Sucintos considerandos a retirar do 11 de Setembro Belga
Setembro 13, 2007, 10:18 pm
Filed under: Em foco, Europa

No passado dia 11 de Setembro teve lugar no coração da cidade Bruxelas, mais propriamente frente às instituições da União Europeia, uma concentração de alguns milhares de pessoas, organizada por distintas plataformas cívicas oriundas da Dinamarca, Alemanha e Holanda, baixo o lema “Parem a islamização da Europa!”, evento que havia sido antecipadamente proibido pelo burgomestre da referida cidade sob a alegação de que tal manifestação poderia hostilizar a comunidade islâmica de Bruxelas e conduzir a actos de violência. A concentração, que se queria pacífica, mal iniciou conheceu uma desproporcionada e musculada reacção policial, que agrediu e deteve mais de 150 pessoas.

Ora, afigura-se pertinente explorar algumas questões que eventualmente podem escapar despercebidas aos mais desatentos, ou mesmo a alguns, por certo poucos, indivíduos que aplaudiram a decisão camarária e a actuação das forças policiais.

– Convocada há um mês pela organização não-governamental Stop the Islamisation of Europe (“Parem a Islamização da Europa”), esta marcha tinha por objectivo denunciar, neste simbólico dia, o perigo crescente de um Islão intolerante e fanático, absolutamente incompatível nos seus fundamentos com os valores comuns europeus de liberdade, respeito e laicidade.

– Prontamente proibida pelo Burgomestre de Bruxelas, o socialista Freddy Thielemans, e confirmada a proibição pela Justiça belga, sob o argumento de que se trataria de uma manifestação xenófoba, e que poderia causar “incidentes” com a população imigrante da cidade.

Destarte, emerge desde já uma questão incontornável. Poderão alguns retorquir que tal manifestação havia sido proibida e que a lei é para cumprir. Respeitada a decisão do senhor Freddy, bem como do tribunal, os organizadores optaram por convocar uma concentração, o que tecnicamente é distinto. Portanto, e de acordo com os inalienáveis direitos à liberdade de movimentos, de assembleia e de expressão, as pessoas presentes na concentração não cometeram qualquer ilegalidade. Mesmo os poucos concordantes com a proibição e posterior actuação policial deverão ter em mente que tal atitude das autoridades belgas abre um gravoso precedente, ainda para mais naquela cidade que se considera expressão máxima das instituições da União Europeia, uma união que não poucas vezes sublinha a liberdade, nas suas diferentes vertentes, como a pedra basilar da sua constituição. Bruxelas assemelhou-se no dia 11 a uma qualquer cidade terceiro-mundista, onde as cargas policiais são uma constante, e saiu absolutamente descredibilizada e menos ainda dignificada perante tamanha vergonha. Lukashenko encontrou em Bruxelas o seu correspondente.

A agressão e detenção de três eurodeputados, assim como de mais 151 pessoas, pelas forças policiais, cujas imagens forma amplamente captadas por um sem número de jornalistas e televisões de todo o mundo servem para comprovar o acima descrito.

Centremo-nos agora na figura de Freddy Thielemans. O burgomestre socialista não se deteve um instante entre a opção de respeitar a pacífica e livre expressão de opiniões, inclusive de alguns do seus eleitores, e a proibição desse exercício, assente na justificação que tal manifestação seria conducente a eventuais actos de violência com a população alógena de confissão islâmica. O senhor Thielemans ao tomar tal decisão, e sem dar conta por certo, confirmou que o islão é perigoso, que os seus crentes são fanáticos e intolerantes e não sabem respeitar as opiniões divergentes. O senhor Thielemans optou por mandar a polícia carregar sobre as pessoas que pacificamente exerciam o seu direito à liberdade de expressão, quando em democracia essa mesma polícia deveria ter sido encarregue de zelar pela harmonia da concentração e se necessário fosse da própria protecção dos presentes na Praça Schumann. Não o fez e assim sendo o senhor Thielemans preferiu colocar-se objectivamente no lado daqueles que abominam os princípios básicos de um estado de Direito.

No dia 11 de Setembro a Bélgica e a Europa deram um passo gigante no caminho da dimitude (o acto de submissão à lei corânica, a charia) e na islamização dos espíritos. As trevas abatem-se sobre o velho continente.


35 comentários so far
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Mais uma prova do que venho alertando, a Europa verga-se de uma forma humilhante aos ditames da chantagem islamica…
Nao esta em causa o Islao se este fosse uma religiao como as outras, mas nao e!
E a expressao ideologica, cultural e politica de uma ocupacao cada vez mais visivel.

Nao podemos, nao devemos ser os coptas da Europa.NAO!

Miazuria (Miguel Angelo Jardim)

Comentar por Miazuria

O nosso maior inimigo não são eles mas nós próprios.

O Império Romano aguentou pouco mais de dois séculos de lenta decadência, e nós? Quanto tempo aguentaremos?

Queria, para além destas citações deixar uma reflexão no ar:
Como será o Mundo depois da morte de Pérvez Musharraf?

Comentar por D. Sebastião II

“uma concentração de alguns milhares de pessoas”
É falso. Eram esperadas 20 mil pessoas mas não apareceram mais de 200, metade dos quais apoiantes/membros da “extrema direita” do Vlaams Belang; Deputados Europeus da “extrema direita”, de partidos como a Lega Nord, por exemplo e também, Suecos, Alemães, Dinamarqueses, Alemães e Holandeses membros de associações que visam alertar a população para os perigos da Islamização da Europa via SIOE (Stop the Islamisation Of Europe).

Comentar por D. Sebastião II

“evento que havia sido antecipadamente proibido pelo burgomestre da referida cidade sob a alegação de que tal manifestação poderia hostilizar a comunidade islâmica de Bruxelas e conduzir a actos de violência.”

Ou então porque o Concelho Municipal de Bruxelas é constituído por um quarto (23%) de muçulmanos e porque o Parti Socialiste do actual mayor de Bruxelas, com raízes Valãs (de Valónia) necessita o apoio dos muçulmanos.

É que na Bélgica, país dividido entre as comunidades Flamenga e Valónia, chegou-se a acordo que os mais cotados membros administtrativos e governamentais eleitos no país tivessem de ser 50% eleitos pela parte Francófona e 50% eleitos pela parte Flamenga. Ora nenhum governo (ou outra instituição do tipo) pode ser eleito por menos de 50% em cada uma das comunidades. Basicamente 50% dos Valões têm os mesmos poderes que 50% dos Flamengos.
O problema é que os Flamengos contituem 60% da população e os Valões 40%. Pelo que 20% da população Belga (50% dos Valões) têm o mesmo poder que os restantes 80% da população.
Daí os muçulmanos serem, mais uma vez, um grande aliado da esquerda.
Ah! E os partidos políticos (incluindo os Flamengos) concordaram em não formar coligações com o Vlaams Belang ou em formarem coligações entre eles para contrabalançarem o dito partido, tudo isto em nome da unidade do estado tampão mais artificial da Europa! E que por acaso é a sede da União Europeia e o modelo para uma Europa “Unida e Multicultural”.
Bela coisa… a democracia!

“confirmada a proibição pela Justiça belga”
Ah! E para mais (uma coincidência de certo) o sr. Thielmans obrigou os protestante a apelarem a um tribunal francófono na Valónia.
Não vão os fanáticos da extrema direita que de tão fanáticos que são até falam a língua dos seus avós (o Holandês) apoiar a manifestação!

“poderia causar “incidentes” com a população imigrante da cidade.”
O pior é que já é residente!

Este laico Freddy Thielamans que não gosta de ferir as sensibilidades religiosas do “seu” povo… pediu champangne num restaurante local de Bruxelas, na Bélgica, país maioritáriamente Católico, gritando: “O Papa morreu, brindemos!” aquando da morte de João Paulo II.
Curioso…

Comentar por D. Sebastião II

Eu alinhava por cá era numa contra judeus, brasileiros, pretos ou chineses…mas isso espera, parece.
Bfsemana e um abraço.

Comentar por PR

Isso não é importante PR, importante é a religião dos imigrantes, não são os imigrantes em si.

O Faye sempre enche o bolso, estes é mesmo por masoquismo ideológico (que nós saibamos, claro).

Comentar por Flávio Gonçalves

Como será o Mundo depois da morte de Pérvez Musharraf?

Se for substituido por outro militar com pulso forte para os islamitas pouco ou nada mudará, ainda que seja bem conhecido o jogo duplo de Musharraf…

É falso. Eram esperadas 20 mil pessoas mas não apareceram mais de 200

Não, não é falso, embora os organizadores esperassem cerca de 20 mil pessoas, no caso de ser autorizada a manifestação, no dia onze, mesmo conhecendo que Bruxelas estava em esrado de sítio, compareceram mais de 2 mil pessoas.

Quanto a terem estado presentes o tais membros da “extrema-direita” isso parece-me um facto irrelevante e patético ao ser frisado, ou acaso o direito de manifestação, a liberdade de expressão não se aplica a essas pessoas, por sinal as únicas com coragem para dizer alto e em bom som uma verdade inconveniente?

Comentar por arqueofuturista

D. Sebastião, as suas observações no comentário 4 são muito pertinentes. No entanto, merece um pequeno reparo quando escreve o seguinte:

Daí os muçulmanos serem, mais uma vez, um grande aliado da esquerda.

Por agora é verdade, existe uma espécie de acordo tácito e táctico entre a esquerda (mergulhada na utopia dogmática internacionalista por um lado, e por um cálculo eleitoralista por outro) e as organizações de imigrantes magrebinos e de confissão islâmica (que aproveitam a imbecilidade congénita dessa esquerda estúpida). Contudo a esquerda estará a breve e médio prazo entalada entre a espada e a parede no que concerne à imigração islamita, já que esta última é absolutamente antagónica com os valores que a esquerda defende, nomeadamente e só para citar alguns exemplos, a defesa das minorias sexuais (homossexuais), a liberalização das drogas e/ou do aborto, o laicismo, etc….

Portanto, não tardará muito para vermos a esquerda mergulhada num dilema ideológico tremendo.

Comentar por arqueofuturista

Caro PR, não me parece que tal acção nos garantisse alguns reultados positivos. Uma coisa será manifestarmos a nossa oposição ao processo migratório conforme se processa actualmente, outra seria manifestar-nos contra as pessoas em si, apenas porque são pretas, judaicas ou brasileiras. Isso seria um tiro no pé no sentido em que não recolheria sob forma que fosse o aopoio popular.

Comentar por arqueofuturista

Criatura do comentário 6, arruma as ideias e toma juízo. Garanto-te que o masoquismo não é nosso (nenhum de nós se define como dhimmi (submisso)), nem andamos a correr para embaixadas, nem a visitar outros países a milhares de km para assistir a conferências…

Comentar por arqueofuturista


Comentar por Sucellus

Para o gordo só tenho a dizer-lhe isto: http://img252.imageshack.us/img252/9520/avatar2bh5.gif

Comentar por Zás-Trás

Grato pelos vídeos camarada Sucellus.

Ahahaha! Agora estiveste mesmo bem Zás-Trás.

Comentar por arqueofuturista

“Quanto a terem estado presentes o tais membros da “extrema-direita” isso parece-me um facto irrelevante e patético ao ser frisado”

Só frisei esse facto porque foi como os mass media classificaram os activistas.
Estava a ser irónico, daí as aspas.

Comentar por D. Sebastião II

“Contudo a esquerda estará a breve e médio prazo entalada entre a espada e a parede no que concerne à imigração islamita, já que esta última é absolutamente antagónica com os valores que a esquerda defende, nomeadamente e só para citar alguns exemplos, a defesa das minorias sexuais (homossexuais), a liberalização das drogas e/ou do aborto, o laicismo, etc….

Portanto, não tardará muito para vermos a esquerda mergulhada num dilema ideológico tremendo.”

Não sei não, olhe que a esquerda tem muitas faces.

Comentar por D. Sebastião II

“Uma coisa será manifestarmos a nossa oposição ao processo migratório conforme se processa actualmente, outra seria manifestar-nos contra as pessoas em si, apenas porque são pretas, judaicas ou brasileiras.”

OUÇAM O QUE ESTE HOMEM VOS DIZ!!!

Comentar por D. Sebastião II

Copy paste via Gates of Vienna (recomendo muitíssimo):

“This was the story that our lazy, ineffectual MSM missed yesterday. Equipped with helicopters, cameras, satellite feeds, reporters and a vast network of contacts they missed the emergence of a totalitarian Europe. And make no mistake about it, the events leading up to, and during, yesterday, were just that. On September 11th 2007 Europe became a totalitarian dictatorship.”

Comentar por D. Sebastião II

“tudo isto em nome da unidade do estado tampão mais artificial da Europa! E que por acaso é a sede da União Europeia e o modelo para uma Europa “Unida e Multicultural”.
Bela coisa… a democracia!”

Acho piada a UE. Nums casos quer tratar de impôr a independencia rapidamente, sem esperar pelas longuissimas lutas politicas e economicas por parte do povo que deseja a independencia.
Ex: Montenegro, Kosovo e penso que ha muitos mais

Ainda por cima Montenegro e Jugoslavia nem é da UE.
Mas quando se trata de um território que faz parte da UE, ai a UE ja nao luta pela liberdade dos povos. A atitude é, os flamengos que se virem, que lutem, que esperneiem até e se conseguirem a independencia. E a mesma atitude com as inúmeras nações por essa europa fora que lutam pela independencia.

Enfim é incompreensivel, não consigo compreender a cara de pau e diferenças de atitude desta gente.

Comentar por Augusto

Creio que falta de realismo é doença identitária (tal como o excesso de burguesismo).

Comentar por Flávio Gonçalves

Não sei não, olhe que a esquerda tem muitas faces.

D. Sebastião, de facto a esquerda tem a capacidade de se metamorfosear, a história assim o comprova, mas irá ser deveras curioso verificar como irá reagir perante o dilema em que ela própria se meteu.

Comentar por arqueofuturista

Mas quando se trata de um território que faz parte da UE, ai a UE ja nao luta pela liberdade dos povos.

Augusto, esse não é um problema exclusivo da UE, se reparar qualquer estado no mundo actua dessa forma hipócrita. Repare nos EUA que nem europeus são e no entanto foram o estado mais interventivo na questão da ex-Jugoslávia, financiando e formando os terroristas islâmicos do UCK (o livro de Alexandre Del vale “Guerras contra a Europa” explana isso muito bem), mas quando existem quaisquer irredentismos no seu solo, esses são afogados geralmente em sangue (exemplo, milicianos da República do Texas). A China também tem por hábito pronunciar-se sobre isto eaquilo globalmente, contudo tem em marcha o etnocídio do povo do Tibet, país que invadiu em 1950.

Enfim, a hipócrisia reina um pouco por toda a parte.

Comentar por arqueofuturista

Creio que falta de realismo é doença identitária (tal como o excesso de burguesismo).

Identitários! Falta de realismo! Burguesismo! Ó rapazola, a matéria fecal mental que expeles testemunha a irracionalidade que predomina nesse teu cerebrozinho.

A acusação de falta de realismo àqueles que procuram ser consentâneos com aquilo que desde sempre defenderam, proferida por um indivíduo que já foi nazi e racista, agora é anti-nazi e anti-racista, que se diz teórico do nacional-anarquismo sem nunca ter escrito nada sobre tal ideologia, representante de uma pretensa esquerda nacional, como se a esquerda, essa doença infantil do comunismo denunciada por Lenin, alguma vez pudesse ser nacional, um tipo que já foi mórmon e agora é muçulmano, entre tantos outros episódios caricatos de uma vida plena de bizarrias, tal acusação é no minímo grotesca e digna de uma sonora gargalhada.

Já quanto ao epíteto de burguesismo, um termo corrente no século XIX e XX, vindo da boca de um lumpen tem de ser obrigatoriamente encarado como algo honroso.

Ganha uma vida própria rapaz e deixa-te de lirismo pseudo-revolucionário digno de um adolescente cujo frenesi ideológico é proporcional ao acne que exibe na face.

Comentar por arqueofuturista

mas o gordo está apaixonado pelos identitários? a conversa/obsessão dele parece dôr de corno de amante repudiado.

Comentar por uma amiga

Tamanha elevação intelectual, fiquei abismado.

Comentar por Flávio Gonçalves

O mórmon é este:

http://vidamormon.blogspot.com/

Confundiram os gordos ex-PNR as tuas fontes. Pequena adenda ao postal anterior.

Comentar por Flávio Gonçalves

” E a mesma atitude com as inúmeras nações por essa europa fora que lutam pela independencia.”

Caro Augusto,
o problema é decidir quem tem o direito á independência ou não. Neste caso, a Bélgica deveria ser dividida entre as potências locais (Holanda, França e eventualmente Alemanha ou até o Luxemburgo) mas também temos de atentar nas possíveis tensões que se poderiam originar numa grande fronteira Franco-Alemã.
Há por aí muitas sabichões que apoiam qualquer tipo de independência. Há por aí alguns que acham que a Europa deveria ser práticamente dividida em cidades Estados. Não é bem assim!
É muitas vezes díficil de diferenciar diferenças regionais de diferenças entre nações. Mais do que isso é necessário que seja conveniente ás potências locais que esses povos sejam realmente independentes. (Olhe o caso de Israel (se bem que sou um fervoroso apoiante do direito de Israel em existir) e do Kosovo, por exêmlpo. E porque não o da Albânia?)

Exemplo: Eu apoio o Nacionalismo Galego porque a Galiza é uma Nação diferente de Espanha (ou Castela). Por outro lado não apoio uma Galiza indepenente porque as diferenças entre o Galiza e o Norte de Portugal são mínimas, como são menores as diferenças entre a Galiza e o Alentejo do que a Galiza e a Andaluzia ou a Galiza e a Aragão, ou Castilla-la-Mancha.
Por isso sou a favor de uma Galiza integrada em Portugal SE o povo Galego assim o desejar. Ninguém beneficiará com meios países como uma Galiza independente.

Basicamente para um país ser independente são necessários os seguintes critérios:

Viabilidade da Nação

Vontade do povo em ser independente ou de integrar outro país vizinho (exemplo: Républica Sérvia da Bósnia ou Kosovo)

Vontade de um povo (exemplo: Portugal ou Holanda) apoiar a entrada de “irmãos” (exemplo: Galiza ou Flandres) no seu país com os mesmos direitos (ou mais!) que os próprios.

Vontade das potências e nações vizinhas em aceitarem a existência da nova nação (contra-exemplo: Israel)

E para mim o mais importante: DIREITO HISTÓRICO DE UM POVO Á POSSESSÃO DE UM ESTADO/NAÇÃO (Ninguém imagina criar-se na Europa um país só para os ciganos! Quer dizer, com esses multiculturalismos só num sentido, nunca se sabe…)

Comentar por D. Sebastião II

“D. Sebastião, de facto a esquerda tem a capacidade de se metamorfosear, a história assim o comprova, mas irá ser deveras curioso verificar como irá reagir perante o dilema em que ela própria se meteu.”

Arqueofuturista, eu um dia conto-lhe uma teoria da conspiração acerca do futuro da Esquerda…

“Augusto, esse não é um problema exclusivo da UE, se reparar qualquer estado no mundo actua dessa forma hipócrita. Repare nos EUA que nem europeus são e no entanto foram o estado mais interventivo na questão da ex-Jugoslávia, financiando e formando os terroristas islâmicos do UCK”

Arqueofuturista, olhe que não é bem assim. O assunto é muito mais complexo e resulta de um longo processo que tem como base a ignorância e o sentido de inferioridade de todos os Americanos (do Norte do Canadá ao Sul da Terra do Fogo) de origem Europeia e que depois da Segunda Guerra Mundial resultou na importação dessa mesma ignorância para Europa durante os anos 60 na altura da chegada a este lado do Atlântico de valores como “Peace and Love” e devido á euforia tardia do pós guerra, e de uma nova geração que via a América pela primeira vez como o centro da civilização Europeia. Nessa altura não era Roma, nem Paris, nem Londres, nem Amisterdão, nem Moscovo, nem Berlim, Lisboa, Atenas ou Contantinopla o centro do mundo. Era Nova York. Foi nessa altura que “o caldo começou a entornar” e temos de levar em consideração todos esses factores para compreendermos as atitudes Americanas contra a Sérvia na Bósnia.
Mais uma vez, serai mais concreto num comentário a publicar brevemente.

Comentar por D. Sebastião II

“Creio que falta de realismo é doença identitária (tal como o excesso de burguesismo).”

Eu era para comentar esta frase… mas não consigo :-(

Mas, homem, por favor explica-me o que é “excesso de burguesismo” e diz-me onde vês “falta de realismo” neste blog!

PS- Se bem que compreendo o que dizes com “falta de realismo”. É aquilo que eu tenho criticado aqui por diversas vezes e tenho apelidado como “excesso de teoria”. Mas por vezes o que é em execesso para mim está na dose certa para um outro curioso que apareça neste blog. Não sejas tão egoísta!

Comentar por D. Sebastião II

oh gordo, a falar de ti querias que fosse o quê? discussão metafísica? tens-te em muito boa conta….

Comentar por uma amiga

Melhor que tu, gorda exilada dos skinheads.

Comentar por Flávio Gonçalves

Há por aqui, quem defende uma aliança com o Islão Xiita.
Nada mais ridículo!
Eu defendo, uma aliança com o povo Persa, isso sim, contra o Islão!

Comentar por D. Sebastião II

Sem dúvida que é ridículo falar em aliança com o Islão, seja xiita, sunita ou wahabita, não apenas porque é suicidário, mas também porque eles, os islãmicos não a desejam.

O vídeo é uma exaltação do Irão (Pérsia se quiser) e uma resposta ao filme de culto “300”.

Os iranianos, livres da tirania dos Ayatohllas, poderiam ser aliados realmente, mas infelizmente não se vislumbra tal hipótese para os próximos tempos.

Comentar por arqueofuturista

Chame-me optimista, mas, se Deus quiser e se o Irão não for atacado… não sei! Talvez se levantem!

Não nos esqueçamos que Persas (Indo Europeus e donos da terra) não são mais de metade da população do Irão. Não esqueçamos que esses mesmos Persas têm uma tradição de afastamento para com o Islão e de aproximação com a modernidade ao estilo Europeu (se bem que muito própria).

O povo Persa é hoje em dia súbito da elite Turco-Islâmica do país.

Mas essa união entre Turcos e Persas tornou-se mais forte aquando da Guerra Irão-Iraque, onde Turcos e Persas combateram e sofreram juntos. Essa união vinha já a desfazer-se ainda na euforua da revolução Islâmica quando muitos Persas viram o seu país ser tomado por Turcos com o apoio ingénuo de alguns Persas mais islâmófilos e desiludidos com o xá.

Um ataque americano ao Irão só serviria para unir ainda mais aqueles dois povos e para submeter os Persas ainda mais á dihmitude (creio que é a palavra mais acertada) face aos Turcos.

Por esta internet circulam imagens e vídeos do que realmente se passa no próprio Irão, da repressão a que são sujeitos (a Birmânia é uma brincadeira!). Os Persas vão tolerando isto para não enfraquecer o país aos olhos dos predadores deste mundo.

Os Persas, sem dúvida estão dispostos a lutar pelo que é seu, pela sua liberdade. Só não acredito que estejam dispostos a abdicar de um Império para terem uma Nação étnicamente limpa, o que é preocupante. Só é necessário que se sintam seguros para tal. Não é com ameaças de guerra vindas de todo o lado que se ajuda a causa Persa.

Sinto uma especial empatia pelo povo Persa porque é um povo ariano ocupado pelo Islão. E faz me lembrar um povo europeu que esteve durante quinhentos anos na mesma situação. O Irão está nessa situação há mais de mil anos e mantém a sua chama ariana.
A bandeira foi já neste século mudada, mas o povo continua a adorar a antiga bandeira mais que esta pró-Islâmica e pró-Árabe (quais Timorenses sobre ocupação Indonésia), um verdadeiro atentado contra a História de um povo.

Quem luta contra a Islamização da Europa
Carrega duas feridas no coração.
Uma é Constantinopla
A outra é a Pérsia ou o Irão.

Por muito mal que esteja a situação na Europa (Kosovo, Albânia, Bósnia) no Irão está muito pior.

Um ataque americano ao Irão teria péssimas consequências tanto para o Irão como para a Europa e a América. Um Paquistão nesta situação e pós Musharraf sentiria-se todo poderoso para instigar os 250 milhões de muçulmanos Indianos a fazer o seu trabalhinho sujo (e sabemos que os mouros não esitariam em matar-se uns aos outros em grande escala como no Iraque e acusar os Indianos), pelo que nem a Índia se safaria. Seria mais uns pontos para a Ásia liderada pela China e uns pontinhos mais para uma intifada global. Enfim, seria um orgasmo da “esquerda tonta do politicamente correcto e do multiculturalismo. A do somos todos iguais e a do não intrevencionismo”.
Bem Haja!

Comentar por D. Sebastião II

Se escribe “Alexandre del Valle” y se lee “Alexandre del Valhe”…..¿Vale, tío?

Comentar por abulense

Nació en Perpiñán…….

Comentar por abulense




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