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E a Europa?
Esta deverá construir-se numa estrutura que garanta a coesão económica social e política. A filosofia de acção orientar-se-á pelo registo da unidade em torno dos valores comuns dos europeus e contra os inimigos que pretendem, de diferentes formas, destruir-nos. O modelo político da unidade Europeia poderá variar entre esquemas mais soberanistas (intergovernamental), de índole confederal, (união de estados soberanos) ou federal (federalismo).
Em qualquer dos casos a união consagrará a igualdade entre todos os povos Europeus, irmãos na cultura e na herança comum. Na sua rica pluralidade as culturas europeias não revelam antagonimos entre si, antes apresentam uma salutar e funcional complementaridade. Conforme esta perspectiva o conflito na ex-Jugoslávia foi uma tragédia, só serviu interesses obscuros, enfraquecendo o flanco leste e sul do continente europeu. Promover conflitos entre nações Europeias apenas beneficia os inimigos de ontem e de hoje do nosso continente. As comunidades orgânicas, munidas das suas liberdades concretas, equilibrio entre os direitos individuais, (liberdade de pensamento, de expressao) e os direitos colectivos ao trabalho, seguranca e paz social, opõem-se ao propagandeado discurso de defesa dos “direitos do homem”, a nova religião secular, totalitária, negadora dos direitos dos povos. Lembrando Ortega e Gasset, o ser humano só existe quando enquadrado nas suas circunstâncias históricas. A humanidade como entidade abstracta é pura ficção. É injusto conceder os mesmos direitos à vítima e ao agressor; premiar e recompensar da mesma forma o desonesto e o honesto! Ou seja, na melhor das interpretações, os chamados “direitos humanos” a serem aplicados, terão sempre que levar em consideração os particularismos sociais e económicos, assim como as realidades concretas etno-culturais de cada povo. Resumindo:a filosofia dos direitos do homem deverá obrigar-se a respeitar o momento histórico e a identidade dos povos. O indivíduo só atinge a plenitude das suas capacidades quando inserido e articulado com os interesses e o bem comum da sua comunidade.
4 Comentários até agora
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Concordo plenamente. Uma Europa fragmentada em estados nacionais já não será capaz de enfrentar estes desafios.
Comentário por António Marcelo Janeiro 22, 2007 @ 11:55 amCaro António Marcelo, somente a cegueira de alguns “nacionalistas” vistas curtas, amarrados a vetustos dogmas e a anacrónicos ódios intra-europeus é que não compreendem a necessidade da construção de um Bloco Eurosiberiano capaz de superar os desafios que se nos deparam a todos os Estados Europeus.
Comentário por arqueofuturista Janeiro 22, 2007 @ 12:04 pmA necessidade do “Bloco Eurosiberiano” é um conceito de Império que me parece interessante, e talvez imprescindível num futuro de enfrentamentos com a América ou a China.
Comentário por Antonio Lugano Fevereiro 20, 2007 @ 1:46 pmPorém, creio que, para não passarmos da “americain way of life” para a “russian way of life” (ou “germany” ou “french” ou …) deveremos, prioritariamente, assegurar a nossa identidade como Nação !
Estamos de acordo ?
Exactamente!
Estou de acordo consigo, não pretendo substituir um domínio por outro.
A minha ideia da Europa assenta em dois conceitos fundamentais:
autodeterminação de todos os povos Europeus, organizados em geometria política de modelo confederalista, iguais e soberanas; princípio da subsidariedade, no plano administrativo, e solidariedade fundada em valores comuns.
Receba as minhas melhores saudações,
Miguel Angelo Jardim
Comentário por Miazuria Fevereiro 21, 2007 @ 11:22 am