Mudam os tempos…
Outubro 5, 2006, 10:37 am
Filed under: Em foco



Os Indo-europeus: Uma sociedade tri-funcional
Outubro 5, 2006, 10:25 am
Filed under: Raízes

A grande particularidade da sociedade dos nossos antepassados indo-europeus é aquela que Georges Dumézil denominou por tri-funcionalidade. A sociedade europeia ancestral articulava-se em torno de três funções principais :

1ª função: A Soberania. Esta função real está dividida em dois conjuntos. De um lado o aspecto jurídico, e do outro, o aspecto mágico e religioso.
As noções fundamentais reagrupam-se nessa 1ª função. O direito, a sapiência, as ciências, o poder espíritual e religioso. Esta função é exercida quase sempre por um Rei-Sacerdote ou por um Rei e um Sacerdote.
O rei podia ser um chefe de clan ou o rei de uma confederação de vários povos (indo-europeus). Entre os celtas o termo para designar o rei era rig, entre os latinos rex, entre os arianos da época védica râjan, entre os trácios rhêsas, etc… A etimologia da palavra rei quer dizer rectidão, aquele que se rege pelas normas. Em suma, o rei era o garante de um sistema íntegro e representante do direito e da justiça no sentido mais nobre dos termos.
Outro aspecto da 1ª função era o religioso. Parece que na sua origem, os Indo-europeus não teriam senão um Rei-sacerdote, logo uma mesma pessoa que assumia as funções de rei e de grande sacerdote. Isto era vísivel entre os Germanos que aparentemente possuiam um clero que se consagrava apenas aos deveres rituais. No Neolítico, contudo, muitos povos indo-europeus concederam a esse aspecto da 1ª função uma representação legal. O sacerdote dirige a autoridade espíritual, enquanto que o rei se encarrega da autoridade temporal. Ao nível simbólico encontramos aqui os eixos da roda solar: a linha horizontal representa o poder temporal e a linha vertical o poder espíritual. Entre os celtas o sacerdote era o druída, entre os arianos da época védica era e é o Brâmane (*bhelgh-men), entre os romanos o flamine (Flamen Dialis), entre os ario-iranianos o mage ou atharvan, entre os vikings (tardiamente) o godi. O sacerdote assumia também outras funções como as de filosófo, de sábio, de educador, de médico, e de guardião das tradições. Entre os romanos existia um sacerdote por cada função divina, sendo o conjunto denomindo flamines maiores. Um sacerdote para Júpiter (o dialis), um para Marte (o martialis), e um para Quirinus (le quirinalis).
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De regresso ao combate!
Outubro 5, 2006, 9:58 am
Filed under: Resistência & Reconquista

« É necessário pôr termo, nestes tempos de guerra que começa, com essas ideias de saber se nós “temos ou não razão”, se “nós somos detentores da verdade”, se “a nossa causa é justa ou não”. Isso não tem interesse no que respeita à competição universal. O essencial é a crença na legitimidade da sua própria supremacia e na vontade de sobreviver. »

Guillaume Faye, Avant-Guerre, Chronique d’un cataclysme annoncé, L’Aencre, 2002