Imigracionismo: estratégia eleitoralista da esquerda
Outubro 7, 2006, 10:49 am
Filed under: IMinvasão

Dizia o marxista Berthold Brecht que quando um povo deixa de servir, substitua-se esse povo, opinião, diga-se, partilhada pelos seus congéneres comunistas de todo o planeta, bastando para tal recordar o extermínio pela fome dos ucranianos pelo paizinho dos povos, Estaline, a revolução cultural chinesa onde pereceram mais de 20 milhões de pessoas devido a não partilharem as mesmas opiniões que Mao Tsé Tung, ou ainda o genocídio cambodjano praticado pelos, outrora louvados pela inteligentsia esquerdista, Khmers Rouges.  

Actualmente esta sentença de Brecht continua a ser alimentada pela esquerda europeia, a qual, orfã de causas, procura subverter os ancestrais alicerçes de toda e qualquer comunidade sã, nomeadamente através da obliteração dos valores e despojando os povos de referências identitárias. Estrategicamente planeado, o objectivo reside em fazer desmornar todo o edíficio societário, fazendo da história tábua rasa. 

Aqueles que se arvoram na qualidade de defensores dos direitos dos trabalhadores são também aqueles que incentivam a imigração, que reclamam por fronteiras abertas, que exigem naturalizações maciças. Curioso? Nem por isso, já que a estratégia passa exactamente no empobrecimento generalizado, numa desesperada busca pelo proletariado desaparecido, e para tal, esse neo-proletariado tem de estar despido de especificidades que não sejam a sua condição de assalariado vítima do Moloch capitalista. O vetusto sonho de um proletariado internacionalista, algo nunca conseguido pelos Kominterns, começa agora a ganhar forma. 

Um belo e bom exemplo do que acima descrevo está patente na lista do PS belga para as próximas eleições na cidade flamenga de Schaarbeek. Dos 47 candidatos socialistas somente 23 possuém apelido belga. Ora atente-se: 

1 ONKELINX Laurette
2 COURTHEOUX Eddy
3 BOUARFA Sfia
4 VAN GORP Jean-Pierre
5 VRIAMONT Bernadette
6 LAHLALI Mohamed
7 KLEYKENS Marie-Anne
8 OZKARA Emin
9 MOUREAUX Catherine
10 DURIAU Alain
11 ALIC DERIAH
12 RAMDANI Mohamed
13 MOLAI KWAKAIBI Ghislaine
14 BOUHJAR Abodakre
15 CAMBIE Françoise
16 CHKOUNDA Kacem
17 WERTS Catherine
18 EL MASLOUHI Ahmed
19 JOURDAIN Sigrid
20 DONMEZ Ibrahim
21 NALBANT Tulaï
22 OUAMMOU Driss
23 LAARAJ Elmrabta
24 VAN HOVE Jozef
25 BOISDENGHIEN Annie
26 ZEKHNINI Zakaria
27 GEROMBEAU Françoise
28 VERHAEGEN David
29 MASSON Sophie
30 EL HAJJAJI Abdelatif
31 HANSEN Michèle
32 BAHKI Jamel
33 CHIADEKH Faouzia
34 DENIZLI Murat
35 BRISMEE Aude
36 BOUCHAT Christian
37 DEBOUNY Claire
38 PELLERIAUX Koen
39 KILANI Sonia
40 VAN BRUSSEL Albert
41 ERTORUN Leyla
42 SANCHEZ Chacou
43 GOURDIN Françoise
44 HASSEN Abdessatar
45 COLOMBO Anna
46 MULUMBA Alpha
47 AYAD Abdelkrim
 

Guillaume Faye na sua obra “L’Archeofuturisme” aponta os vários interesses e interessados no fenómeno imigracionista, sendo que a esquerda obedece a uma agenda eleitoralista muito bem delineada, mas cujas as consequências serão inimagináveis mas indubitavelmente aterradoras: 

« …A segunda razão do imigracionismo obedece a um simples cálculo eleitoral e demográfico. As sondagens das informações gerais indicam que, devido às naturalizações e ao direito de solo, assim como o laxismo migratório, o eleitorado de origem imigrante não cessa de crescer em proporção. Ora, os eleitores desta origem votam na sua grande maioria nos socialistas e na extrema-esquerda, supostamente porque os “protege”, enquanto que o seu viveiro eleitoral natural, as classes populares francesas de cepa, abandonam-o em proveito da Frente Nacional nomeadamente. O cálculo é muito simples: a) aumentar na população o eleitorado imigrante, b) facilitar o acesso ao escrútinio pela inscrição automática (e não voluntária e “cidadã”) sobre as listas eleitorais. É um cálculo a curto prazo mas é um bom cálculo carreirista para os políticos de esquerda e da extrema-esquerda: assegurar uma maioria duradoura para conservar o poder. Por razões demográficas, o eleitorado de direita não deixará de ser maioritário em muito pouco tempo. O povo não convém, convém por conseguinte alterar de povo. »


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