A sociedade Proto-Indo-Europeia
Setembro 18, 2006, 9:22 pm
Filed under: Raízes

Os Proto-Indo-Europeus (PIE) eram uma sociedade patrilinear da Idade do Bronze (aproximadamente 5º ou 4º milénio AC), provavelmente semi-nómadas, tendo por base a produção animal.  Estrutura Societal O nome nativo com que estes povos se designaram a si mesmos enquanto comunidade linguística, ou enquanto uma unidade étnica de tribos relacionadas não pode ser reconstruído com absoluta certeza. Pode ter sido  arvo (“raça ariana”).  

Existe uma evidência para a realeza sagrada, sugerindo que o rei tribal ocupou ao mesmo tempo o papel do sacerdote supremo. Muitas sociedades indo-Europeias conheceram uma divisão tripartida com uma classe de clérigos, uma classe de guerreiros e uma classe de agricultores. Tal divisão foi sugerida para a sociedade Proto-Indo-Europeia por Georges Dumézil.   Havia provavelmente uma classe separada de guerreiros, consistindo nos homens novos que não eram ainda casados. Eventualmente eles possuiam um código separado de guerreiros inaceitável na sociedade fora de seu par-grupo. Os traços de rituais de iniciação em diversas sociedades indo-Europeias sugerem que este grupo se identificou com lobos ou cães ( Berserker (viking), homem-lobo).  Os povos estavam organizados em povoações ( weiks; – em inglês wick “vila”), provavelmente cada uma com o seu rei (rek’s). Estas povoações ou vilas estavam divididas por casas (dom), cada uma dirigida por um patriarca (demspati; despotes em grego, dominus em latim, dampati em sânscrito).  

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Até os mais simples organismos favorecem a sua própria espécie
Setembro 18, 2006, 11:12 am
Filed under: Em foco

Cientistas descobriram que até mesmo os organismo unicelulares como as amebas, os organismos mais simples conhecidos, favorecem os seus semelhantes em momentos de necessidades. Geralmente presentes na água, as amebas também se sacrificam a si mesmas para o bem da sua espécie, concluiram os investigadores de acordo com o número de Agosto da Revista Nature.  

“Ao reconhecer a sua espécie, um micróbio social pode direccionar um comportamento altruista para com os seus parentes” diz Natasha Mehdiabadi, orientadora do estudo na Universidade de Rice.  

Mehdiabadi e os colegas estudaram um grupo de amebas denominadas Dictyostelium purpureum, micróbios comuns existentes no solo que se alimentam de bactérias. Na natureza, quando ocorre uma diminuição de alimentos, estas amebas juntam-se aos milhares e formam estreitos blocos, semelhantes a cogumelos.  

Estes “cogumelos” diminutos têm uma haste autonoma onde se situam as células reproductivas. Uma criatura que eventualmente lhe toque irá transportar essas células reproductivas, permitindo que as amebas possam começar o ciclo de vida outra vez.Contudo, de modo a dispersar as células reproductivas, algumas amebas têm de formar a haste e sacrificarem-se a si próprias nesse processo. 

Mehdiabadi experimentou o método em diferentes grupos de amebas, misturando-as, sendo que ficou demonstrado que os organismos se associam  preferencialmente aos da sua espécie.