Os inimigos da floresta são nossos inimigos!
Agosto 28, 2006, 6:52 pm
Filed under: Em foco

Pierre Vial, dirigente da associação de resistência identitária Terre et Peuple redigiu este muito pertinente texto sobre um falgelo que recorrentemente, ano após ano, e tal como ele refere, também aflige de forma impiedosa o nosso país. A defesa da natureza e do nosso parque florestal é um dever imperioso de todas e todos aqueles que estão empenhados na defesa e preservação do nosso património étnico, cultural e, de forma consequente, ambiental. Leiamo-lo, pois.

Este verão, na Europa, todas as regiões, especialmente na Espanha, em Portugal, na Grécia, foram devastadas por incêndios monstruosos. Particularmente mortal na Galiza, velha terra céltica onde existe o ancestral caminho das estrelas (chamado, por certo, caminho de Santiago de Compostela, nome que significa “o campo das estrelas”) e que afirma orgulhosamente a sua identidade, designadamente enviando cada ano, para o representar, os seus músicos e os seus dançarinos ao Festival intercélto de Lorient. A incúria das autoridades regionais mas também a criminosa negligência das autoridades madrilenas foram tragicamente postas em evidência: bombeiros muito pouco numerosos e insuficientemente formados, materiais inapropriados, obsoletos, incapazes de serem eficazes frente a incêndios gigantescos.

Estes incêndios são, na maior parte, de origem criminosa. São provocados, comanditados por crápulas que, para obterem enormes lucros em operações imobiliárias, não hesitam em transformar vastas e bonitas florestas em desertos de cinzas, semelhantes a superfícies lunares, a flora e fauna destruídas sem hesitação em nome do Deus Dinheiro. Estas pessoas – executantes e mais ainda os comanditários – são criminosos que, em Estados normalmente constituídos, deveriam ser sancionados pela única penalidade adaptada ao seu crime: a pena de morte.

Atacando a floresta, estes criminosos destroem uma insubstituível fonte de vida, a floresta que constitui um biótipo indispensável ao equilíbrio natural. Claramente, a floresta é o garante de sobrevivência para tudo o que é vivo sobre a terra, da vegetação aos animais (contando, entre eles, estes animais que se chama homens). É por isso que a destruição, sempre para fins mercantis, de gigantescas superfícies florestais, em todos os continentes, sob pretexto de necessidades industriais (massa de papel, de madeiras de construção, mobiliário, etc….) é tão criminosa como os incêndios voluntários.

Se os interesses financeiros explicam muitas coisas, não explicam tudo. Porque a floresta é, em si mesma, portadora de uma concepção do mundo, de culturas e de civilizações que são as nossas. No século XIX, Ernest Renan opunha, na história da humanidade, os povos das florestas – nós – e os povos do deserto – os nossos inimigos, desde sempre. Este critério é mais válido que nunca. Retornamos a uma luta ideológica multissecular: quando os monges, na Idade Média, justificavam os arroteamentos, explicavam que era obra pia porque todo o retrocesso da floresta era o retrocesso do diabo (ou seja, os velhos Deuses pagãos, do ponto de vista da neurose cristã, pois as crenças ancestrais dos Europeus, perseguidas pelos zelotas cristãos, haviam encontrado refugio no coração das florestas, sob a protecção de pessoas que se poderia denominar como os Irmãos e irmãs da Floresta – ou feiticeiras, bruxas ou fadas, como se quiser).

Hoje, o dever imperioso dos bons Europeus é mobilizarem-se para zelar pelas nossas florestas. Muito concretamente, voluntários prontos para ajudar ao reflorestamento das regiões da Europa martirizadas estes últimos meses seriam bem-vindos.

Pierre Vial


3 comentários so far
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pepiño tocando el haarp…..a?

Comentar por perfida albion

la zorreria astucia galaica de pepiño

Comentar por Berardo

Eu sou galego aunque vivo na cidade de Barcelona, a meva patria es Galiza, eu son um guerrilheiro celta en loita! con as mevas armas

Comentar por Danko




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