A propósito das declarações do Papa Bento XVI
Setembro 23, 2006, 5:23 pm
Filed under: Em foco

Tenho o enorme prazer de publicar este artigo de um grande amigo e companheiro de luta e a pessoa mais qualificada que conheço para abordar assuntos de carácter religioso. Espero que este contributo seja o primeiro de muitos outros Miguel.

A controvérsia gerada em torno das declarações proferidas pelo Papa Bento XVI sobre o Islão (1) veio confirmar que o Islamismo permanece desafiador e agressivo face a todos aqueles que ousam questionar a sua intrinseca natureza.

Ora, sabe-se muito bem que o Islão, e muito mais o islamismo, sua construção ideológica, é uma religião absolutista, totalitária, expansionista e mundialista, não podendo separar o religioso do temporal e do profano, não reconhecendo a autonomia da pessoa perante a livre opção religiosa, não distinguindo a “teopolis” (cidade de Deus) da “polis”(cidade dos homens). O discurso de Bento XVI tem o mérito de abrir a ferida e promover corajosamente o necessário debate sobre os reais propósitos do Islamismo.Se as outras religiões monoteistas do Médio-Oriente, o Cristianismo com o iluminismo e a laicidade, o judaismo com o movimento da “Haskalah” e os seus seguidores “maskalim”, conseguiram, a muito custo, superar a tentação totalitária e reducionista, o Islão, pelo contrário, permaneceu e permanece imobilizado, salvo algumas excepções, num discurso teológico e filosófico dogmático, encerrado em si mesmo, naturalmente incapaz de ler e perceber a modernidade.

O Islão, no seu conteúdo teológico e na sua prática social e política apresenta-se como um inimigo natural dos Europeus, para recorrer a um conceito tão caro a Carl Schmitt, contradiz na sua essência a mundovidência dos povos Europeus, elaborada a partir da incessante busca da liberdade e da supremacia da consciência individual.

No plano geopolítico o Islamismo constitui hoje uma ameaça ao espaco civilizacional da cristandade, não confundamos com o Cristianismo “tout-court”, o anel verde (cor do Islão) em redor da Europa, a iminvasão proveniente dos países islâmicos, o crescente peso demográfico das populações de origem árabo-islâmica no continente Europeu, a proliferaçao de mesquitas e centros islâmicos por todas as cidades Europeias, contrariamente, na esmagadora maioria dos países de confissão muculmana a edificação de igrejas é interdita e a liberdade religiosa letra morta, o terrorismo internacional de matriz islâmica, tudo isto propícia a eclosão futura de confrontos e choques civilizacionais.

O Islamismo, pelo número e pela sua visível influência tornou-se um pesadelo no seio da casa Europeia. A leitura cuidada e sem complexos etno-masoquistas da história Europeia informa-nos que o Islão sempre invadiu a Europa com intuitos expansionistas e com o claro propósito de ocupar o nosso continente. Só os tontos colaboracionistas ignoram ou negam este facto! Foi assim na Península Iberica, nos Balcãs, na Europa central e oriental, não olvidando o genocídio dos cristãos Arménios ás mãos dos Turcos otomanos. Com outra estratégia e diferente metodologia náo temos razões para duvidar que o mesmo ocorre hoje. Ainda que com timidez e na forma discursiva parece-nos que Bento XVI compreendeu a emergência da ameaçadora realidade em que nos movemos. Contudo, só se lamenta que o Vaticano nao tenha a mesma lucidez e clarividência perante outro tipo de invasões…. Somos convictos de que dos discretos corredores do Vaticano o alerta está dado: para os Islâmicos o fumo que sai é bem negro! Uma boa notícia para a

Europa e para os Europeus.

Aguardemos.

Miguel Ângelo Jardim (Miazuria) 

(1) O Islão é aqui identificado nas suas duas grandes correntes histórico-teológicas: Sunnitas (Wahhabitas) e Shiitas, incluindo as quatro escolas jurídicas (Maliki,Shafii,Hanafi.Hanbali). Os demais grupos sectantes ou sectários como são os Druzos, Alauitas, Alevis, Bektashis, Ismaelitas, Babis e Ahmadiyyas não são relevantes para o efeito. Aliás, todos eles são considerados pelos Sunnitas e Shiitas como heréticos e por esse motivo perseguidos e marginalizados.


5 comentários so far
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Grande contratação para o Arqueofuturista.
A ameaça está identificada, haja vontade e coragem para combatê-la.
RGMateus

Comentar por social-patriota

Obrigado!
Sempre disponivel no combate pela nossa Identidade etno-cultural!

Por Portugal e pela Europa.

Abraco

Comentar por Miazuria

Força nisso, camarada Miazuria.Brilhante artigo, como seria de esperar. Especialmente esclarecedora esta parte, que devia estar presente na mente de todos os Nacionalistas:
«O Islão, no seu conteúdo teológico e na sua prática social e política apresenta-se como um inimigo natural dos Europeus, para recorrer a um conceito tão caro a Carl Schmitt, contradiz na sua essência a mundovidência dos povos Europeus, elaborada a partir da incessante busca da liberdade e da supremacia da consciência individual.»

Comentar por Caturo

Obrigado, amigo e camarada Caturo.
Estamos juntos no mesmo combate!

Abraco

Comentar por Miazuria

Brilhante, como sempre! ;)

Saudações!

Comentar por Santarém Identitiária




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