Homenagem
Dezembro 30, 2006, 11:54 am
Filed under: Em foco

         


11 comentários so far
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Hola, no he logrado encontrar tu email y me gustaría comentar contigo un par de temas. Te agradecería me escribieras a infokrisis@yahoo.es.

Comentar por infokrisis

Grato pela visita e pelo interesse demonstrado. Já enviei o e-mail.

Comentar por arqueofuturista

Solo una observación histórica:
Cuando Napoleon asesina al duque de Enghien bajo falsa acusación, Talleyrand comento que “no es un crimen, es peor, es un error”. Da la impresión o bien de que los “think tank” no han leido nada de historia (o no lo han asimilado, que es peor) o bien aqui hay algun dato que se nos escapa que hace pensar en una decisión de “mando a distancia….” Por cierto, ¿no os ha sonado conocido? A mi mucho, un “deja-vu” con los “juicios” de Nuremberg… comentarios al respecto,please…

Comentar por Pepin

Prezado Pepin, muito interessante e oportuna observação. A execrável execução de Saddam Hussein é efectivamente a continuação das farsas júridicas que tiveram início com o julgamento de Nuremberga. O triste acontecimento mais não foi que o corolário da justiça dos vencedores, que como sabemos nunca é justa…

Este odiento acto de vingança demonstra como se pretende impôr “a religião dos direitos humanos” no planeta, sabendo nós que aqueles que tanto falam nesses pretensos direitos colocam fora da categoria de humanos todos aqueles com quem discordam. Saddam foi útil em tempos para o Império Yankee e nessa altura pode lançar-se numa guerra contra o Irão com o integral beneplácito norte-americano, que por seu turno pouco se importava com a sorte dos curdos assassinados, esses curdos assassinados pelos quais Saddam pereceu. Poré, por bizarria política, os norte-americanos, o Ocidente, não parecem ter o mesmo gesto de preocupação em relação ao destino de milhares de curdos que apodrecem nas masmorras ou que são assassinados e enterrados em valas comuns pelos aliados turcos. Enfim, direitos humanos sim, todavia aplicáveis somente a quem os “polícias e juízes do mundo” bem entendem.

Comentar por arqueofuturista

Saddam foi condenado à morte pelo homicídio de 148 xiitas em 1983. Porque razão não o quiseram julgar pelo homicídio de milhares de curdos, devido ao bombardeamento de aldeias curdas com armas químicas entre 1987 e 1988 ? Talvez por tais ataques terem sido perpretados com armamento americano, falcões como Rumsfeld estarem directamente ligados a esta acção e outras semelhantes (também usaram armamento químico contra iranianos durante a guerra), por militares iraquianos terem sido treinados para o manuseamento deste armamento por técnicos americanos que se deslocaram ao Iraque com a finalidade de dar formação e verificar a eficácia das armas… Seria complicado enforcar Saddam pela morte destes milhares de curdos, sem executar também os militares americanos que tiveram tanta ou mais responsabilidade no massacre. E a forma como foi conduzido o julgamento e depois a execução… nem sei o que diga. Um amadorismo demasiado perigoso. Só irá provocar uma ira maior nos sunitas em relação aos americanos, mas também em relação aos xiitas. Não se admite os insultos que se ouviram antes de o enforcarem.

Comentar por Sucellus

Ele não foi assassinado. Foi EXECUTADO. Por que é que a malta de esquerda não se revola com os milhares de pessoas que ele matou mas apenas com a maneira como ele foi morto? Onde é que está a indignação pelas vítimas do terrorismo? Ele há coisas…

Comentar por Miguel

Muito boa exposição Sucellus. Retifico no meu comentário anterior que Saddam não foi assassinado pela matança de curdos, mas antes, e como bem referes, por um pretenso massacre de xiitas.
Quanto ao ritual macabro da execução ilegal de Saddam, após um julgamento-farsa, no esteio do julgamento de Nueremberga, foi das imagens mais revoltantes que assisti, e os insultos proferidos pelos seus carrascos não têm qualquer qualificativo. Uma ilustração clara do que acontece a quem se torna inimigo do Império. O Noriega que apodrece numa prisão norte-american, Milosevic e agora Saddam, enfim, VAE VICTIS!

Já o Miguel parece-me pouco esclarecido tanto sobre a identidade deste blog, que de todo faz parte da “malta de esquerda”, como sobre o assassinato do legítimo presidente do Iraque, Saddam Hussein. Era o regime de Saddam uma ditadura? Sim, mas também o é a Arábia Saudita e os EUA não a Invadem, também o é o Egipto e não deixa de ser um aliado dos norte-americanos. Acaso o Miguel considera justa a invasão de um país soberano, pacificado, onde era livre a prática de qualquer culto religioso(ao contrário do que acontece agora, em que os cristãos são perseguidos), uma invasão não legitimada pela ONU e com base numa mentira (armas de destruição maciça), acaso o Miguel considera justo e imparcial um julgamento em que Saddam viu dois dos seus advogados serem assassinados, que se mudou de juiz quando estes eram demasiado condescendentes? No que concerne à execução, como acima referi, não tenho palavras para descrever o grotesco espetáculo ali montado…

Comentar por arqueofuturista

O Iraque era, no Médio Oriente, o Estado que mais se assemelhava a um Estado laico, o que mais se aproximava de uma democracia. Era o estado menos intolerante, quer em termos religiosos, sexuais ou étnicos. Claro, desde que não colocasse em causa o regime, porque aí Saddam não perdoava. Estes 148 xiitas executados, foram-no no seguimento de um atentado falhado contra a vida de Saddam. Na era de Saddam, nunca a al-qaeda esteve presente em território iraquiano. O que vemos hoje? Um país dividido em três, dominado cada vez mais pelos iranianos.
Quanto ao general Noriega… esse narcotraficante a soldo da CIA, não sei até que ponto ele estará verdadeiramente detido, provavelmente detido numa cela ou numa mansão de luxo.

Comentar por Sucellus

Caro amigo, o Noriega encontra-se encarcerado numa prisão de alta segurança e fosse ele narcotraficante ou não (isso é que eu não sei), a verdade é que os EUA invadiram o Panamá sem o aval da ONU e raptaram o presidente internacionalmente reconhecido de um estado soberano sob a acusação de tráfico de estupefacientes.

Não quero com isto levantar qualquer confusão. Não sou anti-americano, nem promovo o anti-americanismo primário, muito pelo contrário, mas também não viro a cara perante estas violações gritantes do direito internacional.

Comentar por arqueofuturista

Excelentes esclarecimentos do Arqueofuturista, a somar a um postal que me agrada.
Cumprimentos.

Comentar por pedro guedes

Grato pelos elogios Caro Pedro Guedes, mas efectivamente esta questão não me permitiu ficar indiferente nem manter um silêncio cumplíce.
Melhores saudações.

Comentar por arqueofuturista




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