Considerações necessárias sobre o nacionalismo basco (euskaldun), 6ª parte
Abril 7, 2007, 10:42 am
Filed under: Em foco, Europa

Sobre o Euskera. 

Por desconhecimento das mínimas regras da linguística ou por obtusa e sectária arrogância, se pode escrever que o Euskera  não é uma língua! Não se deve falar ou escrever do que não se sabe… Seria o mesmo que dizer que o alemão ou o italiano, idiomas fixados a partir de alguns dialectos, entre muitos, também não teriam o direito ao estatuto de línguas literárias e de cultura. Um absurdo! Aliás, todas as línguas Europeias resultaram da osmose criadora e docompromisso  entre a linguagem popular e a decisão unificadora de académicos, gramatólogos, e linguístas.

Não é aqui ocasião para me debruçar exaustivamente sobre a complexidade e a riqueza lexical do Euskera, deixarei apenas algumas notas reveladoras a propósito da originalidade desse idioma. O Euskera permanece inclassificável em termos de famílias e de grupos linguísticos. É talvez a única língua do mundo completamente isolada, não tendo parentesco com nenhuma outra. Avançaram-se hipóteses de associação com o Georgiano e outras línguas do Cáucaso, recorde-se que o nome antigo para a região da Geórgia era de Iberia. Outros tentaram encontrar similitudes com línguas Berberes (Tamazeght), outros ainda, numa viagem de fantasia, com a língua dos Ainu, habitantes originários do Japão (Hokaido). Incursões infrutíferas, pois o Euskera, Euskara para os Bascos, continua solitário na sua singular complexidade.Mais ou menos consensual é o facto de se saber que  o euskera pertence às línguas Ibéricas pré-românicas, tese de Guilherme Humboldt, sendo a única que resistiu à romanização e às influências do árabe. Continuar a ler