A resistência identitária em terras del Cid
Maio 31, 2007, 9:44 pm
Filed under: Em foco, Ligações Amigas, Resistência & Reconquista

              

E-zine produzido pela Asamblea Identitaria, uma recém criada comunidade militante dedicada à identidade dos povos e ao combate social, Oppidum é uma publicação para imprimir e a ler com atenção, pois o futuro passa por aqui!



Impressões desde Constantinopla (Istambul) 4ª e última parte
Maio 27, 2007, 11:11 am
Filed under: Em foco

Por Miguel Ângelo Jardim   Na sua fenotopia os Turcos assemelham-se a qualquer outro povo da bacia do Mediterrâneo, não obstante ter visto muitas pessoas de olhos claros, verdes e azuis, e com cabelo louro.
A maior parte das mulheres cobre os cabelos com lenço islâmico, de estilo turco, mas também vêem-se muitas vestidas de acordo com os padrôes da moda ocidental. A maioria dos restaurantes ainda serve bebidas alcóolicas, ainda que Erdogan e o seu governo islâmico tenham tentado proibir o seu consumo. Um simbólico registo: não existem mulheres ou raparigas trabalhando nos restaurantes e cafés, salvo algumas excepções.
Não é, afinal, a Turquia um país muçulmano?
E a pergunta é inevitavel: será a Turquia um país Europeu?
Não mudei de opinião. A minha resposta vai pela negativa. É, em muitos aspectos, uma nação moderna, sobretudo quando falamos dos grandes centros urbanos, dispondo de uma elite económica, social e cultural com olhos postos na União Europeia, todavia ancorada numa encruzilhada, entre o Kemalismo, pan-turco, nacionalista, e a crescente influência islâmica, com raízes no Médio-Oriente. Duas visões incompatíveis com o modelo Europeu ocidental. Em ambos os casos, kemalismo e islamismo, são excluídos os direitos culturais e políticos das minorias históricas e autoctones da Ásia Menor: Gregos, Arménios, Curdos, Assírios (não confundir com os actuais Sírios), Alevis (grupo religioso herético segundo os muçulmanos), Árabes de Alexandreta.
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Não te limites a ler a história…
Maio 22, 2007, 6:07 pm
Filed under: Raízes, Resistência & Reconquista

    



O burguês
Maio 20, 2007, 9:43 pm
Filed under: Em foco

Hermann Hesse in “O Lobo da Estepe

O “burguês”, como um estado sempre presente da vida humana, não é outra coisa senão a tentativa de uma transigência, a tentativa de um equilibrado meio-termo entre os inumeráveis extremos e pares de opostos da conduta humana. Tomemos, por exemplo, qualquer dessas dualidades, como o santo e o libertino, e a nossa comparação se esclarecerá em seguida. O homem tem a possibilidade de entregar-se por completo ao espiritual, à tentativa de aproximar-se de Deus, ao ideal de santidade. Também tem, por outro lado, a possibilidade de entregar-se inteiramente à vida dos instintos, aos anseios da carne, e dirigir seus esforços no sentido de satisfazer os seus prazeres momentâneos. Um dos caminhos conduz à santidade, ao martírio do espírito, à entrega a Deus. O outro caminho conduz à libertinagem, ao martírio da carne, à entrega, à corrupção. O burguês tentará caminhar entre ambos, no meio do caminho. Nunca se entregará nem se abandonará à embriaguez ou ao ascetismo; nunca será mártir nem consentirá a sua destruição, mas, ao contrário, o seu ideal não é a entrega, mas a conservação de seu eu, o seu esforço não significa nem santidade nem libertinagem, o absoluto é lhe insuportável, quer certamente servir a Deus, mas também entregar-se ao êxtase, quer ser virtuoso, mas quer igualmente passar bem e viver comodamente sobre a terra. Continuar a ler



Impressões desde Constantinopla (Istambul) 3ª parte
Maio 16, 2007, 4:48 pm
Filed under: Em foco

Por Miguel Ângelo Jardim 

O momento culminante, pelo menos para mim, foi a celebração do Domingo de Páscoa na Igreja Gregoriana Ortodoxa Arménia (monofisita)(1), situada num bairro popular, onde se localizam a maioria das Igrejas Cristãs. Durante o percurso visitamos por alguns instantes uma simpática e acolhedora Igreja Evangélica (protestante). A ideia de concentrar os templos cristãos numa zona específica resulta da política concebida pela ideologia do Império Otomano, em plena conformidade com a teologia islâmica e a sharia (lei islâmica), segundo a qual os cristãos sendo considerados como um dos povos do livro (Bíblia), o outro e o judeu, viviam sob o estatuto de “dhimmis“, ou seja, dispondo de direitos restritos e de liberdade vigiada, habitando zonas confinadas da cidade (medina). Por outro lado, o império Otomano elaborou a teoria de “millet” (comunidade etno-nacional), segundo esta cada povo possuía uma limitada autonomia cultural e religiosa. Falamos de “guetos”?
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A Causa dos povos?
Maio 14, 2007, 4:21 pm
Filed under: Fala Guillaume Faye

Guillaume Faye, revista “Terre et Peuple” nº18

A «causa dos povos» [do GRECE] é um slogan ambíguo. Foi inicialmente concebido num espírito politeísta para defender a heterogeneidade etnocultural mas desde então tem sido reclamado por ideologias igualitaristas e defensoras dos direitos humanos que enquanto exaltam uma ordem mundial utópica tentam culpabilizar os europeus por terem vitimado o terceiro mundo.  

Falhanço de uma estratégia 

Quando os identitários [do estilo do GRECE] tomaram a defesa da «causa dos povos» no início da década de 80, fizeram-no em nome do etnopluralismo. Esta causa, contudo, era pouco mais que uma artimanha retórica para justificar o direito dos povos europeus a preservarem a sua identidade num sistema mundial que pretendia transformar toda a gente em “americanos”. Ao resistir às forças de descaracterização cultural era esperado que os europeus, tal como os cidadãos do terceiro mundo, mantivessem o direito à sua diferença, fazendo-o sem terem de sofrer a acusação de racismo. Como tal o slogan assumia que toda a gente, inclusive os brancos, possuíam esse direito. No entanto assim que este argumento foi utilizado o cosmopolita Taguieff [um académico sobre a extrema-direita], começou a referir-se a ele como «racismo diferencialista» [no sentido em que a diferença cultural e não a cor da pele se tornava o critério de exclusão].

Em retrospectiva, a estratégia da «nova direita» parece uma completa invenção, pois a «causa dos povos», o «direito à diferença», e o etnopluralismo foram todos virados contra os identitários. Mais, é irrelevante para a presente condição da Europa, ameaçada que está por uma invasão massiva de não europeus e por um Islão conquistador ajudados pelas nossas elites etnomasoquistas.

Reclamado pela ideologia dominante, voltado contra os identitários e tangencial aos problemas correntes, a estratégia etnopluralista do GRECE é um desastre metapolítico. Também mantém algo do antigo preconceito marxista, esquerdista-cristão acerca da “exploração” europeia do terceiro mundo. Como Bernard Lugan [africanista francês] mostra em relação à África negra, este preconceito é baseado em pouco mais que ignorância económica. A «causa dos povos» é no entanto associada com um altruísmo de tipo cristão que culpabiliza a nossa civilização, acusando-a de ter destruído todas as outras e fá-lo no exacto momento em que estes estão ocupados a preparar a destruição da nossa própria civilização.

O «direito à diferença»… qual direito? Não tivemos já demasiadas choramingueiras Kantianas [acerca dos direitos abstractos]. Existe apenas uma capacidade para ser diferente. No processo selectivo da História e da vida, toda a gente tem de sobreviver por si. Não existem protectores benevolentes. Este direito de sobrevivência, ainda mais, parece estar reservado a toda a gente menos aos europeus que, em nome do multiculturalismo ou de qualquer outra moda cosmopolita estão condenados a esquecerem a sua própria identidade biológica e cultural.

Este slogan tem outro perigo: ameaça degenerar numa doutrina, um comunitarismo étnico, sancionando a existência de enclaves não europeus nas nossas próprias terras, já que prevê na Europa comunidades de estrangeiros, particularmente muçulmanas que por óbvias razões demográficas terão um papel cada vez mais decisivo nas nossas vidas. Esta afronta à nossa identidade é acompanhada por argumentos sofistas que ridicularizam a “fantasia” de uma possível reconquista branca. Neste espírito é-nos dito que teremos de conviver com uma Europa multiracial, mas eu recuso viver assim, nem estou preparado para me retrair perante um alegado determinismo histórico cujo objectivo é transformar a Europa numa colónia do terceiro mundo.   Continuar a ler



Rock Identitário
Maio 11, 2007, 8:23 pm
Filed under: Em foco

   



Dia da Europa
Maio 9, 2007, 9:27 pm
Filed under: Europa

 

O dia 9 de Maio foi institucionalmente promulgado pela União Europeia como o Dia da Europa, gesto de louvar mas o qual não é isento de coincidência com o término da II Guerra Mundial no já longínquo ano de 1945. Se essa data marca indelevelmente a derrota da Europa pelo desmoronamento da hegemonia global de que era detentora anteriormente ao dealbar do conflito, bem como o seu consequente espartilhamento pela tenaz americano-soviética, a verdade é que volvidos 62 anos não faz qualquer sentido persistir num anacrónico e míope ajuste de contas com o passado que hodiernamente apenas é conducente ao acirrar de indesejáveis ódios intra-europeus, em nada benéficos para a edificação do necessário Bloco Europeu.

Se não nos podemos rever, por antinomia ideológica, no presente projecto europeu com sede em Bruxelas, no qual o primado economicista impera sobre tudo o demais e olvida as especificidades etno-culturais que compõem a família europeia, também não deixamos de olhar com relativa esperança para esta UE como sendo um veículo para uma certa unificação técnica, económica e legal, à medida que vamos esquecendo certas rivalidades originadas por patriotismos excessivos e ridículos que nos levaram a tantas guerras civis entre europeus.(1) Continuar a ler



RádioEsparta, um compromisso identitário em terras de Espanha
Maio 7, 2007, 9:20 pm
Filed under: Ligações Amigas

  

Trabajar por la necesidad política de la defensa étnica, ya sea a través de las propuestas etnoregionales, ya sea a través de los compromisos etnoculturales, puesto que debemos tener claro que el combate por la preservación de nuestras identidades es por desgracia una de las pocas alternativas políticas que podemos defender.

No obstante es necesario subrayar, matizar de la manera más clara posible, que la identidad no muere. Frente al negativismo, a lo que podemos llamar nihilismo identitario, hay que difundir y trabajar en la concienciación de que la identidad no esta muerta, sino dormida, puede que en términos médicos podamos decir que se encuentra en coma, por diversas “enfermedades”, pero no muerta.



Impressões desde Constantinopla (Istambul) 2ª parte
Maio 5, 2007, 11:15 am
Filed under: Em foco

Passada a primeira noite instalamo-nos numa simpática unidade hoteleira a um preço módico de vinte euros por pessoa. Do terraço, onde tomávamos o pequeno-almoço, usufruíamos de uma perspectiva soberba sobre o Bósforo. Cerca do hotel, e para meu gáudio, um conjunto de editoras e livrarias, uma delas de cariz islâmica, radical e proselitista, espelho da qualidade da edição, de figurino germânico, e da rica variedade de títulos, originais ou traduzidos, do universo editorial Turco. Uma surpresa, pela positiva!

Em três dias e meio visitou-se e conheceu-se o que nos foi possível naquele limitado espaço de tempo. Devo salientar o maravilhoso templo de Santa Sofia, hoje transformado em Museu por iniciativa e intervenção de Mustafa Kemal AtaturK (pai dos turcos). Durante o período do império Otomano foi sempre uma mesquita. Uma nota curiosa: na Turquia e por pressão do nacionalismo laicista, não se utiliza o termo mesquita, de origem árabe, mas antes a palavra turca, cami.

Os arquitectos de Santa Sofia foram os Gregos Anthenius de Tralles, hoje a cidade turca de Aydin, era matemático e arquitecto, e Isidoros de Mileto. Mandada construir pelo Imperador Justiniano, os materiais, com realce para os magníficos mármores, foram trazidos de todos os países do Mediterrâneo e das famosas pedreiras do interior da Anatólia. Milhares de operários e centenas de mestres trabalharam na sua edificação. Na sua concepção arquitectónica é considerada e descrita como uma Basílica (enorme e imponente) de três naves com cúpula, a primeira no seu género. Os simbólicos e maravilhosos mosaicos, os que ficaram do rasto de destruição, representam a iconografia Bizantino-ortodoxa, com alusões à história do Cristianismo.
A Obra…Para visitar, contemplar e reflectir!  
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O que deve a Europa ao islão?
Maio 2, 2007, 9:39 pm
Filed under: Em foco, Europa, Resistência & Reconquista

A ideia cada vez mais frequentemente admitida, e mesmo ensinada nas escolas, é que a Europa muito deve ao Islão no que concerne ao contributo deste nas ciências, nas artes e na cultura. A César o que é de César!  Vejamos algumas descobertas normalmente atribuídas ao Islão:
 

Matemáticos Árabes

As bases fundamentais das matemáticas modernas foram estabelecidas, não há centenas, mas milhares de anos antes do surgimento do Islão, pelos Assírios, Babilónios e Gregos que já conheciam o conceito de zero, o Teorema de Pitágoras, bem como numerosos outros desenvolvimentos nesta ciência. Por outra parte, a matemática indiana manifesta-se brilhantemente a partir do século V com Aryabhata, o primeiro grande matemático e astrónomo indiano e aparece independente da dos gregos. Outro matemático indiano, Brahmagupta, é sem dúvida o primeiro, em cálculos comerciais, a usar os números negativos. Emprega os números decimais (grafismo muito próximo dos nossos números actuais ditos “árabes”) e principalmente o zero, cujo aparecimento foi um passo gigante na álgebra.

A Índia sofrerá as invasões muçulmanas e os árabes adoptarão os trabalhos dos matemáticos indianos. Foi assim que os muçulmanos se apropriaram destes trabalhos indianos em matemática, sendo transmitidos pelos Árabes (Mouros) aquando das suas invasões na Península Ibérica. Continuar a ler