A ecologia como superação da fractura direita-esquerda (parte I)
Junho 11, 2007, 10:18 am
Arquivado em: Em foco

por Miguel Ângelo Jardim
 

Em 1970 Castoriadis escrevia que a ecologia é essencialmente política, não é “científica”.

Tal afirmação está na origem de uma contestação de princípio. Definida em termos gerais a ecologia tem como objecto o estudo, a defesa e preservação da natureza e dos ecossistemas.

Neste âmbito ela remonta ao século XIX com a contribuição decisiva e fundadora do biólogo alemão Ernest Haeckel. A seu tempo enriquecida por outras áreas do conhecimento científico: biologia, geografia humana e física, botânica e zoologia e mais recentemente a etologia. Figuras salientes como Alexander von Humboldt, Charles Darwin, A.Wallace, Modicus, E.Suess, Vladimir Ivanovici, entre outros, alargaram o conceito, estabelecendo pontes e ligações numa interdisciplinaridade ainda hoje funcional e actuante.

Esta visão permanece válida, representa um recurso ideológico para quem encara a problemática ecológica e ambiental de uma forma mais neutra, despida de extrapolações laterais à questão ecológica. A ecologia política é mais recente. O ecologismo como discurso e prática política, preocupado com as questões do poder e inserido nas lutas económico-sociais chega-nos a partir dos meados do século XX, ainda que já possamos vislumbrar esta atenção nos anos 30-40, muito em particular na Alemanha, (movimento “völkisch” e “wanderwögel”) e, em certa medida, em França, através do movimento de inspiração personalista “Ordre Nouveau” (Ordem Nova), o qual não se deve confundir com outra organização homónima dos anos 60.

Instrumentalizada à direita e à esquerda, a ecologia transforma-se numa mundividência holística da acção política. Todavia, ela afigura-se mais como um pretexto, uma preocupação periférica, do que um objectivo essencial e prioritário. A crítica dos fenómenos económico-sociais e políticos a partir de postulados ecologistas ou ecológicos não ultrapassa as boas intenções, resume-se a uma estratégia para granjear votos e simpatia em determinadas franjas do eleitorado.

A expressão de “melancias”, verdes por fora, mas vermelhos por dentro, tem, neste contexto, toda a sua lógica.

Continua


15 Comentários até agora
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Muy buen post, ánimo a los identitarios ibéricos que parece que algo empieza a moverse.

Comentário por Juancho

Hola amigo tengo una otra pregunta sobre Portugal:

Que tal la “universidade lusofona”? Es buena? O no es nada de especial?

Comentário por sikandar

Gracias Juancho por tus palabras de camaradaje e ánimo. Que una red identitaria ibérica conozca pronto la luz!

Comentário por arqueofuturista

Ciao Sikandar, infelizmente não frequentei essa universidade mas sim outra, logo, torna-se difícl fazer qualquer preciação. Mas creio que sim, que deverá ser uma boa universidade.

Um abraço.

Comentário por arqueofuturista

Pero es demasiado Lusofona, es decir, mas cerca de africa! Tiene todavia calidad academica.

Tengo alli un buen amigo. Es prof de teoria de la comunicacion.

Saludos y viva los Identitarios Ibericos!

Vuestro

Miazuria (Miguel Angelo Jardim)

Comentário por Miazuria

Caro Miguel, o nosso amigo Sikandar é italiano, não obstante escrever em castelhano. Contudo, tem um fascínio por Portugal e pela nossa cultura, revelando ser uma pessoa inteligente… eheheh

Um abraço para ti Miguel.

Comentário por arqueofuturista

Si tengo mucho fascino para todo lo que es Portugal, asi que me gustaria hacer un maestrado en una universidad lusofona (si mi novia me deja..). Y la lusofona tiene maestrados muy bellos.

Me gusta esto:
http://www.grupolusofona.pt/portal/page?_pageid=135,514936&_dad=portal&_schema=PORTAL

Y esto:
http://www.grupolusofona.pt/portal/page?_pageid=135,514847&_dad=portal&_schema=PORTAL

Comentário por sikandar

Ah! E Italiano, va bene!!

Si deseas puedo enviarte la direccion electronica de mi amigo prof.

La universidad,lo repito, es buena, pero muy de izquerdas, su

preocupacion es la lusofonia y su origen ideologica nos llega de

sectores vinculados al movimiento de los anos 60/70 llamado

cristianos hacia al socialismo

Tenian influencia en Espana , Italia…

El rector fue cura.

Alli puedes encontrar muchos estudiantes llegados de Africa.
Es interesante y pedagogico!!

Mis cordiales saludos

Miazuria (Miguel Angelo Jardim)

Comentário por Miazuria

Muchas gracias Miguel Angelo, pero no hace falta todavia el correo de tu amigo. Esto porque todavia tengo que acabar aqui en italia. Y ademas tengo muchas dudas.
Si un dia decidere, llegare a portugal y vere la universidad.

ps. no conocia este movimento de cristianos-socialistas. envestigare.

Comentário por sikandar

Amigo Miguel desculpe lá, se tivesse de escolher, escolhia:

HEBRÁICO 1
Horário previsto: 2ª e 4ª, 20H00-21H30
Duração prevista: 10 semanas

RUSSO 1
Horário previsto: 2ª, 4ª, 6ª 20H-21H30
Duração prevista: 5 semanas

NORUEGUÊS 1
Horário previsto: 3ª e 5ª, 20H00-21H30
Duração prevista: 10 semanas

http://ccl.pt/welcome3.php (Veja aqui)

Isto vai actualizando de vez em quando, amanhã poderá estar outro curso qualquer, não queria perder a oportunidade do Norueguês, embora aceite o seu conselho em relação ao Sueco, mas neste momento não está disponível. Os dois primeiros parecem mais complicados, e já me basta o Alemão para complicado.

Obrigado e um abraço

Comentário por Pantera

Amigo Pantera:
Olha que o Hebraico nao e assim tao complicado.
O russo, sim!

O unico problema,mas que e ultrapassavel, e a aprendizagem de um novo alfabeto, ainda por cima escrito sem vogais, refiro-me ao hebraico e claro.

Va bene caro Sikandar, pero estoy siempre disponible si necesitas de mas alguna informacion.

Ciao

Saludos y abraco ao Pantera

Comentário por Miazuria

Si, caro Sikandar, fue muy fuerte e importante, sobre todo en Sud America, Chile, Argentina,etc

Algunos de ellos son hoy una fuente ideologica para Chavez y compania. Los “indigenistas de Ciapas, en Mexico, con su comandante Marcos tambien sufren de esta influencia…

Ciao y abrazos

Comentário por Miazuria

Não seria melhor escolher a universidade em função do curso? Há umas melhores que outras, dependendo das áreas.

Comentário por Vera

“Não seria melhor escolher a universidade em função do curso?”

De facto isso parece sensato :)

Um abraço ao Miguel, que chute a segunda parte do artigo que isto interessa-me.

Comentário por pedro guedes

Outro para ti, Pedro.

Miazuria (Miguel Angelo Jardim)

Comentário por Miazuria




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