Bento XVI e a identidade da Europa
Setembro 24, 2006, 12:46 pm
Filed under: Em foco

Sendo este espaço internáutico aconfessional e consequentemente livre de qualquer obediência ou preferência religiosa, o que não impede, ainda assim, de denunciar todos quantos prejudiquem ou atentem contra os superiores interesses nacionais e europeus, como é o caso dessa religião, inimiga desde sempre, denominada por Islão, decidimos publicar aqui alguns trechos, que julgamos muito pertinentes, de um extenso texto redigido pelo Papa bento XVI acerca da identidade europeia.

Qual é a verdadeira definição da Europa? Onde começa, e onde termina? Porque, por exemplo, não é a Sibéria considerada parte da Europa, mesmo havendo muitos Europeus aí a viverem, os quais têm um estilo europeu de pensar e de viver? Ao sul da comunidade dos povos russos, onde as fronteiras da Europa desaparecem? Que ilhas atlânticas são europeias e quais não são? A Europa é um termo geográfico somente num sentido secundário: A Europa é primeiramente um conceito cultural e histórico.  Na hora de seu maior sucesso, A Europa parece oca, como se estivesse paralizada internamente por uma falha no seu sistema circulatório, o que está pondo em perigo sua vida, sujeitando-a aos transplantes que apagam sua identidade. Ao mesmo tempo que suas forças espírituais se desmoronaram, um declínio crescente na sua etnicidade está ocorrendo também. 

O problema essencial da nossa época, para Europa e para o mundo, é que embora a falácia da economia comunista seja reconhecida, a sua falácia moral e religiosa não foi desmontada. A questão não resolvida do marxismo persiste: as incertezas originais do homem sobre deus, sobre ele mesmo, e sobre o universo. O declínio de uma consciência moral enraizada em valores absolutos é ainda o nosso problema, e permanece insolúvel, podendo conduzir à auto-destruição do consciência europeia, a qual nós devemos começar a considerar como um perigo real. 

O ódio de si próprio do ocidente não é senão um caso patológico. É louvável que o ocidente esteja tentando ser mais aberto, ser mais compreensivo dos valores dos outros, mas perdeu toda a capacidade para o amor-próprio. Tudo o que vê na sua própria história é desprezível e destrutivo; já não tem a capacidade de perceber o que é grande e puro. O que a Europa necessita é de uma nova auto-aceitação, uma auto-aceitação que seja crítica e humilde, isto se desejar verdadeiramente sobreviver. 

O multiculturalismo, que é tão apaixonadamente promovido, por vezes conduz a um abandono e a uma negação, uma fuga das próprias coisas. 

O próprio multiculturalismo exige, assim, que retornemos uma vez mais a nós próprios.


Deixe um Comentário so far
Deixe um comentário



Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s



%d bloggers like this: