Interditar o Islão – uma reflexão, uma estratégia
Agosto 12, 2006, 10:01 am
Filed under: Em foco

Na Suiça, Alain Jean-Mairet dá voz a um conjunto de pessoas da sociedade civil que, perante o perigo do islamismo, resolveram colocar de lado a linguagem politicamente correcta e elaboraram uma estratégia que visa erradicar este tumor da sociedade ocidental, antes que o ele alastre e se torne irreversível. No momento em que um dos símbolos da nossa civilização é atacado, este documento ganha actualidade e prioridade, pelo que qualquer contributo para o seu aprofundamento e divulgação é bem-vindo.

Interditar o Islão – uma reflexão, uma estratégia

Interditar o Islão é uma boa ideia? Durante algum tempo reflecti em voz alta e tenho coligido argumentos de forma sistemática. Penso que a resposta é «sim», sem sombra de dúvida.
Primeiro, simplesmente porque o Islão é criminógeno*. Onde o Islão se instala, a charia tende a instalar-se também, e as suas leis, do ponto de vista das nossas, são apelos ao crime. Ora não podemos, como pensam as boas almas que solicitam aos muçulmanos uma opinião, que estes têm previamente preparada, aceitar o Islão e recusar a charia. Em democracia – uma maioria de muçulmanos vai forçosamente impor as suas leis e, como há decénios constatamos na Europa, os muçulmanos tendem a formar comunidades homogéneas, onde os mais extremistas não tardam a impor as leis e usos islâmicos.
Depois, porque o livro sagrado dos muçulmanos, passada a primeira impressão de incompreensão resultante das diversas incoerências (ausência de uma classificação razoável dos capítulos, cerca de 20% do conteúdo sem um significado claro oficial), não passa de um apelo ao ódio e à subversão. O simples facto de tolerar a leitura, sem advertência, de uma obra supostamente de origem divina equivale a colocar em perigo toda a sociedade e os seus vizinhos. Além disso, a propaganda enviada há décadas pelas nações islâmicas, faz dos muçulmanos não ocidentalizados perigosos e potenciais inimigos interiores.
Estas constatações não são apanágio exclusivo dos adversários do Islão. Inúmeros muçulmanos, provavelmente não-crentes, servem-se, sem escrúpulos, da mensagem desses textos para estabelecer um poder criminoso. E alguns são de tal forma astutos que enganam intelectuais e responsáveis governamentais.
Os projectos de interdição do Islão enfrentam dois grandes obstáculos. Primeiro a opinião pública recusa-o instintivamente, pois a empreitada cheira a enxofre – proibir uma fé não é comum. Existe, portanto, um esforço enorme de informação a dar – um esforço calmo, reflectido, solidamente argumentado, de forma a convencer sobre a justiça deste empreendimento, mesmo junto dos muçulmanos de boa vontade e desencorajar as reacções epidérmicas, com que contam os muçulmanos a que chamamos islamistas. É preciso trabalhar objectivamente, em larga escala e mostrar intenções irrepreensíveis.
Na mesma ordem de ideias, a proposta de interdição deve conter uma visão de futuro que ofereça uma abertura real. A interdição deve estar inscrita num projecto que a ultrapassa e lhe dá uma tónica positiva. Concretamente, deve-se exigir, não uma interdição, mas uma moratória, com condições bem definidas, para que as pessoas razoáveis as possam aceitar facilmente, depois de tomarem conhecimento do argumentário válido.
O segundo obstáculo é de ordem estritamente jurídico. Uma interdição, ou uma moratória, fazem intervir as leis. Existem inúmeras maneiras possíveis de pedir a interdição de algo como a religião islâmica. Deve pedir-se a interdição da publicação do Corão? Deve pedir-se o encerramento das mesquitas? Deve interditar-se os minaretes? Deve vigiar-se sistematicamente os locais de culto e inculpar os pregadores do ódio? Ou deve-se interditar a religião islâmica a nível constitucional, com o aval de um referendo popular? As possibilidades variam consoante as diferentes legislações locais.
Temos, também, o problema da argumentação jurídica. O Islão tem séculos de experiência de debate, que podemos lançar ao pedir a sua interdição – um pouco por todo o lado e em inúmeras ocasiões, outras pessoas chegaram às mesmas conclusões e tentaram esta experiência (veja-se este exemplo). Os entendidos muçulmanos conhecem as trocas de argumentos e as astúcias utilizáveis para contrariar um adversário numa tal situação. É necessário começar por construir um dossier de acusação irrefutável, mesmo para os entendidos muçulmanos.
Daí que se proponha a seguinte estratégia:
Como brevemente indicado nesta apresentação, o significado dos textos sagrados islâmicos foi objecto de pesquisas arrebatadas no Islão. Na época, durante os primeiros séculos, o Islão era conquistador, parecia levado pela força de Deus, e muitos homens consagraram-se, sem dúvida sinceramente, ao estudo dos textos que testemunhavam a mensagem do seu profeta.
Cada um desses homens teve de começar por aprender de cor os textos sagrados, isto é, no mínimo o Corão e uma grande parte das récitas da vida do profeta. Depois deliberaram, durante decénios, com um luxo de precisão e detalhe frequentemente vertiginoso, sobre o significado e o valor legislativo destes textos, considerados como a própria palavra de Deus. Formaram-se assim diversas escolas, de diferentes obediências, em vários locais do já extenso império islâmico. Ora, nenhuma destas escolas contestou as interpretações dos actuais jihadistas, pelo contrário – estes elementos formam um núcleo duro de unanimidade entre eles.
É necessário provar isto. É preciso reunir um dossier que comporte os principais manuais do direito muçulmano clássico, das diferentes escolas de jurisprudência (hanefita, malequita, shafeita, hanbalita, xiita), traduzir nas línguas suíças (ou europeias) os capítulos sobre os temas (jihad, dhimma, houdhouds, esclavagismo) que provam, o mais claramente possível, a inadequação da charia com as nossas leis, fazer autenticar as traduções por notários, compor um catálogo de argumentos (observe-se aqui uma proposta do plano exposto) orientada sobre as diversas possibilidades de acções legais contra o Islão.
Munidos deste material, provando de forma indubitável o aspecto criminógeno dos textos sagrados da religião islâmica, deve lançar-se um projecto internacional nos círculos de juristas, fornecendo aos candidatos o dito catálogo de argumentos assim como o direito de acesso a todas as peças do dossier. Seguidamente, a iniciativa individual fará o resto – os vários juristas, organizações, associações, organismos decidirão as acções que convêm aos seus estatutos, às suas prioridades e às leis do seu país.
Para lançar e apoiar este projecto, proponho criar um consenso em torno de um documento central, fundamental, ao qual os diferentes participantes poderão aderir oficialmente e do qual se poderão reclamar nas suas acções individuais. Proponho criar um comité que agrupe as pessoas e instituições que estejam de acordo com o Manifesto do 31 Julho, que faz referência ao acórdão histórico do Tribunal Europeu dos Direitos do Homem e estabelece um quadro e um objectivo para o empreendimento aqui definido.
Fico à vossa disposição para os mais amplas informações: Alain Jean-Mairet

Na sequência do texto que acaba de ler, foi elaborado um «Plano de acção».

* criminógeno, no sentido que a sua prática incita ao agravamento da criminalidade, na óptica das leis ocidentais.


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