Dimitude em acção!
Setembro 15, 2006, 10:45 pm
Filed under: Hit Parade dos colaboracionistas

«Para mim é óbvio que se 2/3 dos holandeses quiserem introduzir a charia, isso deverá ser possível. Como impedir isto legalmente? Seria escandaloso dizer “é impossível”. É a maioria que conta. Aí reside a essência da democracia.»

Piet Hein Donner, Ministro da Justiça da Holanda (eleito pelo Partido Crsitão-Democrata)



Faleceu Oriana Fallaci e com ela uma voz de coragem e liberdade.
Setembro 15, 2006, 6:22 pm
Filed under: Em foco

A controversa jornalista italiana Oriana Fallaci morreu aos 77 anos de idade na quinta-feira, 14 de Setembro, na sua nativa Florença após uma longa batalha contra o cancro.Fallaci, uma mulher com um percurso pouco ortodoxo, cedo notabilizou-se pelo seu radicalismo politico esquerdista, sendo igualmente reconhecida pela sua coragem enquanto correspondente de Guerra. 

Mulher frontal e controversa, Oriana Fallaci nunca demonstrou pejo algum em denunciar aquilo que considerava ultrajante, fosse a riqueza incomensurável de uns poucos capitalistas ante a pobreza indescritível de uma ampla maioria, fosse na acusação sem paliativos do imperialismo terrorista islâmico, nomeadamente após os atentados a 11 de Setembro de 2001 nos EUA.

As suas obras “A RAIVA E O ORGULHO (2002) e “A FORÇA DA RAZÃO” (2004) chocaram os seus antigos admiradores, tendo, porém, ganho muitos mais pela sua corajosa denúncia da ofensiva Islâmica e da invasão da Europa por imigrantes desrespeitadores dos nossos hábitos e costumes, estranhos à nossa cultura e civilização. De forma crua Oriana Fallaci alertou para o terrível facto da Europa correr o risco de se tornar na “Eurábia”, uma vez que se “vendera a si própria como uma prostituta ao sultão”. Fallaci chegou mesmo a condenar o Papa João Paulo II por este ter pedido desculpa pelas Cruzadas, se bem que, posteriormente, tenha louvado a Igreja pelo seu papel na defesa das raízes cristãs da Europa contra o “relativismo” e a “deriva multiculturalista”.

Oriana Fallaci deixou-nos para sempre e para sempre fica o exemplo de rectidão moral, de uma pessoa livre dos ditames ideológicos e de dogmatismos anacrónicos. As suas obras acima referidas assim o comprovam e a sua leitura será sem dúvida a melhor forma de homenagear esta mulher-guerreira.