Considerações necessárias sobre o nacionalismo basco (euskaldun)
Março 16, 2007, 7:10 pm
Filed under: Em foco, Europa

Uma acalorada polémica, com tudo o que de bom e negativo é inerente às questões que movem paixões e mexem com sentimentos, tem tido lugar em blogues e fóruns vários. Despoletada a celeuma a partir do blog «O Sexo do Anjos» com o postal a ser lido aqui e que tem por objecto a chamada “Questão basca”, problemática por si só demasiado complexa para ser alvo de uma abordagem leviana, que não somente espelha uma visão redutora e maniqueísta da referida matéria, como também o espírito em larga medida jacobino do seu autor, com toda a certeza pouco sensível no que à preservação das especificiadades identitárias dos povos concerne.

Miguel Ângelo Jardim (o por demais conhecido das lides internéticas Miazuria) presenteia-nos desta feita com a 1ª parte de um artigo mais vasto e que visa “colocar os pontos nos i’s” sobre esta mesma questão, tão discutida mas tão pouco conhecida.

            ——————————————————————————

Já se sabe da muita ignorância que por aí grassa, mas quando esta se Abraça à má-fé e ao mais primário preconceito ideológico a singela correcção é exigida. Vem isto a propósito de algumas interrogações suscitadas em torno da legitimidade existencial do nacionalismo basco, parecendo-me que alguns ainda se confundem na malha das suas incoerentes cogitações.   

Sugere-nos a antropologia (José Maria Barandiarán, Larramendi), a linguística (Koldo Mitxelena, Friederich Von Humboldt e Van Eys) e a história (Francisco Letamendia, Garcia de Cortazar) que a nação(1) basca (Euskadi ou Euskal-Herria) identificada por um povo singular, com uma língua original, habitante de um território bem definido (Biskaya, Guipúzkoa, Araba ou Álava, Navarra ou Nafarroa, Labourde, Baixa-Navarra e Soule) existe desde a antiguidade. 

O nacionalismo basco fixa a sua memória mais recente na continuidade etno-cultural e linguística dos bascos (euskaldunak).  De outra parte, os forais, garantia da autonomia histórica e dos direitos locais do povo basco foram sempre uma referência política para aqueles que legitimamente reivindicaram e reivindicam o direito à autodeterminação. Mas sublinhe-se que as primeiras referências ao nacionalismo basco conhecem-se pela obra do escritor basco de Soule, Augustín Chaho, especialista em línguas orientais, hindólogo e profundo conhecedor do euskera, no volume editado em 1836, “Viajes por Navarra durante la insurrección de los vascos“. Humboldt, linguísta e politico alemão do século XIX, também nos fala explicitamente da existência da Nação Basca. Recorde-se ainda que o movimento Carlista atingiu a sua maior popularidade no País Basco e em Navarra porque precisamente pretendeu restabelecer os forais(fueros). Mais tarde, no século XIX, os forais, registo da especificade basca, “Deus e os Forais” (Jaungoikoa eta Fornak) servem de fundamento ideológico a Sabino Arana Goiri que os reinterpreta falando de “Deus e as Antigas Leis”(Jaungoikoa eta lege zarrak). Com o findar da terceira guerra Carlista, o político Cánovas del Castillo, da segunda metade do século XIX, derroga definitivamente os forais há muito atribuídos ao País Basco. Com a fundação do Partido Nacionalista Vasco (Euzko Alderdi Jeltzalea),em 31 de Julho de 1895, o nacionalismo Basco de uma certa forma institucioanaliza-se.  

Já no século XX e até aos dias de hoje o Partido Nacionalista Basco assume-se como a maior força política de Euzkadi. É um partido de centro-direita, albergando diferentes tendências, sendo predominante a democrata-cristã. Ao longo da sua história as cisões mais significativas ocorreram em 1930 com a “Acção Nacionalista Basca” (Eusko Abertsale Akintza), “Ekin”, nos anos 50, que significa actuar ou agir em euskera, e que  posteriormente deu origem à ETA, (Euskadi Ta Askatasuna), “Pátria Basca e Liberdade” e mais recentemente, em 1986, com a Solidariedade Basca (Eusko Alkartasuna). Uma curiosidade da sua organização interna são os “Batzoki” (Lugar Unido), centros sociais com múltiplas actividades e que funcionam como centros do partido mas que não se limitam a essa função. 


37 comentários so far
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Uma muito boa resenha histórica esta 1a parte do texto do nosso amigo Miguel.

Comentar por social-patriota

Partido de centro- direita, albergando diferentes tendencias, sendo predominante a democrata- cristá…….(como a DC de Andreotti e Cossiga ?)

Comentar por calle jibraltar español

Jardim metiéndose en “jardines” que no entiende……¡Viva SAN FUENCISLO y Olé…….!

Comentar por calle jibraltar español

Que neste “jardim” não encontres as flores que te agradam isso é poblema teu Calle Jibraltar e de todos os “españolistas” que não querem permitir a liberdade dos povos por causa de uma tal “unidad de destino”.

Comentar por Nun'Álvares

Caro Calle Jibraltar espanõl antes de arrojar piedras al jardín que también no conoces puedes esperar hasta al final del artículo?
No te quedaría mal, muchacho!!!
Obrigado, amigo e camarada Social-Patriota!

Saludos

Miguel Angelo Jardim

PS/ No de Cossica y Andreoti, todavía más radical: integrista y nacional-católico al estilo de Sabino Arana Goiri

Comentar por Miazuria

“español”!

Completamente de acordo, Nun’Álvares!

Saudações

Comentar por Miazuria

Si perdemos las provincias Vascongadas, al menos siempre nos quedará OLIVENZA……….

Comentar por calle jibraltar español

Posso fazer um sugestão? A publicação, no futuro, dos artigos inteiros de uma só vez. É que nesta leitura às parcelas acaba-se por perder um pouco o fio à meada… o que obriga a ler tudo de novo, o que derrota o objectivo de facilitar a leitura publicando o texto aos poucos.

Comentar por Vanguardista

liberdade dos povos por causa de uma tal “unidad de destino”.
“unidad de destino”.

Cuidado com as palavras. Há quem critique os “europeistas” pela mesma razão.

Comentar por Legionário

Bueno, tema complicado porque aquí suelen juntarse huevos con castañas… que exista una “nación” vasca es aceptable desde elpunto de vista étnico, posiblemente cultural, y dificilmente político, pues si somos un poco estrictos, lo másparecido a la nación vasca (y eso cogido porlos pelos) sería el antiguo reino de Navarra, del que por cierto, se separaron lasprovincias vascongadas, pero no para ser independientes, si no para unirse LIBREMENTE a la corona de Castilla, con unos fueros y privilegios del copetín, eso sí. (ejemplo, por el mero hecho de nacer vascongado, ya eras hidalgo, bien, no?). Pues bueno, que ahora estos señoritos privilegiados anden llorando por las esquinas de que son un pueblo oprimido, y que penita dan, y uqe un Stalin de provincias como el tal Sabino Arana, (al cual ahora le dedican calles, y yo no se por qué no se las dedican a Mussolini o a Hitler,por un suponer) se tome como un gran pensador es que fastidia a cualquiera que sepaun poco de historia, sin entrar en detallles delcomportamiento de los vascos durante la guerra civil, que era para hablar aparte… bueno, en fin, sería como si el gobierno gallego pidiese la anexión hasta el Duero, para recuperar laGallaecia, por aquello de la unidad etnico-cultural (pues es sabido que el portugués es gallego pero mal hablado, con perdón) o incluso hasta Coimbra, puestos a pedir ¿como se vería?

Comentar por Pepin

Caro Pepin:
Tu razonamiento está, en parte, correcto pero también la postura sectaria, y a menudo anti-vasca, no nos lleva a ningún lado. Además, Navarrra hasta el siglo XVIII era poblada por hablantes de Euskera, lo que, después desgraciadamente ocurrió fue la “castillanización” de la región, con la excepción del norte.
La verdade es que Castilla en el proceso de unificación de la Peninsula aplastó las restantes nacionalidades, culturas, y identidades: el concepto de nación cívica, pero imperial, aplastó la nación étnica!!Afortunadamente nosotros, los Portugueses, han resistido….

“pues es sabido que el portugués es gallego pero mal hablado, con perdón”

Puedes explicar….!!!!!

El artículo tiene más tres partes….Podeis esperar por ellas’!

Saludos

Miguel Angelo Jardim

Comentar por Miazuria

“e identidades”

Comentar por Miazuria

Estimado Legionário:
Com uma pequena, mas crucial diferença, os Europeístas não pretendem esmagar ou destruir as Identidades nacionais de TODOS os povos Europeus.

A unidade de destino do conceito de Espanha dos 26 pontos da Falange representava e representou a perseguição, a negação das realidades nacionais dos POVOS de Espanha em proveito da supremacia e do centralismo de Castela ,e dos falantes do Castelhano.

Saudações

Comentar por Miazuria

Guardando um comentário mais completo para o final do trabalho, que se me aparenta curioso e inovador, permito-me somente uma pequena (mais importante) critica à representação de “Euskal Herria” que inicia o texto.
Com efeito, se a locução me parece correcta (“País del euskera”), da “Ikurrina” já não posso afirmar o mesmo.
A bandeira em causa foi “inventada” por Sabino Arana Goiti em finais do século XIX e constitui uma substituição politica do original “Lauburu” !
Saudações

Comentar por Antonio_Lugano

Los abertzales de euskalherría del RH Negativo……¿Desprecian a los portugueses por “bajos en estatura” ?

Comentar por calle jibraltar español

Estimados Amigos, todos sabemos que esta matéria é “sensível”, que é muito complexa e geradora de emoções fortes. Peço, todavia, que impere o respeito entre todos os que aqui escrevem, bem como por todos ospovos que compôem a nossa Península Ibérica. As provocações são, portanto, de evitar.

Caro António Lugano, é certo que a ikurrina é uma criação recente, mas não creio que tenha sido concebida para substituir o lauburu, dado que este último continua a ser profusamente empregue pelos defensores da preservação etno-cultural basca.

Um abraço a todos.

Comentar por arqueofuturista

Estimado Miazuria:
Te recuerdo que D. Dinis componía sus cantigas en galaico-portugués, y que el Portugués nació como lengua tras recibir influencias este primigenio galaicoportugues de los dialectos de las zonas que portugal reconquistaba… bueno, tampoco es una deshonra, vamos, digo yo…
Bueno, he de confesar que particularmente le tengo como una cierta fobia al nacionalismo vasco, y se de lo que hablo, tras haber vivido 6 años en Pamplona… aparte de que su historia es bastante criticable, (pero eso es otra historia)

Comentar por pepin fouche

Sendo Sabino Arana Goiti um intransigente defensor do “nacionalismo-católico”, obviamente que não poderia aceitar o “Lauburu” (simbolo considerado pagão) como representativo do povo basco.
A “Ikurrina” comportando “duas cruzes” :
– a verde (em X), de Santo André, patrono de Biscaia ;
– a branca, simbolo da fé em Cristo.
teve de imediato o apoio activo da Igreja (principalmente dos Jesuitas).
Além do “lauburu”, outro simbolo foi preterido, embora na actualidade volte a surgir ao lado da “ikurina” : a “arrano beltza”, ou “águia negra” !
Ainda sobre os jesuitas, que Sabino e seu irmão Luis frequentaram quando estudantes na Catalunha, tenhamos presente que :
1. a sua sede é Loyola (povoação basca).
2. o simbolo dos jesuitas (crisma) comporta três letras : JHS : Jesus – Hominium Salvator.
A letra mediana (H), em grego, lê-se : Êta !
.
“Honni soit qui mal y pense”
.
Saudações

Tenhamos presente

Comentar por Antonio_Lugano

Prezado António Lugano, compreendendo e aceitando a sua observação, ainda assim poderá facilmente perceber como o lauburu é amplamente utilizado no folclore basco, bem como por sectores políticos de esquerda, se escrever lauburu no motor de busca da Google e clicar em imagens.

Saudações identitárias.

Comentar por arqueofuturista

La ikurriña es una mala imitación de la Unión Jack de la patria de Drake y Gualterio el Relente………

Comentar por calle jibraltar español

O Pepin fala num hipotetico nacionalismo galego, e de facto o nacionalismo mais perigoso para os estados peninsulares não é o Basco.
A diferença é que o nacionalismo basco teve massa critica, era e é uma região rica e industrializada, ao passo que o noroeste peninsular era e é pobre, atrasado,etc.

Ainda para mais no caso galego não podemos sequer dizer que a Galiza é uma “nação sem estado” …

Há muitas pessoas na Galiza (entre elas as autoridades políticas autonômicas) interessadas em limitar as relações entre a Galiza e Portugal às relações entre a Galiza e o Norte de Portugal (Entre-Douro e Minho e Tras-os-Montes e Alto Douro), entendido este espaço conjunto como uma simples região económica transfronteiriça no interior da Europa unida, esquecendo a realização da unidade linguística plena e uma possível unificação política entre essas duas partes (a galega e a portuguesa) da mesma nação cultural.
Claro que isso não interessa a Madrid, mas interessa ainda menos a Lisboa

“pues es sabido que el portugués es gallego pero mal hablado, con perdón”

Miazuria, o Pepin utiliza um estilo algo provocatório, mas devias saber que a Galiza é parte do berço territorial onde nasceu o galego–português (talvez seja mais correcto dizer galaico-portugues), e que a outra parte é o norte de Portugal, não é o “Portugal do Minho ao Algarve”.

“La verdade es que Castilla en el proceso de unificación de la Peninsula aplastó las restantes nacionalidades, culturas, y identidades: el concepto de nación cívica, pero imperial, aplastó la nación étnica!”

Realmente este tema dá pano para mangas, senão repara.

Qual é a diferença entre os castelhanos terem imposto o castelhano na Andaluzia e os portugueses terem imposto o português no sul de Portugal?

Comentar por Suevo

Caro Miguel, como você disse, e eu ouvi*, não é de direita, pelo menos desta direita moderna. Lembro-me de o ouvir dizer, e bem, que a Direita, a verdadeira é outra coisa, e também que o Miguel tinha vindo da esquerda. Eu também já fui democrata até descobrir a Direita…a Tradição.
Aquilo que eu tenho presenciado e onde creio se dá verdadeiramente a clivagem no chamado meio nacionalista é precisamente aqueles que vêm Portugal com uma herança histórica de muitos séculos com fronteiras definidas e que resultou numa forma de ser e agir mais ou menos “coerente” que define o português (estes talvez saudosos de um império, que na verdade é também nossa herança…) – e os outros: Com uma visão europeísta, virada para o futuro, mais ou menos idílica, difícil, mas não impossível… -eu faço parte destes últimos – Acontece que nestes existem ainda mais clivagens do que entre os primeiros e os segundos!
Essa necessidade quase primária de “tribalisar” a Europa e sempre com um apoio explícito (ou quase) aos movimentos separatistas que sempre foram alimentados pelas esquerdas vermelhas, e elas sim inimigas das tradições… enfim é esta postura que me preocupa. Há algo de perigoso, duvidoso, e uma espécie de mão invisível que se aproveita, ou está a tentar aproveitar deste “segmento de mercado (piada!)” através de um discurso em defesa da etnicidade e das origens (?), queremos começar ou recomeçar a Historia onde “nos” agrada e procurando, como que apagar o que não nos interessa. Não sei, como já afirmei, se o fim das Pátrias Históricas (não propriamente jacobinas) interessará ao meio nacionalista em geral!!?

* Gostei do seu discurso na CI – e eu quem nem ia muito á bola consigo! – os meus parabéns.

Comentar por Legionário

Bem…Nunca pensei que o meu artigo provocasse tanta polémica e controvérsia. Ainda bem! É disto que eu gosto, debates apaixonados e aguerridos, mas sempre com respeito.

1.Boa contribuição, a sua, estimado António Lugano, refiro-me ao significado das bandeiras.

2.Calle jibraltar, todas las banderas son creación de algo, tienen una cualquier motivación y explicación histórica, lejana o cercana…

3.Estimado Pepin Fouche sé muy bién lo que es el Galaico-Português!! Nos llega del Latín popular(Latín mal hablado?!) hablado en la costa occidental/atlántica de la peninsula.
El hecho que sean, las dos, lenguas neolatinas no significa que se opine que es el latín “mal hablado”…Verdad?! No?!
O que sean dialectos del latín?

Hoy en día el Gallego y el Portugués son dos idiomas neolatinos muy parecidos,pero ya suficientemente distintos e independientes. La história política de los dos pueblos es la responsable.
Es honorable la confesión de tu fobia hacia el nacionalismo vasco, pero si quieres leer y entender la história con la objectividad posible tienes que olvidarte de tus sentimientos personales, aún que sea complicado hacerlo…
Mis cordiales saludos.

4.Caro Suevo, é evidente que percebi a provocção do Pepin….
O que escreveste mereceria da minha parte uma maior e mais apurada reflexão,aliás, creio que é a primeira vez que opino sobre os teus comentários, mas não deixarei passar, pelos menos por agora, o que aqui escreveste : “Qual é a diferença entre os castelhanos terem imposto o castelhano na Andaluzia e os portugueses terem imposto o português no sul de Portugal?”

Pois, é muito simples, os Castelhanos e os Portugueses, neste caso felizmente, reocuparam e reconquistaram territórios que tinham sido invadidos por INIMIGOS (árabes e berberes) da Europa.
Abençoada imposição!
Nos casos da Catalunha/Valência, País Basco/Navarra, Galiza/Astúrias(Bable) o castelhano foi o instrumento linguístico da unificação jacobina, com o seu epicentro em Madrid.
E é contra isso que eu me oponho, sou a favor da diversidade das identidades, da autonomia das culturas, do respeito pelos povos e pelas suas linguas.
Infelizmente, e digo-o com mágoa, não podemos parar a história, e esta muitas vezes não corresponde ao que dela esperamos e desejamos.
Sem que deixem de contribuir com os vossos estimáveis comentários, esperem pelas restantes partes do artigo. Na última explanarei o meu entendimento pessoal a propósito do muito que se tem aqui discutido e debatido.

As minhas melhores saudações

Miguel Angelo Jardim

Comentar por Miazuria

Amigo Legionário, permita-me este tratamento, obrigado pelas suas últimas palavras a meu respeito, não há nada melhor que conhecermos as pessoas pessoalmente…
Em relação ao seu texto só poder-lhe-ei dizer que comungo, e bastante, das suas preocupações, sobretudo quando se refere à perigosa “tribalização” das pátrias carnais, mas não será esta “tribalização” fruto de uma má gestão das reivindicações das Identidades minoritárias? Na maioria dos casos foi isso que aconteceu, falo da França, o pior exemplo, que reprime as afirmações culturais e linguísticas da Córsega, Alsácia, País Basco, Bretanha Languedo/Provença, Catalunha oriental (Perpignan), e depois tem as portas escancaradas para o mais abjecto multiculturalismo/multiracialismo!

Receba as minhas cordiais saudações

Comentar por Miazuria

Prezado Miguel Angelo Jardim
O meu aplauso de apreço pelo comentário que faz sobre a situação em França, e que advém do regime napoleónico-maçónico pós 1789.
Embora em épocas diferenciadas e argumentos distintos, o processo de destruição das identidades nacionais que fundamentaram a cultura europeia encontra-se já no propósito imperial de Caius Iulius Caesar, na normalização religiosa de Carlos Magno e dos Reis Católicos, nas acções de Garibaldi ou na retórica lusitanista do Integralismo.
Conhecer o passado é a melhor forma de compreender o presente e…
Cordial Saudação

Comentar por Antonio_Lugano

Bem pertinente o que escreveu, amigo António Lugano!
Sem dúvida, o conhecimento do passado é condição de um melhor entendimento do presente e de uma melhor perspectiva do futuro.

Mas acha o Integralismo Lusitano redutor e destruidor da identidades?
Apesar de não ser integralista tinha um ideia diferente do mesmo.

As minhas mais cordiais saudações,

Miguel Angelo Jardim

Comentar por Miazuria

Vascongadas=España

Amigos portugueses antes volverá Portugal a España que las Vascongadas serán otro pais.

Y si creeis lo contrario tiempo al tiempo.
AN DN FE…

Comentar por albiñana

Albiñana
Lo que escribiste define lo que eres….
Equivocado!!
Qué es eso de vacongadas?!

Comentar por Miazuria

Y más: no te das cuenta que las calles de Europa son cada vez más territorios ocupados por moros, negritos, sudacas, chinos, etc
Y sigues preocupado con las vacongadas(!!!) y con Portugal?

Cuídate, no sabes quién son tus enemigos….Despiértate para la realidad!!! Es muy oscura!

Comentar por Miazuria

Albiñana, bem sei que o facto de Portugal ser um estado independente, entenda-se, não subjugado à Coroa de Espanha, é algo díficil de digerir por alguns españolistas.

Pessoalmente não me interessa esse tema para nada, pois como Miazuria aponta o problema é outro e o futuro é literalmene negro se persistirmos em contendas anacrónicas.

A propósito, que pretendes transmitir com as siglas das formações políticas AN, DN e FE?

Comentar por arqueofuturista

Prezado Miguel Jardim
O Integralismo (Integralismo Lusitano), na minha perspectiva, participa no esvaecimento da identidade nacional pela sua dependência à Doutrina Social da Igreja Católica (o Integralismo é matricialmente católico) e pela visão mistica que tem da História.
A História revela-nos que a ideologia judaico-cristã foi, desde Constantino, Carlos Magno, Recaredo e os Reis Católicos (por não citar que alguns) o inimigo implacável da cultura dos povos europeus.
Para nós, nacionalistas, únicos defensores dos valores culturais desta Europa que queremos eterna, os hábitos adquiridos como resultado da manipulação da História através dos séculos, não podem (não devem) ser como que uma poltrona em que nos acomodamos.
Se o Integralismo diz “nação” pensa “pátria”, se diz “povo” pensa “população”, e se diz “projecto politico” pensa “catecismo” !
Terá cabimento uma cultura europeia crente em divindades hebraicas ?
Será em defesa da nossa tradição que D. Duarte Pio de Bragança, o rei pretendido pelos integralistas, tenha feito vir do rio Jordão a água para o baptismo de seu filho Afonso de Santa Maria ?
Em nome das vitimas do dogmatismo judaico-cristão, todo o “nacionalismo europeu” é incompatível com qualquer tipo de subordinação política à doutrina da Igreja.
Todos vimos, ou lemos, ou ouvimos, como o Papa públicamente ajoelhou e pediu perdão pelas vitimas judias do cristianismo !
Alguém viu, ou leu, ou ouviu, um Papa ajoelhado públicamente pedindo perdão aos europeus pelos massacres realizados em nome de Cristo desde Constantino a Torquemada ?
Cordial Saudação
Antonio Lugano

Comentar por Antonio_Lugano

Mais brilhante do que mil sóis, António Lugano.

Comentar por Caturo

Caro António Lugano compreendo perfeitamente a sua reflexão, mas não estou de acordo com a mesma, ainda que a respeite.
A religião na história da Europa e dos Povos Europeus foi factor de trágicas divisões e não desejo que tal se repita. Sou pragmático e realista….

Caro Caturo, às vezes dá-me a impressão que substituíste um dogmatismo, o judaico-cristão, por outro, o pagão, mas sem campo (paganus), e no final acabando por ser a mesma postura.
Pergunto-me o que farás com os confessos Cristãos, os da tua estirpe ,os do mesmo povo e os da mesma Raça, só que com religião diferente? Já agora….Vais lançá-los aos leões?!

As minhas melhores saudações

Comentar por Miazuria

Prezado Manuel Jardim
Compreendo perfeitamente quando afirma que a “… religião na história da Europa e dos Povos Europeus foi factor de trágicas divisões e não desejo que tal se repita.”
Essa é uma das razões porque não comparto o posicionamento politico do Integralismo.
Considerar a religião, qualquer que seja a doutrina, como factor fundacional do “nacionalismo”, parece-me algo despropositado, quase provocador !
Aliás, foi esse mesmo despropósito aplicado por reis e imperadores que conduziu a situações de rotura cultural em toda a geografia europeia.
Nada impede um diálogo construtivo entre defensores de uma solução política nacionalista, mas sempre e quando cada um tenha a ponderação suficiente para não querer fazer valer assuntos de “crença” pessoal.
Os valores de fé são, por definição, dogmáticos, e as verdades transcendentes nunca ajudaram, nem a reflexão nem o diálogo !
Entendo que cada um pode (deve poder) ter as suas crenças, se assim o considerar necessário, mas não as deve assumir como premissa de um acto social como é a afirmação politica.
Por isso, considero o posicionamento do Integralismo exageradamente redutor ao apresentar-se publicamente com o estandarte de uma doutrina religiosa.

Comentar por Antonio_Lugano

De acordo, caro António Lugano.

As minhas melhores saudações.

Comentar por Miazuria

Caro Caturo, às vezes dá-me a impressão que substituíste um dogmatismo, o judaico-cristão, por outro, o pagão,

De modo algum. Limito-me a dizer que o Cristianismo não é inerente à verdadeira Europa – é, como sempre foi, um credo essencialmente alienígena. Creio que dirás o mesmo do Islão (espero que o faças) se daqui a trinta anos a Europa Ocidental se encontrar islamizada e estivermos cá para contemplar tal tragédia. Acredito igualmente que dirias precisamente a mesma coisa se porventura viajasses no tempo, para o século XXIX, por exemplo, e a Europa fosse já islâmica há oito séculos, por exemplo.

Como decerto concordas, a Identidade duma Estirpe não se verga ao tempo ou às imposições ideológicas feitas pela força e pela intimidação. O Cristianismo era inimigo da Romanidade quando surgiu e nunca deixou de o ser, embora a tenha absorvido e usurpado.

Naturalmente que não atiraria os cristãos aos leões!
Isso afigurar-se-ia como uma importação desnecessária, visto que na Europa ainda há muitos lobos e umas boas alcateias de lobos davam bem conta do recado. Os linces ibéricos ajudavam. :)
Falando a sério, é evidente que não faria isso, por motivo que creio já ter explicado no Gladius – compreende-se perfeitamente que os camaradas nacionalistas que foram educados no Cristianismo durante gerações não se sintam à vontade para abandonarem essa religião. É até uma questão afectiva, antes de ser propriamente doutrinal.

sem campo (paganus)

Como bem sabes, a religião antiga não se resume ao âmbito campestre.

Saudações Nacionais

Comentar por Caturo

argal, ex- legíon de maría…..

Comentar por Suegro




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