O amor ao próximo e o declínio da Europa
Junho 27, 2007, 9:13 pm
Filed under: Fala Guillaume Faye

O declínio da Europa (e de qualquer civilização) chegou no dia em que o verbo “amar” adquiriu uma espécie de força insu­stentável, desarmante, metafísica.  

Deleitar-se no amor, cegar-se numa paixão, é reagir como um cão que segue o mestre, mesmo o mais cruel. O homem livre um é possuído indiferente. O cristianismo é responsável por esta desvirilização dos Europeus, pelo seu preceito neo-testamentário de perdão generalizado e da confusão entre o “próximo” com o “outro”, seja ele quem for, o Homem anónimo, acabado de chegar. Esta filosofia não era a do cristianismo medieval evidentemente paganizado; mas, hoje, as coisas mudaram e o universalismo caritativo, na linhagem do protestantismo, domina em pleno. 

Guillaume Faye, Avant-guerre, 2002



Selecção Nacional?
Junho 22, 2007, 9:44 am
Filed under: Em foco



Identidade
Junho 21, 2007, 10:25 pm
Filed under: Europa, Raízes

Por Pierre Krebs

Do que se trata exactamente: de um mito, de um gosto, de uma fantasia? Esta palavra que reconcília os contrários (o idêntico e o distinto) designa na realidade um instinto. Foi sobretudo desde que a etologia moderna estabeleceu a disposição inata do homem em se identificar com os indivíduos que se lhe assemelham que melhor se compreendeu porque os povos provam essa necessidade instintiva de viverem ao seu próprio ritmo, no interior de uma herança cultural bem demarcada de todas as outras. 

Mas o que ciência compreendeu, a vulgata igualitária prefer ignorar ou negar. Enredada nos seus fantasmas, ela continua a pretender que a consciência identitária elaboraria muralhas insuperáveis entre povos apreendidos por uma angústia recíproca das suas diferenças. A realidade desmente estes inépcias. Com efeito, tal como o indivíduo personalizado que se demarca da massa circundante não se coloca, todavia, à parte da sociedade, antes enriquecendo-a com as suas diferenças, também um povo consciente da sua especificidade não se afasta do género humano, pelo contrário, aproxima-se cada vez que faz dom da sua singularidade e dos seus particularismos. 

Isto é algo natural: quanto mais um povo toma consciência da sua especificidade, mais refina as suas diferenças e maior for a sua abertura para o mundo também mais possibilidades de beneficiar o outro existem. Quanto mais um povo toma consciência da sua especificidade melhor se posiciona para se abrir ao mundo e assim fazer dom aos outros povos da sua singularidade e das suas diferenças. Quanto mais um povo é sensível à diversidade que o envolve, quanto mais se revela hábil a apreender e a apreciar nas suas mais pequenas matizes aquilo que lhe é estranho, aquilo que não lhe pertence. Quanto mais um povo se mostra interessado nas suas diferenças mais propenso ele está a tolerar as dos outros, na medida em que somente quando se está atento a si mesmo é que se está na disposição de  mostrar-se respeitoso dos outros.  Continuar a ler



Uma questão de princípios
Junho 18, 2007, 9:36 pm
Filed under: Sem categoria

                           



A ecologia como superação da fractura direita-esquerda (parte II)
Junho 16, 2007, 5:05 pm
Filed under: Em foco

por Miguel Ângelo Jardim 

O surgimento de partidos políticos “Verdes” representa uma viragem essencial na ecologia política.

Na Alemanha a presença dos “Grünen” é significativa em termos eleitorais, sobretudo a partir dos anos 80. A sua contribuição para o debate e luta política deve-se em grande parte ao activismo antimilitarista e às posições pacifistas e muito menos à militância ecológica e ambientalista.
O carácter ambiguo desta postura reflectiu-se de imediato na eclosão de facções internas, uma mais “fundamentalista”, a outra mais pragmática, debruçada sobre os problemas económico-sociais. Assim, não é de admirar que mais tarde tenha aparecido o Partido Democrático Ecologista (ODP) liderado por Herbert Gruhl.
Continuar a ler



O Etnocentrismo definido por Guillaume Faye
Junho 13, 2007, 10:19 pm
Filed under: Fala Guillaume Faye

Etnocentrismo 

Convicção mobilizadora, própria dos povos que perduram na história, que define a etnia à qual se pertence como um eixo central e superior, devendo-se para tal conservar a sua identidade étnica a fim de se perpétuar na história.  

Verdade ou falso “objectivamente”, pouco importa: o etnocentrismo é a condição psicológica da sobrevivência de um povo (ou mesmo de uma nação) na história. Esta última não é o campo da objectividade intelectual, mas o da vontade de poder, da competicão e da selecção. Vaticinações escolásticas para saber se “a superioridade em si existe ou não existe” são totalmente irrelevantes. A convicção íntima de ser superior e de estar no seu direito inerente é indispensável à acção e ao sucesso na luta pela sobrevivência.

Retirado de Pourquoi nous combattons. Manifeste de la résistance européenne, L’Æncre, 2001



A ecologia como superação da fractura direita-esquerda (parte I)
Junho 11, 2007, 10:18 am
Filed under: Em foco

por Miguel Ângelo Jardim
 

Em 1970 Castoriadis escrevia que a ecologia é essencialmente política, não é “científica”.

Tal afirmação está na origem de uma contestação de princípio. Definida em termos gerais a ecologia tem como objecto o estudo, a defesa e preservação da natureza e dos ecossistemas.

Neste âmbito ela remonta ao século XIX com a contribuição decisiva e fundadora do biólogo alemão Ernest Haeckel. A seu tempo enriquecida por outras áreas do conhecimento científico: biologia, geografia humana e física, botânica e zoologia e mais recentemente a etologia. Figuras salientes como Alexander von Humboldt, Charles Darwin, A.Wallace, Modicus, E.Suess, Vladimir Ivanovici, entre outros, alargaram o conceito, estabelecendo pontes e ligações numa interdisciplinaridade ainda hoje funcional e actuante.
Continuar a ler