Os Celtas
Novembro 11, 2006, 10:54 am
Filed under: Raízes

Formação  

Ainda na Idade do Bronze um conjunto de culturas da Europa Central possuía certos costumes semelhantes, característicos da região Reno-Danúbio. Essas culturas se estabeleceram na região chamada “Campo das Urnas”, em referência as tradições funerárias.     Esses povos por volta dos anos 1.200 a.C. – 1.000 a.C., começaram um processo de individualização: Os celtas no Ocidente, eslavos no Norte, os povos de língua itálica no sul e os ilírios no sudeste.    

A Idade do Ferro é dividida em duas civilizações distintas, sendo que a primeira delas é a cultura Hallstatt (nome que provêm dos túmulos da cidade austríaca homônima). Esta fase inicial da Idade do Ferro, que vai de 800 a.C. a 450 a.C., foi caracterizada pela confecção de armas de bronze e grande armas de ferro. Acredita-se que os celtas foram o primeiro povo da Europa a efetivamente usar e trabalhar o ferro. Foi neste período que após diversas excursões, os celtas concluíram a ocupação das Ilhas britânicas.    

No século VI a.C. ainda, portanto, no período hallstattiano, os celtas atingiram a península Ibérica, onde formaram o povo celtibero. A segunda fase da Idade do Ferro, chamada La Tène em alusão a uma cidade no norte suíço, marcou o afloramento da cultura e da expansão celta.    

 

Apogeu    

A cultura La Tène marcou o apogeu do povo celta. O chamado período Lateniano durou de 450 a.C., com o fim da cultura Hallstatt, até o século I d.C., quando Roma conquistou a Bretanha.    

A arte celta nesta época viveu seu “Período de Ouro”, ao mesmo tempo em que se deu inicio a uma grande expansão territorial, mobilizada pelo crescimento demográfico e pela pressão de outros povos vizinhos. Os ataques ao mundo Greco-Romano, neste período, foram freqüentes: em 390 a.C. Roma é saqueada pelos celtas e, em 272 a.C., o mesmo acontece com o santuário de Apolo na cidade grega de Delfos.    

O povo celta que provinha do sudeste alemão, no século IV a.C. já ocupavam toda a planície do Pó, e no século seguinte invadiram a região helênica e acabaram por atingir, em 276 a.C., a Ásia Menor onde se estabeleceram como os conhecidos gálatas das Epístolas de São Paulo. Desta forma, no início do primeiro século antes de Cristo o território celta se estendia da Espanha à Ásia Menor, das ilhas britânicas à planície do Pó.   

É impressionante como tão grande território em nenhum momento constitui um Império com uma política consistente. Durante todo este período, o que uniu os celtas não foi um rei, ou qualquer outro laço de natureza política. A arte, a língua e a religião foram os únicos promotores de unidade.    

No mesmo momento em que se vivia a grande expansão, começava, por assim dizer, o crepúsculo do povo celta, motivada essencialmente pela carência de uma organização entre a diversas tribos.    

Declínio  

Como já foi dito, a falta de um governo central entre as tribos celtas, fez da grande expansão o motivo de sua decadência.   

Os celtas foram o primeiro povo a se submeter ao Império Romano, tanto que no final do século II a.C. a Gália Cisalpina e a Celtibéria já eram territórios conquistados. Sob o comando de Julio César, no século I a.C., a Gália Transalpina foi tomada e, no mesmo período, a Galácia tornava-se província subordinada a Roma. Com as Gálias já conquistadas, as legiões avançaram para as Ilhas britânicas, onde a dominação aconteceu de forma gradativa e foi concluída no fim século I d.C. Enquanto isso, neste mesmo período, as tribos celtas na Europa Central caiam no domínio dos povos germânicos.     Em tese, era o fim da cultura La Tène e a arte celta, assim como concebida, acabou confinada na Ilha da Irlanda, para florescer novamente no início da Idade Média em um ambiente já cristão católico.      

Afora a região irlandesa, a tradição e as línguas de herança céltica ainda sobreviveram nas demais regiões habitadas pelos celtas nos últimos anos que antecederam a dominação, como na Cornualha, Ilha Manx e as Highlands escocesas (Reino Unido), na Bretanha (França), na Galícia (Espanha) e na Galácia (Turquia).    


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