Impressões desde Constantinopla (Istambul) 1ª parte
Abril 28, 2007, 11:27 am
Filed under: Em foco

Por Miguel Ângelo Jardim

Percorrida uma Bulgária desertificada, pontilhada, aqui e ali, por aldeias fantasmas, com estradas muito piores do que as romenas, provavelmente uma ideia precipitada, eis-nos chegados, de madrugada, à fronteira com a Turquia. Na parte Búlgara a surpresa na expressão do guarda fronteiriço ao mirar, talvez à primeira oportunidade, passaportes lusitanos. Verificação rápida e simples, não nos olvidemos que desde Janeiro do corrente ano a Bulgária integra a União Europeia. Já na zona Turca três controles sucessivos, guardas sérios, hirtos, mas cordiais.
Um episódio anedótico: um dos funcionários turcos ao contemplar a fotografia de expressão alucinada do meu companheiro de viagem sorriu abertamente, perguntando se o meu amigo sabia para onde viajava… Só compreenderiam o motivo de tal indagação se vissem a fotografia! É bem certo que naquela remota fronteira terrestre os Portugueses são uma espécie rara!

Passada a ultima inspecção deparámo-nos, de imediato, com uma gigantesca bandeira turca e uma não menos imponente mesquita. A consciência de que estávamos noutro mundo, noutra atmosfera civilizacional…   Continuar a ler



Contra o jacobinismo, pela Europa federal
Abril 25, 2007, 10:52 am
Filed under: Europa

Alain de Benoist e Charles Champetier Manifesto: A Nova Direita do ano 2000 

A primeira guerra dos Trinta anos, concluída pelos tratados de Westefália, marcou a consagração do Estado-nação como modo dominante da organização política. A segunda guerra dos Trinta anos (1914-45) assinalou pelo contrário o início da sua desagregação. O Estado-nação, procedente da monarquia absoluta e do jacobinismo revolucionário, é doravante demasiado grande para gerir os pequenos problemas e demasiado pequeno para enfrentar os grandes. Num planeta mundializado, o futuro pertence aos grandes conjuntos civilizacionais capazes de se organizarem em espaços auto-centrados e de se dotarem da necessária potência para se opôrem à influência dos outros. Face aos Estados Unidos e às novas civilizações emergentes, a Europa é assim chamada a construir-se sobre uma base federal, reconhecendo a autonomia de todos os seus componentes e organizando a cooperação das regiões e das nações que a compõem. A civilização europeia far-se-á pela adição, e não pela negação, das suas culturas históricas, permitindo desse modo a todos os habitantes retomar plenamente consciência das suas raízes comuns. O princípio de subsidiariedade deve ser a chave mestra: a todos os níveis, a autoridade inferior não delega o seu poder à autoridade superior senão nos domínios que escapam à sua competência.

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O novo totalitarismo bate à porta
Abril 21, 2007, 7:08 pm
Filed under: Em foco

A punição da delinquência e da marginalidade são dever e obrigação de todo estado de direito que se preze. A violência e toda a actividade à margem da lei devem ser denunciadas, reprimidas e punidas, não é isso que está aqui em questão. Infelizmente o domínio do politicamente correcto, munido de um espírito inquisitorial, identificado às mil maravilhas com uma “esquerda” (!!) de vocação totalitária, cúmplice de um capitalismo selvagem, de cores neoliberais, confunde o legítimo direito à liberdade de expressão e ao exercício pacífico das mais amplas liberdades democráticas, com actividades violentas, ilegais e marginais.

Uma confusão que serve e funciona como uma escusa para reprimir e oprimir quem ousa pensar diferente! Estranha forma de conceber e viver a democracia!
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Porque…
Abril 19, 2007, 10:05 pm
Filed under: Resistência & Reconquista

       



Considerações necessárias sobre o nacionalismo basco (euskaldun), 7ª parte
Abril 19, 2007, 9:53 pm
Filed under: Em foco, Europa

Conclusões 

Tão nocivo para a construção da unidade europeia é o micro-nacionalismo Basco como é o nacionalismo jacobino estatocrático e centralista, ambos enfermam da mesma tara exclusivista e xenófoba (anti-europeísta). No primeiro caso, o basco, não leva em consideração as transformações operadas na segunda metade do século XX: a vertiginosa ascensão do capitalismo global, a complexidade das redes de informação e comunicação, a geopolítica, a fragilidade das economias de pequena escala. No segundo caso, o nacionalismo de índole jacobina, a evidente extinção das soberanias perante o poder das empresas multinacionais e transnacionais, o desprezo e a ignorância pelas realidades nacionais e linguísticas das pátrias carnais (bascos, bretões, corsos, alsacianos, escoceses, catalães, galeses, galegos, etc.) alojadas no quadro dos estados históricos.

É bem claro que estes dois modelos não oferecem respostas aos desafios colocados pela globalização e pelo mundialismo. A única soberania possível só poderá ser exercida em grandes espaços geopolíticos, cullturais, económicos e civilizacionais, dotados de homogeneidade etno-civilizacional. A implosão de micro-nacionalismos de carácter territorial só contribui para a divisão  do conjunto Europeu, enfraquece e rompe as defesas do nosso continente perante a avalanche dos nossos adversários e inimigos.

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A Suástica e as suas variantes no Norte de Portugal, desde a Pré-História até à actualidade
Abril 16, 2007, 8:03 pm
Filed under: Raízes

Trabalho realizado por dois jovens arqueólogos para uma exposição organizada pela Sociedade Martins Sarmento no ano de 1997, e cujo espólio referido neste trabalho faz parte do rico património da mencionada instituição, a qual merece incondicional apoio e não menos merecida visita ao seu museu.

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De todos os símbolos que surgem em vestígios arqueológicos, a suástica é, sem dúvida, o que mais variantes apresenta, sendo, muito provavelmente, aquele cuja sobrevivência se tem mostrado mais persistente. Datando, pelo menos, desde os finais do VI milénio a.C., ainda hoje é utilizado com carácter simbólico-religioso no Oriente, estando também presente na etnografia ocidental, geralmente com valor decorativo, excepto alguns casos em que ainda revela um certo carácter de protecção.

Muitos autores do século passado apresentaram teorias quanto ao significado deste símbolo, havendo as mais diversas interpretações: imagem do deus supremo, símbolo solar, representação do raio/relâmpago, união do sexo masculino e feminino, símbolo do fogo, representação figurada da água, etc.

Com o advento de certas correntes filosofico-políticas que culminaram no nazismo, e a adopção da suástica pelo Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães, o interesse por este símbolo diminuiu, ficando praticamente limitado à esfera de influência alemã (salvo raras excepções). Depois da II Guerra Mundial, e em sequência das conotações políticas negativas que a suástica passou a ter, algumas publicações atribuem a denominação de “decorações” a suásticas presentes em vestígios arqueológicos, arredando- as do campo simbólico.

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Ergue-te!
Abril 12, 2007, 10:35 pm
Filed under: Resistência & Reconquista