O patronato e a imigração
Junho 6, 2007, 11:09 am
Filed under: Em foco, Europa, IMinvasão

  O patronato e a imigração, ou algumas vantagens que a imigração oferece ao patronato:

– Exploração dos povos desenraizados e pobres e, como tal, submissos às ordens de um patronato que os ameaça com a expulsão.

– Utilização da mão-de-obra barata, mas ávida de consumismo, dado que são um alvo fácil da publicidade.

– Dividir a classe operária portuguesa com a introdução de povos não-assimiláveis nas redes de reivindicações dos trabalhadores (sindicatos), baixando os custos da mão-de-obra.

– Estabelecimento de comunidades alógenas no seio da população portuguesa a fim de compartimentar o povo (dividir para reinar).

– Destruir a identidade nacional ou o sentimento de pertença do povo a fim de melhor modelar os desejos desse mesmo povo, para o tornar um alvo comercial mais fácil de abordar.

– Esvaziar as antigas províncias ultramarinas das suas forças vivas, impedindo o regresso dos trabalhadores qualificados aos seus países de modo a quebrar a esperança desses países de um novo impulso económico.

– Permitir a estigmatização para desqualificar toda e qualquer voz discordante, excluindo assim os identitários, com o intuito de proteger os partidos do sistema, denunciando toda a discordância como sendo “racista” ou “fascista”.

– Enfraquecer Portugal, tornando-o desprovido de qualquer sentido de identidade e comunidade específica, criando a ideia que apenas existe um contrato social, levando ao desaparecimento da política para desse modo conduzir ao reino da economia.


8 comentários so far
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Em poucas palavras esta aqui tudo!

Abraco

Miazuria

Comentar por Miazuria

Bueno, no sé como será en Portugal, pero aquí en España entre los máximos representantes del “papeles para todos” estaban Los sindicatos de clase!!!!! ¿no se dan cuenta de que estan perjudicando a sus afiliados más desprotegidos que son los trabajadores no cualificados? ¿lo hacen por un mal entendido de la “fraternidad proletaria” o es que siguen órdenes? Porque si hay alguien que se puede alegrar es la gran patronal…
Y si hasta ahora eran trabajadores no cualificados, ahora comienzan con las profesiones “cualificadas”; ¿en qué queda? Pues una mano de obra más dócil y dos tipos de profesionales: Los Europeos para quien se lo pueda permitir y los de colorines para el común. ¿un ejemplo? en sanidad.
El problema es que cuando a los trabajadores se les caiga la venda de los ojos (es decir, cuando comience una buena crisis económica, como parece estamos a las puertas) y haya habido “papeles para todos” pero comience a escasear el “trabajo para todos” ya será tardey habrá unaspirulas de miedo…

Comentar por Pepin

A imigração ilegal oferece vantagens aos empregadores, uma vez que se baseia numa relação desigual, de fragilidade da parte dos empregados que, naturalmente, não têm poder de reivindicação face aos patrões.
A razão para o “papeles para todos” é tentar fortalecer a parte dos imigrantes concedendo-lhes um estatuto e direitos que eles, actualmente, não usufruem.
Contudo, o ciclo não se quebra pois por cada imigrante que seja legalizado outro, ilegal, entra no mercado de trabalho. Afinal de contas, é esta situação de ilegalidade que beneficia o patronato.

De momento, apenas a aplicação de sanções pesadas pode inverter a situação, mas penso que politica e economicamente não interessa aplicar a legislação já existente. Afinal, quem manda nisto só tem a beneficiar com os ilegais.

Comentar por pippohispano

Pepin, em Portugal sucede o mesmo, os sindicatos também estão na linha da frente no apoio à imigração, a par de outros sectores como os partidos políticos (particularmente de esquerda e extrema-esquerda, imbuidos pelo dogmatismo internacionalista uns e outros pelo mero cálculo eleitoralista), e mesmo a igreja católica, que mergulhou de novo no universalismo e está desesperada na corrida com o Islão pela conversão de novos crentes.

Pippohispano, o seu raciocínio está correcto. A imigração ilegal, e não somente ilegal, representa uma espécie de “gruta de Ali Babá” para o patronato empresarial, neste caso múltiplos “40 ladrões”.

É óbvio que os sindicatos, bem como outros sectores que referi na resposta a Pepin, até em certa, pequen, medida podem obedecer ao nobre propósito de granjear melhores condições de vida aos imigrantes, sendo porém inexplicável que a concessão do direito de residência implique igualmente a possível naturalização e, consequentemente, o direito de voto. Ora isto levanta a questão; se os imigrantes ascendem à condição de portugueses e com direito a decidir através da eleições o destino político da nação, estarão eles também obrigados a defender o país em caso de conflçito bélico? Poderão eles ingressar nas forças policiais? Outras questões se levantam, mas deixemo-las para uma outra oportunidade.

A verdade é uma e só uma nesta questão; a entrada de mão-de-obra imigrante representa tão somente a pauperização dos trabalhadores portugueses, no sentido em que enfraquece o seu poder de reivindicação e por conseguinte a inevitável diminuição do seu poder de compra e do seu capital acumulado.

Comentar por arqueofuturista

De norar que os sindicatos, tanto espanhóis como portugueses, já falam da utilização da imigração enquanto arma adicional no capital… Tanto as CC.OO. como a CGTP (ambas geralmente ligadas aos PC’s de ambos os países) já o admitiram:

http://www.minutodigital.com/noticias2/3954.htm
” CC.OO. reconoce que sobran inmigrantes

Los sindicatos, según La Vanguardia, se inclinan mayoritariamente por afirmar que la nueva inmigración provoca una reducción de los salarios y mantiene el empleo en situación de precariedad.”

http://www.pcp.pt/avante/20010329/426h2.html
“Outra coisa que [nós a CGTP] detectamos é que há uma tentativa de perpetuar este modelo também através da vinda em massa de imigrantes. Quando não se aplica a legislação nem o contrato colectivo de trabalho, quando se utiliza mão-de-obra clandestina, quando se obriga o trabalhador a ter jornadas de trabalho enormes está-se a tentar perpetuar a situação.”

O que acontece é de facto o que o Arqueofuturista mencionou: existe uma tradição de internacionalismo que serve de auto-censura – e atenção que acho que o internaconalismo em si é importante – e também obviamente a “necessidade” ne não parecer racista ou xenófobo. Adicionalmente, e de forma mais cínica, poderá haver uma tentativa de criar “novos eleitores” através de nacionalidades dadas de forma administrativa, mas creio que são as condicionantes pessoais as mais fortes… não querer colocar as culpas nos imigrantes é algo propositado, até porque a criação de bodes expiatórios seria uma solução demasiado atractiva.

Comentar por oestreminis

Excelente texto, equilibrado e por uma vez sem sombra dos muçulmanos da discórdia. Não podia estar mais de acordo com o teor.

Comentar por Alvaro Fernandes

Caro Álvaro, eu não sonho com islâmicos, não os vejo em toda a parte, não os acho mais ou menos detestáveis que outros crentes fanatizados no seu dogma. Felizmente nem tudo se resume à sua pérfida loucura bombista e conquistadora da Europa. Também temos no nosso solo quem se comporte de modo igualmente vil para quem o deus dinheiro não conhece identidades ou singularidades etno-culturais.

Um abraço e a ver se falamos um dia destes.

Comentar por arqueofuturista

Num futuro prximo com o começo das obras do novo aeroporto de Lisboa. as novas travessias do rio tejo Lisboa -margem sul e a construçao de novas linhas e estaçoes para o comboio de alta veloçidade.Os impreiteiros avidos de possiveis grandes lucros,vao preçizar de nova mao de obra barata. E essa mao obra barata vai vir do continente africano alguma talvez do Brasil ou seija da CPLP.Quando eles ja estiverem em Portugal vao pedir o reagrupamento familiar aumentando assim mais a imigraçao para Portugal poderei estar enganado mas duvido, mas o futuro o vai dizer.

Comentar por Paulo Silva




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