A erosão cultural das identidades na Europa – parte 3
Janeiro 15, 2007, 11:57 pm
Filed under: Europa

   Na continuação do extenso, mas muito importante, artigo redigido pelo Miguel Ângelo Jardim, aqui fica a aguardada terceira parte, sendo pertinente a leitura (ou releitura) das primeira e segunda partes, alertando desde já que o artigo não terminou todavia.   

 

  É óbvio que não se pretende retornar a um saudoso paraíso campestre onde todos se conheciam e cooperavam entre si. Esse tempo mítico faz parte da memória histórica. Todavia é possível e desejável retomar modelos económico-sociais que tenham em consideracão as preocupações urbanísticas, a gestão racional e ordenada do espaço territorial, o ambiente e a ecologia, a economia social incorporada nas novas formas e modelos de propriedade (empresas comunitárias e municipais, cooperativas). Sem entrar em pormenores de ordem religiosa ou teológica, os próprios Mosteiros Católicos e Ortodoxos na sua milenar organização são exemplos,à dimensão micro-económica, de uma boa convivência e adaptação a esta nova abordagem da economia, baseando-se esta muito mais nas necessidades reais do que no hiper-consumo materialista.      

  Na senda de autores tao fascinantes como contraditórios nas suas propostas, e cito alguns, Althusius, William Morris, John Ruskin, Proudhon, Oswald Spengler, Teixeira de Pascoaes, Martim Buber, Otto von Gierke, Rudolf Steiner, Frédéric Le Play, Arnaud Dandieu, José Maria Arizmendiarrieta, Henri de Man, Denis de Rougemont, Saint-Loup, Rudolph Kjellen, Alain de Benoist, Guillaume Faye, poder-se-ão projectar soluções práticas que alcancem resultados positivos ao nível local, nacional e Europeu.O discurso político terá que assumir a coragem de superar a errónea e falsa dicotomia entre a direita e a esquerda, conceitos herdados da remota revolucão Francesa. Em paralelo, os sistemas partidários vigentes na Europa e nos Estados Unidos não reflectem, nem representam os reais interesses e anseios dos povos, revelando uma crise de representatividade expressa nos elevados niveis de abstenção e desinteresse pela Polis.


4 comentários so far
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O meu nome é José António e tenho como apelido o nome de uma ave e queria saber se o Miguel Ângelo que escreve neste blog éa pessoa que eu penso. É que se é, embora o continue a considerar meu amigo, desceu 50 pontos na minha consideração.

Comentar por Jose Antonio

O Miguel Ângelo Jardim certamente irá responder se é efectivamente a pessoa que o José António julga ele ser, ainda assim, seria pertinente que explicitasse o porquê dessa descida de pontuação na sua consideração, isto para percebermos se deveremos ter alguma consideração pela sua opinião.

Comentar por arqueofuturista

Se por azar este MAJ é aquele a quem eu chamo amigo, os niveis de consideração apenas dizem respeito a mim e a ele por isso não lhe vou explicar nada mas sempre lhe digo que seu blog dá vómitos a quem tem um olfacto mais apurado.

Comentar por Jose Antonio

De facto, deverá ser mesmo um azar para o MAJ ter um “amigo” como você. Se não pretende dizer, qual menino amuado, o que levaram os níveis de consideração, que diz ter pelo MAJ, a descerem, bom, então não deveria ter deixado aqui a sua peçonhenta verborreia e se este MEU blog lhe dá vómitos, tem bom remédio, vá apurar o seu olfacto para outras bandas, já que o mesmo padece de rinite alérgica perenial à verdade.

Comentar por arqueofuturista




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