Considerações necessárias sobre o nacionalismo basco (euskaldun), 5ª parte
Março 30, 2007, 9:44 am
Filed under: Em foco, Europa

Da  primeira VI Assembleia, realizada no verão de 197O, em Baiona (Bayonne, França) as divergências agudizam-se entre os militaristas, partidários incondicionais da luta armada, e os político-militares, de tendência “obreirista”, apegados ao marxismo mais ortodoxo. Esta última é maioritária, o que provoca  uma reacção do sector militarista, minoritário. A primeira passa a denominar-se ETA Assembleia VI (Iraultza Ala Hil – revolução ou morte) e a segunda, ETA Assembleia V (Askatasuna Ala Hil – liberdade ou morte). No entanto, ainda que representasse a minoria, a ETA V deteve o aparelho logístico e militar da organização. Mais tarde, em 1973, a ETA VI desagrega-se e a maioria dos seus membros acaba por integrar movimentos comunistas de linha dura e ortodoxa: Liga Comunista Revolucionária, Organização Revolucionnária dos Trabalhadores. Os outros regressam naturalmente à ETA V.

Na segunda sessão da VI Assembleia, realizada em 1973,verifica-se mais uma cisão, originada, em parte, pelo atentado cometido contra o primeiro-ministro Carrero Blanco, operação efectuada unilateramente pelos “milis”. O grupo obreirista abandona e funda o Partido Revolucionário dos Trabalhadores Bascos. O resultado de toda esta polémica ideológica, com repercursões na estratégia, foi o surgimento da ETA-Militar e da ETA Político-Militar. A transição para o regime de democracia-liberal, nos Anos 76, 77, 78, vem encontrar duas estruturas da ETA. A político-militar apoia a fundação de um partido político legal com o nome de “Euskal Iraultzarako Alderdia” (Partido para a Revolução Basca) e a outra, a militar, permanece irredutível nas suas posições extremistas e radicais.

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