Lançar a âncora na vida real
Janeiro 24, 2007, 10:44 pm
Filed under: Em foco

Bem sei que este texto já foi publicado em alguns sítios da blogosfera, tendo sido primeiramente dado a conhecer pela mão do Camisa Negra, logo, não será novidade para muitos. Contudo, a mensagem contida nestas sempre actuais palavras de Maurice Bardèche, proferidas no início dos anos 80 do século transacto merecem ampla difusão e ainda maior reflexão. 

0 revezamento das gerações é inevitável. Conviria que ele fosse não só revezamento dos homens como, também, o do vocabulário e dos pontos de referência. A tradição a que estamos ligados é a da coragem, da lealdade, da fidelidade à palavra dada, da energia, da firmeza de carácter. 0 que estimamos e desejamos manter é, pois, uma certa imagem do homem. 0 que detestamos são as preocupações mercantis, a prioridade dada ao dinheiro pela nossa época, a estéril imagem puramente económica com que se nos apresenta a vida social, o anonimato e o tédio dos grandes formigueiros humanos, as nauseantes e vãs ideologias, as reivindicações mesquinhas e a pressão contínua e repugnante desta luta manhosa da existência colectiva. 0 que nós repudiamos é uma certa imagem da sociedade.  

A nossa escolha biológica é mais do que a defesa de uma raça; é muito mais vasta, é muito mais dramática. Sentimos profundamente a nossa condição animal, sentimo-nos profundamente mamíferos e obedecemos às leis não propriamente da nossa espécie mas do género a que pertencemos; estamos fundamente ligados a essas leis, queremos conservá-las; não queremos o formigueiro que nos constroem, não queremos a mutação para a colectividade de insectos superiores que o mundo moderno, colectivista ou liberal, nos prepara. Só desejamos regimes fortes pelo facto de eles imporem regras de salvação pública às forças de destruição e de escravização trazidas pelas modas científicas da produção; queremos que, para além da vida mecânica de escravos que nos reservam, por igual, a ideologia marxista e as normas da produção em série e em concorrência, haja um poder salvador, uma força suprema, que arbitre em favor da humanidade.  

Estas perspectivas não são o resultado de uma meditação pessimista. Precisamente pelo contrário: é o facto de eu acreditar no futuro das ideias de que somos portadores que me leva a desejar que a sua apresentação se faça em termos de criar condições de diálogo. Saibamos aproveitar as lições do “blocus” eleitoral. E também dos modelos de que se servem os nossos adversários. “Conhecem o nosso programa?” – dizem os comunistas. E acrescentam: “Venham ver-nos. Nós conversaremos”. Procuremos, como eles fazem, as condições e o vocabulário da persuasão. Busquemos encarnar os interesses dos grupos sociais ameaçados ou incompreendidos; desenvolvamos ou criemos a solidariedade com o que existe; não sejamos mais apenas doutrinadores – porque a doutrina aborrece – nem nostálgicos – porque a nostalgia entorpece – mas procuremos lançar a âncora o mais possível na vida real, na vida local, na vida profissional, na vida sindical, para tecer desde já elos múltiplos e eficazes, pelos quais nos possamos tornar um dia a representação real de uma vaga de opinião pública.  

Maurice Bardèche


2 comentários so far
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Bom texto, apesar de não ter percebido nada. É que é muito paleio e a minha cabeça não dá para mais que 2 ou 3 parágrafos.

Abraço.

Comentar por Santarém Identitiária

Ahahaha, pois… ainda por cima esqueci-me de colocar umas imagens.

Comentar por arqueofuturista




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