Biopolítica
Novembro 2, 2006, 6:35 pm
Filed under: Em foco

Juntamente com a defesa das etnias e das culturas europeias, a ecologia deve estar no centro das nossa preocupações primárias. Com efeito, proteger o sangue, bastante fragilizado, das nossas velhas estirpes europeias, as nossas tradições, os nossos locais históricos, o nosso ar, a nossa água, as nossas florestas, a nossa flora, a nosa fauna, não é também isso defender tudo aquilo que nós somos enquanto povo enraizado num dado território?         

 Evocar a problemática da ecologia (onde bastantes dramas nos esperam), é antes de mais refectir sobre o lugar do Homem no Planeta. Deverá ele continuar de acordo com a via Bíblica, isto é, o Homem separado da natureza da qual ele desconfia e procura submeter aos seus imperativos («Ide e submetei a natureza», diz a Bíblia)?  

É inútil dizer que essa não é a nossa “filosofia”, pois a violação continua das leis da natureza vai nos conduzir ao pagamento de um preço muito elevado. Para o nosso povo, o povo das fontes e das florestas (não do deserto), o Homem não é senão mais um elemento entre os outros seres vivos (árvores, animais, etc…), e mesmo sendo o mais dotado, nós não julgamos que isso lhe dê o direito de eliminar os outros componentes do mundo e de destruir os seus ambientes próprios. Complementares sim, superiores não!

Reflectir sobre os problemas ecológicos obriga-nos, desse modo, a desejar outro modelo de organização da sociedade: uma sociedade alternativa, que vire as costas ao productivismo, à sociedade de consumo e a todas as formas de materialismo, quer ela seja na forma capitalista-liberal (onde se polui para se produzir mais depressa e a menores custos em vista de obter o máximo lucro), ou marxista (onde se polui para se respeitar dogmaticamente os imperativos da planificação). Reconstruir a Europa camponesa e rural, repensar o equilibrio demográfico e económico do território? Nós não nos poderemos por muito tempo esquivar a esta questão.         

Neste continente europeu envelhecido, a quantidade de pessoas que  habitam esta penínsual eurosiberiana é mais importante que a qualidade dos mesmos? É verdade, como dizia o economista do século XVI Jean Bodin “que não existe riqueza de homens”? Para nós a qualidade dos homens importa sobremaneira, nomeadamente as qualidades morais, culturais… Enfim, deveremos começar a ter em conta os conceitos de biopolítica.

Posto isto, é mais do que nunca mister revigorar a nossa agricultura que está a desaparecer e a industrializar-se, recuperar uma agricultura sã feita no respeito pela terra, aplicando-se isto de igual modo a todos os outros modos de produção. Nós somos filhas e filhos da terra e nós não assassinamos a nossa própria mãe!

Militantes identitários, ecologistas autênticos!


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