenraízamento».”

Os velhos que tornam a usar fraldas, por exemplo, retornam a um nível que não é, exactamente o melhor

Fisicamente, sim; mas podem conservar a lucidez de idosos, não regridem só por isso à condição infantil.
De resto, mais uma vez diz algo de muito tipicamente cristão, o de confundir primitivismo com identidade espiritual nacional. A menos, claro, que ache que os Japoneses, por exemplo, são mais primitivos do que os Europeus porque mantém viva a sua religião pagã nacional…

Se quiseres compreender, compreendes que só volta para trás

Não é voltar para trás. É repôr a Justiça. Pela sua ordem de ideias, um nascido livre que algures no terceiro mundo africano tenha sido escravizado, retrocede desgraçadamente se for devolvido à liberdade.

quem não pode seguir em frente ou seguiu o caminho errado, e a Europa não tinha (até à segunda guerra) seguido o caminho errado

Tinha sim. Desde pelo menos 363 d.c.. Claro que entretanto houve uma tentativa, se bem que parcial, de retorno – o Renascimento. Mas pronto, isso foi a Europa a querer voltar a usar fraldas, segundo o seu entendimento.

“que um foco difusor de ideias sem espiritualidade ou dominado por uma espiritualidade intrinsecamente desadequada à mensagem nacionalista que se pretende veicular.”

E vais pregar o Nacionalismo a Católicos, dizendo-lhes que a religião deles apenas é boa para os desertos!??

Não preciso de o fazer. Basta dizer que é prioritário salvaguardar a nossa Estirpe, que a raça é essencial, que devemos estar prontos a aniquilar quem nos ameaça, que os Povos não são todos iguais… e, se alguns católicos começarem a dizer «mas isso contraria o que disse Cristo…», só me resta responder-lhes «Pois, paciência…»

Caturo, temos de ser dinâmicos e apelar ao grande público. (Que é Cristão, queiras ou não)

Que é cada vez mais indiferente ao Cristianismo, mesmo que isto não te agrade. Onde se encontram os cristãos mais fervorosos é, ou no seio da Igreja, ou em movimentos políticos – mas estes são sempre minoritários, porque a maioria da população nunca é militante de nada.

A Ireja dentro de quinze a vinte anos, se quiser sobreviver na Europa (e decerto que quer) vai ser obrigada a mudar de estratégia

É precisamente por querer sobreviver na Europa que já está a importar sacerdotes vindos do terceiro mundo. Não andas atento?

No dia em que um Papa não for Europeu,

Esteve agora em risco de o não ser. Tudo a seu tempo…

talvez mude de opinião

Nessa altura a Europa vai estar ainda mais iminvadida do que já está. E você, juntamente com outros, dirá «Pois era, afinal era mesmo assim…»

A Igreja é elitista demais para não se sentir atraída pelo Nacionalismo pan-Europeu

Só me merece risos, essa afirmação. Onde vê você tal tendência?

“Não se pode criticar a Igreja e depois louvá-la quando um padre português na África do Sul defende a comunidade portuguesa nesse país”

Não faço parte de nenhum movimento porque eu entendo que o Nacionalista deve apoiar quem defende a sua comunidade, princpalmente se for a sua santa madre (mãe)

Santa Madre Igreja, que é o que os católicos costumam dizer.
Ou seja, o D. Sebastião apoia o que disse o João Aguiar/351.

“Mas espera… tem de haver algum poder cristão no seio do Movimento Nacionalista?… E para quê? Com que objectivo?…”

<Não, não tem. Tem de haver é uma identificação com o povo.

Ah. E se o Povo vai cada vez menos à missa e as igrejas fecham umas atrás das outras, isso quer dizer que o Movimento também tem de se tornar progressivamente menos católico.
Confirma?

Comentar por que

“ser coerentemente nacionalista e coerentemente cristão é como puxar em duas direcções opostas e não sair do mesmo sítio.”

Aqui se percebe quem divide o meio nacionalista pela religião das pessoas. Senhor Caturo você deixou neste debate que todos percebessem a sua verdadeira natureza intolerante e pouco respeitadora daqueles a quem chama camaradas.

Comentar por Lourenço

Aqui se percebe quem divide o meio nacionalista pela religião das pessoas.

Isso queria você. Na realidade, o que eu faço é expor o meu ponto de vista sobre o Nacionalismo perante o Cristianismo. Penso que as duas coisas são incompatíveis e explico porquê. Mas nunca incitei a ódios contra camaradas cristãos, nem sequer sugeri que os cristãos deviam formar grupo à parte. Também reconheci, em várias ocasiões, que não é fácil mudar de religião a partir de certa idade, pelo que não se podia partir do princípio que todos os camaradas cristãos devessem abandonar a sua fé.

Não, Lourenço, ainda não é desta que consegue criar rancores contra mim (que foi só isso que você veio aqui fazer). Continua a falhar.

Comentar por Caturo

“Não preciso de o fazer. Basta dizer que é prioritário salvaguardar a nossa Estirpe, que a raça é essencial, que devemos estar prontos a aniquilar quem nos ameaça, que os Povos não são todos iguais… e, se alguns católicos começarem a dizer «mas isso contraria o que disse Cristo…», só me resta responder-lhes «Pois, paciência…»”

Isso é estar a deitar para o lixo potênciais Nacionalistas, só porque são Cristãos. E é aqui que eu discordo profundamente do Caturo. E é aqui que a sua paranoia com o Paganismo me começa a repugnar.

“É precisamente por querer sobreviver na Europa que já está a importar sacerdotes vindos do terceiro mundo. Não andas atento?”
Sim, daí achar que a Igreja vai mudar de estratégia. (Tecla 3!!?)

” Igreja é elitista demais para não se sentir atraída pelo Nacionalismo pan-Europeu
Só me merece risos, essa afirmação. Onde vê você tal tendência?”
Então ainda não tinha o Caturo reparado que Roma é a cidade eterna, será para sempre sede da Igreja devido a ter sido a Capital do Império Romano, não viu você ainda que os Papas são todos Europeus e que a ESMAGADORA MAIORIA são Italianos… Se isto não é elitismo…

“Ah. E se o Povo vai cada vez menos à missa e as igrejas fecham umas atrás das outras, isso quer dizer que o Movimento também tem de se tornar progressivamente menos católico.
Confirma?”
Confirmo.

“. Penso que as duas coisas são incompatíveis e explico porquê.”
Uma coisa é pensar, ter a sua opinião, outra coisa é, como o senhor Caturo, achar-se senhor da verdade.
Acha que os Pagãos são mais nacionalistas que os Cristãos, e isso não é verdade.

Comentar por D. Sebastião II

Isso é estar a deitar para o lixo potênciais Nacionalistas,

Parvoíce. É precisamente do contrário que se trata – é somente necessário expor os nossos ideais tal como eles são. E quem, por motivos religiosos, não puder aderir, paciência, fica de fora. Esta é a postura honesta e vertical que se pode tomar.

Mas talvez o D. Sebastião queira dourar a pílula e aldrabar, ou o ideário nacionalista, ou a doutrina cristã…

” Igreja é elitista demais para não se sentir atraída pelo Nacionalismo pan-Europeu
Só me merece risos, essa afirmação. Onde vê você tal tendência?”
Então ainda não tinha o Caturo reparado que Roma é a cidade eterna, será para sempre sede da Igreja devido a ter sido a Capital do Império Romano, não viu você ainda que os Papas são todos Europeus e que a ESMAGADORA MAIORIA são Italianos…

Os dois últimos JÁ NÃO FORAM italianos; e, desta última vez, pôs-se a hipótese de eleger um MULATO…
Já faltou mais.

“Ah. E se o Povo vai cada vez menos à missa e as igrejas fecham umas atrás das outras, isso quer dizer que o Movimento também tem de se tornar progressivamente menos católico.
Confirma?”

Confirmo.

Portanto, o D. Sebastião acha que o Movimento Nacionalista tem de ser menos católico. Estamos de acordo.

Comentar por Caturo

Talvez, desde que seja benéfico para ambos, para Portugal e para o povo Português, porque não?
Já ouviu falar em evolução?

“Os dois últimos JÁ NÃO FORAM italianos; e, desta última vez, pôs-se a hipótese de eleger um MULATO…
Já faltou mais.”
Pois já, já faltou mais. Mas também ainda não aconteceu. E se acontecer, é uma medida desesperada da Igreja. Duvido que aconteça uma vez, se aconteçer duas vezes cserá um golpe mortal na Igreja, aqui ou em qualquer lado. Não creio que a Igreja seja assim tão “ingénua(?)”.

“Portanto, o D. Sebastião acha que o Movimento Nacionalista tem de ser menos católico. Estamos de acordo.”
Não, não estamos. O “movimento” deve ser menos Católico do que seria nos anos 60, nos anos 70 ou nos anos 80. Agora, deve ser um pouco mais Católico que este “movimento” actual. No futuro pode vir a ser cada vez menos Católico, acompanhando o próprio povo.

Comentar por D. Sebastião II

Agora, deve ser um pouco mais Católico que este “movimento” actual

Como se o Povo fosse mais católico, na sua prática e pensamento, do que o actual Movimento…

Comentar por Caturo

Qualquer muçumlano é mais católico que este movimento! lol

Comentar por D. Sebastião II




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