O amor ao próximo e o declínio da Europa
Junho 27, 2007, 9:13 pm
Filed under: Fala Guillaume Faye

O declínio da Europa (e de qualquer civilização) chegou no dia em que o verbo “amar” adquiriu uma espécie de força insu­stentável, desarmante, metafísica.  

Deleitar-se no amor, cegar-se numa paixão, é reagir como um cão que segue o mestre, mesmo o mais cruel. O homem livre um é possuído indiferente. O cristianismo é responsável por esta desvirilização dos Europeus, pelo seu preceito neo-testamentário de perdão generalizado e da confusão entre o “próximo” com o “outro”, seja ele quem for, o Homem anónimo, acabado de chegar. Esta filosofia não era a do cristianismo medieval evidentemente paganizado; mas, hoje, as coisas mudaram e o universalismo caritativo, na linhagem do protestantismo, domina em pleno. 

Guillaume Faye, Avant-guerre, 2002


11 comentários so far
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Creio que o problema esta no amor ao outro e nao ao proximo, como alias observa Faye.

Uma exegese mais ciudada e rigorosa diz-nos que o amor ao proximo representa a afeicao por quem de facto esta ao nosso lado, na nossa proximidade fisica e espiritual.

Nao abrange o “outro” metafisico, abstracto e distante!

Abraco

Miazuria (Miguel Angelo Jardim)

Comentar por Miazuria

Poderiamos fazer essa distinção entre “próximo” e “outro” se efectivamente isso fosse patente, se estivesse explícito, no dogma cristão, o que na verdade não é nem está.

Claro que a tua interpretação é de longepreferível, porém, não creio que as hierarquias eclesiásticas pessem de igual forma.

Um grande abraço.

Comentar por arqueofuturista

Efectivamente, foi o Cristianismo que veio trazer essa confusão entre o «próximo» e o «outro».
No Antigo Testamento, o «próximo» é o indivíduo da mesma estirpe. Assim, quando este livro judaico manda amar o próximo, está evidentemente a mandar que o judeu ame o outro judeu.

Ora o Cristianismo vem opôr-se a esta exclusividade etnicista. Leia-se este trecho do Novo Testamento:
Mateus, 5:39-45:
39 Eu, porém, vos digo: não resistais ao mau. Se alguém te ferir a face direita, oferece-lhe também a outra.
40 Se alguém te citar em justiça para tirar-te a túnica, cede-lhe também a capa.
41 Se alguém vem obrigar-te a andar mil passos com ele, anda dois mil.
42 Dá a quem te pede e não te desvies daquele que te quer pedir emprestado.
43 Tendes ouvido o que foi dito: Amarás o teu próximo e poderás odiar teu inimigo.
44 Eu, porém, vos digo: amai vossos inimigos,
fazei bem aos que vos odeiam, orai pelos que vos [maltratam e] perseguem.
45 Deste modo sereis os filhos de vosso Pai do céu, pois ele faz nascer o sol tanto sobre os maus como sobre os bons, e faz chover sobre os justos e sobre os injustos.
46 Se amais somente os que vos amam, que recompensa tereis? Não fazem assim os próprios publicanos?
47 Se saudais apenas vossos irmãos, que fazeis de extraordinário? Não fazem isto também os pagãos?
48 Portanto, sede perfeitos, assim como vosso Pai celeste é perfeito.

As partes que pus a negrito falam por si. E volto a salientar o «porém» com que Jesus vem tentar alterar a ética judaica, para que esta deixe de ser etnocêntrica e passe a ser universalista. Falhou, porque os Judeus continuaram etnicistas até à actualidade, mas criou uma nova espécie de «judeus», isto sem ofensa para os camaradas nacionalistas cristãos.

Todavia, a Igreja faz tábua rasa do sobremencionado «porém», como se Jesus estivesse a confirmar o que tinha sido dito antes, quando na verdade estava a alterá-lo profundamente.

Saudações Nacionalistas

Comentar por Caturo

Assim, creio que o «amor» que Faye de facto condena é o do Cristianismo, o universalista, pois que «deleitar-se no amor» pela Estirpe dificilmente pode contribuir para o enfraquecimento do Ocidente.

Comentar por Caturo

Sem dúvida que aquilo que Faye condena é o amor ao próximo, ao «outro», que veio introduzir-se na alma europeia de tal forma que nos levou a perder de vista o princípio etnocentrista, o princípio que permite aos povos permanecerem e perdurarem na marcha da História.

Um abraço identitário!

Comentar por arqueofuturista

Muy interesante lo que estais comentando, pues más de una vez reflexioné sobre el tema… no es fácil,pero posiblemente elproblema estriba en que tomamos el rábano por las hojas… trataré de explicarme: Posiblemente no se pueda desvincular lo que dice Jesús de lo que era el espíritu del Antiguo Testamento, o sea que sus palabras estan en funcion del espiritu del momento, y si leemos el A.T., éste era un manual de crueldad, racismo extremo, falta de principios y de cualquier tipo de compasión. Pero si bien la cita de Marcos es adecuada, de la misma manera Jesús no transigía con lo que consideraba inadecuado, como fue la expulsion de los mercaders del templo.
Lo que quiero decir es que quizas sus enseñanzas sobre amor al prójimo, especialmente si no pertenecía a Israel, se enfocaban a indicar acerca de la paciencia con los errores ajenos(no a permitir cualquier abuso) y que esa buena disposición no debería restringirse a la “raza elegida??”
Ahora bien, de tener una buena disposición hacia cualquiera no excluye que siempre estarás más dispuesto hacia los tuyos, (es así, y si no, que hicieran el mundo de otra manera) Por otra parte, es muy fácil caer en el “buenismo”, tanto cristiano como laico; en el primer caso, los típicos curas “progres” dialogantes y con buen rollito, producto del nefasto Vaticano II , y la versión progre y laica (y anticristiana, en muchos casos, aunque sus raices se hallan en ese pasaje de San Marcos mal digerido) de buen rollito universal y mestizaje, y que majas son las otrs razas…. (aunque habría que sospechar quién está detras de todo este mensaje, porque los descerebrados que lo emiten en los media no lo han elucubrado…) en fin, perdón pues creo que me enrrrollé demasiado…
Por cierto que coincido con Miazuria, pues considero que está en la línea de enseñanza cristiana la buena disposición (es que la palabra “amor ” me resulta cursi) hacia quien puedas tener a tu lado y no decir p.ej. tu incondicional amor hacia los aborígenes de Nueva Zelanda y comportarte como un cerdo con tus allegados… no olvidemos, de todas maneras, que el Cristianismo es básicamente una cosmovisión EUROPEA, con toda la aportación griega, romana y germánica…(y muy poco judía, por cierto)
Saludos identitarios a todos
Pepin

Comentar por Pepin

—» Eis um exemplo de ‘amor ao próximo’ -> negociatas de lucro fácil à custa de alienígenas (leia-se, não-nativos); por exemplo: pretendem curtir abundância de mão-de-obra servil imigrante, e pretendem curtir a existência de alguém que pague as pensões de reforma… apesar de… nem sequer constituírem uma sociedade aonde se procede à renovação demográfica!!!

—» O Guillaume Faye que vá dar banho ao cão!…

Comentar por pvnamm

Caturo, eu intrepreto todas aquelas tuas transcrições da bíblia como metáforas que nos dizem para sermos superiores aos nossos inimigos.

Comentar por Camões

very interesting, but I don’t agree with you
Idetrorce

Comentar por Idetrorce

That is a pity, but I’m sure you are capable of telling us why you dont agree.

Comentar por arqueofuturista

Essa confusão entre o “próximo” e o “outro” veio com a Renascença, o protestantismo não com a I.M. Dizer que na I.M havia uma religião “paganizada” é porque não conhece os valores que pagãos defendiam ( como o infantícídio, por ex. ). A destruição de sociedade em geral se deve ao igualitarismo moderno, que surgiu basicamente pelo séc. XV e hoje chegamos a grandes blocos como a UE,que vai diluindo cada vez mais as particularidades das nações europeias.

Comentar por alice




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