O caso Pepe e a mediocridadade nacional
Setembro 5, 2007, 11:21 am
Filed under: Em foco

Na mesma semana em que um político suiço publicamente declarou que a selecção nacional de futebol desse país deve ser composta unicamente por jogadores autóctones, nós portugueses soubemos da convocatória por Filipe Scolari (que considera os portugueses hipócritas…) do futebolista brasileiro Pepe para a nossa selecção nacional, jogador, refira-se, a quem foi concedida a cidadania portuguesa (sim, porque isso de nacionalidade foi varrido da nossa constituição), o qual, entretanto, não irá envergar as cores nacionais somente por motivo de lesão. Tal episódio trouxe-me de imediato à memória este extracto da obra L’Archeofuturisme redigida por Guillaume Faye há quase 10 anos, mas que se reveste, uma outra vez, de pertinente actualidade.

Não sendo novidade as oportunistas naturalizações de atletas um pouco por todo o globo e inclusive em Portugal (com Pepe perfaz o total de cinco na nossa selecção de futebol), sinal evidente da ideologia mundialista desenraizadora que grassa e tudo corrompe, conforme podemos depreender da justificação apresentada por Gilberto Madaíl (o mesmo que havia convidado o brasileiro Derlei para a selecção nacional) para a inclusão de Pepe na lista de convocados ao proferir que «Temos que saber viver no mundo que temos», ou por outras palavras, até pode ser eticamente reprovável, mas os artíficios do Moloch economicista assim o impõe.

Descaracterizado na sua verdadeira essência, o desporto é apenas uma indústria onde os esquemas financeiros imperam e conduzem a naturalizações despudoradamente apressadas para servirem, e já que de futebol falamos, não as selecções nacionais mas sim clubes que procuram contornar as normas vigentes que impossibilitam determinado número de jogadores extra-comunitários serem incluidos nos planteis desse mesmos clubes, além de que a chamada desse jogadores às selecções nacionais faz aumentar exponencialmente a cotação dos mesmos no mercado futebolístico. À guisa de analogia podemos asseverar que estamos perante uma espécie de “casamentos brancos”, mas com a particularidade de que aqui o pecúlio em causa é bem mais elevado. Continuar a ler