Da inversão dos valores
Dezembro 23, 2006, 1:01 pm
Filed under: Em foco

           

Adeus querido! Cuida das crianças, mantém a casa limpa e passa a roupa a ferro durante a minha ausência. 

Sinal dos tempos, esta legenda poderia perfeitamente encaixar neste cartaz das Forças Armadas da Suécia, o qual é apenas um exemplo, entre tantos, da crescente e doentia inversão de valores que a sociedade europeia atravessa, sendo esta irreflectida e inconsequente inversão mais notória entre a nossa população masculina, precisamente através da desvirilização.   

Numa época em que o feminismo reinventa a condição feminina, obliterando radicalmente a feminidade entre as mulheres, no momento em que o Lóbi homossexual arruina o ethos masculino, o homem europeu, inconscientemente envolvido num processo que visa privá-lo do seu instinto, desapossá-lo das suas características reactivas e vitalistas, está a ser gradualmente transformado num ser andrógino, quando não assexuado.  

Imposta pelas modas, a desvirilização procura criar um homem padronizado, estupidificado pelo consumismo compulsivo, mergulhado anonimamente no igualitarismo, essa negação do direito humano à diferença, pretendendo, dessa forma, neutralizar a consciência identitária e, por conseguinte, a capacidade interventiva na resolução de problemas.

Em suma, pretende-se criar um homem de novo tipo, desligado do meio que o envolve, um sujeito banal, menorizado no seu papel societário, apresentando-se, inversamente, aqueles que resistem a esta empresa massificadora como seres inadaptados, desenquadrados, marginais que deverão ser ostracizados até finalmente se renderem perante a impiedosa máquina destruidora da nossa civilização europeia.


4 comentários so far
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Isto porque, no fundo, a guerra moderna deixou de ter sentido enquanto espaço e tempo em que o heroismo e a bravura se impunham, onde a verdadeira aristocracia conquistava o direito a ser elite porque liderava no campo de batalha. Se antes a guerra era travada lealmente e exigia, força, vitalismo e virilidade, hoje basta carregar num botão para largar uma bomba em cima de milhões de pessoas, as guerras convencionais já não servem de palco do heróico mas são antes ganhas por quem tem mais e melhor tecnologia( talvez hoje só a guerrilha e a resistência encarne ainda esse espírito). Para carregar num botão tanto dá que se seja homem ou mulher. Jünger sempre tão actual!

Não é o melhor texto para o fazer mas cá vai:

Boas festas para ti e os teus, tudo de bom.

Comentar por Rodrigo

A questão reside precisamente em que esse sentido moderno da guerra é diametralmente oposto ao espírito Jüngeriano da «guerra como experiência interior», ultrapassando em larga medida a simplicidade do “carrega-se num botão e já está”, mas antes entranhando-se na complexidade da mutação de mentalidades em curso.

Retribuo os desejos de boas festas, igualmente extensíveis a toda a tua família. Um abraço forte.

Comentar por arqueofuturista

Bueno, nada que no este ya dicho… por cierto, recomiendo la lectura de Ramon Fau, “lo que creemos” muy interesante, trata entre otras cosas de esto mismo, del rol perdido del hombre (abdicado, mas bien) y del papel que se “obliga” a la mujer a adoptar: En resumen, se duplica el numero de trabajadores en el mercado laboral, lo que gana un miembro de la familia en su trabajo ya no da para liberar a lamujer y que se dedique ¡no a hacer de maruja!! si no de criar, formar y educar a los hijos, de darles unos valores;en cambio ahora se hace propaganda de su “realización profesional”, la paridad de cuotas (que es como llamarles incapaces), se minusvalora su principal activo, que es ser la columna vertbral del hogar… niños??? no, por favor, que atan mucho, y mis perspectivas profesionales…y por fin, cuando se acuerdan ya cerca de los 40 que no todoes trabajo, les suena el “despertador biológico” y bueno, la naturaleza es inexorable y hay que acudir a la “fecundación in vitro” (con pareja o no) Menuda perspectiva para ellos y ellas!!!! ¿pero seremos tan tontos de no darnos cuenta?
Felices Navidades!!! Bon Nadal!!!

Comentar por Pepin

Este cenário descrito por Pepin é real, é conhecido por todos nós, denunciado inclusive, sendo que alguns entre as fileiras nacionalistas, voluntariamente ou não, também fazem parte desse cenário que condenam a outros, um fenómeno que infelizmente grassa por toda a Europa.

Desejos de um óptimo Ano Novo.

Comentar por arqueofuturista




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