A sociedade Proto-Indo-Europeia
Setembro 18, 2006, 9:22 pm
Filed under: Raízes

Os Proto-Indo-Europeus (PIE) eram uma sociedade patrilinear da Idade do Bronze (aproximadamente 5º ou 4º milénio AC), provavelmente semi-nómadas, tendo por base a produção animal.  Estrutura Societal O nome nativo com que estes povos se designaram a si mesmos enquanto comunidade linguística, ou enquanto uma unidade étnica de tribos relacionadas não pode ser reconstruído com absoluta certeza. Pode ter sido  arvo (“raça ariana”).  

Existe uma evidência para a realeza sagrada, sugerindo que o rei tribal ocupou ao mesmo tempo o papel do sacerdote supremo. Muitas sociedades indo-Europeias conheceram uma divisão tripartida com uma classe de clérigos, uma classe de guerreiros e uma classe de agricultores. Tal divisão foi sugerida para a sociedade Proto-Indo-Europeia por Georges Dumézil.   Havia provavelmente uma classe separada de guerreiros, consistindo nos homens novos que não eram ainda casados. Eventualmente eles possuiam um código separado de guerreiros inaceitável na sociedade fora de seu par-grupo. Os traços de rituais de iniciação em diversas sociedades indo-Europeias sugerem que este grupo se identificou com lobos ou cães ( Berserker (viking), homem-lobo).  Os povos estavam organizados em povoações ( weiks; – em inglês wick “vila”), provavelmente cada uma com o seu rei (rek’s). Estas povoações ou vilas estavam divididas por casas (dom), cada uma dirigida por um patriarca (demspati; despotes em grego, dominus em latim, dampati em sânscrito).  

Ritual e sacrifício Os PIE praticaram uma religião politeísta centrada nos rituais sacrificiais, administrados provavelmente por uma classe de sacerdotes ou de xamans.  

Os animais eram sacrificados e dedicados aos deuses na esperança de ganhar as suas graças. O rei como sacerdote supremo seria a figura central no estabelecer de relações favoráveis com o outro mundo.  A hipótese Kurgan sugere enterros em pequenos carros ou numas câmaras tumulares. Os chefes importantes seriam enterrados com seus pertences, e possivelmente também com membros de sua casa ou esposas (sacrifícios humanos). Poesia Somente pequenos fragmentos da poesia Proto-Indo-Europeia foram recuperados. Aparte dos hinos sacrificiais, haveria uns mitos (tais como os mitos da árvore do mundo e da matnça de uma serpente ou de um dragão por um deus heróico). Provavelmente de grande importância era a exaltação das ações heróicas dos guerreiros, perpetuando a sua glória (k’levos).  

Filosofia Algumas palavras relacionadas com a mundovisão PIE: ·        ghosti– implicava obrigações mútuas entre as pessoas e entre os fieis e os deuses, e da qual as palavras em inglês guest e host derivam. ·         rtu -, rta -, “caber, certo, ordenado”, também “tempo certo, ritual correcto”, relacionado com a ordenação do mundo (rta -, rtu – do védico)·        verdh– “cresce, aumenta, prosperar”, também “certo, verdadeiro” (orthos em grego). Associado com destino no sentido de “aquilo que vem de passagem, que evolui” (wyrd, em inglês arcaico, Urd em nórdico)  

Subsistência A sociedade Proto-Indo-Europeia dependia da criação animal. O gado (gwous) eram os animais mais importantes, e a riqueza de um homem seria medida pelo número de suas vacas. Os carneiros e as cabras eram também criados também, possívelmente pelos menos ricos.  A agricultura e a pesca eram praticadas também.  

A domesticação do cavalo pode ter sido uma inovação deste povo e é invocado por vezes como um factor que contribuiu para a sua rápida expansão. Tecnologia Tecnologicamente, a reconstituição sugere uma cultura da idade de bronze: O bronze foi usado para fazer ferramentas e armas (nsis). O ouro e a prata foram conhecidos também.   Julgando pelo vocabulário, por técnicas de tecer, de fazer pregas, de amarrar nós, etc, tudo isto era importante e bem difundido e usado para a produção de texteis e para as cestas, para as cercas, para as paredes, etc. Tecer também tive uma conotação mágica muito forte e a magia é frequentemente expressa por tais metáforas. Os corpos dos defuntos parecem ter sido literalmente amarrados às suas sepulturas para impedir o seu regresso.  A roda (kwekwlos) era conhecida, certamente para os carros de bois, e a guerra dos PIE pode também ter empregado carros puxados a cavalo.


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