Eurosibéria
Janeiro 8, 2007, 11:21 pm
Filed under: Fala Guillaume Faye

Celtas, germanos, gregos, eslavos, escandinavos, latinos, iberos, ou mais exactamente nós, seus descendentes, temos que nos pensar agora como um povo único, herdeiros de uma mesma terra, uma imensa pátria com recursos colossais em matérias primas e em energias humanas, nascida de uma História comum. Na menor das hipóteses, do Atlântico às portas da Rússia. Na hipótese desejável (a qual teremos sempre que defender), a eurosiberiana, que podemos chamar paradigma da “Grande Europa”: de Brest a Bering, o mais extenso territorio político unificado de toda a história da humanidade, extendido sobre quatorze meridianos. “Somente existe a política para os que aspiram ao grande, ao muito grande”, dizia Nietzsche. 

A nossa fronteira está sobre o Amur, frente à China. Sobre o Atlântico e o Pacífico, frente à república imperial norte-americana, superpotência única mas cujo declive geo-estratégico e cultural já está programado para o primeiro quarto do Século XXI -segundo Zbignew Brezinski, não obstante ser apologista da potência norte-americana. Sobre o Mediterrâneo e o Cáucaso, frente ao bloco muçulmano (menos dividido do que se pensa), o qual será a principal fonte de ameaças, mas também, se formos fortes, uma excelente região parceira…

Temos a sorte, nós, descendentes de povos-irmãos, de possuir um espaço potencial que poderia constituir para os nossos filhos aquilo que sonhou Carlos V e que este não soube manter: “um Império sobre o qual nunca se pôe o Sol”. Quando é meio-dia em Brest, são duas da madrugada no nosso estreito de Bering. É um ideal, quiçá um dos poucos que ainda dispomos nestes tempos pessimistas, nesta Idade Obscura: construir o nosso Império, este sonho que nos anima. Os grandes projectos não se decretam com solenidade, mas antes constroiem-se no silêncio dos gabinetes e são realizados pelos predadores que observam, que aguardam que um desastre histórico faça sair a alarmada presa do bosque. O inconsciente dos povos será sempre o duro pedestal sobre o qual se apoiarão os chefes revolucionários. A constituição de um conjunto eurosiberiano seria, num olhar da História humana, uma revolução muito mais importante que a efémera construção da Unão Soviética ou a dos Estados Unidos da América. Este acontecimento de alcance mundial somente poderia comparar-se à edificação do Império Chinês ou do Império Romano. Agora, apesar de motivos explícitos, ou pelo menos viciados, a família está a agrupar-se no seio da Casa Comum. Como no passado, há 2 400 anos, os Gregos frente aos Persas, unimos as nossas cidades para fazer face à ameaça já perceptível. A Grande Europa tem que ser pacífica e democrática, mas autónoma, infléxivel e invencível, inclusive, evidentemente, na esfera tecno-económica. Pora quê ser imperialista quando já se é um Império? A lógica imperial impor-se-à a todos os povos da Terra. Cada povo na sua terra, para defender-se das paixões dos demais, para administrar, eficientemente, o destino da nave espacial Terra.

O acontecimento caótico que estamos a viver, devido a este agrupamento desordenado dos europeus, e que somente pode ser ordenado pela reconstituição, sob outras formas e maiores ainda, da recurrência histórica não do Império Romano, centrado sobre o Mediterrâneo, mas sim do Império Romano-Germânico, centrado sobre a grande superfície eurosiberiana, hoje, aberta sobre quatro mares: tanto Leviatã como Beemote. amanhã: da enseada de Brest à de Port-Arthur, das nossas ilhas geladas do Ártico ao Sol vitorioso de Creta, das planícies às estepes e dos fiordes aos países baixos, cem nações livres e unidas, agrupadas num Império que poderia, quem sabe, denominar-se o que Tácito chamava o Reino da Terra, Orbis Terrae Regnum.

Guillaume Faye, L’Archeofuturisme, L’Aencre, 1998


7 comentários so far
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Estimados amigos:
La verdad en que en estos Tiempos Oscuros (y no es un hablar gratuito, nos encontramos en una epoca en que se da la decadencia y atomización de las estructuras y creencias de milenios en el transcurso de 2 o 3 generaciones) es necesario intuir hacia donde podemos tender en el futuro, cual debe ser el fin de nuestro actuar, que es en nuestro ambiente, nuestro “microclima” personal influir e inspirar para que se produzca un renacer de Europa y retomar el orgullo de pertenecer a una raza que hizo las mayores aportaciones a la humanidad.
Seremos si acaso, los precursores, los que tuvieron la idea (bueno, no, los precursores serían pensadores como EzraPound, Drieu La Rochelle… y tantos “demonizados” que soñaron con una Europa que se abortó) y los que iniciaron la andadura en una época de confusión y anarquía, y que seguramente no veremos la culminación.
Ahora bien, volvemos a la pregunta del millón, y es que haría falta una personalidad, o un grupo de personas, que lejos del actual marasmo e inutilidad de nuestra clase política, inspirase para que todos los europeos que así sentimos,( y que somos muchos más de lo que parece, pero estamos callados) comenzaramos a unirnos y organizarnos. No se si creer en aquella frase de San Agustin de que “la humanidad camina y Dios la guia” pero si no surge una figura o un grupo aglutinante, estamod condenados a una eterna noche negra. Las ideas, de momento las pone gente como Fayé, cuyo escrito es inspirador y arroja luz en un momento de caos, pero se necesita actualizarlas y aplicarlas.
En suma el führerprizip es una realidad histórica y de eso estamos necesitados… necesitamos coordinarnos ( a ver si en este foro alguien da ideas para ello, por favor) y sobre todo, que surja alguien que dirija!!!!!

Comentar por Pepin

Segundo o Pierre Vial já existe essa rede europeia, no entanto também eu penso que ainda está longe de ser um movimento sólido. Por enquanto resta-nos irmos aglutinando forças a nível local/nacional para depois integralas nessa coordenadora europea que nos posibilitaria ter
uma voz que se fizesse ouvir.

Comentar por social-patriota

Parabéns pela tradução. Texto lúdico e que é para todos os identitários terem conhecimento.

O problema deste sonho imperial são as guerras interiores no seio da nossa Europa… Como evitar alguns ódios seculares e trabalhar para esta solução de sobrevivência?

Comentar por wwpw

Estimado Pepin, como diz Social-patriota essa rede de homens e mulheres, de organizações, existe em certa medida, ainda que a uma escala muito diminuta e sem poder, se entendermos poder por capacidade de influenciar, de pressionar, de mudar. Porém, para que o sonho se torne realidade, para que esta realidade adquira maior projecção deveremos redobrar os esforços, o empenho, sem aguardar por um líder providencial, sem esperar pelo momento ideal, esses nefastos mitos mais desmobilizadores que mobilizadores. A estratégia, essa deverá ser aplicada consoante a situação de cada nação europeia, de cada região, tendo sempre em conta uma correcta avaliação da conjuntura.

WWPW, o sonho imperial efectivamente esbarra em parte nesses ódios nacionalistas estreitos alimentados por interesses ora alógenos (EUA, só para citar um exemplo), ora por cegueira dogmática, essa chaga que aflige os nacionalismos, e profundamente contrária ao nacionalismo carnal da terra e do sangue. Os ódios seculares deverão, têm, imperiosamente que ser suprimidos e nós, identitários, eurocentristas, não podemos compactuar com o patriotismo estreito nem com quem o promova, já que nos separa uma enorme fronteira nos princípios, bem como nos fins.

Comentar por arqueofuturista

Correcto, o que o Arqueofuturista diz na sua última mensagem, mas já agora sugeria que se deixasse cair o termo «império», pode gerar algum mal-entendido e acabar por intensificar alguns ódios patrióticos e patrioteiros que teimam em persistir aqui e ali.

Comentar por Caturo

Caturo, o termo Império se for entendido na sua verdadeira acepção não assusta ninguém, desde de que sejam políticamente esclarecidos e intelectualmente honesto. Porém, se assustar os patrioteiros, essa gente de vistas curtas, também não me importa coisíssima alguma.

Comentar por arqueofuturista

Caturo, não concordo contigo pois acho que as coisas têm de ser chamadas como elas são, independentemente de ofender X ou Y, pois o texto explica muito bem o que é pretendido com esse ideal que é a Eurosibéria da qual poderia e terá que nascer esse império para o bem da nossa sobrevivência. E quanto a esses ódios patrióticos e patrioteiros terão que escolher: ou colaboram conosco ou então serão aglutinados pelos alógenos.

Saudações Identitárias.

Comentar por WW




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