A chatagem de Kadhafi
Setembro 11, 2006, 6:21 pm
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O líder líbio, Mouammar Kadhafi, afirmou este sábado que a Europa deve pagar anualmente 10 mil milhões de dólares aos países africanos se quiser travar a imigração clandestina. Durante um discurso por ocasião do sétimo aniversário da União Africana (UA), disse Kadahfi que «A Europa deve indemnizar-nos por ter explorado e pilhado os nossos minérios e riquezas. Para que os africanos fiquem em casa, nós reclamamos 10 mil milhões de dólares por ano».

Perante estas assombrosas declarações faço minha a questão levantada pelo Professor Revillo Oliver: «O que devemos aos nossos parasitas?» Não basta a Europa ser assolada por uma verdadeira invasão populacional e consequente colonização, algo sem paralelo na milenar história europeia, como agora somos ainda chantajados pelo beduino de Tripoli a pagar uma avultada soma monetária para que os africanos não nos entrem pela casa adentro. 

Ora, não podemos deixar de nos interrogar; se nós europeus, somos denominados pelos africanos, entre outros mimos, como diabos brancos, imperialistas, colonialistas, racistas, esclavagistas, e-tudo-do-pior-que-existe-no-mundo, não deixa de ser incompreensível, atingindo mesmo níveis de bizarria, que as “pobres vítimas” do terrível e tenebroso colonialismo europeu queiram abandonar os seus lares, as suas nações livres e independentes “da mão do branco”, para rumarem em direcção às terras dos seus antigos exploradores? Mais, acaso alguém irá remunerar financeiramente os estados europeus pelas despesas extraordinárias que têm lugar face ao elevadíssimo custo que acarreta a imigração terceiro-mundista, nomeadamente no campo da saúde, da habitação, do ensino, autêntico imposto da imigração a que estão sujeitos os contribuintes europeus?  

Além disto, é pertinente lembrar que a imigração é uma enorme fonte de receitas (a segunda para ser exacto, após o turismo) para países como a Tunísia, Marrocos, Senegal, etc.  

Estas e outras questões saltam à mente, porém, estamos em crer que o Dalai Lama, aquando da sua intervenção no parlamento europeu há alguns meses, respondeu antecipadamente ao Coronel Kadhafi ao proferir estas tão corajosas quanto certeiras e incontestáveis palavras: «Os africanos têm a tendência em se queixarem muito e a  trabalharem pouco